Sweet Temptation
16 Capítulo Quinze - New Partner
Notas iniciais
Espero que gostem! E se divirtam haha (;
Nos falamos mais na N/A :3
Edward POV.
Eu rompi para fora da sala de interrogatório, fechando a porta atrás de mim. Respirei fundo, encostando-me na mesma, perguntando-me se eu tinha mesmo feito aquilo ou se tinha sido tudo imaginação.
Alguns segundos foram mais do que o suficiente para eu entender que, sim, eu havia feito aquilo. Havia beijado Bella, interrompendo-a. E, por mais que eu gostaria de dizer que não faria isso de novo, não iria conseguir prometer.
Eu estava meio que desesperado.
Saber do Chefe Gerandy que Bella e eu estávamos empatados e o que aconteceria caso continuássemos assim, fez com que eu perdesse uma batida do coração. Por mais que Bella tenha sido minha amiga, por mais que agora eu soubesse o que a tinha feito ficar longe por tanto tempo, ela ainda era minha concorrente.
E eu realmente queria aquele cargo. Cargo que eu sabia que ocuparia quando Charlie fosse se aposentar. Cargo pelo qual eu batalhava desde o meu primeiro dia aqui.
E então, vê-la conduzir o interrogatório, querendo saber o nome do cara que havíamos prendido... Saber que ela ganharia créditos por aquilo, que aquilo poderia contar como critério de desempate, meio que me fez perder a cabeça.
Eu não podia deixá-la vencer.
Suspirei pesadamente, balançando a cabeça e caminhando até a sala de interrogatório de outrora. Caminhei até o homem que tinha os olhos um pouco arregalados e me sentei diante dele, nunca desviando os olhos de seu rosto.
- Não temos tempo para brincadeiras aqui – disse. – Então, vai nos dizer seu nome e o motivo de ter entrado na escola ou teremos de jogá-lo em uma cela?
Eu o vi engolir em seco e olhar rapidamente para a porta antes de me fitar e assentir. E nos próximos minutos, eu o escutei dizer seu nome e também que só tinha invadido a escola porque seu filho estudava ali e a mulher não o estava deixando vê-lo.
- Eu juro – ele murmurou. – Eu me meti em alguns problemas, mas já estou resolvendo. Só queria ver meu filho um pouco...
Peguei a papelada necessária agora que eu sabia o seu nome. Procurei também um advogado que poderia ajudá-lo, caso ele estivesse realmente disposto. Depois de já ter terminado tudo, e me sentindo um pouco melhor, caminhei até a mesa, adiantando alguns relatórios. Dali alguns minutos seria a hora de ir embora para casa e eu queria deixar tudo tão organizado quanto possível.
Meia hora mais tarde, me dirigi para a casa dos meus pais, como há muito não fazia. Geralmente eu ia para o hospital após um turno, visitar Charlie, mas como tinha feito aquilo mais cedo, decidi que naquele dia iria visitar Esme e Carlisle.
Após estacionar, dirigi-me até a porta e bati, escutando a voz da minha mãe pouco depois informando que já vinha. Coloquei minhas mãos nos bolsos do uniforme que eu ainda usava, esperando.
- Edward! – Esme gritou, sorrindo, assim que me viu. – Você sumiu!
Eu sorri de volta para ela e a envolvi em um abraço, depositando um beijo em sua cabeça. Deixei que ela me guiasse para dentro da casa, escutando seus comentários sobre como eu tinha emagrecido e como tinha sumido.
- Eu devo ver Emmett mais do que você – comentou, erguendo uma sobrancelha. – E olha que ele vive viajando a trabalho.
- Sinto muito, mãe – disse. – Você sabe como é, entre os turnos e a viagem que eu fiz recentemente... Há muitos papéis para colocar em dia.
Ela sorriu.
- Eu sei, querido – comentou. – Vamos jantar?
Fiquei ali com ela até pouco depois de dez horas. Na hora de me despedir, prometi que voltaria mais vezes e que ligaria.
Assim que cheguei em casa, rumei para o banheiro e tomei um banho longo, me lembrando do que tinha acontecido hoje.
E como eu iria encarar Bella amanhã.
