Sweet Poison

5 5 - Aulas De Esgrima Com Dois Dos Reis


Notas iniciais
Sim eu não morri, e SIM eu demorei de PROPOSITO.
Por que?
Humm.. Vamos lá, porque eu simplesmente não consigo entender pq a fic tem 22 leitores e apenas 10 deles deixam comentários, eu SINCERAMENTE não gosto de dar uma de chata ou grosseira, mais eu REALMENTE estou muito chateada com grande parte de vocês então eu gostaria de lembrar que essa fanfic é movida a reviews, e sem reviews não HÁ essa fanfic : ( eu ficaria realmente muito chateada se tivesse que excluir a fic, mais não hesitaria em fazer se a situação continuar assim...
Poxa! Gente, eu deixo de fazer coisas importantes para escrever os capítulos para vcs, e é assim que me retribuem?
Sem duvida estou chateada, e MUITO triste com vocês.
É so isso.
Boa Leitura.
PS - Um grandíssimo obrigada a evertwilight pela 3ª recomendação de Sweet Poison : D

Olhava-me com espelho sem realmente me importar com meus reflexo.

Sem duvida alguma pentear meus cabelos como um modo de passar o tempo não funcionara, tudo o que eu conseguia sentir era ainda mais tédio do que teria sentido se tivesse permanecido parada.

Quando estava prestes a largar a escova de volta na comoda, batidas animadas chocam-se contra a madeira da porta do meu quarto.

— Mia?! Sou eu a Lu. -

Abri um enorme sorriso e me levantei depressa do banco acolchoado onde havia permanecido a alguns longos minutos.

Caminhei em direção a porta e rapidamente a abri vendo quem eu esperava do outro lado da madeira.

– Bom dia! — diz ela animada e passa por mim sem precisar de uma autorização.

– Bom dia Lu... Algum motivo em especial para a sua visita? — indago sem me importar realmente com um motivo, era sempre bom tê-la ali.

Lucia revira os olhos e ri se sentando em minha cama e largando a grande caixa que carregava em seus braços delicados.

– Como se eu precisasse de um motivo para vir até aqui. — retruca sorrindo sapeca.

– Isso é verdade. — concordo parando em sua frente ,olhando com certa curiosidade a caixa branca. — Oque tem ai? — indago.

– Uma coisa que você vai gostar. — diz em resposta e sem cerimonia abre o pacote.

Surpresa eu encaro os vestidos dentro dela.

– Lucia... — profiro incapaz de terminar meu raciocínio, sento ao seu lado na cama e continuou a olhar os vestidos que ela tirava da caixa.

– São lindos não são? Os peguei esta manhã junto a Margareth, Lorelai e Maggie. -

– Quem os fez? — indago encarando os tecidos sem saber se deveria toca-los.

– A costureira real, trabalhou esses 6 dias nele, Caspian tratou de resolver isso assim que você chegou. — Lucia me responde.

– Eles são lindos! — sussurro.

– E tem mangas, Pedro, Caspian e eu andávamos pensando nesses dias sobre seus medos em relação a sua pele exporta, então tivemos a ideia de pedir a costureira que se prevenisse quanto a isso, acho que ela fez um bom trabalho você não acha? — Lucia fala e pega um dos vestidos, e colocava em frente ao seu corpo.

– Ficou ótimo! Estou imensamente agradecida por terem se dado ao trabalho. — digo.

– Assim que os vi achei perfeitos para você — Lucia confessa enquanto tirando um vestido negro com detalhes em violeta, esse é claro também tinha longas mangas que eu apostava que eram capazes de cobrir minhas mãos. — Maggie, Margareth e Lorelai estão trazendo as outras caixas, também tem roupas para montaria. — completa.

– Outras? — exclamo surpresa.

– Claro que sim! Há centenas de vestidos feitos para você, ao que parece, todas as costureiras do reino queriam dar-lhe pelo menos um. — Lucia diz dando uma risada logo em seguida, a que provavelmente se devia a minha cara de espanto.

