Sweet Temptation
11 Capítulo Dez - Stalker - Parte II
Notas iniciais
Nos falamos por lá (;
Divirtam-se haha
Bella POV.
Eu me sentia inútil enquanto observava o movimento do lado de fora, meus olhos percorrendo a rua, se prendendo a cada detalhe. Qualquer ruído estranho era captado por meus ouvidos, qualquer movimento estranho, eu procurava olhar e ter certeza de que não era ele.
Adam Bradley.
Enquanto me lembrava agora do que tinha acontecido mais cedo, no supermercado, eu deixava que as memórias do passado tomassem conta de mim.
Os caras com quem minha mãe saía, sempre voltando bêbada para casa, me obrigando a crescer mais cedo, a tomar conta da casa sozinha e ainda por cima cuidar dela. Minha mente se focou em seu último namorado antes de Phil – pelo menos, o último que eu tinha conhecimento –, Adam. Alguém que eu tinha visto pouquíssimas vezes, alguém que eu nem fizera questão de realmente conhecer.
Afinal, para mim era só mais um. Alguém que ia aparecer de vez em quando durante um ou dois meses e que, como todos os outros, iria embora.
Aparentemente, devido ao que tinha acontecido recentemente, eu estava um pouco enganada.
Suspirei pesadamente, me afastando um pouco da cozinha e passando a mão em minha testa. Desde que eu tinha comunicado o chefe Gerandy sobre minhas suspeitas, ele tinha pedido que eu esperasse um pouco e logo veio me contar do que ele sabia, perguntando se eu sabia sobre o caso de Clary, uma mulher que tinha sido perseguida e assassinada há algum tempo, mas eles nunca tinham conseguido provar que tinha sido seu namorado insatisfeito com o fim do namoro.
E é claro que eu tinha ouvido falar daquele caso.
Só não sabia que Adam era o namorado. Que ele tinha sido o principal suspeito.
Pelo menos, isso tinha trazido algo bom. Como o crime tinha ocorrido em Seattle, tínhamos obtido a jurisdição que precisávamos para avaliar o caso como profissionais, como policiais.
O chefe Gerandy tinha me garantido que eles fariam uma investigação na delegacia e tinha me pedido para manter contato e conversar com os policiais daqui.
E agora, depois que eu tinha resolvido toda essa parte, não conseguia pensar em uma maneira de contar tudo à minha mãe e ao Phil.
- Bella?
Virei-me imediatamente, tentando sorrir e colocando uma mecha de meu cabelo atrás da orelha. Minha mãe me encarou, franzindo a testa por um momento, depois empurrou um sorriso para fora do rosto.
Eu sabia que ela estava preocupada com tudo o que estava acontecendo.
- Aconteceu algo? – Eu me vi perguntando, antes mesmo que pudesse realmente pensar.
- Não, não. – Ela se sentou no sofá. – Eu na verdade vim perguntar a você a mesma coisa... Fazem minutos que está parada aí, olhando para fora...
Eu suspirei.
- Só querendo saber se alguém vai tentar colocar o bilhete aqui – dei de ombros, sem desviar os olhos dela.
Peguei-me sorrindo um pouco, ao me lembrar que anos atrás eu não seria capaz de mentir com tanta facilidade. Outra coisa que a minha profissão tinha ajudado.
Ela assentiu.
- Obrigada por ter tirado uns dias de folga e ter vindo para cá – sorriu. – Eu não queria te tirar de Seattle. Especialmente agora, com seu pai preso em uma cama de hospital.
Franzi a testa, me perguntando se, em algumas de nossas conversas, eu tinha mencionado isso para ela. Por fim, suspirei, dando de ombros e me aproximando.
- Eu ligo para o hospital todos os dias para ter notícia dele – disse. – Ainda na mesma. E você sabe que eu viria, mãe. Não há problema algum.
Ela me mostrou outro sorriso, assentindo. Eu a encarei, sabendo que aquele era o melhor momento para lhe contar do que está acontecendo. Peguei-me olhando para a porta de entrada, sabendo que Phil não estava em casa, meio em dúvida se devia esperar por ele ou conversar com minha mãe primeiro, em particular.
Talvez ela pudesse me dizer algo sobre Adam. Algo que ela talvez não tivesse coragem de falar na frente de Phil.
