As grossas gotas de chuva caiam sobre mim. A grama verde dos jardins do castelo havia virado um campo de batalha. Uma batalha...nunca achei que travaria uma, ainda mais com a minha madrasta. Nunca gostei de lutar, ainda mais de ferir alguém. Na verdade, eu tinha alguém para me dizer o que era certo e errado, mas ele foi tirado de mim.

Pensei que a morte do meu amado fora por causa de uma doença rara, mas me enganei. Meu príncipe havia sido morto por magia; a magia da minha madrasta, a Rainha Má. E agora, aqui estou eu, Branca de Neve, empunhando uma espada e prestes a matar a rainha.

Dei o meu primeiro golpe, fazendo um belo corte em seu braço. Ele ignorou a dor e arranhou o meu rosto com as suas enormes unhas, sem piedade. Pude sentir o sangue escorrendo por ele.

Ficamos fazendo cortes e queimaduras — resultado da magia — uma na outra até Zangado, um dos sete anões, vir e tentar me ajudar. Eu estava fraca, mas ainda conseguia lutar sozinha. O dispensei mas a Rainha Má o atacou, fazendo-o cair no chão. Quando ela estava pronta para arrancar seu coração, intervi e a dor que senti foi horrível. Minha visão ficou turva e a última coisa que ouvi foi a minha madrasta dizendo:

—Bons sonhos, Branca de Neve.

"Às vezes, o amor nos mata no sentido literal também"

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