– Não entendo para que tanto alvoroço, espere... Eles por acaso sabem sobre... a minha "condição" peculiar? -

– Sim, lembra de 4 dias atrás? Quando você ficou nervosa com a aproximação de um dos criados e acabou pulverizando a mobiliá sem querer? Parece que algum outro criado viu e como todo mundo gosta de uma boa fofoca, a noticia de espalhou. — Lucia conta para dar de ombros em seguida.

– Me admira não terem ficado intimidados. — confesso.

– Oh, pode apostar que alguns ficaram, mais a maioria só queria saber que tinham uma boa novidade no ar. -

– Que besteira! — bufo e rio em seguida jogando-me de costas na cama.

– O que você fazia antes de eu entrar? — Lucia pergunta de repente.

– Nada produtivo. — falo dando de ombros. — Pentear cabelos não é o meu robe favorito, mais ao que parece é a coisa menos perigosa que eu posso fazer. -

– Não é a pior coisa do mundo sabia? Não quando seu reflexo é incrivelmente lindo. — Lucia retruca de cabeça baixa evitando me olhar.

Franzo meu cenho confusa e me viro totalmente para encara-la.

– O que você quer dizer? — indago.

– Não é nada. — diz em um suspiro.

Espere... Não é o que eu acho que é? É?

– Lucia Pevensie! Eu vou ter que começar a ser persuasiva ou você vai me contar sozinha? — digo cruzando meus braços enquanto espero ela voltar a me encarar.

– Ora! Vamos ser razoáveis, você é incrivelmente bela Mia! — fala encarando-me, e eu me choco com o brilho de lagrimas em seus olhos. — Todo mundo fica embasbacado quando você entra em algum recinto, ou quando sorri, ou até mesmo quando dirige seu olhar a alguém, eu nunca imaginei encontrar alguém mais linda do que a minha irmã, mais então você apareceu e aquela sensação voltou a me golpear. -

– Que sensação? — indago.

Lucia suspira e parece lutar contra as lagrimas.

– A sensação de querer ser a mais bela. — confessa baixinho.

O silencio reina no quarto em seguida, eu estava chocada demais para poder falar algo nos próximos segundos, Lucia deixou de me encarar e de repente suas mãos pareciam a coisa mais interessante de todas no quarto.

Então era isso? Ela se achava inferior? Pelo amor de Aslam!

Certo... Tive uma ideia.

Me levantei e fiquei em sua frente, Lucia ainda não me olhava.

– Lu... Pode se levantar por favor? — quebro o silencio.

Lucia me olha ainda hesitante, mais se levanta em seguida.

Eu me viro e vou em direção ao espelho de corpo inteiro que há em meu quarto, volto a olha-la e dou-lhe um pequeno sorriso.

– Venha até aqui. -

Ela me olha confusa ainda assim vem em minha direção, eu gesticulo para que ela se aproxime mais, de modo que fique em frente para o espelho comigo bem atrás dela.

– Certo... O que você vê? — indago.

– Uma garota muito linda atrás de mim. — responde.

Eu reviro os olhos e faço um som negativo com a garganta.

– Tente outra vez. -

Lucia respira fundo e volta a olha para seu reflexo.

– Uma menina baixa, com cabelos curtos, olhos sem graça, sorriso sem graça, rosto arredondado sem graça, e um corpo sem graça. — diz em voz baixa.

Eu sorrio para ela e desejo poder toca-la, só para chacoalhar seus ombros e através disso colocar um pouco de bom senso naquela cabecinha.