Tudo tinha mudado tão repentinamente. Em um dia eu estava tendo turnos com Charlie, ouvindo seus conselhos, me divertindo, como sempre nos divertíamos, ao mesmo tempo em que trabalhávamos. Ele me falava sobre como queria que eu tomasse conta da delegacia quando ele se aposentasse e eu lhe agradecia pela confiança, sempre lhe dizendo a mesma coisa sempre: que eu cuidaria daquela delegacia como se ela fosse minha.
E então, de um dia para o outro, ele foi para Forks e quando voltou, sofreu um acidente. Na semana seguinte, Bella estava trabalhando na mesma delegacia que eu e logo em seguida, o Chefe Gerandy nos informava que competiríamos pelo cargo máximo daquele local.
Como não ser competitivo? Como não ficar com raiva, mesmo agora entendendo por que ela tinha ido embora por tanto tempo?
Suspirando pesadamente, desliguei o chuveiro e puxei a toalha, me secando rapidamente. Após colocar apenas uma cueca, joguei-me na cama, torcendo para que eu conseguisse dormir logo.
Não obtive muito sucesso, no entanto.
Rolei um pouco na cama, pensando no que eu poderia fazer para ter um desempenho melhor do que Bella e garantir a vaga que eu tanto queria sem precisar ter que dividir a delegacia com ela. Após prometer a mim mesmo que eu me esforçaria mais, enfim deixei que o sono tomasse conta de mim.
_
Quando acordei, pouco antes de meu celular despertar, fui visitar Charlie no hospital, mas não demorei muito. Apenas o vi e conversei rapidamente com o médico, antes de voltar para casa e colocar uma calça de moletom e uma camisa cinza; uma corrida me faria bem.
Duas horas mais tarde, fui para a delegacia e tomei um banho ali, vestindo meu uniforme e indo para a minha mesa.
Eu tinha chegado um pouco mais cedo do que o necessário e aproveitei tal coisa para revisar todos os relatórios antes de encaminhá-los para a pessoa responsável por eles.
- Edward?
Eu ergui minha cabeça, encontrando o Chefe Gerandy ali. Fiquei de pé imediatamente e o cumprimentei.
- Hoje você e Isabella terão dois turnos, ok? – informou. – O primeiro eu quero que vocês façam juntos, como sempre. E o segundo vou pedir que vocês tenham um parceiro diferente, ok?
- Sim, senhor – eu disse. E depois, curioso para saber por que, de repente, ele tinha interesse em Bella e eu termos parceiros diferentes, perguntei: – Aconteceu alguma coisa?
Ele sorriu.
- Não, não – respondeu. – Eu só quero testar, ver todas as possibilidades.
Assenti.
- Isabella já foi informada – ele concluiu. – Eu vou deixar vocês saberem, quando voltarem, quem irá acompanhá-los na segunda.
Após ele sair, voltei a me sentar, relendo os últimos relatórios. Daqui a pouco, Bella e eu teríamos de partir para uma ronda, e eu queria deixar tudo organizado para partir logo em seguida.
- Hora de ir.
Olhei para cima, me assustando um pouco, vendo Bella parada ali com o semblante sério. Ela me olhou por um segundo antes de ajeitar sua arma e dar as costas, saindo da delegacia.
Organizei meus papéis antes de segui-la, puxando as chaves do meu bolso. Bella estava parada em frente ao carro, encostada na porta do lado do motorista, fazendo me lembrar que era a vez de ela dirigir. Olhando-a, mas sem dizer nada, lhe entreguei a chave e entrei pelo lado do passageiro.
Houve uma tensão no carro que não tinha outrora, mesmo quando nos ignoramos tanto quanto possível. Fizemos nosso trabalho no mais silêncio possível, até ele ser quebrado pela central, avisando de uma briga que estava tendo em uma casa.
Bella imediatamente ligou as sirenes, dobrando a esquina e avançando. Estacionou assim que chegou em frente à casa, pegando as chaves e saindo do carro sem nem me olhar.
- Deixe que eu assuma daqui – eu informei, tocando a campainha, escutando as vozes alteradas que vinham de dentro da casa.
Ergui o dedo, um minuto depois, para tocar a campainha novamente, mas fui impedido por Bella, que passou na minha frente, empurrando-me um pouco de lado, e batendo à porta com força.
- Polícia de Seattle! – Ela gritou. – Abram a porta!
