Sweet November
2 Setembro- Inicio de Tudo
Notas iniciais
”Hoje eu passei mal na escola e todo mundo riu de mim menos o Gust meu melhor amigo, eu me senti tão humilhada pelos meus próprios amigos rirem de mim. Não sei o que aconteceu comigo nunca passei tão mal quanto hoje, cheguei até ir parar no hospital, foi uma loucura. Minha mãe quando soube entrou em desespero, sempre foi cuidadosa e para ela aquilo foi um choque, depois disso marcou vários exames para mim, ainda acho exagero, mas mãe é mãe néh tem sempre seus maiores cuidados com os filhos. Agora eu vou indo minha mãe está me chamando lá em baixo”
—Charly desce aqui!— minha mãe gritava de baixo da escada— Gustav veio te ver.
—To indo mãe— tentei colocar meu sapato correndo mais sou desengonçada de mais, tropecei no corredor umas três vezes até conseguir colocar— Ai caramba— dei um tropeço no tapete—E ai Gust sobe aqui em cima, quero te mostrar uma coisa— disse acenando.
Pelo que eu pude ver Gust tava bem curioso para saber o que era quase caiu da escada.
—O que você queria me mostrar?— olhava por toda parte.
—Deixa de ser curioso— sorri, peguei uma caixa cumprida na gaveta do criado mudo— Eu soube que o seu cachorro comeu a sua baqueta...
—Comeu? Ele devorou isso sim.
—Como estava dizendo, Eu vi você de olho na baqueta no shopping e resolvi-te dar— estendi o braço.
—Caramba, valeu Charly, eu tinha ido comprar ela, mas Joe disse que já tinham vendido a ultima— ver Gust com um sorriso estava sendo difícil, mas ao ver a baqueta parecia que ia chegar até o céu o seu sorriso.
—Era para ter te dado na sexta, mas aconteceu aquele lance na escola e não tive tempo— sorri.
—E o doutor Baker o que disse?
—Não sei, ele não me contou ainda.
Depois de ter entregado o presente para o Gust fomos andar de bicicleta pelo parque perto de casa, o dia estava quente então paramos em um chafariz, minha mente já começava a tramar uma olhei para o Gust depois para o chafariz, Gust, chafariz e não resisti comecei a jogar água nos Gust assim ele também fez comigo ficamos todo molhados nos olhamos e começamos a rir depois a graça acabou ficamos sentados na beirada do chafariz vendo o tempo passar tentei me acomodar mais era duro e estava desconfortável e sem querer cai dentro d’água Gust só dava risada de vez me ajudar não, me deixa sofrendo quase me afogando com as pernas enroscadas na bicicleta, depois de um tempo foi me ajuda e eu com muita raiva não me contive e quando me deu a mãe para me levantar o puxei para dentro da água.
—Ei vocês dois não é permitido entrar na água— o guarda do parque disse colocando as mãos na cintura.
—Me desculpe seu guarda eu sem querer escorreguei e ele foi me ajudar e acabou caindo junto— Dava mos risadas.
Para nós foi uma festa ao menos algo divertido aconteceu neste mês, fomos para casa todo encharcados dávamos risadas a toa parecendo dois drogados na rua, mas espera ai eu sou uma drogada, é brincadeira. Quando a minha mãe nos viu quase teve um infarto (mentira) ela apenas se assustou pelo fato de estar com sol e a gente estar molhado dos pés a cabeça.
—O que vocês têm na cabeça para chegarem molhados?
—Na minha eu não sei, mas no chafariz tinha o Gust dentro.
—Tenha modos menina— ah eu nem faço nada e ela me repreende— Vocês dois pro chuveiro— Apontando o dedo para o andar superior.
—Como?—fiz de desentendida, sabe ás vezes minha mãe diz coisas que dá para entender outra coisa.
—Você entendeu agora vai— me empurrou em direção para a escada. Gust era espertinho já estava caindo fora—E você nada de fugir.
—Não tia Mary eu vou para casa, minha mãe já deve estar preocupada
—Não, não e não, pode tomando um banho o tempo vai mudar e não quero que fique doente. Agora direito para o chuveiro—Não tem como competir com as teimosias de minha mãe mesmo, nem o Gust se safou dessa.
Fui tomar meu longo banho demorado de alguns minutos, coloquei uma roupa seca e me sentei na penteadeira e comecei a pentear, sempre gostei dos meus cabelos castanhos claros, era a única coisa que eu realmente gostava de mim, olhei para a escova e me assustei com o que eu vi.
—Mãe— gritei repentinamente.
—O que foi... — chegou mais perto e viu a escova— Oh meu deus.
—O que está acontecendo?— dizia chorando— Mãe?
—Eu... Eu não sei
—Então descubra— Gritei— Gust?
Minha mãe ligou para o Dr. Baker queria saber o que estava acontecendo para cair os cabelos, o Doutor explicou pelo fato de estar tomando muito remédios fortes à queda de cabelo seria passageira isso me deixava com muito medo, já não sabia mais em que pensar.
—Calma Charly, vai ficar tudo bem— me abraçou
—Me acalmar como eu posso me acalmar? Meu cabelo está caindo— comecei a ficar alterado pelo nervosismo.
—Escuta, eu estou do seu lado, sempre— me abraçava com mais força me fazendo sentir segura.
Para a minha alegria sempre tive a presença de Gust ao meu lado ele sabe como me deixar calma, ficou o tempo todo até eu adormecer meus sonhos se tornaram em pesadelos e fiquei muito agitada naquela noite.
—Estou aqui— acariciava meu rosto— shuu está tudo bem.
—Gu — meus olhos mostravam medo— Não me deixe sozinha.
—Nunca.
Os dias seguintes meus exames foram marcados, era quase todo dia no hospital me deixava muito cansada no final do dia ao menos Gust estava do meu lado para me fazer companhia era a única coisa boa que acontecia.
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