Notas iniciais
Hey amores! Eu queria agradecer a todas as divas que comentaram no capítulo anterior, vocês são demais! Espero que gostem!

Enfim havia conseguido um dia calmo e tranquilo. Pela primeira vez não tive que me preocupar com absolutamente nada. Quem diria que meu plano improvisado seria tão bem sucedido a ponto de impedir Loki de prosseguir com suas crueldades contra mim, graças a este baile que se aproximava eu não teria que ficar atenta a ele. Eu só esperava que ele tivesse palavra e realmente honrasse nosso acordo de paz. Mas infelizmente nosso trato não duraria para sempre e quando o baile acabasse minha tortura diária recomeçaria, eu precisava encontrar uma maneira de não ser uma presa fácil para Loki. Eu tinha que possuir uma arma poderosa o bastante para mantê-lo longe.

Eu me recordava com perfeição do que ele havia dito a mim na Bifrost, ele prometeu se vingar. Provavelmente pelo calor do momento e o rancor pelo que ele havia me feito, eu o alertei a passar a me temer, mas até agora ele não tinha motivo algum para isso. Só havia uma coisa capaz de me tornar mais poderosa, e eu havia passado praticamente a manhã inteira olhando para eles mas nada acontecia.

Levantei-me da cama e cruzei os braços encarando aqueles ovos, eles estavam daquele jeito há séculos, não havia nenhuma maneira de fazê-los quebrar. Eu detestava admitir isto mas talvez Loki estivesse certo quando disse que nunca nasceriam dragões deles. Por fim, caso isso realmente acontecesse e eles não passassem de ovos petrificados eu estaria morta, em breve. Não teria absolutamente nada que me tornasse mais forte ou temida. Eu continuaria sendo a humana indefesa e medrosa de antes.

Justamente agora que as coisas estavam melhorando, eu começava a perder minhas esperanças. Porém por mais que eu tentasse não conseguia encontrar uma maneira de me tornar mais forte, por mais que me doesse eu não tinha arma alguma contra Loki. Por um minuto calei todos os meus pensamentos e senti a amargura e temor tomarem conta de mim mas repentinamente um som veio ao meu resgate e afastou todos estes sentimentos ruins que me rondavam. Aquela música era inconfundível, era a mesma que havia sido tocada no dia de meu casamento.

De imediato me recordei daquele pequeno garoto sentado no altar, eu nunca mais o tinha visto nem sequer sabia seu nome. Era estranho como em meus maiores momentos de fraqueza aquela melodia vinha até mim, era como se ela tentasse me dizer algo. Andei até a janela notando que a música parecia vir das campinas aos arredores do castelo, já estava na hora de descobrir quem era aquele garoto.

Agora que estava livre da perseguição de Loki podia andar livremente sem temer que ele e seus amigos bárbaros surgissem para me aterrorizar. Caminhei saindo do castelo e seguindo em direção aos campos, quanto mais me aproximava mais a melodia se intensificava, ela era quase hipnotizante. O sol iluminava a grama verde e a brisa suave do entardecer soprava sobre nós, nele haviam várias flores nunca vistas antes na terra, unidas aquele som faziam daquele lugar minha visão de paraíso.

Finalmente pude avistar o menino, ele estava sentando sob a grama, suas vestes eram vermelhas, ele possuía a pele alva e cabelos loiros que eram desgrenhados pelo vento, a tão sedutora melodia era criada por uma pequena flauta que ele soprava enquanto mantinha seus olhos fechados, ele parecia enlevado por sua própria música. Eu desejava me aproximar mas não ousaria interrompe-lo, enquanto o observava não conseguia deixar de me perguntar o que levaria alguém tão jovem a produzir um som tão triste e melancólico.

— Quem é esse menino? — indaguei a mim mesma o olhando perplexa.

Ao perceber que a música se encerrava caminhei cautelosamente me aproximando dele que ainda mantinha seus olhos fechados. Parei ao lado dele ao fim da melodia, ele ainda permanecia extremamente concentrado. Ele não tinha semelhança alguma com ninguém que conheci desde que cheguei a Asgard, talvez ele fosse da família de Odin.

Não. Isto é impossível, se ele pertencesse a família de Odin nós já teríamos sido apresentados. Por um instante pensei que ele poderia ser filho de Loki, porém era uma possibilidade improvável já que aquele garoto tinha cabelos loiros mas por algum motivo ele me lembrava a Rainha Frigga. O jovem menino enfim abriu os olhos e teve um sobressalto ao notar minha presença.

— Khaleesi?! — disse ele assustado, em seguida tencionando levantar-se e me reverenciar como os outros. Ao notar isto fiz sinal para que ele parasse, eu jamais conseguiria me acostumar com uma coisa dessas, eu não me considerava melhor que nenhum deles.

— Por favor, me chame de Daenerys. — pedi e não pude deixar de sorrir ao vê-lo aceitar de imediato o meu pedido.

