Sweet Love
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Por Cristina
Eram exatamente 14:00 horas da tarde. Tomei um banho e lavei os meus cabelos. Optei uma blusa amarela com um short preto estampado de flores. Amarrei meus cabelos deixando só a minha franja solta, calcei uma rasteirinha que eu adoro.
Desci as escadas e entrei no carro com o meu pai. A casa do Duda era um pouco longe. Mas no instante chegamos, a casa dele era enorme. Saí de dentro do carro e se despedi do meu pai:
– Vamos pai? – Perguntei.
– Vamos. — Disse.
Ele me levou até a casa do Duda. Pediu pra eu cuidar na vida e me deu um beijo.
Toquei a campainha e o Duda atendeu:
– Olá. – Disse sorridente.
– Cris! Que bom que você veio, eu já estava com tédio de ficar te esperando. Pensei que não viria. – Disse me fazendo rir. Fui entrando na casa que era bem grande.
– O que vamos fazer agora? – Perguntei ajeitando o meu cabelo.
– Bom... Que tal assistirmos um filme? – Sugeriu.
– Pode ser mas, seu pai está aqui? – Perguntei insegura.
– Não, ele foi trabalhar. Não se preocupe, ele não parece tão bravo assim. – Disse rindo.
– Sua casa é fantástica! – Exclamei.
– Ah. Odeio morar nisso aqui! – Confessou.
– Nisso aqui? – Perguntei admirando cada parte da casa.
– Sei lá, não é tão legal morar aqui. – Disse. – Me sinto sozinho, só é eu, meu pai e essa casa imensa.
– E os empregados?
– Não moram aqui.
– Ah, eu sei como você se sente. Depois que minha mãe morreu, minha vida virou uma droga.
– Não fala assim Cris, a sua vida apenas se complicou um pouco. – Falou me olhando.
– Talvez. – Eu disse o mesmo.
– Está tudo bem? – Perguntou.
– Está sim. – Disse.
– Vamos mudar de assunto? Vamos assistir um filme. – Ele disse enquanto pegava o DVC e colocava pra rodar. – Vou buscar alguma coisa pra gente comer, pode ficar a vontade.
Eu balancei a cabeça. Enquanto isso, me levantei caminhei até uma janela enorme, onde dava pra ver uma piscina lá embaixo, umas cadeiras de praia e uns pé de coco.
– Céus, isto é perfeito! – Sussurrei para mim mesma.
– Bonito, né? – Disse Duda me dando um baita susto.
– Eduardo! – O repreendi colocando a mão no peito.
– Desculpa, foi sem querer. – Disse rindo.
– É muito bonito mesmo aqui. Se eu morasse em uma casa assim nunca sairia de dentro dela.
– Eu trouxe pipoca e refrigerante, que combina com o filme, vamos?
– Claro. –Disse e se sentamos no sofá.
Ficamos assistindo o filme e o Duda ficava fazendo cara de nojo ás vezes e eu ria. Mas o Filme não era tão meloso assim.
...
A noite já havia caído, assim que o filme terminou o Duda foi lavar as coisas que a gente tinha sujado e eu procurava alguma coisa pra fazer:
– O que tem lá em cima? – Perguntei.
– Ah, tem o meu quarto, o do meu, uns 4 banheiros e o escritório dele.
– Posso subir?
– Claro. Mas, por favor, não entre no quarto e nem no escritório do meu pai, pelo o amor de Deus. – Disse com uma cara de desesperado e eu ri.
– Tudo bem.
Fui subindo as escadas até chagar lá em cima. Estava tudo escuro, abri uma porta um pouco insegura pensando que poderia ser o quarto do pai do Duda, mas era do próprio Duda. Tinha uma cama enorme de casal, algumas prateleiras com vários livros, uma suíte, TV e alguns retratos lindos dele. Tinha uma varanda linda na frente, fui caminhando em seguida. Dava pra ver as estrelas e lua que estava muito linda esta noite.
Logo percebi que estava tarde, apaguei a luz, fechei a porta do quarto e desci as escadas correndo:
– Duda. Preciso ir, está ficando tarde. – Disse colocando o casaco que estava em cima do sofá.
– Ah mas, já? Fica mais um pouco.
– Não, eu não posso, desculpa mas, eu não posso chegar tarde em casa.
– Tá mas, deixa eu pelo menos te deixar até em casa.
– Sério: Indaguei um sorriso.
– Claro. – Disse retribuindo um sorriso.
Fomos caminhando até o portão. Fomos o caminho todo conversando vários assuntos e rindo. Eu adoro conversar com o Duda, eu me sinto bem e nem vejo a hora passar. Paramos, pois havia chegado, eu sorri em forma de agradecimento:
– Obrigada Duda. Eu adorei passar esse finalzinho da tarde com você, foi bem legal e divertido. Ele me olhava de um jeito que fazia com que minhas bochechas ficassem vermelhas, ele riu depositando um beijo em minha bochecha, parecia que ele adorava me deixar sem ação:
– Eu também adorei passar à tarde com você. – Disse. Nos vemos amanhã na escola? – Continuou.
