Sweet Pricey Debt

2 Capítulo 2 - Stuck in Hell


Notas iniciais
Capítulo novo!

~*~

Acordei com a cabeça doendo demais e me sentei com a mão na cabeça.

Eles fizeram um curativo! Ri irônica por um tempo. Eles pelo menos eles se deram o trabalho de fazer um curativo onde o chefe deles tinha me machucado. Eu nem sabia ainda como ele tinha me machucado, mas sei que havia me feito ficar desmaiada o caminho todo de volta. Então podemos adicionar na lista o seguinte: dolorido e forte o suficiente para uma mulher desmaiar.

Eu estava em um quarto. Não era muito chique, parecia ser mais o quarto de hóspedes da casa. Mas ainda assim tinha mais luxo que o meu pequeno apartamento com Angie – o quarto é maior do que basicamente, nosso apartamento inteiro.

Como será que Angie está? Sim, minha amada melhor amiga é louca, mas sabia que esse mundo que vivíamos era perigoso demais. Eu só espero que ela não chame a polícia ou faça nada parecido, eu tenho que sair dessa sozinha...

Minha mãe não podia nem sonhar que isso estava acontecendo. Eu tinha que falar com ela, ela tinha que achar que eu estava na faculdade, que tinha que estudar muito pra ficar muito tempo sem dar notícias. Ela ia enlouquecer e se eu não falasse com ela logo, seria capaz de ela sair da nossa pequena cidade no Texas para me procurar e saber se estava tudo bem e aí descobriria que eu não faço faculdade de dinheiro e que uso todo o dinheiro que ela me manda em drogas e festas.

Onde eu fui me meter? Pra que fui entrar nesse mundo de drogas? Por que eu não fiz o que meus pais pediram? Filha, estude... cuidado lá, vá para a faculdade e volte para casa. Sem festas. Pode ser meio chato, mas no final, você terá tempo suficiente para curtir.

Eu sabia que isso não era boa coisa, mas quando vi já estava sem saída, completamente dependente daquele maldito pó branco, completamente louca e arrastei minha melhor amiga de infância pra esse vício também. Angie não era tão dependente quanto eu, ela só usava de vez em quando, mas ela se viciou no álcool. Ela não pode ficar um dia sem pelo menos uma gota de álcool no organismo.

Fui interrompida por meus pensamentos, por um loiro que abriu a porta com forca e um sorriso irônico.

— Que bom que a bela adormecida está acordada. — ele disse meio sínico. — O chefe estava louco para falar com você.

— Você nunca pensou que poderia ser mais que isso? Ter que ficar obedecendo a esse chefe aí não parece muito legal não. — eu respondi me levantando meio tonta por causa do machucado. Já que ele não vai querer me soltar tão cedo, bem que eu podia fazer uma chantagem emocional com esse “capanga”.

— É a única coisa que eu tenho, princesa. — ele deu de ombros. — Agora sem papo, não estou aqui para ser seu amiginho.

Revirei os olhos e o segui em silêncio até o escritório do “chefe” novamente. É oficial que agora eu odeio completamente aquele lugar. Odeio tudo naquela casa, queria sair logo dali.

O loiro me deixou no escritório e fechou a força com brutalidade atrás de mim e novamente eu gelei quando a cadeira virou lentamente para mim revelando aquele cara sentado lá novamente. Ele estava sério, mas sorriu a me ver. Como na outra vez, sorriu ironicamente.

— Que bom que se juntou a mim novamente. — ele disse e então se levantou e contornou a mesa, parou em frente ela e se sentou ali. — Teve uma boa noite de sono? Porra, quando me falaram que você dorme bastante, eu não estava acreditando, mas agora eu vi... Nossa. Como você consegue?

Não respondi. Eu podia não temer do loiro ou qualquer outro capanga dele, mas do “chefe” próprio eu morria de medo. Ele tinha algo diferente, um ar sombrio, assustador e pilantra que me fazia tremer na base, mas até que eu gostava.

Ele suspirou com meu silêncio.

— Ok, eu preciso que você faça uma coisa — ele disse. — Tire sua roupa, tá?

Eu arregalei meus olhos totalmente apavorada com aquilo. Eu não estava entendendo.

— O que? — eu praticamente gaguejei. Que porra é essa?

