Sweet Nothing
18 Cap. 18- Bad Dreams Come True (Part I)
Notas iniciais
Este vai para DudiinhaCheney... *--*
E...
Bem, boa leitura.
Cap. 18- Bad Dreams Come True (Part I)
Dia seguinte, estava deitada no topo do edifício olhando para o colar, um ano afinal? Um ano, que aconteceu? Fechei os olhos pensando. Me uni a esse grupo, conheci Carl o achando um palhaço, que agora é meu namorado e meu melhor amigo, gostava de Beth, minha melhor amiga quase. T-Dog e Lori morreram... Que mais... O Governador teve meu pai que acabou por morrer. Que mais? E agora faço um ano de namoro com Carl, o tempo passa tão rápido.
Senti que alguém abria a porta, abri os olhos, mirando com um sorriso que descaiu assim que vi Jennifer, voltei minha cara para cima, guardando meu colar dentro da camisa.
-Que foi? É uma vingança?- Ela estava com a sua pose de comandante sem me responder, apenas com seu maldito sorrisinho, mesmo assim com o olho e algumas partes inchadas. Outros passos se ouviram. Apenas olhei de lado e arregalei os olhos, era o Governador. Me ergui novamente. Caralho. Olhei para ambos, droga.
-Sam.- Falou o gajo, fazendo um gesto para que Jennifer fechasse. Apenas o mirei, engolindo seco, colocando mão na minha arma na cintura.
-Philipes.- Ele me olhava, com o seu único olho, eu mirei ele completamente, sem a roupa da última vez, estava um pouco mais magro- Andou fazendo dieta?- Ele deu um riso curto e seco me dando costas, eu apenas seguia seu movimento olhando de lado
-Não vai ser preciso as armas.- Disse ele, mesmo assim, o mirava de cima a baixo, eu, um pouco com medo, tirei meu traseiro do chão e indo para o lado oposto ao deles.
-Como passou por eles e porque veio aqui?
-Talvez você tivesse razão em relação a mim.- Falou Jennifer se metendo na conversa, apenas a mirei de lado já irritada
-Cala a boca, depois conversámos.- Senti que ela engolia seco. Afinal ela é o seu sustento
-Eu te vi passar por aqui várias vezes por acaso.- Uni as sobrancelhas o mirando- Você e aquele, o filho de Rick- Afirmou com nojo e eu ri um pouco pensando em tudo o que tinha acontecido nos últimos 10 meses- Carl, eu te amo, todos os santos dias. Não se cansa?- Estava com um sorrisinho vitorioso, mas eu com os meus pensamentos férteis, considerei comigo mesma, começando a dar um sorrisinho de lado- Que foi?
-Como é?- Questionei sorrindo, fazendo cara de idiota me empoleirando para a frente de braços cruzados
-O quê?- Colocou as mãos nas costas se voltando para mim
-Viver como lixo?- Ele fechou a cara e eu ri com sua reacção- Oh, espera, você já era lixo.- Philipes me mirou, olhando para baixo rindo um pouco
-Você me lembra bastante seu pai. Aquele desgraçado, antes de partir, com ou sem memória, continua na mesma.- Fechei meu sorriso entreabrindo os olhos e ele começou o seu- Ele fazia imensas piadas, não, sério imensas. Ainda me lembro quando o encontrei. Quer ouvir?
-Meu pai me contava muito sobre você, o quão corajoso você era nas missões onde vocês dois iam. Mas nunca te tinha visto na vida, e agora vai-me contar uma história de dormir? Olhe que pai é só um.- Cerei o punho- Mesmo assim, tenho que ouvir essa.
-Eu estava farto de ficar trancado em Woodbury para ver as pessoas e as suas condições e então quando faltou algumas coisas básicas, eu aproveitei para ir. Então reuni um grupinho, alguns para a cidade, outros vasculhar a casa. E quando eu fui pela floresta para procurar alguma casa, numa cascata ai, eu vi seu pai.- Parou de contar, parecendo tentar se lembrar da cena, como se fosse um bolinho delicioso
-Foi amor à primeira vista?- Ri e ele me olhou sorrindo convencido.
