Sweet Temptation
8 Capítulo Sete - Prison
Notas iniciais
Espero que gostem (;
Bella POV.
Fui levada a um lugar menor, um pouco estreito. John manteve-se à frente, acendendo algumas luzes, mostrando um lugar claro e bonito, composto apenas por um tapete comprido e alguns quadros.
Ele parou diante de uma bela estante, que continha algumas obras de arte. Deslizou a mão para uma que estava mais embaixo, movendo-a para o lado e revelando uma pequena caixa com um botão. Após pressioná-lo, surgiu uma tela pedindo uma senha. Mantive meus olhos atentos, procurando ver o que ele estava digitando.
E então, após ele se afastar, voltando a enlaçar meu braço no seu, a estante se moveu um pouco, revelando uma porta de madeira, que contrastava perfeitamente com aquele ambiente.
- Primeiro as damas. – Os olhos de John me fitaram com malícia, um sorriso brincando em seu rosto.
Esperei que ele abrisse a porta e logo em seguida adentrei o local, as luzes se acendendo de forma automática. Deixei que meus olhos vagassem por cada detalhe, ficando realmente impressionada com tudo o que eu estava vendo ali. Não precisaria fingir interesse, pelo menos.
A sala era enorme, pintada em cores claras. Como no corredor, havia quadros tomando conta das paredes, mas diferente de lá, esses quadros continham fotos em preto e branco. Uma espécie de sofá estava localizado no centro da sala, dando a pessoa que se sentasse ali uma bela visão de tudo ao redor. Várias outras fotos estavam espalhadas em algumas mesas e outras em pequenas molduras douradas se encontravam em uma estante muito parecida com a que tinha se movido a pouco. Para completar em uma parede à minha direita, algumas câmeras profissionais – tanto as antigas quanto as novas – tomavam conta de prateleiras douradas.
- Uau – murmurei.
Eu senti John ao meu lado e o olhei rapidamente antes de voltar a minha atenção para tudo.
- Gostou? – indagou.
- É... – suspirei. – É tudo tão lindo...
Ele riu, aproximando do sofá e se sentando ali, seus olhos percorrendo meu corpo.
- Vá em frente, cara – sussurrou. – Pode andar ao redor, pegar, me fazer perguntas... Acredito que tenho boas histórias para lhe contar sobre cada lugar em que já estivesse.
Eu assenti rapidamente, sabendo que não tinha muito tempo para isso, mas minha intuição mandando que eu fizesse o que John tinha sugerido. Andei pela sala, tocando algumas fotografias, fazendo algumas perguntas. Deixei que meus dedos escovassem lentamente cada câmera, meus olhos ao mesmo tempo em que se encontravam presos nelas, observando as reações de John.
- É tudo tão lindo – sussurrei. – Eu sinceramente tenho medo de tocar algo e acabar quebrando...
Ele riu, levantando-se do sofá e se aproximando de mim. Ergueu a mão direita e passou seus dedos de leve em meu braço. Imediatamente lembrei-me dos toques que Edward e eu havíamos trocado outrora.
- John... – mordi o lábio inferior e me afastei. – Eu tenho um namorado...
Ele suspirou pesadamente, deixando que sua mão caísse, sua cabeça inclinando um pouco para o lado.
- Você é linda, Anabella – sussurrou. – Eu poderia te dar o mundo... Poderia te levar para todos esses lugares... Ao meu lado, você não teria que fazer absolutamente nada, nem mesmo levantar um dedo, cara.
- Não, John – disse. – Eu tenho o meu namorado, você tem a sua vida... Eu nem mesmo sei o que você faz, não conheço nada sobre você! Como posso simplesmente largar Anthony e...
Ele me interrompeu quase que imediatamente, colocando um dedo sobre meus lábios. Arregalei os olhos para ele, tentando parecer uma pessoa completamente indefesa, como se eu realmente estivesse considerando viajar pelo mundo com ele.
- Eu tenho condições de te tornar uma rainha, Anabella – murmurou.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, John se moveu, pegando uma das câmeras e a tirando da prateleira. Arregalei um pouco os olhos quando vi um visor pequeno ali. Observei-o digitar uma senha diferente daquela de outrora e apertar um botão, fazendo com que a estante se movesse, revelando uma porta.