— Daenerys, o que faz aqui? — indagou ele com curiosidade, ele possuía grandes olhos azuis que me fitavam com interesse, por mais triste que fosse sua música ele me parecia um garoto muito feliz.

— Bem, eu ouvi sua música e quis te ver. — ele ficou boquiaberto com minhas palavras como se não acreditasse no que havia ouvido.

— E você gostou? — perguntou ele com ansiedade.

— Sim, você toca muito bem. Seus pais devem estar muito orgulhosos de ter um filho tão talentoso. — disse mas de imediato estranhei sua reação. O garoto tão alegre e sorridente repentinamente tornou-se quieto e triste.

— Infelizmente meus pais se foram há muito tempo. — seus lábios curvaram-se num pequeno sorriso melancólico e eu não pude deixar de me sentir arrasada ao ouvi-lo.

— Rhaegan! — gritou uma mulher, olhei em sua direção e reconheci Guren que se aproximava de nós — Oh! Senhorita, espero que meu neto não a esteja importunando. — disse ela para minha surpresa aquele garoto era o neto dela.

— Então ele é seu neto, Guren? — assentiu ela ao passar a mão pelos cabelos loiros dele. O olhei espantando meu choque anterior, lhe dei um sorriso que ele prontamente retribuiu — Você tem um belo nome, Rhaegan.

— Obrigado! — agradeceu ele com um sorriso contagiante.

— Rhaegan, está tarde, deveria ir descansar. — disse Guren. Eu não pude deixar de estranhar, ele era só uma criança e já iria descansar. Rhaegan imediatamente obedeceu a ordem de sua avó. Ele levantou-se com certa dificuldade e repentinamente pareceu extremamente abatido.

— Foi um prazer conhece-la, Daenerys. — ele sorriu e aproximou-se de mim, segurando minha mão lhe deu um suave e cortês beijo.

— Igualmente. — me encantei com seu ato, ele era uma criança tão adorável, abaixei-me e lhe dei um beijo na testa — Espero revê-lo em breve. — ele se virou e caminhou, pouco a pouco se afastando de nós.

— Guren, porque nunca me disse que tinha um neto? — indaguei a olhando curiosa. Nós contávamos tudo uma a outra, eu não entendia o porquê dela ter me escondido isto.

— Desculpe, mas eu não podia. — ela pareceu momentaneamente desnorteada, como se estivesse preocupada com o que havia dito.

— Como assim não podia? Por favor, Guren, nós somos amigas. Me diga a verdade. — eu já estava aflita com aquela situação. Eu não conseguia entender o que estava acontecendo.

— Está bem, eu lhe direi. Aquele garoto é neto de Odin. — disse ela me fazendo ficar indignada, Rhaegan era neto de Odin.

— Então, ele é filho de.... — antes que eu pudesse continuar ela negou com a cabeça.

— Ele é filho de Thor, o filho mais velho de Odin. — respondeu Guren. Eu nunca imaginei que Odin tivesse outro filho, não existe absolutamente nada sobre ele, ninguém nunca sequer o mencionou — Ele morreu há muito tempo. Naquela época ele era noivo de Sif.

— Ele iria se casar com a Sif? — retruquei surpresa.

— Sim. Ela é a filha de um poderoso Lorde e um bom amigo de Odin, eles estavam prometidos um ao outro desde o dia de seu nascimento. Mas como não temos o poder de mandar no coração, Thor apaixonou-se por uma garota humilde e sem riqueza alguma, minha filha. Ele era um rapaz tão especial que não se importava com nada disso, eles apenas se amavam. — ela suspirou de saudade por um momento — Então de repente a notícia de que minha filha carregava um filho de Thor se espalhou por toda a Asgard, até chegar a Odin que ficou louco ao saber disso. Mesmo assim, Thor o enfrentou e prometeu que se casaria com ela mas isso não aconteceu, alguns anos após o nascimento de Rhaegan minha filha morreu.

— Eu sinto muito, Guren. — segurei suas mãos a acalmando, ao falar de sua filha ela ficava extremamente triste — Mas se ele é neto de Odin porque não vive no castelo?

— Porque Odin não o reconheceu como seu neto, ele foi rejeitado por ter sido fruto de uma traição contra a vontade de Odin.

— Isso é um absurdo! E o Thor, como ele morreu?

— Bem, ninguém sabe exatamente como aconteceu, dizem que ele simplesmente caiu da Bifrost.

— Mas quem disse isso?

— O irmão dele, Loki. Ele estava com Thor quando tudo aconteceu. — respondeu ela. Involuntariamente eu pensei em algo terrível, Loki havia dito a mesma coisa quando ele me jogou naquele precipício. Será que ele seria capaz de matar o próprio irmão?

Notas finais
Será que o Loki seria capaz de algo assim? Até o próximo capítulo, meus amores!