– Sim, claro. – Eu disse.
– Então... Até amanhã.
– Até... – Disse.
Ele logo voltou a caminhar e eu entrei dentro de casa.
Por Daniela
Estava deitada em minha cama lendo um livro e ouvindo uma música baixa no meu celular. O Livro tinha tudo a ver comigo, com a minha história, tudo que já se passou comigo.
Segundos depois, escutei algumas pedrinhas baterem na minha janela. Quem será que estava jogando essas pedrinhas aqui? Abri a janela e reclamei:
– Posso saber quem é o palhaço idiota que está jogando essas pedrinhas na minha janela? – Gritei enraivada.
– Palhaço eu posso até ser mas, idiota não! – Disse Thiago com um sorriso maroto.
– Thiago? O que você está fazendo aqui? Como... – Eu ia falar, mas fui interrompida por ele.
– Digamos que tive uma pequena conversa com a Tati e acabei descobrindo a casa da senhorita Daniela. — Disse rindo e eu o acompanhei.
– Você é mesmo um bobo, né? O que você está fazendo aqui?
– Ah, vim te chamar pra gente dar uma volta por aí!
– A essa hora? Você ficou maluco? Não posso.
– Daniela, em primeiro lugar são exatamente 21hrs:00min pra você dizer “a essa hora”.
– Desculpa, mas acontece que os meus pais não estão em casa e eu não posso sair e deixar a casa sozinha.
– Seus pais com certeza tem a chave e outra, pula pela janela. A gente vem logo.
– Você é mesmo um doido Thiago.
– Eu sei. – Disse rindo.
– Tá bom, mas me espera trocar de roupa?
– Tá bom, mas não demora.
– Ok.
Depositei um short preto curto colado, uma sandália preta com uns detalhes brancos, uma camisetinha branca e um casaco preto por cima. Desci as escadas fechei a porta e avistei Thiago:
– Ué, porque não desceu pela janela?
– Por que eu não sou louca e também eu tenho as chaves. E os meus pais tem as deles.
– Tá bom, se bem que você tá bem gatinha.
– Acho melhor você ficar quietinho da sua se não quiser ficar sem essa sua língua.
– Eita, precisa falar assim? Se você arrancar a minha língua, quando a gente de beijar não vai ser tão maravilhoso assim.
– Thiago, para de falar bobagens e vamos logo antes que eu desista de andar com você.
Fomos saindo e ele pegou dois capacetes, me deu um e se sentou na moto:
– Ué, pensei que...
– Achou mesmo que a gente ia andando. Nada disso, quero que ande de moto comigo.
– Tá, mas não me derruba, pelo o amor de Deus.
– Pode ficar tranquila. – Riu fraco.
Subi na moto e coloquei o capacete. Senti o vento batendo na minha cara, os meus cabelos voando e o vento gostoso da noite:
– Você tá adorando, né? – Disse rindo.
– Tá tão na cara assim?
– Tá. – Riu.
Paramos em uma lanchonete para comermos alguma coisa:
– Que tal um cachorro-quente? – Sugeriu.
– Claro, adoro cachorro quente.
Comemos o cachorro quente, na verdade eu comi dois. O Thiago só ficava rindo de mim:
– Do que você tá rindo? – Perguntei rindo também.
– É que o seu nariz está melado de emolho. – Falou rindo e eu ri junto envergonhada.
– Por que você não me avisou antes?
– Por que você estava linda com o nariz melado e eu queria esperar mais um pouco.
– Bobo. – Eu disse corada.
– Bom... Já que comemos, vamos até a praça?
– Vamos! – Eu disse empolgada.
...
Quando chegamos na praça se sentamos em um banco. Tinha várias pessoas andando, algumas crianças brincando e comendo algodão doce:
– Nossa! É tão bom sair, né? – Perguntei.
– É. – Respondeu. É bom também ser rebelde de vez em quando. – Disse e eu ri fraco.
– Quer um algodão doce? Eu compro pra gente!
– Tá, te espero ali naquela ponte.
– Ok.
Thiago foi comprar algodão doce e eu fui até a ponte de um lago e fiquei admirando as pessoas. Elas riam, se divertiam, conversavam e principalmente brincavam com os seus filhos. Senti alguém me cutucando a minha perna, olhei pra baixo e vi uma linda menininha de olhos claros e cabelos bem pretinhos lindos:
– Oi. – Disse com um sorrisinho meigo no rosto.
– Oi. Como é o seu nome? – Perguntei.
– Michelle. – Disse. – Você é linda, sabia? – Disse e eu sorri admiranda a beleza da pequena.
– Você também é linda. – Eu disse.
– Tenho que ir, a minha mamãe está me chamando, tchau! – Disse e deu um beijo na minha bochecha.
Segundos depois Thiago chegou com os algodões doces.
– Obrigada! –Sorri.– Quero vim aqui mais verses. É tão bom esse lugar.
– Verdade. Gostou de ser rebelde? – Perguntou rindo.
– Muito. – Eu disse rindo também.
Adorei passar a noite com o Thiago, gosto de conversar com ele, me sinto muito bem quando estou ao seu lado.
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