Notas iniciais
Hello pessoinhas! Sim tô aparecendo do nada, uma semana antes do previsto com um capitulo enorme, porque sou dessas Sobre esse capitulo: Meu preferido da fic. DISPARADO. Tem algumas músicas citadas durante a narrativa, que vocês podem ou não ouvir junto (vai ter o nome delas), mas eu escutei "I Want To" do Rosenfeld pra escrever, principalmente pro começo e pro final do capitulo, porém é tudo bem opcional, então sintam-se livres pra fazer como preferirem. Vamos ao reencontro? Boa Leitura!

Makayla Devinne se olhou no espelho uma vez mais. Não era adepta a vestidos, pelo menos não com frequência, mas por algum motivo naquele dia achou isso apropriado... Eram suas últimas horas ali na Fundação, seus quinze dias de tratamento intensivo haviam terminado e Bucky estaria ali por volta das três horas para leva-la para casa.

Talvez estivesse um pouco ansiosa demais para isso.

Sequer era meio-dia ainda e ela já tinha feito as malas, se despedido da maioria do pessoal, feito sua última consulta com Brooks e assinado todos os papeis de alta. Estava pronta para voltar para o mundo real.

Claro que teria que continuar o tratamento, iniciaria consultas semanais no consultório de Jackson Brooks dali uma quinzena, afinal anos de trauma não sumiriam de uma hora para outra, porém o terapeuta estava otimista que Makayla tinha feito um progresso inestimável naqueles dias que impactariam a vida dela de forma perceptível a partir dali.

E ela de fato se sentia melhor, mais leve talvez... Internamente se perguntou se isso teria influenciado sua escolha de roupa de alguma forma.

Usava um vestido de tecido leve, próprio para o verão, alças finas, decote coração. Curto, acinturado e suavemente rodado. Não era o tipo de coisa que escolheria em outros momentos, não só pelo tecido ou por ser um vestido, mas também por causa das cores, o fundo era branco e a estampa de flores lilás. Nada parecido com os jeans escuros e jaquetas de couro que usava sempre.

Mas estava se sentindo incrivelmente bem com ele.

Sorriu para o seu próprio reflexo, tocando as plaquetas de identificação com o nome de Bucky em seu pescoço...

Estava feliz por ter aceitado quando uma das pacientes da Fundação — uma senhora de meia idade, recém divorciada, que havia perdido a filha e estava ali para “aprender a viver de novo” — lhe deu o vestido como um presente de despedida.

Um dos terapeutas tinha sugerido uma das oficinas de costura da Fundação para que aquela mulher lidasse com o luto de forma construtiva e Makayla ganhou um vestido novo por isso.

Ela checou as malas uma vez mais, arrumando Alpine dentro delas da melhor forma possível. A gatinha de pelúcia tinha sido uma de suas companhias daqueles quinze dias. Uma forma de lembrar Makayla de quem lhe esperava do lado de fora.

Não que houvesse qualquer possibilidade de esquecer Bucky Barnes... Makayla riu desse pensamento solto e voltou para o espelho afim de colocar o brinco de gato e conferir novamente sua aparência.

Estava mesmo tudo pronto...

Olhou para o relógio digital ao lado da cama e sequer haviam se passado dez minutos. Devia ter combinado mais cedo com Bucky.

Os visitantes já eram permitidos de entrar desde as dez da manhã, Makayla sequer se lembrava porque tinham marcado tão tarde. Provavelmente foi ideia de Brooks, assim ninguém precisava correr para acertar os últimos detalhes antes da saída da jovem e isso garantiria uma noite de sono mais tranquila. Porém ele tinha subestimado o quão ansiosa ela estaria para ver Bucky novamente.

Deus, estava morrendo de saudades dele. Chegava a doer, mas ao mesmo tempo a certeza de que se veriam de novo fazia com que mil borboletas batessem asas dentro de seu estômago. Só queria estar nos braços dele, sentindo seu perfume e a textura da barba rala enquanto os lábios dos dois estariam unidos.

Olhou para o relógio de novo. Toda sua divagação aleatória tinha durado menos de dois minutos. Três da tarde não chegaria nunca.

Respirou fundo e se sentou, olhando ao redor para o quarto que havia ocupado naqueles últimos quinze dias... Tudo ali era simples, dois ambientes conjugados separados por uma meia parede; em um deles estava o quarto, com a cama de lençóis claros, um guarda-roupas embutido com espelho em uma das portas e a entrada para o pequeno banheiro. As janelas eram amplas e cobertas com cortinas leves. No ambiente ao lado, onde ficava a porta de saída, havia um sofá de dois lugares uma mesa de madeira pequena, uma pia e o frigobar, nada mais que isso. A intenção era que os pacientes não ficassem tempo demais nos quartos, por isso nada de luxo ou grandes distrações.

E ainda assim era um dos lugares mais confortáveis e acolhedores em já estivera em seus vinte anos de vida.