- Acompanhe-me, por favor – pediu. – Deixe-me mostrar o meu poder para você, cara e dolce Anabella.
Eu o vi abrindo a porta, tornando a dar passagem para mim. Entrei, as luzes se acendendo de forma automática e fazendo com que eu ofegasse quase que imediatamente.
Eu já havia feito apreensões de drogas, armas e dinheiro. Já tinha ficado surpresa com a quantidade, tendo fechado casos incríveis em Phoenix.
E agora, olhando tudo ao meu redor, eu simplesmente não sabia o que fazer.
Armas estavam penduradas na parede à minha esquerda. Tantas armas que eu sinceramente perdi a conta. Abaixo delas havia pequenas caixas e dando uma segunda olhada, vi que se tratavam das munições.
Na parede a minha frente, havia dinheiro. Muito dinheiro. Dólar, euro, libra, real, iene, peso... Dinheiro de todas as partes do mundo, todos parecendo devidamente separados, estocados em prateleiras, parecendo extremamente novos.
E então, para completar... drogas. Cocaína, ecstasy, heroína, anfetaminas... Mais do que eu esperava, mais do que eu imaginava. O suficiente para prender John e sua turma para sempre.
- Viu, cara? – Ele se colocou a minha frente, seus olhos intensos nos meus. – Eu posso te dar o mundo. Posso te dar tudo o que você quiser.
Afastei-me dele um pouco, andando em direção às armas, as olhando de forma atenta, enquanto tentava pensar em uma maneira de prender John sem chamar muito a atenção. Como avisar a Edward? Como colocar os outros dois traficantes nisso?
- Eu nunca imaginaria – fingi estar surpresa, aproveitando o fato de estar de costas para John e pegar meu celular. Tão sorrateiramente como podia, abri o menu, programando-o para gravar. – Nunca imaginaria que você mexesse com essas coisas...
Tornei a guardar o celular na bolsa, deixando-a um pouco aberta.
- Posso lhe dar o mundo, cara mia – repetiu. – Isso que você vê aqui é apenas um pouco do que tenho. Todo esse dinheiro, toda essa droga... Tudo isso aqui... tudo isso pode te fazer uma rainha.
Engoli em seco, tornando a balançar a cabeça. Abri a boca, pronta para fazer uma pergunta que incriminaria os outros dois traficantes, quando ouvi um barulho alto.
Tiro.
John se moveu de forma rápida, pegando uma das armas e a carregando. Puxou-me para a sala de fotografia novamente, deixando-me atrás dele, apontando a arma para a outra porta.
Torcendo para que Edward estivesse bem, para que tudo desse certo e que conseguíssemos finalizar aquela prisão.
- John... – comecei.
- Shhh... – Ele me olhou rapidamente, antes de voltar a posicionar a arma. – Fique tranqüila, cara. Ninguém aqui vai te machucar.
Deixei que um sorriso nascesse em meu rosto e retirei a minha própria arma da bolsa, abaixando-me lentamente e a deixando no chão. Voltei a ficar de pé, movendo-me de forma silenciosa e então depositando a arma na têmpora dele.
- Polícia de Seattle – sussurrei em seu ouvido. – Largue a arma lentamente e coloque suas mãos aonde eu possa ver.
Imediatamente eu o senti congelar.
Edward POV.
Os minutos pareciam se arrastar enquanto eu tentava prestar atenção na conversa dos dois homens à minha frente. Suspirei pesadamente, olhando o relógio mais uma vez, antes de me voltar para Scott e Alan.
- Está tudo bem, cara? – Scott indagou, sorrindo um pouco. – Você parece estar querendo que sua namorada volte logo.
Dei de ombros, rindo.
- Sabe como é... – murmurei.
Eles riram, assentindo.
- Pode ficar tranqüilo. – Alan depositou um tapa em minhas costas. – Vamos conversar enquanto os dois não voltam.
Foquei minha atenção na conversa com os dois, procurando prestar atenção no movimento, só para ver se tinha algo de diferente. Acabei rindo um pouco com Scott e Alan, fingindo que tínhamos alguns interesses em comum, só para que eu pudesse me aproximar um pouco deles.