– Que pena... Por que o que eu vejo é muito diferente disso que você descreve. — digo atraindo sua atenção de volta para mim. — Eu vejo uma garota adorável, de estatura mediana exatamente de acordo com a sua idade, que tem lindos cabelos castanhos cacheados caindo em cascata pelos ombros, eu vejo uma garota com olhos avelãs que encantam qualquer um que olhe com atenção, eu vejo uma garota com um sorriso maravilhoso, e com bochechas adoráveis. — digo ainda sorrindo em direção a ela, Lucia parecia chocada e dessa vez se olhava com maior atenção no espelho. — Eu vejo bem mais do que o reflexo nesse espelho, eu vejo quem você é por dentro, as pessoas querem mais do que apenas um rosto Lucia, as pessoas querem as suas melhores qualidades, elas querem quem você é de verdade. -

Algumas lagrimas caem pelo rosto de Lucia, mais eu fico feliz com o sorriso estampado em sua face.

Ela enxuga as lagrimas e se vira para mim.

– Eu pedi para ser minha irmã uma vez sabe?, e quando eu percebi meu erro me senti estupida, mais eu não me senti tão estupida quanto me sinto agora, obrigada Mia, obrigada por me fazer ver quem eu sou de verdade. — ela me diz ainda com seu enorme sorriso. — E meu deus! como eu queria abraçar você agora. — completa e eu rio junto a ela.

– É reciproco. — retruco.

Qualquer coisa que alguma de nós iria dizer a seguir foi interrompido pela entrada de Maggie, Margareth e Lorelai, cada uma delas carregavam 3 enormes caixas brancas.

Lucia e eu logo fomos ajuda-las com elas.

– Ah... Majestade, Alteza, não precisão se dar ao trabalho! — Margareth diz tentando pegar as caixas de volta.

– Ora Margareth, não é problema algum. — digo colocando a caixa que peguei em minha cama, junto a que Lucia já havia pego.

– Onde estão meus irmãos? — Lucia pergunta gentilmente a Lorelai.

– Rei Edmundo esta a cavalgar junto ao Conde Eustáquio, enquanto o Rei Pedro encontra-se nos jardins do castelo treinando alguns soldados. — Lorelai responde.

Fazia algum tempo que eu não via Pedro... Ou até mesmo Caspian, ao que parece os dois reis andavam muito atarefados com seu exercito e companhia, Edmundo e Eustáquio eu via com certa frequência, já que cavalgávamos todas as tardes pela praia, era sempre agradável, até divertido eu poderia dizer, Eustáquio era um tanto quanto atrapalhado no ação, o que gerava risadas por minha parte e por parte de Edmundo.

Lucia nos acompanhava as vezes, mais gostava mesmo de ficar nos observando sentada em uma grande pedra, eu via que de vez em quando ela olhava para a floresta ao redor... Como se esperasse algo grandioso aparecer.

– Você vai cavalgar com Edmundo e Eustáquio hoje? — Lucia indaga.

– Acho que não, Salem saiu desde hoje cedo, segundo ele para "desbravar os segredos Narnianos". — digo.

– Então que tau nos assaltarmos a cozinha do castelo? — Lucia propõe.

Eu rio e olho para Maggie, que arrumava junto a Lorelai e Margareth meus novos vestidos em meu armário.

– Maggie? Quer se juntar a nos? — pergunto.

Maggie se vira para mim com os olhos levemente arregalados, o que eu achei bobagem já que nos últimos 6 dias viemos nos tornando amigas.

– Tem certeza? — ela insiste.

– Claro que sim! -

– Seria ótimo! — Lucia me ajuda.

Maggie da um sorriso e confirma com a cabeça.

– Há problema mamãe? — a ruivinha pergunta para Margareth.

– Nenhum querida, é até bom que as acompanhe, caso precisem de algum coisa. — responde sua mãe.

Assim saímos do meu quarto depressa em direção a cozinha, eu tinha a impressão de que aquela seria uma ótima tarde.

__(*)__

Como foi mesmo que eu parei sozinha na cozinha do castelo?

Ah sim, Bolo de nozes, cobertura de chocolate, vestido de Lucia.

Foi uma situação um tanto quanto cômica eu precisava admitir, Maggie — que segurava arduamente o riso — acompanhou Lucia até seu quarto para ajudar a mesma a trocar de roupa.

A coisa do "sozinha" na cozinha era quase um pseudo, já que haviam milhares de criados preparando a próxima refeição.