Suspirei, balançando a cabeça e decidindo falar naquele momento. Peguei suas mãos nas minhas e encarei seus olhos azuis.
- Mãe, eu preciso falar com você sobre uma coisa – murmurei. Ela ergueu as sobrancelhas, seus olhos se estreitando um pouco. – Talvez vá ser um pouco assustador, mas eu preciso que você tenha calma e seja sincera comigo, ok?
Renée pareceu extremamente confusa, mas assentiu; suas sobrancelhas unidas, sua testa ainda franzida. Respirei fundo e fiquei calada por um momento, pensando em como começar.
- Eu descobri quem vem mandando bilhetes para você – disse de forma rápida, fazendo Renée abrir a boca e seus olhos se arregalarem um pouco. – Você o conhece e... namorou com ele durante um tempo, se eu não me engano.
Ela engoliu em seco, assentindo rapidamente. Tornei a respirar fundo.
- É o Adam – soltei.
Fiquei calada durante um momento, esperando que ela dissesse alguma coisa, atenta às suas reações. Alguns minutos depois, ela suspirou pesadamente e abaixou a cabeça, escondendo seu rosto de mim. Eu espero de forma paciente, sabendo que ela precisava de um tempo para assimilar tudo.
- Eu nunca poderia imaginar – murmurou. – Quer dizer, agora que você diz quem é, eu posso, mas... Adam? Nós terminamos há tantos anos e eu pensei que ele tinha aceitado o fim do relacionamento bem.
Ela parou de falar por um momento, tornando a suspirar.
- Você tem certeza de que é ele quem me mandou aqueles bilhetes? – indagou. – Que fez aquelas ameaças?
Assenti rapidamente, ainda a observando. Ela assentiu, ficando calada novamente antes de me fitar.
- E agora? – Sua voz não passava de um sussurro. – O que vai acontecer?
Peguei suspirando, mordendo o lábio inferior com força, sem saber como dizer a minha mãe o que eu tinha descoberto através do Chefe Gerandy. Eu sabia que ela tinha o direito de saber tudo o que estava acontecendo, mas ela já estava assustada com os bilhetes, os telefonemas... Como será que ela reagiria ao descobrir que ele tinha sido suspeito de um assassinato?
- Bella? – Chamou-me, olhando-me com atenção. – E agora? Ele vai ser preso?
Balancei a cabeça, fechando os olhos com força. Eu não tinha certeza de nada. Não custava esperar um pouco, ter mais informações, antes de deixar minha mãe saber de tudo...
- Estou investigando, mãe – murmurei, por fim, tendo tomado minha decisão. – Assim que eu tiver mais informações, e informações concretas, eu deixarei você saber, ok?
Ela assentiu rapidamente, suspirando. Peguei suas mãos nas minhas, apertando-as de forma gentil e sorrindo para ela.
- Só peço que tome cuidado e não saia sozinha, ok? – disse. – Eu não sei o que ele quer e prefiro que você fique em segurança até que eu descubra.
Ela tornou a assentiu, empurrando um sorriso para fora do rosto. Então, ela se levantou, passando as mãos nos cabelos de forma nervosa, o que me levou a ter certeza de que eu tinha feito a coisa certa.
- Eu vou tomar um banho – murmurou. – Se Phil chegar, não conte nada a ele ainda, ok? Eu quero conversar com ele eu mesma...
Assenti, e a observei dar a volta no sofá e subir as escadas em direção ao segundo andar. Assim que ela fechou a porta do banheiro e eu tive a certeza de que ela não ouviria minha conversa, peguei meu celular no bolso de trás, discando para o número do Chefe Gerandy.
- Pois não? – Ele atendeu quase que imediatamente, mantendo sua voz serena, como sempre.
- Chefe Gerandy, é Isabella – cumprimentei-o.
- Oh, certo – disse. – Aconteceu algo?
Eu contei a ele sobre a conversa que eu tinha tido com a minha mãe, deixando-o saber que eu preferiria conversar com ela sobre o passado de Adam depois, quando eu tivesse mais informações. Ele concordou comigo quase que imediatamente.
- Eu estava pensando em algo, Isabella – ele disse, continuando antes mesmo que eu pudesse dizer algo: – Você podia trazer sua mãe e padrasto para Seattle por uns dias?