E então, alguns minutos depois, alguns movimentos estranhos chamaram a minha atenção.
Mulheres começaram a conversar entre si, trocando alguns saquinhos e dinheiro. Tanto Scott quanto Alan pareceram notar aquilo também, trocando sorrisos e alguns olhares.
Abri a boca para lhes perguntar o que aquilo significava, mesmo já sabendo. Porém, antes que eu pudesse fazer aquilo, senti meu celular vibrando no bolso. Puxei-o, ficando imediatamente tenso quando li a mensagem de Sam.
Problemas. Landon Carter, um traficante, acabou de entrar na festa. Tome cuidado. Ele e John têm uma rixa.
Voltei meus olhos para a entrada daquela sala, vendo um cara alto e negro entrando. Notei que Scott e Alan enrijeceram quase que imediatamente e me pus a frente deles, querendo evitar uma briga.
Entretanto, antes mesmo que eu pudesse pensar em um plano para manter Landon longe dali, o mesmo retirou uma arma do bolsa, apontando-a para o teto e dando um tiro.
- Cadê você, John? – gritou. – Você me deve! E eu não saio daqui enquanto não tiver o que é meu!
- Merda – murmurei.
Scott e Alan imediatamente retiraram uma arma, apontando para o Landon. Observei alguns outros homens fazendo o mesmo e imediatamente puxei meu celular, mandando uma mensagem para Sam.
Muitas pessoas armadas. Demais. Preciso de reforços. Agora!
Movi-me mais para o escuro, puxando minha própria arma e mantendo meus olhos em todos e na porta. Precisava saber se Bella estava lidando bem com John, onde eles estavam, se tinham escutado o tiro.
Comecei a respirar de forma um pouco aliviada quando vi Sam e alguns outros caras entrando. Fiz sinal para a porta que Bella havia passado para eles e segui para lá logo após eles assentirem.
- Polícia! – Escutei Sam gritar assim que deslizei pela porta entreaberta. – Larguem as armas imediatamente e coloquem as mãos onde possamos ver. Vocês estão cercados!
Comecei a andar pelos corredores, sem ter ideia de onde Bella e John pudessem ter ido. Amaldiçoei-me mentalmente por ter permitido que ela saísse com ele em primeiro lugar, sabendo que nunca deveríamos ter feito tal coisa.
Vi, enfim, um corredor iluminado, com uma estante parecendo fora do lugar, revelando uma porta. Apontei minha arma naquela direção, sem saber o que eu iria encontrar ali, andando de forma lenta, sentindo a adrenalina percorrer minhas veias, meu coração batendo forte e rápido contra o meu peito.
- Vo-você é policial? – Escutei a voz de John e comecei a andar de forma mais rápida. – Não! Não, eu...
- Coloque sua arma no chão, John! – O tom de voz de Bella era firme e controlado. – Não torne isso difícil, por favor.
Avancei pela porta, encontrando John apontando uma arma para a minha direção, a arma de Bella pressionada contra sua têmpora.
- John, ouça a Bella e largue a arma – disse. – A casa está cercada, seus amigos traficantes se renderam e já te entregaram. Largue a arma.
Esperei que John tivesse largado a arma antes de me aproximar e chutá-la para longe. Retirei as algemas que estavam guardadas no meu bolso e o virei, deixando-o de frente para Bella.
- Isso não vai ficar assim – disse ele. – Não mesmo, Bella. Você me enganou, me deixou pensar que você está interessada, me fez mostrar coisas... me faz falar coisas...
Eu o puxei em direção a saída, mas não precisei andar muito já que três policiais adentraram a sala onde eu me encontrava. Entreguei John a eles e me voltei para Bella, que se encontrava diante de uma máquina fotográfica.
- Você está bem? – indaguei.
Ela assentiu rapidamente, sua testa ainda franzida. Por fim, suspirou, sorrindo um pouco e se virando para mim.
- Tem algum lenço ou algum pano aí? – perguntou.
Eu franzi a testa para ela, sem entender porque, no meio de uma operação, ela iria precisar daquilo.
