Sweet Nothing

2 Cap. 2-Will I Be Alone?


Notas iniciais
Aquele capitulo ficou pequeno, hoje há um novo, meio parado.
Adorei os comentários, sério! *-*

Boa leitura.

Cap. 2-Will I Be Alone?

-Quem é você?- Questionou o rapaz- Foi mordida?

-Não, não fui. Calma. Vou buscar a lanterna, apenas não dispare.- Fui buscar aquele objecto devagar, não queria um tiro na cabeça, nem em lado nenhum e fui apontando aquela coisinha de luz para mim própria- Está vendo?

-Me dê isso.- Entreguei-lhe e ele passou a lanterna por mim toda, tive de dar uma volta também, mas não tinha a certeza que ele tinha baixado a arma- Ande.- Abriu a porta e saímos.

-E agora? Não me vai matar certo?- Queria mesmo conferir

-Não, eu não mato crianças.

-Eu tenho 14 anos.- Disse seca, era um pouco baixinha, mas criança?! Sério?!

-Está sozinha?- Estúpido, me ignorou. Olhei para o outro lado ouvindo risos do Lucas, acompanhado por um gordo de cor escura, careca, que tinha luvas e uma flecha com sangue e havia mais outro que saia daquele quarto, tinha cabelos loiros-escuros, olhos verdes pequenos e parecia não dormir a dias, mas até que era jeitoso

Agora pareço uma velha tarada.

Meu irmão, se estava divertindo enquanto eu estava sendo ameaçada por este aqui que por acaso era bonito, cabelo preto, olhos azuis-claros, pele um bocado morena

-Me responde.- Sai do meu transe. Mas que bruto esse em, os bonitos têm sempre uma personalidade má.

-Não, estou com ele.- Apontei para o Lucas e depois tive um pouco de curiosidade — Estão sozinhos?-Apontei para os três

-Não, estamos num grupo.- Disse o cheiinho- Se quiserem ficar, vocês também são crianças.- Olhei para o meu irmão- Nós viemos aqui buscar comida e vocês?

-Esvaziamos o stock dessa casa.

-Podemos dar. Não vejo porque não. É pouca, mas...- Aff, ele tem sempre de abrir a boca, só não partilho os meus chocolates!

-Olhe que temos uma grávida –Disse o loiro, parecia um caipira depenando uma ave, acho que era um mocho. Apenas acenei a cabeça negativamente, sentindo pena daquela pássaro, que descanse em paz fora desse inferno.

-É, vamos partilhar.- Disse com cara de nojo. Se eu quiser ainda posso correr para fora dessa casa, pegar no carro e me ir embora! Mas eles ainda me iriam caçar, melhor não.

Havia pessoas sentadas naquela suposta sala, todas trocavam olhares curiosos por mim e o meu irmão, eu me sentei ali tentando parecer uma ovelha no rebanho, sem resultado. Tirei a mochila das costas colocando naquele chão e retirando tudo que tinha, colocando no meio daquele círculo, mas eles nem tocavam

-Podem tirar, tenho aqui o abre-latas.- Via uma grávida, sério? Tem mesmo de estar grávida no Apocalipse? Aquele caipira não estava brincando- Podem tirar, eu depois posso buscar mais, esperem ali, tenho garfos.- Todos pegavam nas latas começando a abrir e eu entregando os quatro garfos, eles iam passando a comida entre si.

-Obrigado.- Disse uma menina loirinha, tinha os olhos azuis enormes e pele branquinha também um pouco suja, como a maioria de nós que já não tomava um bom banho há muito tempo.

-Eu sou a Samantha, a maioria me chama de Sam.- Me apresentei tentando criar conversa, está resultando?

-Sam ou Sammy. Ela adora esse nome.- Comentou Lucas, odiava Sammy, havia um rapazinho gordinho na minha turma que se chamava Samuel e diziam que eramos um casal e o nome do nosso “ninho de amor” seria Sammy, lhe lancei um olhar de fúria.

-Podem lhe tratar de Luquinhas o ursinho dos carinhas.- Eles riram um bocadinho baixinho

-Ainda se lembra disso?- Lhe chamavam assim porque por cada vez que ele tirava uma fotografia para cartão de cidadão ou então o cartão de condução, ficava com uma cara estranha ou então estava a meio de um espirro.

-Vocês são namorados?- Questionou a morena de cabelos curtos, eu fiz cara de parva e ele também

-Credo! Deus me livre!- Dissemos ao mesmo tempo, não, ele me imitou!- Irmãos, de sangue!- Respondeu ele com cara de nojo e eles deram uma gargalhada

-Querem água?- Assentiram e passei as duas garrafas e olhava para a barriga da grávida que sorriu ao ver a minha cara curiosa, estava quente de vergonha.

