Notas iniciais
Heey, queridos! Tudo bem com vocês? Demorei, mas cheguei com um novo capítulo, espero que gostem.

Ao anoitecer retornei para o castelo, com minha mente repleta de dúvidas. Eu estava atordoada com aquela situação. Ser casada com Loki não era fácil e toda vez que eu pensava que as coisas poderiam melhorar acontecia algo que destruía por completo minhas esperanças. Enfim, havíamos nos acertado e chegado a um acordo mas agora surgia novamente um motivo para o caos entre nós.

Matar o próprio irmão era uma monstruosidade grande demais até mesmo para ele. Talvez eu estivesse me precipitando em pensar em algo assim, como esposa dele eu não deveria pensar sempre o pior, eu poderia tentar encontrar outra explicação para isso. Era possível que ele realmente tivesse caído, Loki talvez não tivesse conseguido ajuda-lo a tempo. Por mais que eu quisesse não conseguia me enganar.

Eu não conseguia deixar de desconfiar dele, afinal ele havia dito que seria capaz de matar o próprio filho, não me surpreenderia que ele tivesse matado o irmão. Esta situação tornava-se cada vez mais confusa, enquanto vagueava por um dos longos corredores do castelo minha mente se aprofundava cada vez mais em meus pensamentos sobre o meu sombrio marido.

Eu sinceramente adoraria confiar nele, poder entende-lo mas era impossível. Ele era tão fechado e distante, praticamente inalcançável, quando eu começava a pensar que o entendia ele voltava a ser complicado novamente. Estava certa de que não era mais intimidada por ele, mas ao pensar na possibilidade dele ter sido capaz de matar o próprio irmão e desprezar o sobrinho me provocava um certo temor. Ele não tem limite algum.

— Enfim a encontrei! — exclamou Loki vindo em minha direção, senti como se meu coração estivesse parado por um momento. A última coisa que eu queria era vê-lo e ele resolve surgir diante de mim

— Ora! E porque esteve a minha procura? — indaguei com curiosidade, esta era a primeira vez que ele vinha até mim.

— Em breve será o seu baile, se você desaparecer todos irão desconfiar de mim, principalmente Odin, o seu tão fiel protetor. —resmungou ele revirando os olhos, evidentemente incomodado por não poder me azucrinar como antes — Onde você esteve? Eu a procurei pelo castelo todo.

— Bem, já que irei permanecer em Asgard decidi conhecer melhor este mundo e seus habitantes. — suspirei evitando encará-lo. Eu não queria evidenciar minhas desconfianças a seu respeito mas detestava ter perguntas sem respostas.

— Conhecer Asgardianos? Com certeza fez amizades com todos os servos. — zombou ele com extrema arrogância.

— Sabe, enquanto eu passeava por Asgard conheci um garoto muito especial, de sangue real porém desprezado por sua família. —assim que pronunciei tais palavras, Loki ficou visivelmente perturbado, provavelmente a ordem para que nada sobre Rhaegan fosse dito a mim partiu dele — Você conhece o Rhaegan, não é?

— Sim, eu conheço o bastardo. — retrucou Loki, eu não pude deixar de me horrorizar com a frieza que ele se referia ao próprio sobrinho o chamando de bastardo.

— Ele não é um bastardo, só teve a infelicidade de perder seus pais. — me permiti encara-lo revelando por completo minha desconfiança a seu respeito, ele não era nenhum tolo e já havia percebido — E ainda por cima, uma família fria o bastante para negligencia-lo.

— Pobre, Rhaegan! A vida foi cruel com ele, primeiro tirou seu pai, depois sua mãe mas em compensação ele ganhou uma protetora. — repentinamente ele deixou transparecer toda sua irritação sobre tratar daquele assunto ao elevar seu tom de voz. Mas eu desejava respostas, principalmente depois dele demonstrar tamanha raiva pelo garoto.

— O que aconteceu com Thor? — perguntei o olhando desafiadoramente, eu desejava saber a verdade, não me manteria mais silenciosa e temerosa como antes. Se ele mentisse diante de meus olhos eu saberia.

— Thor? Quem foi a adorável pessoa que lhe contou tantas coisas? — sondou ele, porém eu não tinha intenção alguma de me deixar levar por suas armadilhas. Percebendo isso, correu a mão por seus cabelos e me olhou impaciente mas instantaneamente mudou de reação e pareceu ainda mais perturbado — Acredita que eu o matei.