Eu franzi a testa, avaliando o que ele tinha dito.
- Eu tenho certeza de que o Bradley vai segui-la – continuou. – E aqui, nós podemos agir de forma mais rápida e sua mãe vai estar mais segura.
Balancei a cabeça, sabendo que aquele era o melhor plano e a melhor coisa que podíamos fazer naquele momento.
- Eu acho uma ótima ideia, senhor – murmurei.
- Ótimo – respondeu. – Por que você não dá uma volta pela cidade? Se você avistar o Bradley, conte seus planos de trazer sua mãe para Seattle... Eu quero que ele fique sabendo... E deixe-me saber o que aconteceu logo em seguida.
Depois de concordar mais uma vez e dizer que eu iria deixá-lo a par de tudo, eu desliguei, tornando a guardar meu celular no bolso. Fiquei observando o movimento lá fora, enquanto ouvia o barulho do chuveiro. Ele parou não muito depois e eu fiquei atenta ao barulho da porta do banheiro. Assim que a ouvi sendo aberta, dirigi-me para o andar de cima, sorrindo para minha mãe que acabava de sair do banho.
- Alguma novidade? – perguntou, fitando-me com atenção, seus olhos um pouco arregalados.
- Ainda não, mãe – menti. – Phil vai demorar muito?
Ela deu de ombros, colocando a cabeça dentro do quarto por um momento, antes de voltar e me dizer que o horário de ele chegar em casa estava se aproximando.
- Por quê? – Ela voltou seus olhos para mim.
- Só quero dar uma volta – dei de ombros, sorrindo de forma tranqüila para ela. – Acho que vai ser uma boa ideia deixar você e Phil um pouco sozinhos para conversar.
Ela assentiu, sorrindo um pouco para mim.
Phil chegou não muito depois. Eu os deixei sozinhos o mais rápido possível, caminhando por Forks, lembrando-me da época em que morava aqui. Entrei em alguns lugares, ficando só durante alguns minutos, até me lembrar de um bar que minha mãe costumava ir.
Ele estava um pouco mais cheio do que eu esperava, mas continuei caminhando, pedindo uma cerveja para um dos garçons que circulava o local.
Sentei-me a uma mesa mais ao canto, deixando que meus olhos passeassem pelo lugar. Não muito depois, consegui identificar Adam em meios às pessoas, o que me fez sorrir um pouco.
Era hora de colocar meu plano em ação.
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Mantive-me observando durante mais algum tempo, antes de dar uma volta e começar a puxar assunto com as pessoas.
Conversei com alguns colegas de escola e por um momento – após notar que Adam tinha seus olhos em mim – deixei que eles soubessem de meus planos para levar Renée e Phil para passar uns dias em Seattle comigo.
- Eu vou tentar ir amanhã ou depois – dei de ombros. – Acho que vai ser bom para eles, sair um pouco da cidade, sabe?
Continuei conversando durante mais algum tempo, antes de voltar para o meu lugar e me sentar ali, pegando mais uma garrafa de cerveja.
- Olá.
Eu virei minha cabeça, sorrindo um pouco ao ver Adam ali. Estreitei meus olhos por um momento, antes de retribuir ao cumprimento.
- Ei – disse. – Você é aquele cara do supermercado, não é?
Ele assentiu rapidamente.
- Importa-se? – indagou, apontando para a cadeira vazia.
- Claro que não – sorri. – Pode se sentar.
Ele sorriu e se sentou, levando sua garrafa até a boca, antes de tornar a abaixá-la e apoiá-la com a boca.
- Você mora aqui? – ele indagou, inclinando a cabeça para o lado.
Eu tomei mais um gole da minha cerveja, fingindo rir de forma alegre. Dei de ombros, olhando-o com um enorme sorriso no rosto.
- Eu estou passando um tempo com a minha mãe, mas não moro aqui – respondi. – Acho que vou até voltar para a minha casa amanhã ou depois.
Ele assentiu, seu rosto sério por um segundo, antes de ele recompor e tornar a sorrir.
- Você já morou aqui, certo? – tornou a perguntar.
Eu o encarei por um momento, estreitando os olhos. Ele estava me sondando...
- Sim, sim – assenti rapidamente, antes que ele notasse minha breve hesitação. – Por um período, apenas. Não gostava muito daqui, então não me lembro dessa época.