-9 meses.- Respondeu, ok, iriam ter o parto aonde? Aqui é que não seria- Sou a Lori, aquele é o meu filho, Carl.- Apontou para aquele que me apontou a arma, então se chamava Carl- Estamos procurando um lugar para ficar agora.

-Eu sou o Hershell, estas são as minhas filhas, Maggie e Beth.- Completamente diferente do nosso avô, o Stan, aquele forreta desgraçado. Este parecia ser bem simpático.

-Eu sou a Carol, o mal-humorado que não fala é o Daryl.

-T-Dog.- O cheiinho se apresentou, estava na janela

-Rick Grimes.- Comia o milho em pé.

-Glenn.- Disse o asiático

-Temos de ir pessoal, estão vindo para aqui.- O T-Dog disse e eu comecei a arrumar tudo. Saímos dali, seguindo aquele grupo, tinham dois carros. Sentei-me num deles, parecia uma lata de sardinha, tudo apertado, melhor que nada.

Parámos no meio do caminho, estranhei, porquê? O Lucas também saiu do carro indo ter com a Beth, esse ai não perde tempo, eu fiquei vendo fotografia da minha família, mas depois me cansei saindo do carro. Ia conhecer Carl, era o único que tinha a minha idade ali.

-Oi.

-Oi.- Respondeu- É perigoso.

-Então porque está aqui?

-Estou de vigia.

-Quer companhia?- Negou, fiquei com seca como é claro e fui para a floresta

-Onde vai?- Não respondi a esse mal-educado continuando a andar, de repente, de longe vi uma prisão, fiquei olhando para aqueles walkers durante um tempo naquele pátio, pareciam não ter destino, e ainda bem que são parvos, se fossem inteligentes e caçassem, estava me enterrando viva.

Prisão era igual a, prisioneiros, polícias, armas, comidas enlatadas do século passado como a cantina da nossa escola, grade, Lori, lugar para ficar. Segurança! Rick! Corri de volta, me aproximando do grupo.

-Há uma prisão ali em baixo, parece segura.- Afirmei rápido chamando a atenção de todos

-A Lori pode ter o filho ali.- Considerou Rick com as mãos na cintura, olhando para eles que concordaram em espreitar

Momentos depois, o Rick, ele parecia ser o líder, estava abrindo uma parte da vedação, aquilo ligava para uma passarela que do outro lado dela, havia a cerca que impedia os cabrões feios de se aproximarem.

Lori foi a primeira a entrar e depois o resto, corremos até um edifício, ficando lá e vendo o que faríamos, ali também havia uma vedação que nos protegia deles que nem nos tinham notado.

-Como fazemos agora?- Questionou T-Dog

-Se fecharmos o portão, podemos acabar com os walkers no pátio e assim teremos pelo menos ai para descansar.- Assentiu olhando em volta- Eu vou, vocês me dão cobertura. Lucas, Sam, sabem disparar?- Assentimos- Vão para uma das torres. Daryl, Hershell vão para outra. Carol, você se tornou numa boa atiradora, vá com o Carl. O resto fique aqui nas grades e atraiam o máximo de walkers.

Fomos logo correndo derrubando alguns zumbis no nosso caminho, chegámos lá, observando quando Rick sairia, assim que o fez, comecei disparando, não era assim tão má a minha pontaria, era normal.

O tiroteio continuava até que todos já estavam no chão, imóveis, aquele espaço era enorme, não via isso assim há tanto tempo, desde a casa do nosso avô babaca onde passámos o nosso Verão. Abracei meu irmão que me segurava como boneco de pano.

De noite, fazíamos uma fogueira, estávamos em volta dela enquanto Beth cantava, era bonito, sério, não muito meu estilo, mas era bonito. E via a Carol e o Daryl de longe, aqueles dois eram mesmo muito, mas muito amigos, ele lhe fazia massagem nos ombros.

-Sério?- Ria Beth do meu irmão devia estar contando aquelas malditas piadas e estórias sem graça nenhuma, aquela garotinha devia ser do campo mesmo ou então nunca na sua vida foi a um stand Comedy.

Os dois estavam conversando e eu revirei os olhos, só falta acordar os mortos já imóveis aqui né, olhei para Carl estava entediado mirando os dois, ciúmes. Aquilo seria tipo um triângulo amoroso, ou algo do género.

Se for assim vou ficar sozinha, meu deus. Uma das desvantagens do apocalipse, os melhores morrem sempre. Aff!

Notas finais
Comentem, critiquem e gostem!

*u*