Sweet Nothing
26 Cap. 26- Walking On Sunshine
Notas iniciais
Agora será um novo capítulo da vida deles.
E que mais?
Boa leitura! *u*
Cap. 26- Walking On Sushine
-Bom dia.- Falou Rick rindo de nossas caras- Eu sei, como? Estamos procurando a entrada agora, este murro ao que parece se estende bastante, mas queríamos que vocês todos acordassem primeiro.
-Também, de que se espera de americanos, gostam de tudo em grande. Ainda bem.- Continuei bebendo água terminando e suspirando fundo, jesus cristo, estamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe, até ficava cheia de ansiedade. Tanto tempo de viagem e... Finalmente vão se recompensar. Mirei Carl, abanando a cabeça seguramente com um sorriso e ele também sorriu
-Vamos.- Falou Rick indicando para o resto do grupo, começando a andar por um lado. Até que Michonne encontrou outra grande porta, feita de aço e divida no meio. Como disse, americanos.
-E agora? Batemos à porta?- Questionei desbrochada e eles me miraram, baixei logo o olhar- Desculpem.- Tocámos num botãozinho e alguém atendeu, todos se aproximaram daquele objecto misterioso né? Já não tínhamos tecnologia a anos, somos pior que os homens da pedra.
“-Sim, daqui fala o Tenente Virgilian, vocês são sobreviventes?”- Que pergunta mais parva, haveríamos de ser o quê? Walkers falantes? Rolei os olhos, quer dizer, depois d’um maldito mês de viagem, nos aparece a voz de um idiota
-Sim, somos.- Respondeu Rick, um pouco ansioso como o resto que já abriam a boca com sorrisos
“Alguém aí está infectado?”
-Não.- Disse novamente. Mas estávamos todos, mas enfim. Só descobri isso quando estava na escola, no meio do começo do apocalipse, observando uma miudinha correndo e depois caindo de forma estúpida, partindo o pescoço, minutos depois acordará e Lucas a matou. Fim!
“-Podem entrar então.”- Os portões se abriram e o gelo ali preso no ferro foi-se quebrando e caindo no chão, algumas pessoas protegiam suas crias, sim crias, só porque estou muito feliz hoje, consigo fazer piadas. Crias... Ri sozinha e todos me miraram, fechei a cara novamente
Adentrando, vimos militares apontando armas para nós e muita gente atrás d’uma cerca, nos observando fascinados, eu olhei em volta e nem sabia se ria ou chorava, se felicidade como é claro. Eu comecei a deitar algumas lágrimas, deixando minha mala, mala enfim, era uma sacola ali de compras com tudo o que era meu, não importa. Olhei em volta, a cidade, a cidade, oh meu deus, os militares baixaram as armas nos vendo.
-Só para alguma segurança, nós queremos que vocês nos acompanhem, se não for um estorvo.- Falou um comandante, era extremamente alto, cor de pele morena e cabelo rapado, enfim, um desses caras que parecem maus, mas no fim são simpáticos. Rick olhou para nós todos, a maioria estava cansada e esfomeada
-Nós estamos cansados, esfomeados, perdemos imensa gente, não pode deixar isso para depois.- Falou para ele um pouco nervoso e com respiração pesada
-Mas porquê perguntas?- Disse Beth
-Não são perguntas menina.- Maldito, lhe mandando um ar frio, para minha cunhada, eu digo onde é que pode enfiar esse olhar. Rolei meus olhos, torcendo meu maxilar como uma cabra- São simples testes para saber se está infectado.
-Mas todos estamos, além disso há um novo vírus por aí.- Comecei a abrir minha boca grande e ele voltou-se para mim andando lentamente e eu segurava mão de Carl com força
-Como assim pequena?- Ergueu se queixo em tom superior. Um chute nos países de baixo e deixa de ser assim. Cala a boca Sam! Considerei e depois engoli seco novamente.
-Os walkers só andam e têm vontade de comer carne, mas, aquilo que vimos nesse mês, completamente diferente.- Ele uniu as sobrancelhas- Essa doença não sobreviveu por muito tempo nesse frio, por isso praticamente como irei dizer isso...- Fechei os olhos pensando numa maneira fácil de o dizer- Por isso ela teve de ter algo mais forte para resistir, nomeadamente, se camuflar, esse transforma animais, pessoas, qualquer coisa com uma simples mordida.
-Mas são fáceis de matar, a não ser que sejam em horda.- Afirmou discordando
-Pois, isso também achávamos nós, mas eles ficaram com comportamento mais agressivo, as transformações, já não passam por alucinações, vómitos, perda dos sentidos todos. Esse é directo, você vomita sangue, e depois volta à vida começando a atacar.- Completou Carl. Todos os militares se miraram
-E como confiaremos naquilo que vocês dizem?
-Querem conferir, têm a porta logo ali.- Disse sem papos na língua. Vou ficar sem uma- Vê-se mesmo que nunca teve de lutar contra isso todos os dias.- Cuspi minhas palavras com um sorrisinho de lado. E pronto, vai minha língua, os dentes...
-Cuidado com a língua garotinha.- Me apontou o dedo indicador- Não irá durar por imenso tempo essa doença, nós estamos tentando criar uma cura.
-Não há, se ele vai evoluindo assim só por causa da temperatura, imagine se tentar criar uma cura com resultado, ele vai perceber que está “perdendo” e se camuflar de novo e se espalhar novamente.- Respondeu Zendaya, pronto, eu amo essa miúda.