Ainda estava analisando o local com olhos já saudosos, quando a campainha soou por todo o quarto. Makayla franziu as sobrancelhas, não estava esperando ninguém e era bastante raro que qualquer um viesse procurar os pacientes nas instalações pessoais, a menos que fosse uma emergência, na verdade aquilo era tão incomum que a jovem sequer sabia que havia uma campainha no lugar...

Ela se levantou e caminhou até lá, girando a maçaneta e abrindo a porta, sem fazer ideia do que encontraria do outro lado. Seus lábios se moveram em um sorriso espontâneo assim que seus olhos encontraram as íris mais gélidas e amáveis que Makayla já tivera o prazer de conhecer.

Bucky Barnes.

— Oi.. — Ela cumprimentou, com o coração já aos saltos.

Sua mente sequer se preocupou com as perguntas casuais que responderiam o motivo de Bucky ter chegado ali horas mais cedo, isso porque ela estava mergulhada na percepção de que havia sentido muito mais falta dele do que havia imaginado.

Barnes nada disse, seus olhos presos em Makayla como se houvesse apenas ela no mundo todo. Palavras talvez não fossem necessárias ou sequer o bastante naquele momento. Ele deu um passo na direção da jovem, então outro, e mais um. Cruzando o batente sem nada dizer, segundos antes que sua mão direita seguisse para o rosto feminino e ele acabasse com qualquer distância entre eles.

Makayla fechou os olhos quando os lábios masculinos cobriram os seus, a língua de Bucky buscando a dela de forma apaixonada, enquanto era possível ouvir a porta se fechar em um baque seco no mesmo instante em que o casal caminhava para trás.

O braço de vibranium envolveu a cintura de Makayla, fazendo com que os corpos ficassem ainda mais colados enquanto o beijo era aprofundado de forma quase desesperada. Ela envolveu o pescoço de Bucky com as mãos, deixando que seus dedos subissem para os fios castanhos através da nuca.

Deus, como tinha sentido falta daquilo.

Demorou um pouco para que se afastassem, apenas os rostos, porque ainda permaneceram abraçados no meio do cômodo ali bem perto da mesa.

— Oi, Princesa. — Barnes deu mais um beijo suave nos lábios femininos antes de sorrir.

— Sentiu minha falta? — Ela perguntou, praticamente pendurada nos ombros dele.

— Todos os minutos de todos dias. — A voz grave e rouca veio em um sopro, enquanto Bucky se curvava um pouco para deslizar o nariz no pescoço de Makayla, sorvendo o perfume dela como se aquilo fosse a única coisa que ele precisava para viver.

Se abraçaram então, ela descansou a cabeça no peitoral de Bucky e encheu os pulmões com aquele peculiar cheiro de lar que ele tinha. Era assim que se sentia com aquele homem, em casa.

— Achei que só chegaria as três. — Comentou, erguendo a cabeça para que seus olhares se encontrassem.

Bucky sorriu de canto, um misto de diversão e travessura.

— E não são três horas? — Ele respondeu em uma surpresa claramente fingida. — Poxa... acho que meu relógio estava errado.

Riram juntos, Makayla se deu conta que eles compartilhavam a mesma saudade angustiante e isso explicava totalmente o motivo de Bucky estar adiantado. E ela agradecia por isso.

— Como você está? — Ele perguntou, pousando ambas as mãos nos ombros de Makayla e dando um passo para trás, afim de examiná-la dos pés à cabeça.

— Ótima. — A jovem respondeu e talvez pela primeira vez aquela resposta fosse honesta. — Melhor ainda agora. E você?

Bucky sorriu, suas mãos subindo dos ombros para o pescoço de Makayla, parando na base do rosto feminino enquanto seu polegar direito deslizava sobre os lábios dela.

— Nunca estive melhor... — Respondeu, beijando-a de novo, mais profundamente dessa vez, seus dedos de vibranium envolvendo os longos fios castanhos, enquanto eles davam alguns passos sem rumo certo.

Makayla esbarrou na mesa atrás de si e, como se ambos tivessem pensado nisso ao mesmo tempo, Bucky a segurou pela cintura no mesmo momento em que ela dava um impulso para se sentar sobre o tampo de madeira.

As bocas não se separaram, o beijo seguindo quente, apaixonado, tão intenso quanto a saudade que eles tinham cultivado um do outro naqueles quinze dias. Os dedos de vibranium estavam na nuca de Makayla, enquanto a mão direita de Bucky a puxava para mais perto pela cintura, fazendo com que ela envolvesse as coxas nos quadris dele.

Makayla sorriu contra os lábios de Bucky quando sentiu uma parte bem especifica do corpo masculino entre suas pernas. Desceu a mão direita pelo peitoral dele, passando pelo abdômen, para então encontrar uma ereção evidente embaixo da calça jeans.

— Isso tudo é saudades de mim? — Ela interrompeu o beijo para perguntar com lascívia.

— Você não faz ideia, Princesa. — Bucky respondeu naquele mesmo tom, envolvendo os fios castanhos e os puxando um pouco para ter o pescoço feminino a sua mercê, enquanto Makayla continuava a acaricia-lo sobre a calça.