Ele tornou a assentir, fitando sua garrafa por um momento.
- Entendi – sussurrou. – Quando você parte?
Eu sorri imensamente.
- Ah, acho que amanhã ou depois – dei de ombros. – Só esperando minha mãe e meu padrasto se decidirem.
Ele tornou a assentir.
- Isso é bom – murmurou. – Bom, eu vou indo. Foi um prazer conversar com você...
- Isabella. – Estendi a mão e deixei que ele a apertasse. – E você é?
Ele tornou a hesitar, engolindo em seco antes de dizer seu nome.
- Adam.
Observei-o sair do bar e fiquei ali durante mais cinco minutos. Levantei-me, paguei a conta e caminhei até a casa da minha mãe, nem um pouco surpresa por já encontrá-la escura.
Caminhei até o meu quarto e me troquei rapidamente, antes de me enfiar nas cobertas, esperando que ela e Phil concordassem em ir para Seattle. Eu realmente só queria que tudo aquilo acabasse logo. Só queria voltar para o meu trabalho e minha vida.
Suspirando pesadamente, arrumei a coberta ao meu redor, fechando os olhos e deixando que o sono tomasse conta de mim.
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Acordei no dia seguinte bem cedo, já ouvindo barulhos no andar de baixo. Troquei-me rapidamente e fiz minha higiene matinal, antes de seguir para a cozinha, encontrando Phil tomando café.
- Bom dia, Bella. – Ele sorriu para mim, repousando sua caneca em cima da mesa. – Dormiu bem?
Eu assenti, sorrindo para ele e devolvendo o cumprimento.
- Minha mãe ainda está dormindo? – indaguei, servindo-me um pouco de café antes de me sentar à mesa.
- Está – murmurou. – Ela conversou comigo ontem...
Assenti rapidamente, fitando Phil com atenção.
- O que vai acontecer agora, Bella? – indagou-me. – Vocês já não podem prendê-lo?
Suspirei pesadamente.
- Não ainda – disse. – Na verdade, Phil, eu estava pensando em levar você e Renée para passarem um tempo comigo em Seattle... Eu conversei com meu chefe e ele acha que tem pistas de esse Adam ter feito algumas coisas no passado... Seria mais fácil para nós trabalharmos, se vocês estivessem lá.
Ele me observou por um momento, antes de suspirar.
- Eu sei que é muito em cima da hora falar isso – continuei, quando percebi que ele não ia falar nada –, mas ia ser melhor, mesmo. Minha mãe pode ter proteção policial lá, a gente pode dar mais atenção ao caso...
Ele assentiu.
- Eu tenho férias para tirar – disse. – Eu posso tentar tirá-las agora... Tomara que sua mãe concorde.
- Ela vai – sorri.
Foi difícil convencer Renée, um pouco, mas ela acabou concordando. Eu liguei para o Chefe Gerandy para lhe informar dos meus planos, dizendo-lhe que partiríamos no dia seguinte bem cedo.
Finalmente, eu voltaria para Seattle.
E esperava resolver esse problema da minha mãe logo.
Edward POV.
Continuei envolvido na investigação, disposto a ajudar Bella e Renée, assim como conseguir algumas respostas. O Chefe Gerandy mantinha contato comigo a todo o momento, atualizando-me sobre o que estava acontecendo.
Até que um dia chegou e ele me disse que Bella estava voltando para Seattle.
Junto de Renée e Phil, padrasto de Bella.
- Você pode ir encontrar com Isabella na casa do Charlie, Edward? – Chefe Gerandy me indagou. – Eles iam sair de Forks de manhã cedo e devem estar quase chegando. Eu quero resolver tudo isso o quando antes.
Assenti imediatamente.
- Pode deixar, Chefe Gerandy – disse. – Isabella já está a par de tudo?
Ele assentiu.
- Peça que ela traga a mãe para cá o mais rápido possível, por favor – ele me pediu.
Eu franzi a testa.
- Mais alguma pista sobre o tal do Adam? – indaguei, inclinando a cabeça para o lado.
Ele assentiu.
- Estamos suspeitando que ele é culpado por mais dois crimes – disse. – Precisamos conversar com a mãe de Isabella.
