Notas iniciais
Espero que gostem, é a minha primeira fanfic que escrevo, boa leitura :)

Eram por volta das nove da noite e eu estava no meu quarto a pensar em ir dormir pois estava um pouco cansada. O meu melhor amigo estava comigo.

O que eu sentia quando estava com ele era, de certa forma, estranho. Não era normal sentir borboletas na barriga, muito menos com ele que já conhecia à cerca de quatro anos.

Fui então até à cozinha beber um copo de água para me acalmar. Ele veio atrás de mim e parou à porta.

Era cerca de cinco centímetros mais alto do que eu, talvez menos. Tinha o cabelo castanho claro, despenteado de propósito. Os seus olhos eram cor de avelã, de uma forma perfeita. Tinha o corpo definido pelo que me apercebi das vezes que fomos à praia. Comentei isso com ele, que pareceu gostar bastante do elogio.

Lá estava ele, encostado à parede, junto à porta. Não tirava o olhar de cima de mim, por isso também olhei fixamente para ele. Era difícil, ele não desviava o olhar por nada, então tive eu de o fazer, já não aguentava mais, e também não tinha a coragem de lhe perguntar se se passava alguma coisa. Mas em que estaria ele a pensar? Era outra pergunta que tinha, mas não tencionava fazê-la.

Fiz o que tinha a fazer na cozinha e voltei para o meu quarto. Mais uma vez, ele seguiu-me. Não estava muito bem a perceber a expressão no seu rosto. Perecia demasiado… pensativo.

Deitei-me na cama pois queria adormecer o mais rápido possível. Ele chamou-me:

- Sim? – Respondi, parecendo indiferente, ao mesmo tempo que me sentava para o encarar.

Ele também estava sentado, e, por isso, ficamos a centímetros um do outro. Ele começou a aproximar-se. Eu não tinha a certeza se já estava preparada para aquilo, afinal, ele era o meu melhor amigo, e isto era tudo muito estranho. Vi-o fechar os olhos e eu achei melhor também fechar os meus. Conseguia sentir a sua respiração, intensa, a chocar com a minha. Senti os seus lábios a tocar os meus. Senti-me feliz. Ele levou uma mão dele até ao meu queixo, e a outra até à face do meu rosto. Não hesitei e coloquei os meus braços à volta do seu pescoço, brincando com os seus cabelos. Pareceu-me ouvir a porta mexer-se, e tentei separar-me dele, mas ele não mo permitiu, segurando a mão que eu tinha tirado do seu pescoço. Foi então que ouvi:

- Wow! – Soou como um sussurro, e vinha de Justin, que estava boquiaberto a olhar para nós. Ele não era o único espantado com a situação. Naquele momento eu também me sentia bastante confusa. Tanto com a ação do Chris, como comigo mesma, com os meus sentimentos.

Afastei-me de Chris. Olhei para Justin, que já tinha entrado. Ele tinha o cabelo meio castanho, a fugir para o loiro, espetado – como ele o usava. Era um bom bocado mais alto do que eu, cerca de dez centímetros, ou mais. Os seus olhos eram de um castanho claro, o mais bonito que eu conhecia, cor de mel, perfeitos. Não tinha o corpo tão definido como Chris pois ele era mais magro. Ou seja, queimava mais massa muscular do que a desenvolvia.

Não tive sequer tempo para raciocinar. Mal o vi, fiquei tão nervosa que desci da cama e daí dali a correr. Ele bem que podia ter batido à porta, se bem que se calhar não ia adiantar de nada.

Fui para o jardim.

Tudo estava calmo ali. Já era tarde e o céu estava escuro, o que fazia com que a água estável na piscina também estivesse escura. Havia uma brisa agradável. Sentei-me no chão por um bocado. A relva estava macia, mas fria apesar da noite estar quente por ser verão.

Não tencionava ficar ali durante muito tempo, até porque queria ouvir o que o Justin tinha para dizer acerca daquilo tudo. Decidi então voltar para o quarto, mas acabei por parar à porta, ouvindo-os a conversar. Parecia que tinham começado a falar naquele momento, pois a voz do Justin ainda parecia a de alguém que estivesse surpreendido ou um bocado em choque. Teriam eles estado calados durante aquele tempo todo? Estranho!