Ela começou a desfivelar o cinto dele, enquanto sua pele era explorada pela boca masculina. Havia um certo desespero no movimento dos dois, como se precisassem um do outro logo, naquele exato momento.

Makayla conseguiu abrir os botões do jeans, enquanto Bucky descia as alças do vestido dela, expondo seus seios e envolvendo um deles com uma das mãos, no mesmo instante em que ela conseguia tocar a ereção dele livremente.

O gemido dos dois se misturou no ar, seus movimentos cada vez mais frenéticos. Ele soltou o seio dela depois de explorar cada um deles com a boca, sua mão direita descendo pelo corpo feminino, afastando as coxas, para então tocar Makayla sobre a calcinha, enquanto suas bocas se provavam novamente no meio daquele frenesi de tesão e saudade.

— Já disse que amo quando você usa vestido? — Bucky soprou entre os lábios femininos, enquanto Makayla entoava um palavrão baixinho, pela forma como era dedilhada com maestria.

— Você é um grande depravado, Bucky Barnes. — Ela comentou no misto do divertimento e da volúpia, mordendo os lábios dele de leve.

— A pior parte é que você nem pode usar a desculpa de que não sabia. — O sentiu rir contra sua boca, o toque dele afastando a calcinha que ela usava e deslizando pela umidade feminina de forma enlouquecedora.

Makayla tinha uma resposta divertida na ponta da língua, mas as palavras se perderam totalmente quando dois dedos de Bucky lhe penetraram de uma só vez. Aquilo foi tão inesperado e incrível que ela chegou na beira do clímax, para então sentir essa sensação sublime se afastar.

Gemeu frustrada, tirando as mãos da ereção de Barnes para puxá-lo mais perto de si. Não queria somente os dedos dele naquele momento...

Ele pareceu entender o sinal, mas ao invés de dar o que Makayla queria, sorriu, mordendo o lábio inferior dela, e então se afastando minimamente, apenas para deixar um rastro de beijos até a orelha da jovem, enquanto continuava a colocar e tirar os dedos de dentro dela, ao mesmo tempo em que estimulava o clitóris com o polegar.

— Diz pra mim o que você quer, Princesa... — Ele sussurrou rouco, em um tom claro de provocação, aumentando um pouco mais o ritmo do que fazia.

Makayla segurou o rosto dele com ambas as mãos, fazendo com que seus olhares se encontrassem.

— Me fode, Bucky Barnes. — Ela pediu em meio a um gemido, sem qualquer rodeio.

E de novo ficou na beira de um orgasmo ao ver a reação dele. Ficou evidente nas íris gélidas que o ex-sargento não esperava por nada tão direto, as pupilas dilataram, o olhar dele queimou e o tesão explícito tomou conta de cada feição masculina.

Makayla foi puxada para mais perto, os dedos de Bucky a abandonando para que ambas as mãos agarrassem a cintura feminina de forma firme, enquanto ela o abraçava com as pernas para facilitar a penetração.

Ele a tomou de uma só vez, forte e duro, o atrito fazendo com que dois palavrões distintos se misturassem. Makayla envolveu os dedos nos cabelos de Barnes, enquanto ele parava por um instante, a respiração descontrolada, o corpo todo tremendo, era como se estivesse se agarrando ao autocontrole. Seu próximo movimento foi um pouco mais lendo, a investida claramente controlada, uma vez e outra, enquanto ele apoiava a testa no ombro feminino.

— Mais forte... — Makayla pediu, sabendo que Bucky estava se contendo demais.

Ele ergueu a cabeça para que seus olhos encontrassem os dela, suas respirações estavam tão alteradas que eram apenas um arfar descontrolado e sem nexo.

— Tem certeza? — Barnes questionou, e Makayla achou extremamente atraente ver o quanto ele se preocupava com o bem-estar dela, mesmo que isso significasse abdicar dos próprios desejos.

Ela balançou a cabeça de forma positiva, se movendo um pouco para que pudesse capturar os lábios dele em um beijo quente e sensual.

Bucky a envolveu totalmente com o braço de vibranium, apoiando o outro contra a mesa para ter mais equilíbrio e então investir contra o corpo feminino de novo e de novo, em um ritmo ininterrupto e alucinante.

Makayla sentiu o clímax tomar conta de cada fibra de seu corpo rápido demais, de um jeito intensamente inexplicável. Se fosse possível ter dois orgasmos ao mesmo tempo ela diria que era exatamente isso que estava acontecendo com seu sistema nervoso. Ela perdeu o controle do volume dos próprios gemidos e isso pareceu incitar Bucky ainda mais, fazendo com que ele não demorasse muito mais para chegar ao ápice também.

Puta merda, puta merda, puta merda. Era tudo que Makayla conseguia pensar naquele momento, um misto de felicidade sublime e euforia pura misturando-se dentro dela.

— As pessoas estão completamente certas sobre sexo de reencontro... — Conseguiu dizer, ofegante e descabelada, mas imensamente feliz.

— Você é uma grande depravada, Makayla Devinne. — Bucky riu contra os lábios femininos, usando o mesmo tom e as mesmas palavras que ela havia usado antes.