Engolindo em seco, eu assenti, pegando minha mochila e me dirigindo para a viatura, já que eu estava indo à casa de Charlie como policial, não como alguém que tinha sido amigo de Bella por tanto tempo e que conhecia Renée.
Não demorei muito para chegar, perdido em meus próprios pensamentos. Ainda estava tentando entender tudo o que tinha acontecido nos últimos dias, me perguntando se era por isso que Bella tinha ficado todos esses anos fora, se era por isso que ela nunca tinha vindo visitar Charlie.
E se ele sabia de alguma coisa.
Tanto quanto eu gostaria de saber de tudo isso, eu tinha certeza de que se perguntasse a Bella, agora, ela não iria me contar. Não depois de eu tê-la tratado com frieza nos primeiros dias aqui. Não depois de tudo o que tinha acontecido, desde o disfarce até a prisão que tínhamos efetuado, até começarmos a tratar um ao outro de forma profissional.
Suspirando pesadamente, estacionei o carro em frente a casa, desligando a viatura e puxando a chave comigo. Havia um carro desconhecido parado na garagem e eu me perguntei se aquele carro seria de Phil ou Renée.
Caminhei até a porta e toquei a campainha de forma hesitante, mexendo minhas pernas desconfortavelmente. Será que o Chefe Gerandy tinha contado a Bella que eu estava ajudando na investigação?
Alguns minutos depois, escutei o barulho de passos do lado de dentro e a porta foi aberta. Encontrei uma Isabella muito cansada, seus cabelos longos presos em um rabo de cavalo.
- Edward? – Ela franziu a testa, olhando para fora de casa por um momento antes de tornar a me fitar. – Aconteceu alguma coisa?
- Chefe Gerandy me mandou – respondi. – Ele quer que eu leve sua mãe até à delegacia.
Ela assentiu, suspirando pesadamente.
- Phil está tirando um cochilo. – Ela se moveu para o lado, apontando com a cabeça para dentro, em um convite silencioso para eu entrar. – Minha mãe está no banho. Vem, vamos até a cozinha.
Eu a segui, surpreso por ela estar falando comigo daquele jeito, sem estar em seu modo profissional.
- Você está bem? – Eu me vi perguntando, enquanto fechava a porta atrás de mim e a seguia.
- Só cansada – deu de ombros. – Eu dirigi de Forks para cá.
Assenti.
- Você está ajudando na investigação? – ela indagou, pegando duas canecas e colocando café em ambas. Eu aceitei uma quando ela estendeu para mim.
Eu tornei a assentir.
- Bom – sussurrou. – Aqui... Eu vou te mostrar os bilhetes que eles receberam.
Eu li cada um dos bilhetes, meus olhos se prendendo e se arregalando com o último que ela me passara. Engoli em seco antes de fitá-la, sem conseguir acreditar no que eu tinha acabado de ler.
- O quê? – indagou.
- Esse bilhete... – sussurrei. – Quando ela o recebeu?
- Estava na porta, hoje de manhã – disse. – Por quê?
Eu tornei a engolir em seco, encarando Bella.
Como eu iria dizer a ela que a namorada de Adam, assassinada, tinha recebido o mesmo bilhete pouco antes de morrer?
Notas finais
Agora, sobre o capítulo... Vamos ver o que acontece com esse Adam. Era pra eu ter concluído a história dele nesse, passando para uma parte que (acho) vocês vão gostar, mas ele já ia acabar ficando grande demais, então passei para o próximo. Vamos ver se tudo acontece como estou planejando.
Obrigada pelo carinho de vocês e mais uma vez desculpem-me! Quem aqui lê Encantado, torça muito por mim, porque a correria é tanta que nem terminei capítulo de amanhã ainda (mal comecei, para ser sincera) e por isso não mandei spoiler essa semana. Então, se o capítulo de amanhã atrasar, tenham também um pouquinho de paciência, ok? Assim que estiver pronto e betado, ele será postado.
Por hoje é só (falei muito, haha)
xx
PS: Vou tentar mandar spoiler do de semana que vem, então só deixar e-mail. Mas já vou avisando que é isso: tentar. Não vou prometer nada, porque né... Nunca se sabe.
N/B: ai meu caralho que eu não tenho puta que pariu socorro meu deus a~sapçslasa~çsla e agora, José? D:
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