- O que foi isto mesmo agora, Chris? – Ouvi Justin perguntar. Parecia chateado.

- Foi o que viste – respondeu Chris rapidamente. Conseguia imaginá-lo de cabeça baixa, a fitar o chão, enquanto falava com Justin, por não conseguir encarar a cara deste.

- Ai sim!? E não me queres explicar o que eu acabei de ver? – Na minha cabeça, via-o a cruzar os braços, à espera de uma resposta.

- Estás chateado? — Perguntou Chris, surpreso. Desta vez, imaginava-o a levantar a cabeça num ápice, de olhos arregalados a olhar para Justin.

- Não. Só quero saber o que se passa! – Respondeu, um pouco mais calmo.

- Quando ela voltar vês… — Disse Chris, sem saber como, e talvez, o que explicar. Sentia-o a fitar de novo o chão.

Parecia ser a minha deixa, mas não me apetecia nada entrar e ver as caras deles! O que iriam eles dizer?

Enquanto eu espreitava pela porta, indecisa se entrava ou não, alguém me interrompeu e fez barulho que provavelmente se ouviu do outro lado da porta.

Virei-me e vi dois rapazes: um com o cabelo de lado – o famoso cabelo, hairflip -, castanho, olhos castanhos também, e era mais ou menos da altura do Justin – Chaz, um dos seus melhores amigos, desde infância; outro de cabelo espetado, como o do Justin, mas mais curto, de um loiro escuro, de olhos azuis e ligeiramente mais baixo que o Justin, também com o corpo definido, como o Chris – era Ryan, outro dos seus melhores amigos, também desde infância. Conheço-os desde que me lembro de mim mesma. Eles os três mãos o Chris, eram um grupo que só sabiam fazer asneiras, mas acima de tudo, divertir-se. Gostava bastante deles. Era com quem passava a maior parte do tempo.

- O que estás a fazer, Anna? – Perguntou Ryan.

- Sim, o que estás a fazer, miúda? – Repetiu Chaz.

Mas será que era assim tão difícil de perceber o que eu estava a fazer? Claro que não! E perguntas retóricas não precisam de ser respondidas, por isso mudei de assunto.

- Por favor, falem baixo! – Pedi-lhes, num sussurro. — Vocês não tinham ido não sei onde? — Perguntei lembrando-me que eles tinham ido sair, provavelmente com umas miúdas quaisquer que nem conheciam, “só para curtir a vida”, como eles dizem. Ri-me com o pensamento.

De repente o Justin abriu a porta e o Chris estava de pé, ao contrario de quando eu tinha saído dali. Apenas deu tempo para me virar e ver o Chris a correr, no pouco espaço que havia, em direção a mim, e sentir de novo os seus lábios nos meus, depois de me ter abraçado como nunca o fizera antes. Sabia tão bem! Mas eu tinha a consciência de que nos estavam a observar. Nem queria saber o que eles estavam a pensar. E depois disto ouviu-se um coro:

- Uuhhh! – Exclamaram Ryan e Chaz em uníssono.

O Justin permanecia calado. Eu abri os meus olhos, parei o beijo e o Chris ficou a olhar para mim, com uma expressão de interrogação. Só queria voltar a sair dalí, mas ele estava a segurar-me, envolvendo a minha cintura com os seus braços. Aí percebi que ele queria que os outros soubessem. Soubessem que ele gostava de mim. Soubessem que eu sabia disso. Soubessem que não lhe conseguia resistir. Soubessem tudo o que aquele gesto dizia.

O Justin, de novo, estava boquiaberto, e o Chaz e o Ryan estavam com cara de gozo. Parecia que o silêncio nunca mais ia acabar, mas o Justin quebrou-o.

- Vou apanhar ar — e saiu do quarto. Ele estava muito estranho, não era normal vê-lo assim. Mas o que se estava a passar também não era lá muito normal, por isso...


Notas finais
Gostaram? Por favor comentem quero saber se devo continuar ou nao...
Beijos :)