Sweet Revenge
1 Capítulo 1: Uma mera impostora.
Notas iniciais
SWEET REVENGE
Capítulo Único: Uma mera impostora.
POV AUTORA
Ele não sabia como tudo aquilo tinha saído do seu controle e quando viu só pode observar o corpo dela quase desfalecido no asfalto da Interestadual. Ele podia negar para qualquer um, mas ele realmente admitia para si mesmo que sentiu prazer em ver ela sofrer agonizando pedindo sua ajuda. Ainda podia sentir o breve toque de suas mãos em contato com as suas ou o cheiro férreo do sangue dela escorrendo lentamente pela estrada, porém sua mente ainda conseguia ouvir os gritos dela em sua direção.
Talvez a loucura o tenha consumido de tal forma que seu amor por ela virou doentio de tal forma que nem mesmo sua confidente conseguia o acalmar era Anastásia vinte quatro horas em sua vida e nada além dela. Ficava-a vigiando quando sem que ela percebesse e seu autocontrole ia se perdendo cada vez mais a cada dia e a cada noite em que sua bela morena de olhos azuis respirava.
Ele caminhou em direção a cozinha e tirou a garrafa de vodca do congelador e a deixou ao lado do seu copo, sobre a mesa antes de ir atrás da loira que se encontrava na cozinha. Em pé, ele observou por cima do ombro de Elena enquanto ela picava os tomates.
Ela sentia a respiração de Jack em sua nuca e tentou não gemer quando ele colocou as mãos nos seus quadris. Ele era realmente um dominador, sua alma gritava a plenos pulmões para qualquer um ver ou ouvir. Ela pousou a faca sobre o balcão e se virou na direção dele, colocando seus braços ao redor do pescoço do moreno que sorriu ao mero toque. Ela o beijou, colocando sua língua na boca dele, sabendo que era isso o que ele sempre queria quando vinha atrás dela, e não percebeu o tapa até que sentiu o ardor no seu rosto.
Queimava. Quente e vermelho. Estalado. Como ferroadas de abelha.
— Você destruiu a minha vida inteira! — Gritou ele, agarrando-lhe os braços com força, apertando-os. Seu maxilar estava trincado e os olhos azuis estavam vermelhos, injetados. Ela sentia o cheiro da bebida em seu hálito e algumas gotas de saliva lhe atingiram o rosto. — Sua vagabunda ordinária.
Elena tentou se desvencilhar, tentou se afastar da fúria de Jack, até que ele finalmente a largou. Ele balançou a cabeça. O músculo do seu queixo pulsava. — Você, por acaso, chegou a pensar que eu não te amo? Que talvez nosso relacionamento tenha sido um erro que arruinou a minha vida?
— Me desculpe meu amor — disse Elena, com a mão no rosto. Não queria imaginar que ele não lhe amava tanto quanto ela o amava.
— Me desculpe meu amor — disse ele, no mesmo tom de voz dela. Ele olhou para ela antes de balançar a cabeça novamente. — Por Deus, Todo-Poderoso. Será que é tão difícil pensar que eu não te amo e que eu amo a Anastásia? Que você é só um passatempo?
Ele estendeu o braço, tentando agarrá-la, e ela se virou, tentando correr. Ele sempre estava preparado para aquela reação e não havia para onde ir. O golpe foi rápido e com força, o punho se movendo como um pistão, atacando a região lombar das costas de Elena. Ela gritou, sentindo sua visão escurecer, sentindo-se como se tivesse sido esfaqueada. Desabando no chão, sentiu seus rins arderem, a dor se irradiando pelas pernas e pela coluna. O mundo estava girando e quando ela tentou se levantar, seu movimento piorou a sensação e sua raiva aumentou mais ainda por Anastásia Steele
— Você é um estorvo na minha vida, o tempo todo! — Disse ele, curvando-se por cima dela. Ela não disse nada. Não conseguia dizer nada em relação a tanta humilhação. Não conseguia nem respirar. Ela mordeu seu lábio para não gritar uma série de palavrões. A dor era como uma lâmina, dilacerando seus nervos, mas ela não iria chorar. Aquilo só serviria para deixar o ego de Jack Hyder mais elevado assim como sempre Anastásia o idolatrava em tempos não tão horríveis.
Jack viu a arma em cima da bancada da cozinha no mesmo instante em que Elena e saltou em direção à pistola, conseguindo alcançá-la. Pegou a arma e apontou-a para ela, enfurecido. Agarrou-a pelos cabelos e encostou o cano da arma em sua cabeça enquanto a arrastava pelo apartamento
— Você não me queria só para você?
— Jack meu menino me solte agora. — Tentou manipulá-lo o que só o irritou mais ainda.
— Seu menino é aquele desgraçado do Grey piranha. — Ele respondeu.
— Eu não amo o Christian como eu amo você. — Respondeu tentando não se mexer muito por causa da arma em sua cabeça.
— Eu quero a minha Anastásia. — Sua voz saiu em um choramingo. Seus olhos azuis lagrimejaram ao pensar que tinha deixado a morena a beira da morte.
