Notas iniciais
Hey, amados! Tudo bem com vcs? Espero que sim e com prometido já estou de volta com um capítulo literalmente quente para vocês hahhaha Boa leitura!

Um som longínquo me fez despertar assustada. Após muitas horas enfim havia conseguido um momento de paz e acabei adormecendo, observei ao redor o anoitecer chegara e a escuridão inundava o quarto destruído por mim, durante meus delírios. Estava tão exausta que tinha adormecida ali mesmo, sentada no chão ao lado da porta ansiando para que ela fosse aberta e eu libertada. Uma parte de mim começava a se arrepender por ter subestimado Loki, fui muito ingênua em achar que poderia enfrenta-lo de igual-para-igual, sem falar que me mantive muito segura dos sentimentos que ele nutre por mim. Por mais que me ame ele não hesitará em me matar.

O dia de hoje havia sido terrível para mim, por longas horas fui obrigada a permanecer imóvel enquanto aqueles repteis me infernizavam, levou um certo tempo até que eu percebesse que elas faziam parte de uma ilusão, mas nem por isso me pareciam menos reais. Logo em seguida o feitiço que me imobilizava se desfez, no entanto, as cobras foram transformadas em centenas de escaravelhos, eu perdi a noção de quanto tempo fiquei em cima do parapeito da janela na tentativa de fugir do alcance dos insetos. Ao pôr do sol eles se uniram dando origem a imagem de Fenrir, ele estava maior e mais assustador do que o original, diferente dos outros eu não pude tentar me manter fora de seu alcance e durante meus esforços para destruir a ilusão acabei provocando o caos em meus aposentos.

Porém, a última coisa com a qual me importava neste momento era a mobília, Loki me manteve presa por um dia inteiro, cercada por tormentos inacabáveis. Ele honrara com êxito sua fama de louco cruel, desta vez eu havia sido humilhantemente derrotada, mas minha mente rancorosa criava uma maneira de lhe fazer pagar pelo que ele havia me feito, no entanto, a razão me dizia que eu deveria pôr um fim em minha rixa com Loki. Afinal, na noite anterior foi me dada a chance de partir para Midgard, mas eu havia recusado e escolhido permanecer ao seu lado. Eu o tinha traído, meu dever era pedir perdão e torcer para que está guerra fosse exterminada de uma vez por todas. Repentinamente notei o barulho da fechadura, em seguida a porta que se manteve selada finalmente se abrira.

— Senhora, o que faz aí no chão? — indagou Guren, como se estivesse diante de uma criança travessa, ela repousou a bandeja que trazia sob a mesa e me ofereceu a mão para me ajudar a levantar.

— Obrigado. — agradeci, aceitando sua ajuda, ao me levantar olhei de relance a porta, nela haviam dois guardas, de fato certificando-se que eu permanecesse como prisioneira. Aproximei-me discretamente e a fechei — A festa está acontecendo?

— Sim, a Rainha ficou muito preocupada e me pediu para que viesse ver como está. Ela e Odin parecem ser os únicos que não sabem que está cativa em seu próprio quarto. — dizendo isto ela observou meu quarto, obviamente se assustando com a destruição que o dominava.

— Ele não apenas me prendeu, mas também deixou sua magia me torturando. Este lugar tornou-se o próprio inferno para mim. Ah, Guren, eu deveria ter lhe escutado, tantas vezes você me avisou e eu de tola a ignorei. Loki é perigoso demais para se ter como inimigo. — confessei, a surpreendendo, com certeza ela pensava que eu ainda mantinha meu pensamento de antes que poderia enfrenta-lo sem dificuldade alguma.

— Khaleesi, você é jovem e forte, mas Loki é um deus. — ela se aproximou de mim e acariciou meus cabelos, com um olhar afetuoso — E ele a ama, e você a ele. Não há porque brigarem tanto, um dia se tornarão rei e rainha de Asgard e precisarão confiar um no outro para cuidar bem de nosso reino.

— Acha que ele irá me perdoar? — indaguei, apreensiva, com o gênio difícil que ele possuía creio que seu perdão seria praticamente inalcançável.

— É claro, afinal, quem ousaria ficar contra a Rainha Dragão? — sorri com seu comentário, aquilo me fazia lembrar de quando pensava em me tornar a mulher mais poderosa de Asgard quando meus dragões nascessem, e agora eles estavam afastados de mim e eu não possuía poder algum.

— Diga-me, como estão meus dragões?

— Eles estão bem, senhora, estão com Mira. — respondeu ela, fazendo com que meu coração se tornasse mais leve, sabia que com ela eles estariam a salvo. Um toque na porta nos interrompeu, Guren virou os olhos, exasperada — Infelizmente, devo ir, querida, farei todo o possível para retornar em breve. Durma bem. — ela me deu um beijo na testa e se retirou, e novamente eu estava só.