— E vai dizer que não gostou dessa surpresinha da minha personalidade cativante? — Makayla riu também, pousando as mãos no rosto dele para que seus olhos se encontrassem.

Se houvesse uma única célula dela que não fosse inteiramente apaixonada por aquele homem, ela teria caído de amores naquele exato momento, quando Bucky deu o sorriso mais bonito e honesto de todos os universos.

— Eu adorei. — Ele a beijou de leve.

Makayla o abraçou, apoiando a cabeça no ombro masculino e respirando fundo, enquanto era acariciada suavemente.

— Eu acho que isso que a gente acabou de fazer deve ser contra as regras daqui... — Ela riu baixinho ao se dar conta de toda aquela loucura.

— Alguém disse que regras são feitas para serem quebradas. — Bucky devolveu divertido.

Ficaram em silêncio por alguns minutos, abraçados, permitindo que seus corpos se acalmassem aos poucos...

— Eu te amo, sabia? — Makayla murmurou, sentindo os dedos de vibranium brincarem com seus fios castanhos.

— E eu te amo mais. — Bucky devolveu no mesmo tom, movendo-se um pouco para deixar um beijo terno na testa da jovem.

Eles sorriam um para o outro quanto seus olhares se encontraram.

Makayla se lembrou de algo e por isso moveu ambas as mãos para seu próprio pescoço.

— Aqui... — Ela tirou as plaquetas que tinha carregado junto a si em todos aqueles dias. —Isso é seu.

— Você não quer mais? — Bucky perguntou surpreso, enquanto Makayla passava a corrente por cima da cabeça dele.

— Eu prefiro o dono. — Ela beijou os lábios masculinos com ternura. — Além disso você me deu pra que, caso nos separássemos, eu não me sentisse sozinha. E agora eu não vou mais me sentir, porque vou estar sempre com você.

A verdade é que sabia exatamente o que aquelas plaquetas significavam para Bucky, e, passado o frenesi inicial e toda a emoção de ter algo do homem que amava junto a si, ela notou que não podia tirar aquilo dele.

Entendia que era um símbolo do quanto ele estava comprometido com ela, mas Makayla não precisava de algo material para provar o que ela conseguia sentir em seu coração. Ela só precisava do próprio Bucky Barnes ao seu lado.

— Eu gosto dessa parte... — Ele respondeu enfim, puxando ambas as mãos dela para beijá-las com carinho.

— Além disso sabemos que fica muito mais sexy em você do que em mim. — Makayla riu, se movendo para descer da mesa, enquanto Bucky arrumava a calça.

Parou por um instante então, tocou o rosto dele e fez com que seus olhos se encontrassem.

— Obrigada. Foi muito importante pra mim, Príncipe. — Agradeceu com honestidade.

— Príncipe? — Bucky repetiu com um franzir de sobrancelhas e o tom divertido.

— Se eu sou a Princesa, o que mais você seria? — Makayla devolveu de forma simples.

— O plebeu. — Ele retrucou como se fosse a coisa mais óbvia de todas.

A jovem riu alto, negando algumas vezes e dando alguns passos para longe da mesa, notando o quanto suas pernas estavam bambas. Bucky, por sua vez, terminou de arrumar a calça, para se jogar no pequeno sofá de dois lugares logo em seguida.

— E então, você já pode ir, ou tem mesmo que esperar dar três horas? — Ele questionou enquanto Makayla seguia para o banheiro afim de se limpar e arrumar melhor.

— Eu já posso ir. — Ela respondeu alguns poucos minutos depois, voltando para o mesmo cômodo em que ele estava. — Mas tem alguém que eu quero que você conheça primeiro.

Bucky franziu as sobrancelhas de forma curiosa por alguns segundos, mas assentiu.

Minutos depois eles estavam deixando o quarto, as malas de Makayla sendo carregadas por Barnes enquanto ela o conduzia pelo gramado. Algumas pessoas olhavam para eles de longe, principalmente aquelas que estavam brincando com Thor e Capitão, havia nelas aquele olhar de dúvida e era fácil saber que estavam pensando se aquele era mesmo o Soldado Invernal.

Logo os dois chegaram na área do canil, onde Pitico já esperava na porta, com o rabinho balançando de felicidade.

— Quem é o bom menino, quem é? Quem é? — Makayla chamou o cãozinho, se abaixando para fazer carinho nele enquanto Barnes deixava as malas no chão e se aproximava. — Bucky, esse é o Pitico.

Ele se abaixou também, estendendo a mão direita para que o cachorro cheirasse e então, quando viu que tinha a confiança do animal, também o acariciou.

— Eles têm muitos cachorros aqui... — Comentou impressionado, enquanto Pitico se aproximava mais dele, lhe dando uma lambida no rosto.

— É, eles ajudam no tratamento. — Makayla respondeu, sorrindo ao ver a interação dos dois.

Por um instante ela se perguntou se Bucky apoiaria sua decisão, por isso resolveu começar explicando.

— O Pitico não é muito popular com o pessoal. Tem algo a ver com a raça e o tamanho dele. — Contou, analisando as reações de Barnes. — Algumas vezes a reputação de uma raça é prejudicial para os animais, sabe?

