Notas iniciais
ooooi gente, como estão? Muito obrigado pelos comentários *-* Espero que gostem do novo capítulo desejo à vocês uma boa leitura.

Diante de meus olhos eu via toda a minha esperança se esvaindo. Não havia mais saída, eu não poderia mais fugir. Meu destino foi selado no exato momento em que Odin entrou por aquela porta.

Eu não sabia como agir, meu desejo era gritar e correr para longe de todos mas mesmo desejando isto do fundo do meu coração eu permanecia paralisada sem realizar movimento algum sem sequer dizer uma palavra. A poucos metros de mim estava o poderoso deus Odin, ele era bajulado por meu pai enquanto eu me mantinha ao lado de Viserys.

Lentamente levei o olhar até a direção de minha mãe, ela chorava sem parar. Por mais que eu quisesse sentir raiva deles eu não conseguia, eu era incapaz de odiar minha própria família mas eles haviam me traído e isso não seria fácil de perdoar. Viserys, diferente de nossa mãe não parecia sofrer nem um pouco pelo que poderia me acontecer, pelo contrário ele transbordava animação.

— Como pode estar tão feliz em uma situação dessas? — indaguei em tom baixo.

— Você deveria ver o lado bom da situação, minha irmã. — respondeu ele sorrindo enquanto observava atentamente na direção de Odin.

— Qual é o lado bom? — se houvesse um lado bom ele era completamente desconhecido para mim. Tudo o que viu eram coisas terríveis, mas ele parecia crente de que algo maravilhoso estaria por vir.

— Se for uma boa garota. — sussurrou ele se aproximando ainda mais de mim. Eu o olhei curiosa sobre o que ele iria dizer — Você será rainha. — suas últimas palavras me assustaram, a possibilidade disto acontecer era praticamente inexistente. Além do mais não era o que eu desejava, para que isso acontecesse eu teria que me casar com alguém terrível, entre ele e a morte sem dúvida alguma eu preferia morrer.

— Aproxime-se, garota. — ordenou Odin friamente. Respirei fundo e cautelosamente caminhei em sua direção, parando diante dele.

Minha respiração estava ofegante e meu coração parecia estar a ponto de pular do meu peito com a assustadora velocidade com que ele pulsava. Cada parte do meu corpo tremia de medo. Eu estava diante dele, do grande deus Odin. Ele iria me matar.

"Eu vou morrer"

Esta pequena palavra dominava meus pensamentos, ela tinha o gigantesco poder de me destruir. Ele me examinava minuciosamente, provavelmente pensando em como acabar com a minha vida insignificante e o pior de tudo é que minha família estava ali ao meu lado e não movia um dedo para me ajudar. Friamente traída e abandonada, entre tantas eu fui a escolhida para acalmar a ira do deus.

Após uma eternidade, Odin finalmente parou os olhos diante de mim. Sua expressão fria e arrogante me fez tremer ainda mais.

— Está com medo? — indagou ele com sua voz trovejante, eu apenas me dignei a assentir com a cabeça. — Se mais humanos fossem como você talvez não teríamos chegado a tal ponto.

Eu esperava pelo pior mas para minha surpresa nada foi feito, sem dúvida eu temia levantar a cabeça e ousar olhar na direção dele. Muitos perderam o respeito por Odin e começaram a se rebelar contra ele, diferente dos demais minha família sempre fez questão de demonstrar respeito. Claro que também o respeito muito, porém ser morta por um erro que eu não cometi, isso é algo que foge a minha compreensão.

— Está estampado em seu rosto que não deseja a morte. — ouvir repentinamente a voz de Odin me retirou de meu devaneio. Reuni coragem o bastante para me virar para ele.

— O senhor tem razão. Eu não desejo morrer, mas se puder fazer algo para redimir os humanos do desrespeito ao senhor, eu farei. — murmurei, na esperança de que houvesse uma maneira de ajudar a todos e sair viva.

— Na verdade há. Você me parece uma boa garota. — suspirou ele me observando atentamente como se me avaliasse para algo importante. — Dará uma ótima esposa.

— Esposa de quem, meu senhor? — temia profundamente por sua resposta.

— Meu filho, Loki. — respondeu ele dando um rápido sorriso satisfeito ao me ver despencar diante de sua proposta.

Loki, um louco perverso. Amante da morte, e escravo fiel de tudo que há de mal. Um verdadeiro monstro. Por mais que eu deseje ajudar não posso fazer isso, não posso me casar com aquele homem. Me joguei aos pés de Odin, implorando por sua misericórdia.

— Por favor, tudo menos isso. Eu não quero me casar com Loki. — supliquei aos prantos.

— Sim você se casará. Foi a escolhida entre os humanos para pagar pelos pecados de toda a sua raça. — disse ele, completamente indiferente as minhas palavras. — Levem-na. — ordenou a seus guardas que me apanharam do chão e me carregaram me afastando de minha família.

Eu lutava para me desvencilhar dos braços deles. Era inútil, não havia como escapar. Ao olhar por uma última vez para minha família notei que meu pai e meu irmão não pareciam sofrer por minha condenação mas minha mãe, ela sim sofria. Eu iria sentir tanta saudade dela. Eu havia recebido uma punição pior do que a morte. Arrancada dos braços de minha família e levada a força para um príncipe louco. Em pouco tempo eu estaria morta.


Eles me seguravam e eu não tinha chance alguma de conseguir me soltar e mesmo que conseguisse a ira de um deus iria cair sobre mim. Naquele momento eu não temia a morte mas com certeza eu não seria a única punida, o motivo pelo qual Odin ainda não havia exterminado todos os humanos foi pelo pedido de um dos poucos ainda fiel a ele que ofereceu a mim como sacrifício.