-Podem entrar então.- Respirei fundo de alívio como o resto- O Michael vos mostrará onde irão dormir.- Peguei na minha “mala”, andando enquanto olhava em volta
-Então, vos irei explicar como tudo funciona aqui. Primeiro, todos são iguais, nada de pobre ou de rico, todos dormem em camas confortáveis. Segundo, todos os frigoríficos estão equipados com tudo, se precisarem de algo, vão à baixa. Terceiro, há treino para se defenderem. Quarto, todos são simpáticos, por isso não liguem muito aos olhares, muitos deles estão aqui há muito tempo, e devem estar curiosos para saber como é lá fora.
-Não deveriam.- Comentou Michonne sempre desconfiada olhando em volta, sua cabeça vai ficar torta se ela continuar fazendo isso
-Talvez, nunca fui.- Afirmou Michael- E está aqui o vosso edifício. Comecei cheirando a tarte, farejei de olhos fechados seguindo o cheiro
-Torta de pêra e amêndoas. Mmmm...- Me imaginei comendo aquela massa estaladiça com a doce pêra e aquelas amêndoas raladas
-Ela está bem?- Questionou o guia
-Deixe, acontece sempre que ela vê doces.- Respondeu Carl acariciando meu cabelo
-Então vai ficar maluca, há uma pastelaria aqui.- Acordei
-Onde?!- Todos começaram uma gargalhada
-Primeiro tem que arrumar a mala.- Afirmou Carl
-Droga.- Fui para dentro daquele edifício, na minha frente tinha a cozinha, ao lado um banheiro e no lado oposto uma sala. Tirei meu casaco, aquilo tinha um aquecedor ou algo do género. Subindo as escadas, havia o primeiro piso com três quartos e assim sucessivamente.
-Têm que ver isso. Oh OMG! Isto é enorme.- Adentei num dos quartos, adorei, paredes azuis, com decorações verdes, minha cama também, era muita emoção. Esse era meu. Abanei minhas mãos de baixo para cima tentando secar minhas lágrimas, e depois saltitei me jogando em cima da cama, fingindo que fazia um anjo na neve. Sentia minhas costas estalando e sabia tão bem, esse conforto todo. Até estalei o pescoço, os nós dos dedos, tudo!
Depois saí, cheirando esse cheiro magnífico, não era a pobre ou a queimado de zumbis. Até podia gritar, mas eu sou completamente normal. Nenhum quarto com lixo, nada de lixo! Rebolei, tirando minhas botas, indo para o banheiro, estava ali desodorizante, coloquei no ar cheirando, oh, era simplesmente divinal, de hortelã. E depois liguei a água do banheiro, colocando minha mão, água quente, quentinha! Comecei rindo que nem uma desgraçada enquanto corria pela casa toda
-Sam, calma!- Disse Beth com cara toda vermelha de rir- Olhe ali toalhas.- Corremos as duas para ver e sentimos o pelo daquilo, todo suave tocando na nossa bochecha, nossa pele, fazendo cócegas. E eu comecei rindo novamente
-Oh, isto é vida.
De noite, tivemos jantando, Beth, Carol, eu e Maggie tínhamos feito um peru, foram mais elas, porque eu só faço doces. Era um daqueles perus de natal, enormes, em cima da mesa. Eu fiz um bolinho, mais nomeadamente um genoise de chocolate, comendo tudo, estávamos todos felizes. Daryl bebia álcool, as crianças jogavam videojogos, e por acaso apetecia-me jogar Resident Evil.
Agora todos viam televisão, algumas séries de entretenimento e eu e Zendaya estávamos lavando a loiça, para dizer a verdade, nós tínhamos voluntariado.
-Seu cabelo é naturalmente preto?- Questionei a ele. Só para criar conversa, havia aqui um enorme silêncio, e além disso ela tinha as raízes loiras
-Não, o pintei. Costumava ser loira, mas depois, olhe, quis mudar, apesar do apocalipse, eles não comem tinta.- Sorri concordando com ela- Mas talvez vá pintar outra vez. Estou pensando em castanho.- Tocou numa mecha do meu cabelo- Talvez como o seu, castanho-claro, outros tons assim alguns escuros, outros ainda mais claros.- Ok, agora me estava assustando com seu olhar
-Ok.
-Será que me podia emprestar sua camisa de pijama?
-Sim, pode ir lá buscar se quiser. Deixe que eu termino isso.- Afirmei
[...]
De noite, estava na cama rebolando, não conseguia dormir, como estaria Carl? Com pezinhos de lã fui até ao seu quarto, bem longe de mim, jesus. Fui até ao fundo do corredor, abrindo a porta silenciosamente, adentrando, Carl estava dormindo, fui para debaixo do lençol com ele. Lhe dei um beijo no nariz.
-Está acordado?- Demandei e ele começou a mexer-se, abrindo lentamente os olhos
-Agora estou.- Falou sorrindo- Porque está aqui?
-Não conseguia dormir, além disso não nos vemos há muito tempo.- Me aproximei ainda mais dele o abraçando na cintura e entrelaçando nossas pernas- Quer contar como foi seu dia?
-Pode ser. Primeiro, estava tentando ir ter com você, mas Zendaya foi até lá me interrompendo, depois, queria me sentar perto de você, mas Zendaya se sentou lá e Carol ao seu lado. Quer continuar?- Sério? Nem notei.
-Desculpe?- Questionei
-Não desculpe.- Me deu um beijo leve nos meus lábios, e eu correspondi, ele explorou minha boca com sua língua, fazendo carícias e algumas cócegas leves nas minhas costas. O som do édredon revirando enquanto ele ficava por cima de mim era a única coisa que ouvia, passando sua mão pelo meu corpo. E eu bocejei
-Estou com sono, depois.
-Quando?- Acabei por adormecer sem conseguir responder
Para os amantes de doces:

Notas finais
Bem, espero que gostem.
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