Sweet Temptation
1 Uma noite de sábado: Sozinha? Não dessa vez!
Notas iniciais
Amanda andava de um lado para o outro do quarto, estava tudo escuro e silencioso. Estava sozinha. Sábado à noite e ela estava sozinha em seu apartamento. Ela não sairá de casa há quase uma semana. Desde que aquelas malditas férias começaram. Era uma técnica de informática de uma das maiores empresas multinacional do Brasil. Uma das melhores. Sua vida era seu trabalho. Sem amigos, sem família, sem namorado. Aos 27 anos e já tinha tudo com o que sonhara, não, não tudo que sonhara. Amanda não sonhava. Tinha objetivos. E alcançara cada um deles. Tinha um ótimo emprego, um apartamento com vista privilegiada e todos os confortos e tecnologia que o dinheiro podia comprar.
Amanda foi ate a cozinha e pegou uma taça de vinho e voltou pro quarto. Como ela adorava vinhos. Sentada em sua cama olhando a taça de vinho vazia, teve uma idéia, iria passear de carro. Olhou no relógio 23:15. Não era tão tarde. Ela se levantou, colocou a taça sobre o criado-mudo. Correu ate seu closet e pegou a primeira roupa que encontrou. Uma calça jeans preta, uma blusa frente única vermelha e um casaco preto. Seus inseparáveis sapatos de salto altos prata estavam do lado da porta. Pegou suas chaves e sua carteira e apertou o botão do elevador particular.
Amanda olhou pelo retrovisor de seu jaguar cinza, não avia ninguém atrás dela. “Ótimo” pensou ela desanimada. Ela parou assim que o sinal fechou. Ela não sabia onde estava, não conhecia aquela região. Ela olhou para os lados procurando alguma placa que pudesse indicar onde ela esta. Foi então que notou um grupo de homens estranhamente vestidos conversando. Quando um deles notou que ela os olhava curiosamente, sorrio e veio andando calmamente em sua direção. Ele era alto e moreno, não usava camisa, apenas uma calça de coro indecentemente colada ao corpo.
- Boa noite boneca. – disse ele. – posso... Ajuda-la em alguma coisa?
- Talvez... – disse indecisa, olhou novamente para os homens que haviam ficado longe observando. Um deles lhe chamou a atenção.
- E no que seria exatamente? – disse ele com um sorriso travesso.
- Eu estou meio perdida... – disse desviando olhar do lindo sorriso do homem e voltando a encarar o rapaz que estava encostado na parede. Percebeu que eles pararam de conversar e apenas a observava.
- Ah longe de casa?
- Sim. – ela respondeu sem encará-lo. – acho que peguei a rua errada.
- Entendo... – ele pareceu notar que ela observava um de seus colegas. – gostaria que eu o chamasse?
- Quem? – perguntou ela confusa.
- Meu... Amigo. – respondeu ela sorrindo. – talvez ele pudesse lhe fazer companhia esta noite.
- Oh... – Droga! Como ela não percebera antes? Sabia muito bem que tipo de companhia aqueles homens poderiam lhe oferecer. – eu... Gostaria sim. – disse contrariando seu bom senso. O que? Ela não entendeu o que a levara a aceitar uma proposta tão... Tão!
- Claro. – ele sorriu novamente e se afastou.
Ela observou o homem moreno se afastar, sem olhar pra trás. Droga! Ela deveria ter perdido o juízo. O que ela iria fazer com um... Com um... Todo pensamento se foi assim que o viu. Ele era ainda mais alto que o moreno, mas forte, sua pele era clara, seu cabelo escuros como noite sem lua. E os olhos! Castanhos, cor de mel...
Gabriel não entendeu o porquê de a estranha mulher querer ele ao invés de Marcus. Mas mesmo assim foi atender ao pedido dela, afinal esse era seu trabalho. Ao se aproximar pode ver que os cabelos dela eram vermelhos como sangue. Seus olhos eram de um verde esmeralda. E a julgar pelo carro, extremamente rica...
- Ola. – disse ele sorrindo e se debruçando na janela do carro.
- Oi... – disse ela com a voz fraca. – olha eu...
- Gostaria de Campânia esta noite? – o completou quando ela ficou quieta. Ele viu o rosto dela ficar vermelho.
- Sim... Bem... Não.
- Sim ou não? – perguntou ele confuso.
- Gostaria de Campânia. – ela parou e sentiu o rosto corar ainda mais. – mas não apenas essa noite.
- Como? – perguntou ele ainda mais confuso.
- Gostaria que você me fizesse Campânia pelos próximos 15 dias.
- Eu... Acho que não entendi. – disse ele ainda mais confuso. A mulher era louca?
- Eu lhe pararei 20 mil reais para que passe 15 dias em meu apartamento comigo.
- 20 mil? – ele perguntou incrédulo.
- Sim 10 mil agora e 10 mil depois. Tudo em dinheiro.
- Depois?
- Depois de ter terminado o... Serviço. – ela disse com um suspiro.
- Eu... Eu... Não sei se... Espere um momento esta falando serio?
- Eu acho que sim.
- Acha?
- É... Acho sim. – ela disse por fim. Com certeza ela perdera completamente o juízo. Mas não passaria o resto de suas férias sozinha, não mesmo!
- Espere um instante. Eu não me demoro.
Ele se afastou aos passos largos. Que mulher estranha. Será que falara serio? 20 mil... Por 15 dias... Deveria estar sonhando. Ele chamou Marcus, seu irmão saberia o que fazer, afinal era mais experiente nisso do que ele.
- Ela quer que eu lhe faça Campânia.
- E o que você ta fazendo aqui?
- Não. Ela quer que eu lhe faça companhia por 15 dias.
- Como assim? – perguntou Marcus desconfiado.
- Ela quer que eu passe 15 dias com ela, por 20 mil!
- Por quanto?
- Ai você me ouviu! – disse impaciente.
- E o que você ta fazendo aqui? – repetiu Marcus.
- Acha que eu devo?
- Eu acho sim... – ele olhou discretamente para mulher sentada impaciente no carro. Viu ela que ela estacionara o carro no acostamento. – ela é muito bonita, e aparentemente tem dinheiro.
- Ela disse que me daria 10 mil agora e 10 mil depois. Em dinheiro!
- E o que você ta fazendo aqui! – disse o irmão sorrindo. – vai lá e tente aproveitar. Encare isso como férias.
Gabriel voltou ao carro da estranha mulher, ela o fitou constrangida e olhou para a estrada.
- Eu aceito sua oferta.
- Certo. – ela não ousou olha-lo. – entre.
- Ok. – ele entrou no carro, e olhou discretamente pra mulher sentada ao seu lado.
- Gostaria que eu o levasse ate sua casa, Para buscar suas roupas?
- Ah... Certo tudo bem.
Ele a guiou ate um prédio que não ficava muito longe de onde ela o encontrará. O prédio estava em péssimas condições, ela observou. Gabriel foi buscar suas roupas. Assim que ele saiu do carro ela reparou nas roupas que ele usava. Uma jaqueta de couro e uma calça de couro preta. A jaqueta estava aberta. Ela não se permitiu continuar olhando. Nem percebeu quando ele voltara e entrara no carro com uma pequena mala. “Ótimo” pensou nervosa.
- Sabe como chegar na sua casa?
Na verdade? Não..
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