Se eu me rebelasse diante dele todos iriam morrer. Ele saiu na frente a cada passo dado por ele todos se afastavam, ninguém ousava ficar no caminho de Odin. Eu era praticamente arrastada atrás dele por seus servos, todos me olhavam assustados e eu já havia cansado de lutar, simplesmente fechei meus olhos e desisti.

— Daenerys! Daenerys! — um grito longínquo me chamou a atenção. Em meio a tanto silêncio uma voz chamava desesperadamente por mim.

Ao abrir meus olhos me deparei com Daario, ele corria em nossa direção tentando nos alcançar. Os outros guardas de Odin o seguraram impedindo que ele se aproximasse ainda mais de nós, mesmo assim ele lutava com todas as forças para chegar até mim.

Diante de tamanho esforço e empenho para se aproximar de mim eu não pude conter as lágrimas, eu pensava que era um sacrifício para salvar a vida de todos mas eles não mereciam isso, nenhum deles parecia sofrer por mim ou sequer gratos por meu sacrifício o único que realmente era merecedor do que eu fazia era ele, Daario. O primeiro homem que amei e tenho certeza de que será o último. Meu único amor.

— Daenerys! Eu irei te salvar, eu prometo. — gritou Daario, enquanto parávamos diante de um estranho círculo.

Eu o observei com os olhos repletos de lágrimas e com o coração apertado, talvez eu nunca mais o visse. Admirando por uma última vez seu rosto, uma forte luz surgiu e me cegou por completo. Aqueles poucos segundo pareciam ter durado uma eternidade, até que finalmente eu pudesse enxergar novamente, mas aquele era um lugar completamente desconhecido para mim.

Observei ao redor, estávamos dentro do que parecia ser uma cúpula. Os homens que antes me seguravam enfim me soltaram. Diante de mim estava um homem segurando uma gigantesca espada, com uma reluzente armadura dourada, ele também usava um elmo com chifres e seus olhos eram estranhos, era como se ele pudesse ver tudo.

— Este é Heimdall, nosso guardião, não há nada que passe despercebido por seus olhos. — informou Odin. Agora eu podia entender o porquê de ter tido tal impressão com seus olhos, então ele realmente podia ver tudo. O sentinela que se mantinha imóvel olhou em minha direção.

— Seja bem-vinda a Asgard. — ao ouvir suas palavras eu fiquei sem reação, eu estava em Asgard. Não existia mais escapatória para mim.

— Não se preocupe minha jovem, tenho certeza de que irá se encantar com Asgard. — disse Odin me convidando a caminhar ao seu lado.

Uma extensa ponte estava a nossa frente, ela tinha as cores do arco-íris e em baixo dela havia um grande rio. Enquanto caminhávamos não pude deixar de notar os inúmeros palácios dourados tão reluzentes quanto a armadura do guardião, apesar de não querer estar ali eu não podia negar que estava completamente maravilhada com a beleza daquele mundo tão novo para mim.

Ao fim da ponte nos encontramos com uma jovem moça de longos cabelos escuros vestindo um vestido branco como o meu, eu não sei porquê mas algo me dizia que assim como eu ela não pertencia a aquele lugar.

— Está é Mira, ela será sua serva. — sorri para a jovem, talvez ela pudesse se tornar minha amiga, este pensamento aliviava meu temor — Cuide bem dela. — ordenou Odin se virando, obviamente um deus deveria ter muitos assuntos a tratar.

— Sim, senhor. — assentiu Mira. Ela voltou a atenção para mim sorrindo e me pediu para segui-la.

Entramos no gigantesco castelo de Odin, se ela não estivesse comigo com certeza acabaria perdida. Tudo naquele lugar parecia tão impressionante, com certeza não havia nada no mundo que se comparasse com a magnificência daquele castelo. Mira me levou até meus aposentos, assim como o resto do castelo ele era deslumbrante.

Mesmo minha família sendo rica nunca presenciei tamanho luxo, até mesmo as paredes eram feitas de ouro, não havia dúvidas de que aquela era a morada ideal para um deus. Enquanto era hipnotizada pela beleza do quarto Mira havia parado diante de mim, talvez esperando que eu voltasse de meu transe.

— Isso é incrível! — suspirei — Você é de Asgard?

— Não, senhora. Fui trazida para Asgard quando criança, mas nasci na terra. — explicou ela gentilmente. Agora que eu estava em Asgard provavelmente eu o encontraria em breve.

— Mira, por acaso o Loki também vive aqui? — indaguei receosa quanto a sua resposta. Evidentemente ela percebeu minha aflição e novamente sorriu para o meu alivio.

— Sim. Mas não precisa se preocupar, o castelo é extremamente grande não há risco de se encontrarem, além do mais somente amanhã irá conhecê-lo. — a simples ideia de vê-lo me assustava, eu havia ouvido tantas histórias sobre sua maldade e frieza, com certeza ser esposa dele não seria algo bom.

— Talvez não te agrade a ideia de se casar com ele mas deve ver o lado bom, senhora. — a olhei surpresa, assim como o meu irmão ela conseguia ver um lado bom nesta situação.

— E qual seria? — perguntei caminhando até a grande janela de meu quarto, dela era possível ver toda a Asgard.

— Se tornará nossa Khaleesi. — ouvir aquela palavra me fez lembrar de minha mãe e uma exorbitante saudade inundou meu coração.

— Eu nunca quis ser uma Khaleesi. — murmurei a mim mesma chorando em silêncio. Sendo vencida pela minha dor.

Notas finais
E amanhã finalmente teremos a aparição do nosso amado Loki ♥