A gritaria continuou durante alguns segundos, mas logo diminuiu. Ouvi passos vindo do lado de dentro da casa e me endireitei.
Uma mulher loira apareceu e ela parecia nervosa. Levou-me menos de um segundo para notar seu olho roxo demais e seu cabelo bagunçado. Em seus braços ela carregava uma criança que parecia adormecida, não parecendo nem um pouco incomodada com a gritaria de outrora.
- Boa tarde. – Bella murmurou. – Eu sou a oficial Swan e esse é o oficial Cullen, algum vizinho ligou falando sobre uma briga aqui... Podemos entrar?
A mulher engoliu em seco por um momento, fitando Bella, mas logo assentiu, dando passagem para que entrássemos.
Passei meus olhos rapidamente pelo local, vendo alguns cacos de vidro no chão e um pouco de água, assim como algumas flores.
- Há mais alguém na casa, senhora? – eu indaguei, voltando meus olhos para a mulher, que acariciava as costas da filha.
- Não – murmurou. – Meu filho mais velho está na escola, ele só volta mais tarde.
Assenti.
- Por que a senhora não conta o que aconteceu? – Bella indagou, seus olhos suaves.
Ela me olhou, seus olhos um pouco arregalados. Parecendo entender, Bella pegou sua mão e a guiou para outro cômodo, o que me fez fechar minhas mãos em punhos. Eu tinha pedido a ela que deixasse que eu comandasse tudo... E ela sequer tinha me escutado...
Ficamos ali durante um tempo. Interrompi a conversa das duas por um momento, perguntando a dona da casa se ela me dava permissão para dar uma olhada nos cômodos. Após ela me permitir, desviei dos cacos de vidro e adentrei a cozinha, que estava limpa demais e vazia. Dei uma olhada também no que parecia ser uma biblioteca com escritório, antes de seguir para o andar de cima, onde encontrei cinco portas, sendo que quatro delas estavam fechadas.
A primeira aberta era de um quarto muito rosa, que eu julguei ser da menina no andar debaixo. A próxima era de tons verdes com branco e muito provavelmente pertencia ao filho. Havia também um quarto de hóspedes e um banheiro, ambos vazios. E por fim, havia o quarto do casal, que estava um pouco bagunçado.
Mas como ele também estava vazio, eu voltei para o primeiro andar, onde Bella já estava esperando por mim. Sua expressão estava séria e nem um pouco satisfeita, o que me fez pensar que algo dera errado. Ao seu lado, a mulher, ainda carregando a filha, ainda tinha uma expressão carregada de medo.
- Aqui está o meu cartão, Sra. Roff – ela disse, entregando seu cartão a mulher loira, que o pegou com a mão trêmula. – Me ligue, qualquer coisa, ok? Não importa o horário, é só ligar.
A mulher assentiu rapidamente, empurrando um sorriso para fora do rosto. Nós começamos a caminhar em direção à porta e ela nos acompanhou, ainda sorrindo de forma falsa.
- É só ligar, ok? – Bella disse mais uma vez, já do lado de fora da casa. – Não importa a hora.
Após assentir, a mulher fechou a porta e nós caminhos até o carro. Bella mais uma vez entrou pelo lado do motorista, nunca me dirigindo a palavra.
Até que eu não agüentei mais o silêncio.
- O que aconteceu? – eu indaguei a ela, que aparentemente voltara à ronda como se nada tivesse acontecido. Ela me olhou rapidamente, a testa franzida, fazendo com que eu revirasse os olhos. – Quando eu fui verificar os cômodos, o que aconteceu? O que a Sra. Roff te contou?
Bella suspirou.
- Ela não quis me contar nada – deu de ombros. – Aposto que foi o marido dela quem fez aquilo, mas ela não quis me dizer nada.
Revirei os olhos mais uma vez.
- Talvez – zombei – se você tivesse permitido que eu assumisse o comando, como eu pedi, as coisas tivessem dado certo, mas não...
Pelo canto do olho, eu a vi apertar o volante com força.
- O que está acontecendo, Edward? – indagou, sua voz mais alta do que o normal. – Por que você está agindo dessa maneira tão idiota e estranha? Primeiro, ontem, quando eu estava interrogando aquele cara. Estava quase conseguindo a confissão e você veio agir daquela forma. Depois, você me beija e depois age como se nada tivesse acontecido? E agora isso? Você quer, pelo amor de Deus, explicar por que diabos está fazendo isso?