— Eu... fiquei boquiaberta com sua constatação imediata, no entanto eu já esperava por isso. Não me atreveria a acusa-lo em alto e bom som, apenas assenti com a cabeça.

— Eu direi apenas uma vez. — ele aproximou-se de mim, eu me mantive a todo momento inerte diante dele apenas o encarando, esperando que ele surtasse como da outra vez mas ele não o fez — Eu não o matei. — eu não sei ao certo mas por algum motivo eu pude ver a verdade em suas palavras, ele não mentia para mim. Eu estava enganada a seu respeito.

— Eu não sei porquê mas eu acredito em você. — murmurei ainda sem entender o que acontecia.

— Você acredita porque sabe que é verdade, talvez você me conheça um pouco, Dany. — disse ele sorrindo, eu me negava a aceitar que havia simplesmente acreditado em suas palavras por confiar nele, não duvido que isto tenha sido mais uma de suas armações. Ele decidiu deixar-me a sós com meus dilemas e virou-se mas após dar alguns passos se virou novamente para mim —Não se aproxime mais daquele garoto.

Loki havia ordenado que eu não me aproximasse novamente de Rhaegan, mas eu não estava disposta a receber ordens de ninguém. Aquele garoto havia perdido os pais e foi abandonado por seus familiares, eu não poderia deixá-lo também. Ele era a única coisa boa que eu havia encontrado em Asgard e não abriria mão dele, nem que o próprio Odin quisesse.

Ignorando por completo a vontade de Loki, levei Rhaegan para passear pelo castelo. Ele ficava fascinado com tudo o que via, e não parava em momento algum de me fazer perguntas. Eu não conseguia entender como eles haviam tido a coragem de rejeitar uma criança, Rhaegan era tão adorável e gentil, em momento algum ele soltou minha mão. Eu começava a vê-lo como meu filho e suspeitava que ele já me via como sua mãe.

— Daenerys, você conheceu o meu pai? — perguntou ele com seus olhos brilhantes transbordando curiosidade.

— Infelizmente não. — respondi mas ele não pareceu se desanimar com minha resposta e continuou a sorrir.

— Minha avó disse que ele era muito poderoso e que todos gostavam dele. Ele era invencível. — disse Rhaegan com admiração pela memória do pai. Eu gostaria de ter o conhecido.

— Tão invencível que caiu em um buraco e morreu deixando um bastardo. — suspirei irritada ao ouvir a odiosa voz de Raya aproximando-se de nós com sua arrogância e grosseria de sempre.

— Primeiro, deveria ter mais respeito com o príncipe falecido. Segundo, ele não é um bastardo e sim Rhaegan, o neto de Odin. — a corrigi retribuindo seu olhar furioso.

— O neto bastardo e a esposa rejeitada. Vocês formam uma bela dupla. — zombou ela fazendo com que os dois homens atrás dela gargalhassem assim como ela.

— Eu sou a Khaleesi de Asgard, e você deve ajoelhar-se diante de mim. — disse com tranquilidade apenas a observando tremer de raiva.

— Ajoelhar? Por acaso enlouqueceu? — retrucou ela incrédula.

— Não, agora ajoelhe-se. — ordenei novamente e os homens que a acompanhavam prontamente ajoelharam-se. Porém ela ainda se rebelava contra mim.

— Eu não farei isso! — gritou ela furiosa.

— Ajoelhe-se imediatamente ou Odin saberá de sua desobediência. — disse caminhando até ela e me divertindo com sua raiva. Finalmente poderia me vingar pelo que ela havia feito e dito sobre mim. Eu havia aprendido a apreciar uma bela vingança. Ainda relutante ela ajoelhou-se diante de mim, evitando me encarar, com certeza ela desejava me matar — A propósito, eu não sou mais a esposa rejeitada, pelo contrário, eu sou muito desejada pelo meu marido. — ela levou os olhos até mim com espanto — Eu sou a princesa e você não passa de uma asgardiana imunda. — o ódio dela chegava a ser palpável assim como a minha satisfação.

Notas finais
Bem feito, a Raya merecia hahahaha Até amanhã, queridinhos ;)