Gabriel estava surpreso ao entrar no grande prédio onde Amanda trabalhava. Tudo era impecavelmente decorado, Eles se dirigiram a recepcionista que ficou visivelmente nervosa quando olhou para Amanda.

- Maria Onde esta Josh? – perguntou Ela olhando friamente para a recepcionista que ficou pálida imediatamente.

- Ele esta esperando pela senhorita na sua sala. – respondeu Maria constrangida. – ele...

- E a Verônica?

- Esta com ele...

Amanda lançou um ultimo olhar para Maria antes de caminhar rapidamente para um dos elevadores, Gabriel sorriu gentilmente para a recepcionista e seguiu Amanda que continuava com uma expressão irritada no rosto. Gabriel não deixou de notar o quanto ela ficava diferente quando estava trabalhando, ela não sorria, não dizia palavras amigáveis, não havia o menor traço da Amanda gentil que ele conheceu. Eles seguiram em silencio até o vigésimo terceiro andar, assim que as portas se abriram um homem de cabelos negros impecavelmente penteado para trás vestido com um terno cinza feito medida pareceu na porta e entregou uma pasta a Amanda.

- Senhorita...

- Não quero saber. – disse Amanda pegando a pasta das mãos dele e caminhando entre as diversas pessoas que olhavam com ar de deboche para ela, Amanda as ignorou. – Onde esta verônica?

- Estou aqui querida. – respondeu uma voz melosa. Gabriel olhou para trás e viu uma linda mulher, vestida em um vestido preto acima dos joelhou, colado de mais para o local de trabalhos, tinha longos cabelos negros até a altura da cintura e olhos azuis perfeitamente maquiados. – Veja o que temos aqui, não conseguiu ficar longe do escritório por muito tempo não é querida?

- Duas coisas para você, primeiro não estou aqui por que quero estou aqui por cauda da sua incompetência, segundo não me chame de querida você não dorme comigo.

- E alguém nesse mundo dorme Amanda? – retrucou Verônica falsamente.

- Eu durmo. – respondeu Gabriel caminhando até a moça. – Ola, meu nome é Gabriel.

- Gabriel... – Alertou Amanda, mas ele já cumprimentava Verônica que olhava para ele com obvio interesse. – Verônica esse é o meu namorado, Gabriel. Josh prepare o servidor.

- Namorado? E desde quando o ratinho do escritório tem um namorado?

- Ratinho? – perguntou Gabriel levemente irritado.

- Deixa isso pra lá Gabriel, eu tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar aqui perdendo meu precioso tempo com essas... futilidades.

- futilidades? Com que você pensa que esta falando?

- Com um ser incompetente que não sabe nem seguir instruções básicas! Você não serve nem como substituta temporária como espera conseguir o meu cargo algum dia? Realmente deprimente!

Amanda saiu deixando Verônica vermelha de raiva, Gabriel foi do lado dela e segurou-lhe uma das mãos. Amanda olhou para ele e agradeceu silenciosamente. Eles foram até uma sala com uma porta grossa, não seria exagero dizer que era trancada a sete chaves.

- Gabriel eu sinto muito, mas você não pode entrar aqui, eu não me demoro... Acho...

- tudo bem amor, eu te espero aqui. – Respondeu Gabriel se inclinando e dando um leve beijo nos lábios dela, Amanda ficou corada.

- Ok.

Enquanto Amanda se trancava dentro da sala Gabriel se perguntou porque todos do escritório pareciam não gostar dela. Uma moça baixa e gorducha, com encaracolados cabelos pretos e olhos castanhos se aproximou dele.

- Deseja alguma coisa senhor?

- Não obrigada. Você trabalha a muito tempo aqui?

- Sim senhor, eu sou a secretaria da senhorita Amanda.

- pode me responder uma coisa?

- o que quiser.

- Porque ninguém aqui pareceu muito feliz por Amanda estar de volta?

- Se-senhor, bem eu crio não poder responder a essa pergunta... – murmurou a moça corada.

- È Gabriel, não é? – murmurou Verônica atrás dele. — Annia pode se retirar.

- Sim senhorita. – assim que Annia saiu Verônica se aproximou mais de Gabriel. — Então você namora a Amanda há muito tempo?

- Sim há alguns meses... – mentiu Gabriel desconfortável com a proximidade da moça.

- Então porque eu nunca ouvi falar de você?

- Eu e a Amanda estávamos com alguns problemas, ela trabalhava muito. Mas agora esta tudo bem, quando ela me disse que estava tirando férias, eu fiz o mesmo, para ficarmos mais tempo juntos, nos conhecer melhor... – improvisou Ele.

- Deve estar desapontado não é mesmo?

- Porque diz isso?

— Ela não tem nada de especial para se conhecer, e como todos aqui já sabemos ela não é exatamente uma pessoa... normal.

- E porque diz isso? – perguntou Gabriel sentindo uma fúria crescente dentro de si.

- Primeiro, ela é viciada em trabalho como você já deve ter notado, ela nunca sorri, não gosta de sair para lugar nenhum, é realmente insuportável, eu não deixei de notar que você perguntou porque ninguém aqui gosta dela, eu te respondo, ela se acha de mais, esta sempre a um passo a frente de todos, nada a abala, é fria e indiferente, da ordens e espera que elas sejam cumpridas imediatamente e sem questionamento, é rude e totalmente frigida;

- Como? – perguntou Gabriel sem se controlar e caiu na risada.

— Do que você esta rindo? Essa é a verdade sua namorada é insuportável, acredite.

– você não poderia estar mais enganada, redondamente enganada... – Gabriel notou que varias pessoas olhavam curiosamente para ele, silenciosamente ele se repreendeu por se esquecer do local onde estava, mas aquela mulher estava tirando ele do serio. – mas que diga, porque você pensou uma coisa dessas?

- Simples porque metade dos homens desse escritório já tentou, e algumas mulheres também, e ela simplesmente não correspondeu a nenhuma delas.

- Fico feliz por isso, agora se não se importa poderíamos parar de falar da vida sexual da minha namorada?

- Claro, deve ser difícil pra você admitir que sua namorada é frígida...

- Minha namorada não é frigida. – disse Gabriel friamente. – E na verdade eu nunca tive tanto prazer em estar com uma mulher como acontece com a Amanda, e não há ninguém melhor para mim.

- Isso porque você não me conhece. Eu poderia...

- Não poderia nada! Eu não te conheço, mas também não quero conhecer.

- Nossa não fique bravo comigo... – Disse Verônica fazendo biquinho e colocando as mãos no peito dele. Gabriel estava prestes a dizer umas verdades para aquela mulher insuportável quando ouviu uma voz tão docemente familiar.

- Eu agradeceria se você tirasse as mãos do meu namorado, Verônica. – disse Amanda aparecendo ao lado deles.

- Porque tem medo de perder seu macho é?

- Novamente, duas coisas pra você, ele não é o meu macho porque eu sou uma mulher e não um animal, segundo eu não tenho medo de perder ele, não para você, afinal ele não ia me deixar por tão pouco.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.