— Eu entendo... — Ele respondeu, com os olhos em Pitico, coçando atrás das orelhas do cachorro com carinho.

Era impossível prever como Bucky reagiria.

— É por isso que eu vou... adotar o Pitico. — Makayla falou de uma vez só, recebendo um olhar surpreso das íris gélidas no mesmo instante.

— Você vai?

— Acha uma ideia ruim? — Ainda era difícil saber exatamente como interpretar a reação de Bucky.

— Não... eu acho uma ideia incrível. — Ele respondeu animado e seu rosto todo se abriu em um sorriso muito bonito.

Makayla já havia falado com Brooks há uns dois dias sobre isso, e ele concordou imediatamente, não era raro que alguns dos membros quisessem adotar os cães depois de passar um tempo com eles ali dentro, era até esperado que isso acontecesse. Mas Pitico não era muito popular, por isso estava na Fundação fazia um bom tempo até.

Mas agora ele finalmente teria uma família...

Cerca de meia hora mais tarde, depois de se despedir novamente de Jackson Brooks e ouvir as recomendações outra vez, Makayla caminhava para a saída com Bucky e Pitico feliz da vida em uma coleira.

— Achei que você só iria embora as três... — Bobby Drake veio da esquerda, como se tivesse corrido atrás dela quando a viu de longe.

— Meu namorado veio mais cedo. — Makayla respondeu com um sorriso, então deu um passo para o lado afim de mostrar Bucky. — Esse aqui é o... — Ela não conseguiu terminar, porque na hora que Bobby bateu os olhos no mais velho o queixo dele praticamente caiu.

— Meu Deus... — Exclamou, em um misto de encantamento e surpresa.

— É só Bucky mesmo, na verdade. — Barnes estendeu a mão direita de forma educada, embora seu tom tivesse muito divertimento.

O garoto agarrou a mão oferecida e começou a sacudí-la muito mais vezes que o socialmente aceito.

— Esse é o Bobby. — Makayla apresentou, vendo que Drake não conseguia processar nenhuma palavra.

Ele continuou a balançar a mão de Bucky, enquanto aproximava um pouco o rosto, como se precisasse ver os traços de Barnes muito mais de perto.

— Caramba, você é muito bonito. — Ele soltou de repente, e era como se tivesse dado de cara com uma celebridade.

— Obrigado...? — Bucky respondeu em um misto de confusão, dúvida e divertimento.

Makayla alternou seu olhar entre um e outro e achou que aquele aperto de mão já estava durando o bastante. Ela limpou a garganta com um barulho exagerado para se fazer notar. Bobby por fim largou a mão de Bucky e moveu seu rosto em direção a jovem.

— Você não me disse que namorava um Vingador. — Ele disse em um meio sussurro empolgado.

— Algumas coisas a gente não diz para os outros assim de cara, sabe? — Makayla moveu os ombros divertida e com cada palavra carregada de ironia.

— Sério? — Bobby cruzou os braços indignado e a jovem riu dele, é claro que ela tinha dito aquilo como uma piada interna, já que Drake havia revelado todos os seus segredos em uma única conversa. — Espera aí...

Ele alternou seu olhar entre o casal ao menos três vezes e foi como se algo tivesse se acendido em sua mente. Se aproximou um pouco mais de Makayla e começou a sussurrar:

— Você é tipo uma agente disfarçada procurando recrutas pra uma nova formação dos Vingadores? — Havia um brilho inegável de empolgação em seus olhos. Arrumou a postura e tentou parecer desinteressado. — Por que, sabe, eu não falei, mas eu trabalho super bem em equipe.

— Aposto que sim. — Makayla tentou não rir. — Mas eu não tenho conexão nenhuma com os Vingadores, sério.

— Exatamente e eu não sou um Vingador. — Bucky completou, como se aquilo estivesse na ponta da língua desde que o garoto lhe reconheceu.

— Ah sei... entendi. — Bobby disse as palavras de forma vagarosa e insinuativa, então piscou um só olho, como quem promete guardar um segredo. — Podem ficar tranquilos.

O casal se encarou por um instante, e Makayla encolheu os ombros de forma displicente enquanto negava, como se pedisse para Bucky apenas não contrariar.

— Mas você tem meu telefone, certo? Se precisar de alguma coisa ou sei lá. — Bobby ainda tentava parecer desinteressado e casual. — Se quiser passar o número pra um amigo seu, sei lá... Eu gosto de conhecer gente nova. Aposto que tem alguém bem parecido com o seu namorado pra me apresentar...

Makayla acabou dando risada, sem conseguir se conter mais.

— Tchau, Bobby. — Se aproximou dando um abraço no garoto. — Me liga quando sair.

— Pode ter certeza. — Ele respondeu empolgado, acenando para o casal que seguiu a trilha de pedras rumo a saída.

Bucky esperou que eles estivessem moderadamente distantes e perguntou:

— Então, qual é a do garoto?