Por mais que eu tentasse não conseguia adormecer, estava há tempos rolando na cama. Virei-me em direção a janela, observando a lua, tantas coisas haviam me acontecido em tão pouco tempo, eu não era mais aquela garota assustada que foi trazida à Asgard, mas também não era a mulher forte e destemida que considerava ser. Uma parte de mim amava Loki e outra Daario, uma parte de mim era corajosa, enquanto a outra fraca, uma deseja permanecer em Asgard e a outra anseia por voltar para casa.

Eu havia sido feita em pedaços desde que cheguei até aqui, eram tantas dúvidas e incertezas que me rondavam, aos poucos eu perdia a noção de quem eu era e o que realmente queria. Fechei meus olhos, lamentando tantos problemas, e o pior era que eu era a causadora de grande parte deles. Eu estava presa e na mais completa solidão porque fui incapaz de viver em paz com meu marido, sim ele é um tirano, mas também é capaz de ser doce e amoroso e eu estraguei tudo. Talvez Raya tenha razão, ele irá me odiar e seu amor por mim acabará.

Ouvi um leve toque na porta, provavelmente seriam os guardas, no entanto notei meu engano quando num golpe apenas a porta foi arrancada. Me levantei assustada, sem entender o que significava aquilo, seres gigantes e com a pele azulada adentraram em meus aposentos. Pela aparência só poderiam ser os gigantes de gelo Jotunheim. Eles estavam na minha frente e não havia escapatória alguma para mim, aquilo deveria ser um ataque a Asgard, ou seja, mesmo que eu tentasse escapar haveriam centenas deles por toda a parte.

— Vamos leva-la. — ordenou um deles, com uma voz monstruosa.

E como ordenado os outros dois vieram até mim e me seguraram, eles eram tão absurdamente fortes que senti uma dor imensa no instante em que me tocaram. O gigante a nossa frente passou a caminhar, e os que me seguravam prontamente o seguiram. Eu não entendia o porquê ou para onde estavam me levando. Como eu pensava, aquele de fato era um taque, os gigantes dominavam o castelo e os asgardianos gritavam e tentavam escapar dos inimigos, eu desejava ajuda-los, mas não conseguia sequer me soltar quanto mais vencê-los. Ao fim do longo corredor havia uma sala escura, da qual eu não sabia da existência.

Eles finalmente me soltaram, porém, aquela era uma cela secreta. Haviam algemas presas as paredes que um deles utilizou para me prender, tentei me soltar, mas novamente não obtive sucesso. Os três estavam diante de mim, e eu começava a temer o que estava por vir, de repente Loki adentrou a sala, por um breve momento suspirei aliviada, pensando que ele viera ao meu auxilio.

— Tem uma bela esposa. — comentou o mais assustador dos gigantes, eu não entendia o que estava acontecendo, os gigantes estavam atacando Asgard e me feito prisioneira e Loki estava de braços cruzados.

— Sim, ela é a mais bela de Asgard e Midgard. — afirmou ele, aproximando-se de mim — Mas beleza não é o suficiente, é necessário poder também, e você tem muito, com aqueles dragões. — ao ouvirem dizer a última palavra, a cobiça se tornou evidente em seus olhos — Enquanto não souber usar todo esse poder continuará sendo uma mulher fraca.

— Você traiu Odin. — murmurei, completamente abominada com a crueldade do homem a minha frente.

— Acredite, ele me traiu primeiro. — retrucou ele, acariciando friamente meu rosto — Torne-se forte e eu porei todos os reinos aos seus pés, não haverá um que ousará se levantar contra nós. — suas palavras pareciam ter sentido para ele, enquanto para mim eram apenas besteiras saindo da boca de um monstro capaz de trair sua família e seu povo, inclusive a mim.

— Vamos, Laufey, eu lhe entregarei a cabeça de Odin. — disse ele se afastando de mim, então aquele era Laufey, o rei dos gigantes. Ele havia se aliado aos inimigos e planejava a morte do próprio pai, meu desejo era gritar e amaldiçoa-lo, mas eu estava horrorizada com a maldade dele, eu era incapaz de dizer palavra alguma.

— E a garota? — indagou Laufey, com um estranho interesse.

— Façam o que quiserem. — respondeu ele, com desprezo, se retirando, juntamente com Laufey. Eu não podia crer no que havia acabado de ouvir daquele maldito, Loki era um monstro odioso, que me enganou desde o começo e eu fui uma imbecil em acreditar nele. De uma maneira ou de outra eu sairei deste lugar, e quando isto acontecer eu o matarei.