-Não, por acaso foi mais a minha vontade de acabar com ele ali.- Nos encarámos, enquanto eu unia minhas sobrancelhas- Foi essa mesma a cara dele. Olhou-se a si próprio, me mirou e disse, quem sou eu?
-E desde ai, você disse coisas falsas para ele não é?
-Está vendo como sabe garota.- Ele me apontou o dedo, o abanando de cima para baixo como se tivesse razão e tinha
-E quando soube que vocês acolheram aqueles hipócritos, e que James estava lá, eu achei que ele iria lutar e tentar vos levar à ruina.- Falava do pessoal de Woodbury
-Você disparou contra todos e pôs Woodbury a arder, não admira. Se fosse eu, te caçava, mas afinal não era preciso.
-O prato mais frio da vingança é aquele em que se recebe na mesma moeda. E agora teve o que mereceu, mas é só o início.- Cerrei o punho- Eu queria fazer um tiro de longe contra todos...
-Mas graças a mim, ele não o fez.- Aproximou-se dele o olhando de cima a baixo com cara maliciosa. Até fiquei com nojo
-Mesmo assim, eu adorei quando Jennifer me disse os detalhes, todinhos de sua reacção, as suas lágrimas, as lágrimas do seu irmão, os idiotas que morreram. Tudo. Suas últimas palavras, o seu discursinho, eu só ri. Foram doze, mas ainda falta.- Eu me irritei pegando numa faca na sua direcção, mas Jennifer me apontou uma arma
-Atire a faca no chão.- Atirei e ela foi para bem longe
-Você é um rato, miserável, seu lixo! Vivendo dependente d’outras pessoas. Meu pai dizia que vocês dois eram amigos! Amigos! Ele se enganou. Você matou um filho de uma professora, você desmanchou famílias! O sangue nas suas mãos não pode ser medido. Você fede, você é cão que ladra e não morde. Se você quisesse isso tudo.- Abri os braços apontando praticamente para a prisão toda- Isso tudo! Você iria ter de matar até o último de nós.
-O quê?- Começou a gargalhada- É a regra do último homem em pé? Vai fazer agora o quê? Chorar?!- Riu me olhando directamente no olho- É por isso que ele morreu. É por isso que vocês todos não vão sobreviver! Coração mole.- Dei as costas, me segurando
-Cala a boca!- Sussurrei respirando fundo, tentando controlar o choro e dei uma gargalhada, já farta
-Se rindo do quê, sua desgraça? Você não tem ninguém, a única coisa que te restava, se foi. Eu posso ser a última coisa, nós os dois.- Jennifer o mirou- Três, ficámos aqui, eles são idiotas sem excelentes ideias. Mas você Sam.- Uniu as sobrancelhas, fazendo com a vadia baixasse a arma. Ele se aproximou agora- Talentosa, bonita, inteligente? Você é o cérebro dessa prisão
-E?
-E que se junte a mim e a Jenny.- Eu ri sarcástica
-Sim, as coisas não funcionam assim. Só há Bonnie e Clyde, não um terceiro.
-A história continua a mesma, nós só a mudamos. Mas se você não quiser... Eu entendo.- Alguém tentou abrir a porta, mas depois bateu na porta e eles me miraram
-Se eu não abrir, vão notar algo de estranho.- Eles trocaram os olhares, Governador se escondeu ali e eu fui abrir a porta, era Carl, dei um sorriso fraco- Oi.- Disse olhando para Carl com um sorriso
-Porque trancou a porta?- Perguntou e depois viu Jennifer que lhe acenou e ele estranhou mais- Que se passa aqui?
-Estamos... Estamos fazendo os trabalhos da professora, ela nos pôs juntas e agora temos de estudar.- Ele nos mirou e deu os ombros
-Quer ir à cidade hoje?
-Não posso.
-Quer companhia?- Questionou e eu mirei Jennifer
-Não, irá me interromper e isso não pode ser!- Gritei enchendo minhas bochechas de ar e ele riu e eu também o fiz, colocando o velho e falso sorriso enquanto por dentro corroía por lhe esconder uma coisa dessas
-Porquê?- Mirei Jennifer
-Porque temos um trabalho que a Mary mandou, tinha de ser só nós duas.- Disse a gaja. E eu sorri para Carl que continuava desconfiado
-Agora, se você não sair, eu gritar ainda mais alto de manhã aos seus ouvidos.- Ele levantou os braços em rendimento se indo embora
Eu tranquei a porta de novo, encostando minha cabeça nela, minha mão também, pedindo mil e uma desculpas a Carl, com toda sinceridade.
