Sweet Sacrifice
14 Sem rédeas
Notas iniciais
POV – William Green/ Lucas Sweet
Eu sempre amei cavalgar, não sei o porquê, simplesmente sempre amei.
Mas agora estava tão ansioso para chegar até ela, tanto que não conseguia me concentrar em sentir a sensação maravilhosa das mãos nas rédeas, do vento batendo no rosto, do som das batidas do impacto das patas de Romeu no solo fértil das terras do meu pai... eu só pensava em como aquela estranha tinha chegado tão perto. Tão perto dos limites dentro de mim que nunca imaginei sequer que existissem.
Tudo isso desde quando a vi deitada e ferida no meu quintal. Tudo desde o primeiro dia. Não acreditava que um sentimento assim, tão forte e tão rápido e também tão desconhecido pudesse ter tomado conta de mim em tão pouco tempo. Entretanto era o que sentia no momento.
Também não posso afirmar se as coisas sempre foram assim. Faz uns seis meses aproximadamente desde quando acordei sem saber quem era. Logo descobri, através dos meus pais, que sou um bastardo e que até esse tempo, vivia com alguns parentes do meu pai, até que em uma luta com alguns demônios e de alguma forma que não sei bem explicar, perdi toda a memória. Simples assim.
Quando acordei foi como um Green, nos campos verdes de Idris, com uma família linda e uma sensação de que poderia retornar a minha vida. Uma sensação estranha de que eu deveria recomeçar.
Romeu parecia colaborar comigo e eu já podia ver ao longe uma sombra se movendo por entre as formas sombrias de dentro da floresta. Desmontei e deixei Romeu comendo um pouco de capim e fui andando até ela.
E era um pouco estranho tudo isso, a sensação parecia ser mais forte do que tudo e a cada vez que eu ia me aproximando sentia que eu não tinha nada sobre controle.
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