Os gritos eram ensurdecedores, de certa forma agora eu me considerava uma asgardiana e desejava fazer algo para protegê-los, afinal, o príncipe deles havia se revelado um grande traidor. Sem a ajuda de Loki e com a morte de Odin, não haveria ninguém forte o bastante para vencer os gigantes, se ao menos meus dragões estivessem comigo eu poderia me libertar e até mesmo destruí-los.

— Então, onde estão os dragões? — indagou um dos gigantes, como eu imaginava eles não desejavam apenas a morte de Odin, mas também meus dragões, no entanto diferente de Loki eu não tinha intenção de colaborar com aqueles miseráveis.

— Você nunca terá os meus dragões. — respondi, o olhando com ódio. O que não o agradou nem um pouco, eu sempre imaginei que os gigantes fossem bárbaros, e eu estava correta. Ele deu um tapa em meu rosto, tamanha era a sua força que provocou um novo corte em meu rosto que começou a sangrar.

Por todo o reino eu era chamada de “A Não Queimada” e vários outros títulos que me faziam parecer impressionantes, mas aqui estou completamente rendida, sem poder fazer absolutamente nada. As palavras de Loki começavam a se repetir em minha mente, como um mantra, ele havia dito que eu não sabia usar meu poder, eu precisava encontrar uma maneira de usar minha força. Em minhas veias corriam sangue de dragão, eu era a mãe deles, sendo assim, se eu os chamasse eles viriam até mim.

— Venham até mim. Venham até a mãe de vocês. — sussurrava incessantemente a mim mesma, na esperança de que eles me ouvissem. Para minha surpresa eles adentraram a sala voando, pousaram sob a mesa atrás de mim. Eles os olhavam extasiados, deveria ser a primeira vez que viam dragões e se dependesse de mim seria a última.

— Resolveu nos entregar o que desejamos. — constatou erroneamente meu inimigo.

— Não darei o que vocês desejam, mas sim o que merecem. — disse, dando um sorriso perverso, vendo minha vingança se aproximando — Dracarys! — três grandes chamas dispararam atrás de mim, incendiando os dois gigantes, sua força e tamanho foram reduzidas a nada, apenas com o fogo das pequenas criaturas ao meu lado. Drogon voou até mim e mordeu as algemas me libertando, imediatamente sai da cela e caminhei pelos corredores, infestados de gigantes — Matem todos. — ordenei aos dragões, que prontamente saíram voando pelo castelo atacando todos os gigantes, por sorte não haviam mais asgardianos em perigo, eu me perguntava o que estava acontecendo.

Após me certificar de que não haviam mais gigantes no castelo, sai ansiando por poder acabar com a vida daquele traidor, no entanto uma gigantesca multidão me aguardava, eram os asgardianos, ao me verem começaram a gritar meu nome e a me agradecerem, Odin e Frigga estavam no meio da Bifrost e se não me engano pareciam me aplaudir e a gritar as mesmas coisas que o povo, eu não compreendia absolutamente nada.

— Obrigada, senhora! — disse Mira, segurando minha mão com um imenso sorriso no rosto — Se não fosse por você e Loki…Vocês nos salvaram, finalmente o rei dos gigantes está morto. — a olhei confusa, Loki havia armado está invasão e agora era chamado de herói. Ele estava a poucos metros de mim, caminhei apressada até ele, meus dragões estavam comigo e eu estava pronta para acabar com sua vida.

— Fico feliz em ver que está bem. — disse ele, cinicamente, aproximando-se de mim para me abraçar, pus a mão em seu peito o impedindo de se aproximar.

— Seu maldito traidor! — murmurei com raiva, ele ignorou minhas palavras e continuou a sorrir como se nada tivesse acontecido.

— Parabéns, meu amor! — ele colocou a mão sob a minha e tocou meu rosto, uma estranha sensação atravessou meu corpo, senti uma leve dor de cabeça e era como se aos poucos eu fosse me esquecendo de algumas coisas, era isto, ele estava apagando a minha memória, eu não tinha mais o controle sobre meus pensamentos, sua traição seria completamente esquecida — Você provou ser forte o bastante, você será, a minha rainha. — ele deu um breve beijo em meus lábios e me olhou preocupado — Ainda está brava comigo, Dany?

— Não. — respondi, tentando me lembrar do porquê estava tão furiosa com ele antes, talvez fosse pelo fato dele ter me punido mais cedo, estava na hora de acabar com nossa briga — Me perdoaria pela forma como agi hoje?

— É claro, eu te amo. Saiba que tudo o que faço é para o seu bem, querida. — sorriu ele, e eu retribui. Enfim, estávamos em paz novamente, desta vez eu não faria nada que pudesse acabar com isto, não haviam mais mentiras ou segredos nos atrapalhando, Loki não era o mesmo de antes e eu começava a amá-lo de verdade.

Notas finais
Mas que truquezinho baixo, hein? Espero que tenham gostado, não se esqueçam de dizer o que acharam :)