— Tire sua roupa, flor. — ele repetiu calmamente, mas me viu parada e se irritou: — Você é surda, burra ou faz curso para me irritar? Por que, porra! Tira a merda da sua roupa.

— O que isso tem a ver com minha dívida? — perguntei confusa.

— Tá, você é burra de nascimento — ele revirou os olhos — Tire sua roupa e chega de perguntas caralho.

Decidi não irritá-lo ainda mais já que minha vida estava nas mãos dele e se ele decidisse que o jeito de eu pagá-lo era me matando, bem, então eu já estava completamente morta.

Tentando não sentir vergonha, que era uma coisa que eu raramente tinha, tirei meus shorts e minha blusa ficando apenas de roupa íntima. Quando ele notou que eu tinha parado, ele suspirou.

— A roupa toda. — ele disse nervoso.

Foi minha vez de revirar os olhos. O que esse cara queria? Que eu dançasse para ele nua? Por que, olha, eu conheço bastante gente que não cobra para fazer isso, e pode ter certeza, elas fazem melhor que eu – coisa que eu nunca fiz.

Eu continuava tendo medo dele, mas eu achava que era completamente desnecessário tudo isso. Eu estava nervosa, com medo, com um pouco de vergonha, com vontade de chorar e gritar, mas eu tinha que obedecer.

Tirei o sutiã e a calcinha tentando esquecer que tinha feito isso, que estava completamente nua na frente de um estranho criminoso que eu devia muita grana.

— Hmmmm... — ele estava me avaliando, mordeu o lábio e continuou: — Não é tão ruim assim, mas também não é suficiente. Dá pro gasto. Você não é virgem, é?

— Pra falar a verdade eu não sei. — soltei uma risada é claro que eu estava mentindo. Não sou virgem, mas quem sabe, ele me liberta desse inferno!

— Como assim? — ele arregalou os olhos assustado.

— Eu já devo ter ido a mais de cem festas só esse ano, fiquei completamente bêbada e drogada na maioria, em setenta e cinco por cento dessas festas eu não sabia onde estava quando acordei. Então, digamos que eu não posso saber se sou virgem ou não. — dei de ombros.

— E você nem deve ser boa transando. — ele revirou os olhos. — Se você estava bêbada e drogada, não sabe como se faz as coisas direito. Acho que vou ter mais trabalho com você do que imaginei. — Tá, agora me senti mais do que ofendida.

Quem ele pensa que é, para falar assim de mim? Chefe de uma boate. O cara que você deve pra caralho?

Os pontos foram aos poucos sendo ligados na minha frente. Parecia que finalmente eu tinha entendido porque estava completamente nua na minha frente e ele estava fazendo aquelas perguntas. Eu finalmente tinha entendido como iria pagar aquela dívida toda e isso até em assustava.

O pânico começou a tomar conta de todas as células do meu corpo, mas eu procurei não demonstrar isso de jeito nenhum. Ele não podia saber que eu era tão medrosa assim e de qualquer maneira eu tinha que pagar minha divida para me livrar daquele idiota.

— O que... o que você está querendo dizer?

— Você aos poucos mostra que é realmente burra. — ele falou entre os dentes e então se levantou de sua cadeira — Eu achei uma maneira útil de você pagar sua divida, ou pelo menos parece ser útil.

— Não me diga que...

— Você vai prestar serviços como uma de minhas garotas pelo próximo ano, dependendo de seu bom comportamento e de seu bom desempenho quem sabe você seja liberada antes, agora caso contrario você morre. — ele disse calmamente

— O que? Você vai me manter presa aqui?

— Você procurou? Você achou. — ele deu uma risada. Aquela mesma risada perversa de antes. — Você mesmo burra, huh?

— Oh meu deus você não entende, minha mãe vai pirar, ela me liga todo dia, me manda dinheiro todo mês. Eu tenho uma faculdade eu tenho que voltar.

— Não minta pra mim. Eu sei sobre você sei que você torra o dinheiro da faculdade em festas, você não tem pena de enganar sua mãe tão friamente? — ele segurou meu rosto por longos segundos — Eu sou James Diamond, sou seu chefe, eu mando em você agora, se você me desobedecer, me confrontar ou me irritar você morre. — Ele me empurrou fazendo com que eu caísse no chão.

Eu ainda estava nua e levei uma espécie de choque quando meu corpo quente bateu sobre o chão frio.