Eu fiquei sentada a mesa mais afastada, para evitar acidentes envolvendo meu toque.

Ainda eu muito estranho estar perto de tantas pessoas, mais como Maggie uma vez me disse, logo logo eu me acostumo.

Com esse pensamento eu dou mais uma mordida na maçã verde que eu comia devagar graças aos meus desvaneio.

Procurei Salem com minha mente, e através de seus olhos vi a água do mar.

Sim, ele esta bem.

Talvez o que fosse mais estranho do que estar perto de tanta gente, fosse ter Salem longe de vez em quando, mais eu jamais o privaria daquele lugar maravilhoso so para tê-lo ao meu lado, eu queria que ele se divertisse, e era bom saber que ele estava.

– Outra maçã verde pelos seus pensamentos. -

Uma maçã verde entra em meu campo de visão quando escuto essa voz já tão conhecida, mais que a algum tempo eu não via o rosto de seu dono.

Um sorriso se espalha involuntariamente pelo meu rosto quando ele se senta em minha frente ainda com a maçã em mãos.

– Caspian! — queria ter soado menos alegre do que estava.

– A quanto tempo eu não te vejo? — indaga com um sorriso de canto.

– Eu que deveria estar te fazendo essa pergunta majestade. — retruco. — Alias... Você me flagrou assaltando a cozinha do seu castelo. — completo gesticulando com a minha maça em mãos.

Caspian solta uma risada e me olha divertido.

– É sua cozinha agora também. -

– Que gentil da sua parte. — digo com sarcasmo.

– Aproposito... Você recebeu os vestidos? — indaga com curiosidade.

– Sim, agora pouco, eu os amei... Obrigada majestade. — agradeço-lhe com um pequeno sorriso.

– Eu já comentei que prefiro quando me chamas apenas de Caspian? Fica bem melhor na sua voz. — confessa parecendo falar serio.

Meu sorriso se desfaz enquanto minha mente começa a trabalhar para entender o que ele quis dizer com isso.

"Ora Mia! Não quer dizer nada de mais, apenas... Um pedido de amizade, nada mais."

Aos poucos meu sorriso volta a minha face.

– Certo, vou fazer um esforço... Caspian. — digo enfatizando bem seu nome.

Ele sorri mais abertamente e da uma mordida na maçã que tinha em mãos.

– Hey! Essa maçã ai não era para mim? — digo e faço uma cara de quem tinha acabado de encontrar o filho fazendo uma travessura.

– Você nem terminou a sua... Gulosa! — retruca e nos acabamos rindo alto com isso.

Eu percebi pelo canto do olho que alguns criados olhavam curiosos em nossa direção, mais não me importei de verdade com isso, voltando minha atenção completamente a Caspian.

– A que se deve a honra de ter a presença do rei a essa hora na cozinha? — pergunto e dou uma outra mordida em minha maçã.

– Eu terminei meus deveres do dia. — diz e eu arqueio minha sobrancelha. -Bem... A maioria deles ao menos. -

– Quer dizer que hoje o rei esta de folga? -

– Algo do gênero. — diz dando de ombros. — E você? Fiquei surpreso de estar fora do seu quarto, e sozinha. — agora foi a vez dele arquear a sobrancelha negra.

– Lucia e Maggie estavam comigo até pouco tempo, mais a Lu acabou sujando o vestido e a Maggie subiu com ela para ajuda-la. — falo com um pequeno sorriso, como se o desafiando a me contrariar.

– E quanto a Salem? — Caspian insiste, bem... Ele é um rei bem perspicaz.

– Acordou hoje com uma grande vontade de desbravar alguns lugares de Narnia. — digo.

Caspian sorri parecendo divertido com a situação, meus olhos caem para sua barba para fazer, e eu fico surpresa com a súbita vontade de toca-lo e sentir a textura.

"Pensamentos perigosos Mia, pensamentos muito perigosos"

– Quer me acompanhar até o jardim? — Caspian quebra o silencio de repente.