- Só me diga se tem ou não – revirou os olhos.
Procurei por um no meu bolso e acabei achando um guardanapo que eu nem tinha notado que tinha. Bella o usou para cobrir seu dedo indicador, moveu a máquina fotográfica de sua visão e digitou algo em um visor que apareceu ali.
- O que é isso? – murmurei.
- John me mostrou onde ficam guardadas suas preciosidades – sussurrou. – Bem ali, atrás daquela porta.
Segui até lá, empurrando-a e arregalando meus olhos assim que as luzes se acenderam. Deixei que um assovio escapasse da minha boca, sem saber o que dizer. Havia tanta arma, droga e dinheiro ali, que eu sinceramente não sabia por onde começar.
Puxei meu celular do bolso e disquei o número de Sam, falando rapidamente com ele sobre o que Bella havia encontrado. Ele pareceu realmente animado que tudo não estivesse perdido, dizendo para que ficássemos ali e esperássemos por ele e outros da equipe.
O resto da noite se passou de forma bem lenta.
Ficamos ali, esperando que todos contassem as drogas, armas, munições e dinheiro, empacotando e processando tudo. Sam fez perguntas a mim e a Bella, parecendo muito satisfeito como as coisas tinham ocorrido.
- Tudo saiu bem melhor do que eu esperava – comentou. – Quando eu vi o Landon entrar aqui, pensei que tudo ficaria perdido, mas parece que me preocupei sem necessidade. Assim que entramos e o terceiro traficante, Alan, viu John sendo preso... Ele começou a confessar tudo...
Eu assenti rapidamente, sorrindo um pouco.
- Obrigado a vocês dois – sorriu. – Vão para a delegacia, deixem seus relatórios para essa noite prontos e podem ir para casa.
- Obrigado, Sam – balancei a cabeça, virando-me e apontando a saída para Bella.
Ela me seguiu em silêncio, parecendo ter retornado ao modo profissional. Observei-a durante todo o caminho de volta, minhas mãos apertando o volante, enquanto eu abria e fechava a boca, pensando em algo para dizer.
Agora que tudo tinha se acalmado, que o nosso objetivo tinha sido cumprido, que as coisas tinham dado certo, eu voltara a pensar no que havia ocorrido naquelas duas noites. Os lábios de Bella nos meus, seu corpo parecendo se encaixar no meu com perfeição, enquanto ela gemia e me provocava.
Seus olhos, brilhando de forma maliciosa. Seus lábios, retorcidos em um sorriso safado.
Parecia que tudo havia mudado, mesmo que eu não conseguisse entender por que. Na outra noite, quando saímos da boate, havia ainda no ar aquela competição, aquilo de que fingiríamos ser namorados.
E agora... agora voltaríamos a agir de forma normal, seríamos profissionais.
Sem mais olhares maliciosos, sorrisos safados, dança, corpos grudados...
Suspirei pesadamente, estacionando em frente à delegacia e saindo do carro. Bella fez a mesma coisa, caminhando de forma rápida até ela, adentrando o local e partindo diretamente para a sua mesa.
Fiz o mesmo que ela, procurando trabalhar o mais rápido possível, preenchendo o relatório. Às vezes olhava para Bella, que se mantinha séria e concentrada em seu próprio trabalho, nunca olhando para os lados, nunca desviando os olhos dos papéis à sua frente.
E parecendo nem ligar para o que tinha acontecido naqueles dias.
Ajeitei-me na cadeira quando me lembrei do seu centro úmido... Suas pernas enroladas ao redor de minha cintura, seus lábios nos meus, no meu pescoço...
Como o que tinha acontecido podia não afetá-la de alguma forma?
Balancei a cabeça e respirei fundo, focando minha atenção no relatório. Deixei que minha mente vagasse pelos acontecimentos da noite, narrando-os da melhor forma que pude, pulando o que havia acontecido na pista de dança. Lembrei-me dos assuntos dos outros dois traficantes e do interesse que John parecia ter por Bella. Terminei-o rapidamente, pondo-me de pé e vendo Bella fazer o mesmo quase que imediatamente. Ela ainda usava aquele vestido vermelho, aquele batom vermelho, aqueles saltos altos e pretos.
