Sweet Nothing

4 Who are you?


Notas iniciais
OOOOPPAAAAA!!! Demorei?! Sentiram saudades? Capitulo polemico! *O* Prometi a mim mesma que iria postar amanha mas acabou não dando tempo 'que responsável eu souBom! Mas aqui estamos com um capitulo emocionante. Então... Boa leitura!

POV Amanda

Senti uma tensão nas palavras de James enquanto íamos para a sua casa. Ele falava de um jeito totalmente diferente de quando nos conhecemos. O jeito que ele mostrava seu sorriso já não era tão perfeito quanto o sorriso de quando o conheci, isso me trazia calafrios.

– Há algum problema Amanda? – Perguntou tirando-me de meus devaneios.

– Não! Chegamos?

– Sim. – Avistei uma casa grande ao meu lado. Ela era totalmente fechada e as casas ao lado também, todas no mesmo modelo, então a casa dele era normal comparada com as outras.

– Por que mora tão distante de onde estuda? – Perguntei saindo do carro e parei para observar a casa.

– Há algumas coisas que eu ainda quero lhe contar. Entre que contarei tudo. –Ele rodeou o carro e pousou suas mãos em minhas cinturas. Sem eu perceber, já estava sendo levada para a casa.

O jardim era bem grande e bonito. Perguntei-me de como ele ainda tinha tempo para conseguir cuidar do mesmo.

– Bom, vamos fazer um acordo primeiro. – Ele virou-se para mim e assenti. – Minha casa, minhas regras. Prometa-me que irá me obedecer. – Parou ao lado da porta e pôs-se a observar-me com o seu olhar penetrante.

É incrível o poder que um olhar tem sobre uma pessoa. Ele pode fazer você se sentir especial, importante... Desde os adjetivos mais belos para os mais horríveis. Mas nesse caso, não há palavras para resumir quão pesado foram os olhos profundos e penetrantes de James. Arriscaria um misto de ansiedade e prazer.

Mas não um prazer totalmente satisfatório. Parecia... Um prazer egoísta. Aquele prazer que te faz congelar por dentro.

O prazer de James.

– Claro... – Foi a única coisa que saiu de meus lábios.

Entrei em sua casa aconchegante, grande e moderna. Parecia com a casa do Alexander, deve ser o motivo de eu ter me identificado tanto com a casa. Lembrava-me de meu pai de consideração.

– Não sou muito fã de cozinhar, você aceita me ajudar? – Indagou enquanto trancava a porta.

– Que pecado alguém não gostar de cozinhar! – Abri um sorriso enorme e ele correspondeu. O segui até à cozinha e ele não tinha organizado nada ainda.

– O que você quer fazer para hoje? – Mordeu o lóbulo de minha orelha e logo senti suas mãos quentes seguindo por minha cintura.

Descobri uma sensação jamais sentida antes.

– V-você que manda, a c-casa é sua! – Fiquei totalmente arrepiada enquanto ele beijava meu pescoço ainda pelas minhas costas. Eu realmente não sabia o que fazer.

Sai de seus braços e abri um armário. Fui pegando qualquer coisa nele contia. Comida, temperos, potes... Meu desespero pareceu engraçado aos olhos de James.

– Pare de tentar fugir de mim! – Puxou-me pelo braço fazendo-me olhar diretamente em seus olhos. – Eu sei que você quer isso tanto quanto eu.

– James! Você sabe que não to preparada ainda. Peço-te apenas um tempo para eu absorver essa ideia. – Supliquei-lhe.

– Eu tenho uma grande paciência... – Ele foi se aproximando e sussurrou em meu ouvido. – Mas quando ela se esgota... Eu perco totalmente o controle do meu corpo. – Ele disse da forma mais sexy possível. O que ele quis dizer com “perco totalmente o controle do meu corpo”? James... Você não é o mesmo de antes.

Ele se afastou e voltou ao que estava fazendo, como se nada tivesse acontecido. Fiquei paralisada e ele mandou-me um sorriso de lado.

– Ainda vai me ajudar ou desistiu? – Sai do transe e fui até ele. Com o coração a mil e a cabeça explodindo de perguntas, mas fui.

Fizemos uma lasanha, magnífica, claro, eu sou ótima cozinheira então nem tinha como dar errado. Ele me deu vários elogios pela comida, dizia toda hora que se não fosse por mim não teria um almoço dos deuses. Eu apenas sorria de volta e corava a todo o momento.