— Kendall... – ele gritou e então o garoto loiro apareceu na porta. Ele meio que levou um susto quando me viu naquele estado — Leve ela pra junto das outras garotas. Vamos ver se ela vai ser útil. — James falou saindo da sala.

Eu comecei a chorar instantaneamente, eu não era de chorar, muito menos de chorar na frente de alguém, mas eu não consegui, eu não consegui segurar. Eu não podia ficar presa ali. Eu tinha uma vida, tinha uma mãe, tinha uma melhor amiga. Não importava se eu era uma viciada, e minhas festas? Meu apartamento, minhas roupas, tudo que eu tinha conseguido seria descartado?

— É melhor se vestir a não ser que queira ser vista desse jeito por mais uns 10 homens. — o garoto loiro, ou Kendall como James o tinha chamado jogou minhas roupas em cima de mim. Mas eu não conseguia nem ao menos me mexer, eu estava em desespero, meus soluços dominavam meu corpo.

Em um gesto que pareceu ser de piedade ele se abaixou me ajudando a me vestir, ele me ajudou a abotoar o sutiã e colocar a blusa. Tentei me acalmar colocando a calça.

— Acho melhor você se controlar, James não costuma a ser piedoso, se você fizer alguma gracinha ele acaba com você. — ele disse enquanto segurava meu braço me guiando pra fora.

Continuei em silencio, o único som que podia se ouvir agora era de meus soluços que aos poucos foram diminuindo. As lágrimas continuaram a rolar por meu rosto. Kendall me guiou até um lance de escadas onde assim que ele abriu a porta eu me deparei com várias mulheres. Elas usavam roupas mínimas, estavam quase nuas. As maquiagens fortes e simplesmente o jeito de elas agirem deixavam óbvio que elas eram putas. Eu nunca me misturaria com aquele tipo de gente.

— Vejo que temos uma novata. — Uma morena veio até mim passando a mão por meu braço

— Não me toca! — gritei nervosa

— Olha, a menininha é raivosa? — ela se afastou me encarando com superioridade

— Boa sorte. — Kendall me soltou ali fechando a porta.

A partir do momento em que ouvi aquela porta batendo e encarei aquelas mulheres eu mudei de postura. Limpei as últimas lágrimas em meu rosto e andei até o meio delas.

— O que a dondoca tá pensando em fazer? — uma delas perguntou enquanto eu encarava o local procurando se tinha uma maneira de fugir.

— O gato comeu a língua foi? — outra perguntou.

— Será que vocês podem calar a porra dessa boca? — eu gritei sem paciência

— Olha aqui patricinha... — a morena me jogou contra a parede segurando meu pescoço — Você acabou de chegar no nosso território ouviu bem? Se você dava ordens lá fora não pense que vai fazer o mesmo aqui dentro. É melhor se acostumar a obedecer os outros, porque daqui para frente isso é o que você mais vai fazer. A diferença é que com alguns você ganha dinheiro, agora comigo, se você não me obedecer você vai levar algo bem pior.

— Eu não tenho medo de você. — a empurrei com força a fazendo me soltar. Assim que ela ia voar para cima de mim segurei seus braços com força, eram finos como gravetos. Eu não podia falar nada, mas pelo menos eu tinha força e sabia como revidar e me defender. — Eu acho melhor você começar a se preocupar comigo. — cuspi as palavras com raiva em seu rosto

— Parou, parou as duas. — uma mulher morena somente com as pontas dos cabelos loiros puxou meus braços me fazendo soltar a morena.

— É melhor pararem, se os caras verem eles vão mandar as duas para o encarceramento. Isso não seria legal pra você novata.

— Eu vou acabar com você loira de merda. — a ruiva já ia voar pra cima de mim novamente.

— Parou Demi. — a morena de pontas loiras a segurou novamente — James vai acabar com você se souber que você continua arrumando confusão com todas que chegam, você se lembra do que aconteceu da ultima vez. — ela advertiu

— É eu me lembro, pena que a antiga novata não está mais entre nós para contar a história dela. – a morena falou fazendo com que eu me arrepiasse. — Te cuida loira, eu posso não te pegar sozinha, mas eu tenho amigas aqui ouviu bem? — ela disse apontando o dedo em meu rosto antes de se virar e ir para o outro lado da sala.

Respirei fundo e arrumei meus cabelos tentando me recompor.

— Eu sou Sheila. — a loira estendeu a mão e eu a apertei

— Eu sou Kate. — falei.