-Você é uma óptima mentirosa.- Falou convencida, me tirando do transe. Limpei meus olhos avermelhados à volta, nem sei o que limpava, nada saia. Me virei para eles- Isso passa, vai ver.- Apenas torci o maxilar olhando para o céu
-Porque eu me uniria a você? Eu te alvejei no ombro, eu tenho ódio, repulsos de você, você é um completo bastardo...- Ele bateu na porta atrás de mim com força me fazendo calar- Que vai fazer? Me bater? Força, mas lembre-se só, o jogado contra a parede é você. E eu vou dizer a todos aqui.
-E?
-E que irá procurar por você e enfiar uma bala nessa cabeça feia e oca.- Falei baixando meu tom de voz e me aproximando mais da sua cara- Me deixe acabar com seu sofrimento, me deixe...- Ele com sua mão nojenta me apertou as bochechas com força, eu apenas segurava sua mão
-Eu disse para ter cuidado. Eu não sou mais o “digno cidadão” eu você falou na cidadezinha. E você cresceu imenso sua pirralha.- Mirou meu corpo de cima a baixo, com uma cara nada inocente- E pelo que vejo, seu namorado não gostaria nada de saber que você andou fazendo coisas, e sabe-se lá com quem.- Me largou graças a Jennifer que estava com ciúmes- Está comigo ou irei ter de te forçar?
-Forçar?! Olhe para você, seu idiota! Seus estúpidos, eu sou o seu plano de fuga! Eu sou a única coisa que você tem para tomar a prisão ou fazer as drogas que faz! Lembra? Por isso não, não fico com você.- Que faria? Plano B...
-Tem razão, estamos em desvantagem.- Falou com toda a naturalidade, apenas troquei olhares entre eles dois, confusa
-Sabe, eu gostaria de ficar feliz, mas seu tom não me agrada nada.
-Então está certa, porque eu ando por aí.- Disse e eu juntei as sobrancelhas sem entender- E eu tenho uma arma e uma boa pontaria, como também consigo andar por ai sem nenhum desses idiotas me notar, tenho minha assistente.
-Então, você se vai por em risco só para me juntar a você.- Abanei a cabeça negativamente- Você está mesmo desesperado.
-Sabe o que é ter a cabeça de seu amado, atravessada por alguma coisa como, deixa ver, uma bala, uma lâmina?
-E se eu terminar com você agora?- Apontei minha arma para ele que riu passando a mão na cara- Faria um grande favor ao mundo, a nós.- Ela me apontou a arma
-Faça isso, faça. Acha que não tenho um plano B.- Apontou para a outra- Pense bem. Você contra o Bonnie e Clyde. Quem acha que vence? Para mim é muito claro.- Continuando de arma apontada, não sabia o que fazer- Esse seu olhar diz tudo. Agora baixa a arma.- Assim o fiz, apertando mais a pistola, um pouco contraída- Boa menina. Está vendo como acata ordens?
-Mesmo assim, como irá conquistar a prisão toda? Não podem, não conseguem. Estão em desvantagem e eu estou certa.
-Ainda não entendeu? Você está connosco, nem tem uma opção, é sim, ou sim. Desobedece uma ordem minha e eu mato seu namorado, Rick e todos os hipócritos dessa prisão.- Estremeci cerrando ainda mais o punho, olhei de lado, a brisa, hoje também estava um sol intenso, bom para a nossa plantação. Coloquei minha mãos na cintura, batendo com o pé no chão várias vezes frustrada
-Que quer que eu faça?- Ambos se miraram e Jenny sussurrou no seu ouvido
-Termine seu namorinho com Carl.
Notas finais
Vão ter que esperar para o próximo episódio de... Esperem!... Sweet Nothing!
Comentem, eu não mordo, a não ser que sejam cupcakes de verdade.
Bye people!
Fale com o autor