– Topa um filme? – Mudou de assunto e assenti. – Tem medo de filmes de terror? – Perguntou e concordei novamente. Não tinha medo desse tipo de filme, minha vida era resumida no “terror”, então só queria saber o que ele iria fazer.

– Então vai ser de terror mesmo! – O fuzilei com o olhar falsamente, mas completamente convencível. Perder uma chance de ficar abraçadinha com ele? Nunca! Claro, sem suas segundas intenções.

Ele colocou “O Chamado” que em minha opinião não me mete tanto medo. Mas assim que o filme começou fui direto para os seus braços e me encolhi sobre seu corpo. Ele demonstrou ter gostado disso.

Na metade do filme ele veio ao meu ouvido de novo. – Eu sou uma pessoa horrível, querida. – Pela primeira vez James foi brincalhão comigo. Eu gostei disso.

– Pare de ser idiota James! – Ele riu e voltamos a assistir o resto do filme.

Assim que acabou o filme, ele deixou-me no sofá e foi até a cozinha pegar algo. Ele volta com uma garrafa na mão. Não entendi ao certo o porquê de ele ter me trazido uma garrafa de tequila.

– Já experimentou alguma vez? – Indagou mostrando-me a garrafa em suas mãos.

– Eu sou menor de idade, James!

– Ah! Qual é? Você tem 17 anos, te consideram com 18, então viva como uma pessoa adulta! – O encarei e desviei meu olhar para a garrafa.

– Você não deve ser um bom homem mesmo... – Debochei e ele riu me entregando a garrafa. – No bico mesmo? – Perguntei totalmente nervosa.

– Sim, se quiser eu começo para você. – Assenti e ele abriu dando o primeiro gole. – Pronto! Sua vez. – Ele me entregou fazendo uma careta. Tomei coragem e virei aquela coisa. Era um gosto muito forte e desceu queimando pela minha garganta. Foi como tomar uma dose de adrenalina pura. Fez meu coração pulsar mais forte e meus cinco sentidos ficarem mais fortes, mas no final, eu gostei.

– Isso! – Elogiou-me.

– Por que esta me dando bebidas alcoólicas Sr. Diamond?

– Eu gosto de enfraquecer a vítima antes de atacar.

Tomei outro gole tentando absorver a “piada” de James. – Como assim?

– Você é minha vítima. – Acariciou-me no rosto.

– Aonde você esta querendo chegar com isso? – Minha voz tremeu ao fazer a pergunta. Percebi que James não estava brincando em seu olhar.

Tentei me encolher no sofá e ficar o mais longe possível dele.

– Quer dizer que estou te deixando vulnerável, você não aguenta álcool como eu. – Engatinhou no sofá aproximando-se de mim.

– Por favor... – Supliquei mexendo minhas pernas na tentativa de acertar algum chute em seu rosto, mas ele puxou-me pelo tornozelo com uma força sobrenatural colocando todo o seu peso sobre meu corpo.

Enfeitiçou meus lábios com um beijo vazio e egoísta do qual o prazer era direcionado somente para ele. O prazer de James.

– Jay... – Sussurrei roucamente mostrando todo o meu pânico em minha voz.

– Mandy... – Arrepiei ao ouvir meu apelido na voz dele. – Eu estou esperando por isso há muito tempo.

– Por favor! Não me machuque! – Pedi novamente, em vão.

– Está na hora de eu te conhecer com meu corpo. – Afirmou e começou a distribuir beijos pelo meu pescoço como se eu estivesse gostando daquilo.

Mas eu não estava.

Tudo isso me trazia apenas nojo.

Ele rasgou completamente minha blusa transformando-a em trapos que agora nem para pano de chão serviriam. Ao ficar de joelhos para retirar sua blusa, a intensidade do peso de seu corpo diminuiu consideravelmente. Nesse pequeno momento de deslize, consegui empurrá-lo com força suficiente para sair de suas garras e correr para a porta, que infelizmente estava trancada.

– Abra essa porta James! – Ordenei tentando abrir desesperadamente, ele riu.

– Vai sair só de sutiã? – Perguntou zombando de minha situação. – Seria uma pena para todos terem a bela visão de seus seios seminus tão facilmente.

– Sim, eu vou! Só não vou deixar que você faça isso contra minha vontade! – Agora ele gargalhava alto.

– Você disse que ia me obedecer, mocinha! – Levantou-se do sofá e caminhou lentamente à minha direção com o seu olhar sedutor. – Será que vou ter de castigá-la por seu uma má menina?

Ao chegar perto de mim, suas mãos foram parar nos bolsos traseiros de meu jeans. Ao sentir um objeto estranho, ele juntou as sobrancelhas em duvida e seu olhar explodir em curiosidade.