— Longa história, te conto no caminho. — Makayla respondeu casualmente, sabendo que falar sobre como ela e Bobby haviam ficado amigos, ali onde as pessoas ainda estavam andando de um lado para o outro, não era a melhor escolha.

Ela ergueu os olhos na direção de Bucky e ficou esperando pelo comentário atravessado, enquanto ele parecia remoer algo.

— Vai, pode falar... — Ela incentivou divertida.

— Falar o que? — Barnes perguntou com um leve franzir de sobrancelhas.

— Faça o seu comentário ciumento. — Makayla devolveu rindo.

— Que ciúmes? Ciúmes nenhum. — Ele moveu os ombros com desdém. — Além disso está na cara que você não faz o tipo dele.

— Ah entendi... — Ela riu da pose que Bucky estava fazendo. — Vai me dizer que você é o tipo dele?

— Pelo que parece... — Ele ergueu a mão livre, então deu um sorriso de canto. — Além disso, eu sou o tipo de todo mundo.

— Ah é? — Makayla respondeu em um misto de divertimento e desafio, mas no fundo amava ver aquele Bucky convencido que em muito lembrava os dos anos 40.

— Os irmãos Wilson concordariam comigo. — Ele retrucou presunçoso...

Makayla franziu os olhos em desconfiança, sabia que Sam tinha uma irmã e não foi difícil entender que Barnes havia passado na casa do amigo. Era previsível até. Ela se deu conta que ele estava tentando provocá-la. Mas não daria certo.

— Que legal. — Ela respondeu casual e despreocupada. — Aposto que eles concordariam com isso mesmo. Você é o tipo de todo mundo. Devíamos abrir o nosso relacionamento então, tudo mundo se beneficiaria disso.

— Abrir o relacionamento? — Bucky franziu as sobrancelhas em confusão evidente.

Makayla devia ter lembrado que ele não entenderia a piada logo de cara, o que prejudicou um pouco o impacto dela, mas tudo bem...

— É, sabe, é uma coisa desse século. — Ela explicou, fazendo seu melhor para continuar séria. — A gente pode ficar com outras pessoas e coisas assim.

— Isso é ser solteiro. — Barnes rebateu, ainda mais confuso.

— Não é, porque a gente continuaria namorando. — Estava sendo cada vez mais difícil manter a pose.

— Então é traição... — Agora tinha um misto de preocupação e indignação na voz dele.

— Também não, porque ninguém estaria fazendo nada pelas costas de ninguém. — Makayla explicou normalmente. — É tudo de comum acordo, eu sei que você vai sair com outras pessoas e você sabe que eu vou sair com outros caras.

Bucky parou onde estavam, ali há uns dez metros da saída principal da Fundação.

— Isso é piada? — Ele analisou o rosto da jovem com cautela.

— Não. É um jeito muito válido de se relacionar com outras pessoas, funciona pra muitos casais inclusive. — Makayla rebateu, mas não viu a expressão de Barnes mudar. — Pode procurar no google.

Ele não se moveu, mas agora seu rosto estava mais pálido que o de costume e ele parecia realmente preocupado. Makayla acabou rindo.

— É brincadeira, Bucky. Quer dizer, isso existe de verdade, mas eu estava só zoando com a sua cara sobre abrir o nosso relacionamento.

O homem respirou de forma visivelmente aliviada.

— Que bom... — Murmurou quase para si mesmo quando eles voltaram a caminhar.

Makayla achou aquilo bem fofo até.

— Mas você seria o candidato perfeito pra esse tipo de relacionamento; super soldado que nunca cansa e que onde pisa rouba o coração de dez pessoas. — Ela comentou neutra. — Você sairia ganhando, sabia?

Bucky pousou suas íris gélidas na jovem, a olhando por inteiro de um jeito intenso demais para ser casual.

— Não sairia não... — Ele respondeu sério, como se não houvesse nada no mundo que fosse melhor que Makayla.

Foi assim que ela se sentiu. Insubstituível. Suficiente. Importante. Única. Sorriu, desviando os olhos, era estranho ainda ficar encabulada com Bucky Barnes. A depravação do sexo que eles compartilhavam devia ter levado a vergonha embora...

Eles alcançaram o portão e o assunto acabou esquecido.

— Acho que vamos ter que conseguir um Uber que permita transportar animais... — Makayla comentou, com o celular que tinha recebido de volta há alguns minutos em mãos.

Haviam várias notificações, algumas delas chamadas perdidas e mensagens de Emma Kennedy, a mulher estava tratando a discussão em Riga como um simples mal entendido que ela e Makayla precisavam resolver porque eram família, mas a jovem simplesmente ignorou isso.

Talvez as intenções de Emma até fossem boas, mas isso não importava mais, Makayla simplesmente não queria aquele drama em sua vida, e também não estava disposta a manter em seu círculo de convivência alguém com valores morais tão deturpados. Seus dias na Fundação haviam ensinado que ninguém tem obrigação de deixar por perto pessoas que não lhe fazem bem.

Era bem simples até.

Excluiu as mensagens e se livrou das outras notificações, respondendo apenas Sam, que estava agradecendo pela peça do barco, desejando melhoras e pedindo noticias assim que possível.