Fechei minhas mãos em punho, mas não disse nada, encarando o movimento lá fora – só assim percebendo que estávamos na rua da delegacia e que nosso primeiro turno tinha, provavelmente, terminado – ao invés de olhar para ela.
- Então é assim que você vai agir, não é? – continuou, estacionando em uma das vagas livres. Eu a vi retirando o cinto e a imitei, ainda sem responder, no entanto. – Pois então faça isso. Seja essa criança petulante.
Ela saiu do carro, fechando a porta com força atrás de si, assim que terminou de falar. Eu a segui, parando a sua frente, minhas mãos ainda fechadas em punho. Seus olhos castanhos estavam estreitos, brilhando de raiva.
- Eu estou cansado de empatar – comecei. – Não quero ter de dividir a delegacia com você. Quero vencer, quero aquilo pelo qual eu venho lutando desde o primeiro dia aqui. Não vou deixar o fato de você ser a filha do chefe de polícia nem ter sido minha amiga anos atrás atrapalhar. Farei qualquer coisa por esse cargo, Bella.
Ela levantou a sobrancelha, cruzando os braços diante de si, parecendo estar analisando as minhas palavras.
- Se é assim que você vai agir, tudo bem por mim – deu de ombros. – Não vou facilitar para você e não vou me deixar abalar por suas palavras. Ao contrário de você, confio em mim e em tudo o que faço, e vou continuar fazendo a mesma coisa. Se você não, bem... isso é problema seu. Continue agindo assim, Edward, como uma criança e vamos ver quem vai conseguir esse cargo no final.
Ela passou por mim, sem dizer mais nada, trombando em meu ombro de propósito. E eu apenas respirei fundo e fechei os olhos com força, procurando me acalmar antes de me virar e entrar na delegacia, pronto para começar mais um turno.
Bella POV.
Eu entrei na delegacia incrivelmente calma, apesar do que tinha acontecido há pouco e o que havia acontecido ontem. Parti direto para a mesinha onde ficava o café, pegando um copo e me servindo um pouco.
- Bella?
Olhei para o lado e sorri um pouco ao ver Mike, que também sorria.
- Oi, Mike. – Virei-me para ele, apoiando meu corpo na parede. – Como vão as coisas?
- Tudo bem – sorriu. – Como foi a ronda hoje?
- Tudo normal – dei de ombros, enfim tomando o último gole da bebida quente e jogando o copo no lixo.
- O Chefe Gerandy pediu para te avisar que seu próximo turno é comigo, tudo bem?
Parei por um momento, olhando para ele, antes de sorrir e assentir.
- Certo – disse. – Pode esperar só um minuto? Cullen e eu fizemos uma visita à uma família hoje e eu tenho que anotar algumas coisas...
Comecei a andar até a minha mesa, puxando o bloco onde eu havia anotado tudo, sendo seguida por Mike.
- Aconteceu alguma coisa lá? – ele indagou, sentando na beirada da minha mesa, enquanto eu pegava um relatório e começava a passar os dados do bloco para ele.
- Você sabe como é... – comecei, dando de ombros mais uma vez. – Casal brigando, mulher aparece machucada, mas não quer prestar queixa... Essas coisas.
Ele assentiu.
Comecei a anotar o nome da mulher, parando um pouco quando escrevi seu sobrenome, Roff. Eu tinha certeza de que já tinha o escutado em algum lugar, mas talvez fosse só uma coincidência. Afinal, eu atendia tantos casos todas as semanas.
- Espere um minuto. – Mike murmurou, se inclinando e dando uma lida no relatório. – Você foi à casa de George Roff hoje?
Eu olhei para cima e franzi a testa para ele, dando uma lida rapidamente no nome do marido da Maya, antes de assentir.
- Sim... – respondi, ainda sem entender sua surpresa e o motivo de ele estar sorrindo. – Não conversei com ele, no entanto. Só com a esposa, Maya.
Ele assentiu.
- Por quê? – indaguei, quando vi que ele não iria responder nada.
- Me conte como foi a visita, por favor – pediu, ainda sorrindo. – Prometo que depois te explico tudo.