- Quer uma carona? – indaguei a ela, ambos ainda parados em frente as nossas mesas, encarando um ao outro.
- Não vou para casa agora – disse. – Vou dar uma olhada na cela primeiro, só para ver como as coisas estão indo lá.
Assenti.
- Vou com você.
Nós descemos algumas escadas, adentrando algumas portas e passando por um corredor antes de chegarmos ao local onde ficavam as celas. Deixei que Bella fosse na frente, parando em uma onde Scott estava, só para encontrá-lo dormindo. Alan estava duas celas à frente, parecendo dormir também. Por fim, chegamos a última, onde John estava.
Sua cabeça imediatamente se moveu em nossa direção assim que ouviu um barulho. Ele estreitou os olhos quando me viu com Bella ali, suas mãos fechando em punhos.
- Fiquei sabendo que seu nome é Isabella – grunhiu.
Bella permaneceu calada, olhando-o por um minuto antes de tornar a se virar.
- Isso não vai ficar assim, cara Bella – sussurrou. – Você não perde por esperar.
Bella revirou os olhos, continuando a caminhar. Segui-a para fora da delegacia, tornando a oferecer uma carona.
- Não precisa – disse. – A casa do meu pai não é muito longe.
- Eu insisto – murmurei. – Está tarde e você está usando saltos.
Bella ergueu a sobrancelha, mas não disse nada. Guiei-a até o meu carro, adentrando-o e esperando que ela fizesse o mesmo. Nenhum de nós disse nada enquanto eu a guiava até a casa de Charlie, às vezes deixando que meus olhos grudassem em suas pernas torneadas ou em seu decote.
- Obrigada pela carona – disse ela, saindo do carro.
- Por nada – murmurei.
Observei-a entrar em casa antes de dar partida em meu carro, dirigindo-me para minha própria casa. Assim que cheguei, caminhei até o banheiro, despindo-me e abrindo o chuveiro.
Deixei que a água escorresse pelo meu corpo, pensando em como as coisas tinham mudado em tão pouco tempo e em como isso me deixava confuso.
Bella voltara para Seattle do nada, sem nunca ter procurado por Charlie ou ter ao menos pensado em saber se o pai estava bem. Passou todos esses anos praticamente o ignorando e eu realmente – se fosse ser completamente sincero – ainda tinha aquela raiva guardada. Por que voltar agora? Por que largar Charlie aqui durante todos esses anos?
Porém, desde que o chefe Gerandy tinha nos colocado como parceiros, algo havia mudado. A cada dia que passava eu ficava sem palavras para o quão Bella havia mudado. E eu a havia provocado. Vê-la ficar completamente branca e pálida quando Sam e Mark haviam anunciado que teríamos de fingir ser namorados, tinha me feito provocá-la, pensando se ela seria capaz de fazer aquilo.
E ela tinha revidado. À altura.
E agora as coisas haviam acabado; voltaríamos a agir somente como colegas de trabalho.
Mesmo eu querendo entender por que ela sumiu durante todos esses anos. Mesmo eu querendo entender por que ela nunca visitara Charlie, o deixando completamente sozinho. Mesmo eu querendo entender por que ela havia mudado tanto, o que tinha acontecido nesses anos, onde a Bella que tinha crescido comigo tinha ido parar.
E mesmo eu querendo entender por que tínhamos agido daquela forma.
Suspirei pesadamente, terminando meu banho e me secando. Coloquei uma cueca e me joguei na cama, deixando que meus olhos se fechassem e o sono tomasse conta do meu corpo.
Não sabia o que aconteceria daqui para frente, mas eu definitivamente iria tentar agir como se Bella fosse só qualquer outra colega de qualquer.
Assim como ela agia comigo.
Notas finais
Enfim, não vou me prolongar. Espero que tenham gostado e tudo o mais. Quem quiser spoiler, já sabe, né? Só deixar e-mail e tal.
xx
N/B: o edward cheio de pensamentos.... conseguiram prender os traficantes. Ai, ai vamos ver o que vem por aí, né?? Espero que os dois consigam conversar como pessoas normais logo haha beijos
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