— Bom... eu tenho uma surpresa pra você também. — Bucky comentou, antes mesmo que Makayla pudesse abrir o aplicativo do Uber. — Não é um cachorro, mas...

Ele tirou do bolso traseiro uma chave com controle e apertou um dos botões. Do outro lado da rua um veículo preto piscou as luzes traseiras emitindo o som de alarme desligando.

— Você comprou um carro? — Makayla sorriu animada.

— Achei que seria útil. — Bucky encolheu os ombros de forma simples. — Não é nada supermoderno e nem é novo, mas sei lá...

Ele pareceu meio sem-jeito por um momento, enquanto eles atravessavam a rua. Makayla por sua vez se aproximou do veículo e escorregou os dedos pela lataria, de fato não era um carro moderno, estava bem longe disso inclusive. Ela não entendia o suficiente para adivinhar o ano com precisão, mas podia deduzir pelos detalhes que era um modelo dos anos 70, um pouco antes disso até. Um verdadeiro clássico.

Era um camaro impecável. Não tinha um risco ou amassado, a lataria negra reluzia como se tivesse sido polida recentemente e todas as partes cromadas, inclusive as rodas, brilhavam sob o sol. Ele tinha uma capota da mesma cor que estava fechada no momento, mas que deixava evidente que era conversível. E por dentro os bancos eram de couro claro, dando ainda mais charme e personalidade para o veículo.

Porém Makayla sabia que aquele simples carro representava muito mais que isso, ela por exemplo não tinha um carro porque até pouco tempo Feltz a levava para todo o lugar então não precisava de um. Mas com Bucky era totalmente diferente disso, mesmo tendo dinheiro o bastante por ter recebido uma modesta indenização simbólica do governo, já que foi capturado servindo o país, ele não comprava nada para si mesmo, tal comportamento vinha da decisão de que ele estava de passagem pela vida, e da certeza de que não digno de nenhum conforto.

Adquirir um carro era grande um progresso.

— Você gostou? — Bucky perguntou, e a tensão em sua voz era perceptível.

— Eu amei! — Makayla sorriu abertamente de forma empolgada. — É lindo! E é a sua cara.

Barnes franziu as sobrancelhas como se não tivesse entendido a comparação.

— É um clássico impecável e todo estiloso. — Makayla explicou e Bucky acabou rindo. — Eu vou poder dirigir?

Ele sorriu de canto.

— Você pode assumir o volante e pegar no meu cambio sempre que quiser, Princesa... — Insinuou cheio de duplos sentidos.

A jovem riu do flerte descarado, enquanto Bucky abria a porta do motorista para que ela entrasse, deixando que se acomodasse enquanto ele cuidava de colocar Pitico no banco de trás, para depois guardar as coisas no porta-malas. Logo ambos estavam sentados lado a lado no veículo.

— Então. Pra onde vamos? — Bucky perguntou quando eles trocaram um olhar cúmplice.

— Você tem algum compromisso? — Makayla devolveu, depois de pensar alguns segundos.

— Só com você. — Ele respondeu simples e aquilo fez o coração da jovem errar uma batida.

— Então o que acha de irmos para qualquer lugar? — Ela sugeriu animada.

— Qualquer lugar? — Bucky repetiu confuso.

— Todos os lugares. — Makayla devolveu com um encolher de ombros e ambos riram juntos, enquanto Pitico dava um latido eufórico no banco de trás.

Ela deu a partida então e logo eles ganharam as ruas, sem rumo certo, seguindo apenas a própria vontade enquanto conversavam casualmente sobre aqueles últimos quinze dias.

Makayla contou algumas coisas da Fundação, inclusive sobre Bobby, seus poderes extraordinários e a teoria de que aquilo podia ser uma reação a fortes emoções depois do estalo de Thanos. Não era uma explicação tão boa assim, mas parecia a única coisa que fazia sentido naquele momento.

Bucky falou sobre seu tempo em Delacroix, do barco de Sam, da decisão do amigo de treinar com o Escudo e que não havia nenhum sinal de Karli ainda. Também contou que tinha riscado mais alguns nomes do caderninho, mas que estava fazendo tudo sem pressa.

O veículo entrou na interestadual, sentido Pensilvânia, quando a conversa passava para algo mais casual e normal. Bucky ligou o rádio e reclamou da música do século XXI, Makayla achou aquilo um ultraje e agradeceu por alguém ter modernizado o sistema de som daquele carro para que ela pudesse conectar o celular ali e dar um upgrade no gosto musical do senhor Barnes.

O que não foi muito fácil...

Eles trocaram um olhar rápido e uma risada divertida quando discordaram sobre quase tudo que tocava. Bucky pousou a mão de vibranium sobre a coxa de Makayla e ela focou na estrada, seus fios castanhos voavam com o vento fresco e Pitico dormia no banco de trás roncando de forma adorável.

Ela riu de coisa alguma, feliz. Plenamente feliz. Era aquilo que queria todos os dias. Exatamente aquilo. Uma vida que valia a pena ser vivida...