Ainda confusa, e enquanto fazia minhas anotações no relatório, contei rapidamente tudo ao Mike, ocultando a parte de como Edward tinha sido um idiota. Quando terminei de contar ele sorria ainda mais e se afastou da mesa.
- Eu vou falar com o Chefe Gerandy rapidinho enquanto você termina com o relatório, ok? – disse. – Volto em cinco minutos.
Dei de ombros, assentindo, ainda mais confusa do que antes. Concluí o relatório e o deixei trancado na minha gaveta, sabendo que mais tarde eu iria querer reler tudo e ver se eu tinha me esquecido de alguma coisa.
- Pronta para ir? – Mike apareceu de repente, ainda sorrindo.
E eu somente assenti para ele, pegando as chaves da viatura e saindo da delegacia.
Nós entramos no carro em silêncio e continuamos assim pelos próximos dez minutos, enquanto eu dirigia.
- E então, Mike... – comecei, alguns minutos depois, querendo saber o seu interesse na família Roff. – Você não tem algo para me contar?
Ele apenas riu.
- Bem, sim – disse. – Na verdade, é um convite. Pelo o que você contou hoje, Maya Roff se sentiu à vontade com você. Não sei se você já ouviu falar dessa família antes, mas...
- Eu tenho a impressão que sim – interrompi-o, parando em um semáforo. – Não consigo me lembrar da onde, no entanto.
- Eles são mafiosos – disse. – Mexem com todo o tipo de coisa. E estamos, há meses, armando algumas coisas para prendê-los.
Assenti rapidamente, engolindo em seco ao me lembrar da filha da Maya em seu colo e do filho que estava na escola. Apertei o volante com um pouco mais de força, suspirando pesadamente.
- Será que a esposa dele sabe? – indaguei.
- Não sei – deu de ombros. – Acho que não, mas talvez saiba. Ela pode não ter lhe contado que o marido bate nela por ter vergonha e medo, como geralmente acontece com as vítimas de agressão. Mas o marido ser mafioso é um bom motivo também.
Assenti.
- E então, por que está me contando tudo isso? – indaguei. – Ela não me contou nada sobre isso... E eu também não conheci o marido dela, embora tenha certeza de que ele estava brigando com ela quando chegamos lá.
Mike riu.
- Conversei com o Chefe Gerandy hoje – disse. – Perguntei se podia convidá-la para participar e se juntar a nós. Você sabe, já que você e o Cullen estão sendo parceiros e estão disputando o cargo de chefe na delegacia, resolvi pedir, contando do que aconteceu hoje...
- E? – insisti.
- Se você quiser, há uma vaga para você na equipe. O Chefe também disse que isso poderá contar, você sabe, como pontos para você assumir o cargo. Afinal, é um caso importante.
Eu sorri, mordendo o lábio inferior.
- E então... você topa?
Eu olhei para Mike, ainda sorrindo, e assenti. Aproveitei o semáforo e estendi a mão para ele.
- Claro que aceito. – Ele aceitou a mão estendida e a apertou. – Obrigada por me chamar.
Mike riu.
- Claro, Bella, sem problemas – disse. – E bem-vinda ao nosso grupo.
Eu voltei a dirigir, escutando Mike contar tudo sobre o que eles sabiam até agora sobre a família Roff. Dei minha opinião algumas vezes e fiz alguns comentários, e ele aceitou todas em uma boa, dizendo que estava feliz por estar na equipe.
Enquanto conversávamos, lembrei-me de tudo o que Edward tinha feito ontem e hoje, e tudo o que eu havia dito a ele. Eu realmente faria de tudo para conseguir o cargo de chefe também. E no meio do caminho, provaria a todos que eu estava ali porque merecia e não porque meu pai era Charlie Swan, chefe de polícia da delegacia de Seattle.
Notas finais
Mas enfim, Edward agindo de forma totalmente imatura hmmmmmm... E Bella com um "novo parceiro" digamos? Onde será que isso vai dar, hein? Será que tem uma "história" por trás disso? Vamos ver... Vamos ver aonde vai dar esse Edward desesperado por esse cargo e essa Bella querendo muito provar que é boa no que faz. Vamos ver...
Espero que tenham gostado!
E a gente se vê no próximo capítulo (;
xx
Fale com o autor