– Fazer o que no jardim? — retruco.

– Eu me lembrei que tenho que te dar um presente. — replica com destreza, o sorriso de canto nunca sumindo de sua face.

Eu penso por um momento, e não gosto nada, nada de saber que minha mente queria aceita sem hesitar.

Mais qualquer batalha de pensamento contrario foi perdida antes mesmo de começar.

– Certo, vamos lá. — digo e me levanto junto a ele, seguindo Caspian em direção aos jardins do castelo.

__(*)__

Assim que meus pés tocaram o gramado verde dos jardins do castelo pude perceber vários soldados treinando na imensidão verde do jardim.

O sol estava alto nesse dia, e eu me senti maravilhada com os seus raios em minha pele, me trazendo uma sensação ótima.

– É um belo dia não? — Caspian comenta enquanto olha ao redor.

– Quando eu ainda morava no vale Whyler o sol mal aparecia, é realmente muito bom senti-lo em minha pele agora. — confesso me sentindo um pouco melancólica. — Mais então... O que você queria me dar? -

– Você é uma apressada não é mesmo? — Caspian retruca rindo levemente.

– Deixe de enrolar! — replico revirando os olhos, tentando inutilmente conter meu riso.

– Venha, me acompanhe. -

Ele me leva até o outro lado do jardim, onde havia um homem sentado em baixo de uma árvore, parecia ocupado em algo muito importante que descansava em suas mãos.

– Olá Erramen. — Caspian o cumprimenta, e o homem de aproximadamente 50 anos volta sua atenção para nos.

– Oh! Olá majestade... E Alteza. — diz com um sorriso cordial, levantando-se em seguida para se curvar.

Eu aceno para ele e lhe dou um sorriso.

– O presenta da princesa Mia já esta pronto Erramen? — Caspian indaga para Erramen.

– Sim! Claro, eu o terminei a pouco. — Erremen responde e alcança uma adorável caixinha que estava ao seu lado e a estende para mim com mais uma mesura.

Eu olho para Caspian um pouco confusa, mais ainda com um sorriso de lado para o gentil senhor que me estendia meu suposto presente.

Eu pego a caixinha com cuidado e mais uma vez olho para Caspian.

– Vá em frente. — me encoraja.

Eu abro a caixinha e encontro um par de luvas de couro negro, eram finas e pequenas, e deveriam caber perfeitamente em minhas mãos.

– Eu poderia coloca-las em você, mais... Não seria uma boa ideia não é mesmo? — Caspian diz com um sorriso brincalhão, e de repente ele parecia muito lindo com aquele sorriso, com os cabelos meio presos juntamente com a roupa de montaria e... No que diabos eu estou pensando?!

Chacoalho minha cabeça tentando ser razoável e volto a olhar para minha novas luvas.

Eu as tiro da caixinha e paço a mesma para Caspian, sinto a textura do couro em minhas mãos sentindo o quanto era sempre bom tocar em algo diferente, com cuidado eu as coloco em minhas mãos, sabendo que estava certa quando achei que caberiam perfeitamente.

– A rainha Lucia me falou sobre um conversa entre vocês em relação ao orvalho do vale Whyler e de como você fazia luvas com ela para evitar machucar as flores que colhia, enviei alguns soldados ao vale e conseguissem esse material, logo depois pedi a Erramen para que fizesse algo revestido a couro junto ao orvalho, pelo que eu pude entender ele é um bom "repelente" para com seu toque. — Caspian explica-me enquanto ainda olho para as luvas fascinada.

– Eu... Não acredito nisso. — sussurro maravilhada. — Caspian... Eu não sei como agradecer. -

Ele me da mais um de seus sorriso abertos e coça ligeiramente a nuca.

– Apenas diga-me que foi um bom presente. — diz.

– Foi o melhor presente que eu poderia pedir. — falo sorrindo de orelha a orelha. — Obrigado. — completo.

Caspian estava prestes a me dizer mais alguma coisa quando uma voz o interrompe.