— SEMPRE AQUELA PIRANHA TEM QUE ESTAR NO MEIO. — Gritou para ele que ficou sem reação. — AQUELE BASTARDO QUE ELA CARREGA NÃO É SEU, ELA O TRAIU COM AQUELE AMIGUINHO DELA E VOCÊ AINDA HÁ AMA? — Perguntou em revolta sentindo as lágrimas caírem pelo rosto vermelho e quente em decorrência pelo forte tapa sem falar na dor que ela tinha dificuldade para se manter em pé, apoiando seu peso ora em uma perna, ora em outra, para tentar afastar a dor.
Ele continuou em pé ao lado dela com a arma em sua direção e depois suspirou, com uma expressão de puro desprezo. Foi até a mesa, pegou seu copo vazio e a garrafa de vodca antes de sair da cozinha levando a arma junto consigo.
Vendo que Jack tinha subindo para seu quarto Elena aproveitou esse momento e começou a guardar suas coisas dentro da bolsa pensando numa forma de não fazer barulho e chamar a atenção de seu garoto. Finalmente terminou de guardar tudo e se olhou no espelho.
Aquela definitivamente não era ela. O rímel desceu manchando a pele de seu rosto e seus lindos cabelos dourados estavam totalmente desalinhados depois da briga, mas não queria se preocupar com isso agora então nem se abalou quando caminhou em direção ao grande hall da casa para logo em seguida sair e ser recebida pelo vento frio de New York.
Sorriu ao ser recebida pelo frio seu melhor e único companheiro nessa vida amarga que é a sua.
— Desde quando ela uma dominadora tinha virando uma fraca submissa?— Sua consciência ousou perguntar em descrença, mas ela não soube responder.
Ela iria virar aquele jogo contra todos e iria ser a única rainha.
Mount Sinai Hospital (New York) - 15 de maio de 2011
Uma Semana Depois...
Tinha se passado boa parte do seu tempo planejando cada passo dessa noite que começaria sua doce e tão sonhada vingança que vinha almejando quando aquela piranha há tanto tempo. Elas sempre estavam em seu caminho como pragas ou um chiclete que gruda e não sai mais da sola do sapato e as Steeles eram grandes obstáculos em sua vida sendo Carla a primeira, Anastásia a segunda e a terceira e última Annabelle Steele Hyde. A pequena bastarda tinha nascido saudável e era considerada um milagre por todos no hospital. Tinha vindo ao mundo em pleno seus 7 meses e uma semana com 50 cm e 3,300kg mesmo sendo prematura.
A família inteira já tinha ido visitar a bastardinha até Lincoln seu marido tinha ido e ela sabia muito bem o motivo de tal visita que não agradou a Carla Adams de jeito nenhum. Tudo tinha parecido um acidente gravíssimo onde o causador não tinha prestado socorro as vitimas
— Dra.Lincoln é um prazer revê-la. — Christina sua amiga de longa data saudou-a tirando de seus devaneios.
— Digo o mesmo. — Respondeu fria enquanto ajeitava o jaleco que não usava há bastante tempo. — Você soube da moça que teve um bebê aqui essa semana? — Sondou como quem não quer nada.
— Soube sim e inclusive ouvi alguns médicos falando que o caso da moça é grave. Ela veio transferida de Seattle para ser tratada aqui- Disse. Olhou para os prontuários até que puxou um que fez Elena sorriu imensamente enquanto pegava o mesmo e analisava. — Metades dos médicos do hospital estão no caso dela. — Completou dando de ombros.
— É tão grave assim? — Perguntou fingindo falsa preocupação.
— Duas vertebras atingidas, 1 costela fraturada, traumatismo craniano leve e pré-eclâmpsia durante o parto. — Terminou de falar enquanto retirava os documentos de sua mão colocando-o no seu devido lugar. — Mas porque tantas perguntas? — Ousou perguntar virando-se para a loira que deu de ombros.
— Vim fazer um favor para Grace e ouvi ela comentou do bebê que sobreviveu por pouco. Dizem que o parto foi difícil e ainda teve a locomoção da mãe e do bebê.- Deu de ombros.
Estava conseguindo enrolar aquela burra direitinho. Olhou no relógio percebendo que ainda tinha tempo para Bob agilizar sua parte do combinado.
— É eu soube que hoje é aniversário do filho dela que seu não me engano se chama Elliot ou Christian,pois, agora não me recordo direito. — Christina pontuou ao lado de Elena.
— Ela chegou a comentar algo comigo essa semana. — Respondeu sentindo suas mãos começarem a suarem de nervoso. O celular nunca lhe pareceu tão pesado agora dentro do seu jaleco.
— Como está o Roger? — Christina perguntou curiosa reparando que na falta de sua aliança de casamento deixando a loira encurralada.
Mas antes que pudesse responder o telefone vibrou e seu coração acelerou mais ainda. Com certa apreensão o tirou de dentro do bolso e abriu a mensagem.
Estou com a pequena encomenda. Encontre-me no lugar marcado quando sair do hospital.
Robbin
— Ele está maravilhosamente bem Christina. — Respondeu sorrindo abertamente. — Tenho que ir ver um paciente agora mais tarde nos vemos de novo. — . Completou enquanto se afastava da médica que ficou sem entender nada.
— Tudo bem. — Fora o que respondeu, mas duvidou se a loira tinha ouvindo ao perceber como ela estava com pressa.
Mal ela sabia que o jogo estava apenas começando para todos. Principalmente para Anastásia Steele que iria perder seu bem mais precioso: Sua filha.

Charlize Theron as Elena Lincoln
Fale com o autor