— Como veio parar aqui Kate? Seqüestro relâmpago? Família rica?

— Nenhuma das opções. Na verdade eu to devendo o “chefe”. — fiz aspas com o dedo ao falar daquele idiota.

— Oh meu deus, você está devendo para o Diamond? — ela pareceu perplexa

— Isso é algo grave? — falei preocupada.

— Acho que você tem sorte de estar viva.

— Eu preferia estar morta ao invés de estar nesse lugar, eu me sinto suja.

— Isso não é nem o começo, espere só você ter que vestir as roupas, sair com os homens e tudo mais. Eu sinto muito mas, esse sentimento vai piorar.

— Fazendo novas amizades Sheila? — uma garota relativamente pequena e meiga se aproximou. Seus cabelos pretos e cacheados iam até o meio de suas costas. Ela era morena e bonita.

— Ah Bella, está a Kate, Kate essa é a Bella, minha melhor amiga aqui. — Sheila nos apresentou e eu apertei sua mão

— Primeiro dia difícil não é? — ela perguntou

— Basicamente sim.

— Eu te vi com a Demi, ela é meio difícil, não liga.

— Eu não ligo mesmo. Na verdade acho que única coisa pra que eu ligo agora, é achar uma maneira de sair daqui.

— É a única coisa que a gente pensa quando chega, mas é melhor desistir, nunca dá certo. – Demi disse

— Eu não vou desistir fácil, eu não posso ficar aqui.

— Nenhuma de nós podia Kate.

— Novata? — ouvi uma voz masculina e todas olharam pra mim. — Vista isso, já tem gente carne nova. — um garoto desconhecido jogou umas roupas para mim e saiu dali.

— É, acho que começou rápido demais para você. — Bella falou me encarando apreensiva.

— O banheiro é ali loira, acho melhor ir se trocar. — Demi falou provocativa. A ignorei indo até o banheiro e vestindo a roupa que tinham me dado.

Eu estava me sentindo suja, aqui é horrível. No que eu fui me meter?

Notas finais
Oie gente linda,
Aqui é a linda Bruna (dã, quem mais seria? - vamos esquecer essa bobagem)
E, aqui tá o novo capítulo, quero agradecer de coração minhas leitoras que comentariam a fanfic e uam em especial que me add no whats e a gente ta se falando u.u
VOCÊS VIRAM O QUE FIZERAM COM O JB, E O QUE O JB FEZ COM AS FÃS? Cara, não sou mais fã dele, - pra qm não sabia eu era fã do meu Bieber, ainda sou, mas não tanto - mas eu fiquei muto magoada, por que, tá eu entendo, ser acertado por uma garrafa no meu próprio show é uma merda do caralho, mas ele se atrasou no show 1hora e 30minutos, e no meet umas 3horas, e não deixava as fãs abraçarem ele e beijar e tals. Fãs do JB, NÃO ME LEVEM A MAL, TÁ? ESSA É SOP A MINHA OPINIÃO!
Mas, voltando nossa fic, quem gostou do capítulo de hoje? Pois é, ele tá meio grande, kajssdksdkjsjdks ele ia ter umas 4.050 palavras, mas eu dividi, então comemorem! Já tenho o próximo capítulo pronto.
Posso pedir um favor? Vocês podem me ajudar a divulgar a fanfic? Claro que não é para ficar mandando MP, por que é contra as regras, mas tipo, chegar num amigo: cara, eu leio uma fanfic SPD, de Bruna linda, e ela escreve super bem e tals, que tal você ler? Te mando o link uashuahsuhauhsuahsua nem me acho né? uashuashuahsua
Para mais contato cmg, pq eu sei que brilho: 55 8137-9358, e se vocês me add (e for pelo menos 2 pessoas) eu posso criar um grupo lá, e quem sabe posto umas partes de próximos capítulos? Então é só me add no whats que eu vo mandar o número de novo, por que eu sou o brilho: 55 8137-9358, me add lá tá, ai eu fico super feliz e tals.
Tá, já to enrolando aqui então aushauhsuahsuahsua, porra acho que nunca vou parar de digitar aqui e tals, pera que meu pai ta me chamando...
*2 minutos*
psé, vou sair aqui, sauhsuahsua
NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR AQUI EM BAIXO TÁ, PRA ME DEIXAR FELIZ!