– Mia? -

Me viro para encarar um Pedro ofegante caminhando em minha direção.

– Oi! — aceno com minhas luvas, admirando-as orgulhosamente. — Olhe só o que eu ganhei. -

– Luvas? — indaga confuso.

– Luvas revestidas com orvalho, ao que parece o toque da Mia fica menos ofensivo com elas. — Caspian esclarece e fico confusa ao perceber que o sorriso de antes sumiu.

– Oh. — Pedro exclama em entendimento sorrindo em minha direção a seguir.

– Não que ninguém queira tentar, mais é bom te-las quando eu estiver tocando alguma coisa, como a mobiliá por exemplo. — digo lembrando-me do incidente de 4 dias atrás.

Pedro ri em resposta e eu percebo sua testa molhada de suor.

– O que você esta fazendo? — indago curiosa.

– Ah... Eu... Estava treinando com alguns soldados. — diz gesticulando para trás onde eu podia ver soldados a alguns metros, Pedro também segura o cabo de sua espada na bainha e da de ombros.

– Eu posso treinar um pouco também? — indago de repente.

– O que?! — Caspian e Pedro exclamam em uníssono.

– É, o que á de errado? Estão se sentindo intimidados pelo meu vestido majestades? — digo arqueando minhas sobrancelhas, desafiando-os a confirmar.

– Não! — novamente dizem juntos.

Eu teria rido da cara que fizeram ao se olhar quando repetiram as mesmas palavras para segunda vez, alias... Eu ri.

– Então parem de fazer essas caras e vamos logo de uma vez... Erramen, mais uma vez muito obrigada! — digo antes de me virar e correr na direção do treinamento sem me importar em checar se Pedro e Caspian estava atrás de mim.

Eu avisto uma cesto com varias espadas espetadas nela, me aproximo e pego uma mediana, não tão leve e não tão pesada.

Se eu me esforçasse conseguiria lembrar da época que... que James havia me ensinado esgrima, embora suas aulas tivessem sido... Bruscamente interrompida.

– Mia... Você tem certeza de que... — Pedro insiste ao chegar ao meu lado.

– Isso so vai me ajudar a inaugura meu presente. — interrompo-o e tenho a impressão de ver Pedro olhar para Caspian com desaprovação.

– Você não precisa... — Caspian também insiste.

– E então? Quem vai ser o primeiro? — indago segurando firmemente minha espada.

– Mia nós... -

Não deixo Pedro terminar, ele já segurava sua espada e essa seria uma boa oportunidade.

Ataque e recue.

Conseguia ouvir com clareza a voz dele.

Eu direciono a minha espada na direção da de Pedro, acertando-a com um som alto quando o rei tanta interceptar meu golpe, nos olhos azuis havia choque e surpresa.

– Você sabe? — indaga.

– Seu o suficiente. — e logo em seguida volto a atacar.

Recue para saber qual será o próximo paço do seu adversário.

– E você vai ficar parado ai Caspian? — pergunto virando meu rosto para encara-lo ainda parado no mesmo lugar, apenas observando.

– Não seria muito pesado com dois oponentes? — retruca arqueando um pouco a sobrancelha.

– Sabe o que eu acho? Que você e Pedro estão com medo de perderem para uma garota. — provoco.

Caspian e Pedro se entreolham e assentem.

– Tudo bem, nós dois vamos treinar você princesa. — Pedro da o veredito.

– Você consegue aguentar? — Caspian também provoca já com sua espada em mãos.

– Por que vocês não me testam? — retruco deixando a espada que uso a risca.

Quando eu os ataquei e ambos recuaram, pude saber que aquela era só o único de uma tarde diferente e divertida ao lado de dois reis um tanto quanto... Peculiares.

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Notas finais
Espero que tenham gostado apesar de tudo..
E aos meus fies leitores, espero por vocês nos comentários.
Não sei quando ou SE haverá um proximo capitulo, isso vai depender exclusivamente e unicamente de vocês.
Um Beijo para todos e até mais O//
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.