So ai que percebi que era o Spray de pimenta que Milena havia me entregado. Retirei antes de que ele pudesse fazer isso antes e esguichei em cheio em seus olhos.

Ele me soltou gemendo de ardência e fui correndo desesperadamente até a cozinha para pegar alguma coisa que pudesse feri-lo. Logo achei uma faca de cortar carne.

Ele apareceu assustando-me com os olhos vermelhos e borbulhando de raiva.

– Solta essa faca agora! – Neguei. Ele me olhou desafiador e saiu da cozinha. Fiquei esperando por ele e nada. Fui até a porta da cozinha e não o vi. Dei um passo e senti algo gelado em minha cabeça.

– Eu pensei ter dito para você soltar essa droga de faca! – Notei que o objeto gelado era uma arma e que o dedo de James estava parcialmente cobrindo o gatilho. Soltei a faca imediatamente colocando as mãos para cima em rendimento. Ele colocou a arma na cintura e prendeu-me contra a parede.

– Você está fazendo as coisas ficarem cada vez mais difíceis... – Comentou assim que prendeu minhas mãos no topo de minha cabeça.

– Por que está fazendo isso? – Indaguei com as lágrimas molhando meu rosto.

– Porque minha maior diversão é ver as pessoas sofrerem. Esse é o meu prazer.

O prazer de James.

– Quem é você, James? – Perguntei por fim.

– Eu ainda não sei. – Respondeu em um sussurro.

– Por favor, só não me machuque. – Pedi novamente fazendo minha prece interna.

Ele retirou o resto de minhas roupas e começou a dança perigosa. A sincronia do prazer. A sincronia do seu próprio prazer.

Virei meu rosto para janela imaginando meu salvador quebrando-a e tirando-me dos braços de James. Livrando-me do sofrimento.

Mas isso não iria acontecer.

Fiquei apenas fitando a janela e tentando ignorar toda a dor, angústia e nojo que James me provocava. Mas era impossível.

Não sei o que James tentou fazer, mas ele soltou sua mão que prendia meu pulso para segurar minha cabeça e colocá-la sobre seu pescoço. Talvez o barulho de minha cabeça batendo fortemente na parede o incomodava e preferiu obrigar-me a sentir a essência de sua pele apenas para deixar-me mais embriagada possível.

Por que, Deus? Por que está deixando-o fazer isso comigo? Eu sempre fui uma boa garota, sempre tive fé em seu amor...

Por que o Senhor não me ama?

Pareceram anos, mas foram longos minutos. Cai há sua frente já sem forças. Olhei para seus pés, não iria olhar em seus olhos, e o vi se afastar lentamente enquanto arrumava seu jeans. Encolhi-me contra o canto da parede e coloquei a cabeça entre as pernas tentando esconder meu corpo coberto de sujeira. Deixei que as lágrimas lavassem meu rosto e que os soluços dominassem minha voz. James era sujo, e ele estava conectado a mim. Nunca me senti tão suja.

– Vou lhe emprestar uma camiseta minha. – Ele disse vestindo o resto de suas roupas.

– Prefiro vestir cortinas ou ir do jeito que estou!

– Você que sabe! – Ele jogou outra camiseta para mim junto com as minhas roupas que eu não havia perdido. Ele deixou-me sozinha naquele canto. Foi aí que eu percebi que o mesmo tipo de pessoa que estava me usando era o mesmo que mataram os meus pais.

A fúria inundou meu corpo. Mas eu não poderia fazer mais nada. Já era tarde demais.

Vesti-me rapidamente e ele apareceu às minha frente. Tive que vestir a camiseta dele. O que Alexander ia achar de eu chegar a sua casa sem nada cobrindo o tronco?

– Eu acho que você seja esperta o suficiente para não contar sobre isso para ninguém, espero não ter que voltar a ver tão depressa. – Assenti de cabeça baixa e ele abriu a porta.

Eu tinha nojo dele e tive que ir para minha casa em seu carro.

Eu não sei do que seria minha vida a partir daqui.

Eu não sei se poderia suportar olhar-me no espelho novamente e não odiar a sujeira que marcava meu corpo eternamente.

Notas finais
E ai? Gostaram? Amaram? Odiaram? Não tenho medo de ouvir opiniões, se tiverem sugestões de algo para melhorar podem mandar que não descarto uma! Não esqueçam de mandar reviews e aceito recomendações se vierem *--* :) E não seja uma leitora invisível!