Continuaram na estrada sem rumo certo por mais um tempo, Bucky tinha se entendido com o Spotify no celular de Makayla e uma música típica dos anos 40 preenchia o carro. Não tinha muito a ver com a jovem, isso era certo, mas foi interessante perceber que conhecia todas as letras, principalmente as das músicas que Barnes mais gostava.

Benefícios de ter visto todas as lembranças dele um dia. Tudo aquilo estava impregnado na mente dela como se fossem suas próprias memórias.

Makayla batia os dedos no volante, acompanhando Bucky em alguns versos de forma animada, mas ficou muito claro o quanto os dois cantavam mal, porque até o pobre Pitico uivou alto, como se implorasse que os dois ficassem calados. Porém isso só serviu para que o casal começasse a rir do cãozinho...

Pararam em uma pequena cidade na beira da estrada, precisavam abastecer e do outro lado da rua havia uma grande loja de departamento exclusiva para animais, na qual Makayla fez questão de passar.

Sua intenção era apenas comprar uma coleira nova e talvez alguns potes para água e comida, nada demais. Estava parada na frente das diversas opções quando notou que Bucky tinha desaparecido por entre os corredores, carregando a guia de Pitico.

Não deu atenção para isso naquele momento, focando em encontrar uma plaquinha que combinasse com a coleira, já que ali eles gravavam as informações do tutor.

— A gente tem que levar isso! — Bucky apareceu do nada, a empolgação evidente na voz e uma roupinha de cachorro do tamanho de Pitico na mão direita.

Makayla sorriu, contagiada pela animação dele. É claro que tinha que ser uma estampa com as cores do Escudo do Capitão América.

— Você não está falando sério, está? — Ela perguntou rindo.

— Ah, vamos! Ele vai ficar uma graça. — Bucky balançou a roupa. — Pitico da América ou seria Capitão Pitico?

Makayla riu tão alto que algumas pessoas olharam para eles. Não foi difícil notar que a empolgação de Barnes com o cachorro era genuína, isso lhe trouxe a lembrança intrusa de que ele nunca tinha conseguido ter uma animal de estimação, embora sempre tenha desejado um. A mãe não permitia isso, dizendo que não tinha tempo de cuidar de mais nada, porém com os anos o pequeno Bucky entendeu logo que o motivo de não poderem ter um animalzinho era porque não tinham dinheiro o bastante para cuidar dele da forma apropriada.

Um sorriso genuíno e carinhoso surgiu nos lábios de Makayla, ela amou Bucky um pouco mais naquele momento, era comovente que ele tivesse conservado certa inocência de menino mesmo depois de décadas de terror completo.

A vida não tinha sido boa com Bucky Barnes. Mas Makayla Devinne seria, ela prometeu isso a si mesma naquele momento...

Por fim, o que devia ser uma parada rápida em uma loja, apenas para comprar uma coleira, o comedor e o bebedor de Pitico, acabou se tornando uma hora inteira de compras. Makayla e Bucky saíram do lugar levando muito mais do que o cachorro precisaria por uma vida toda, cama, brinquedos, cobertorzinho, ossos, biscoitos, uma infinidade de roupinhas e outras coisas que eles sequer lembravam direito para quê exatamente servia.

Eles pararam no posto novamente e, enquanto Bucky colocava água para Pitico, Makayla se abaixou para vestir a roupinha de Capitão América no cãozinho e colocar sua coleira nova.

Quase foi derrubada pela felicidade de Pitico, por isso se levantou rapidamente enquanto ria, tudo ao redor foi desvanecendo em um segundo e ela perdeu o equilíbrio, sendo amparada no mesmo instante pelos braços fortes de Bucky.

— Makayla? — Ele perguntou preocupado. — O que aconteceu?

— Eu levantei muito rápido. — Ela riu de si mesma, envolvendo o pescoço dele com ambas as mãos. — Nem todo mundo é um super soldado, não é mesmo?

Deu um beijo estralado na boca de Bucky, porém ele continuou a observá-la de forma preocupada.

— Eu estou bem, sério. — Ela foi honesta, o mal-estar momentâneo tinha passado com a mesma rapidez que a acometeu.

— Melhor eu dirigir agora... — Bucky declarou e Makayla apenas riu da preocupação adorável dele quando concordou.

Logo estavam os três no carro novamente, Pitico no banco de trás com sua nova roupinha, Makayla no banco do passageiro e Barnes atrás do volante, de novo podiam cair na estrada sem rumo certo. Porém, antes de chegarem a sair da cidade, o Sol alto bateu nos olhos da jovem e ela sentiu que um princípio de dor de cabeça começava a lhe incomodar.

— O que acha de pararmos pra comer alguma coisa, minha cabeça já está começando a doer, certeza que é fome. — Sugeriu animada e uma conversa curta sobre o destino deles se desenrolou nos minutos seguintes.

Tinham que escolher com cuidado, já que Pitico não poderia entrar em nenhum restaurante, por isso Makayla convenceu Bucky a passarem no delivery de um Burguer King. Ele pareceu um pouco desconfiado “desses fastfoods modernos”, mas acabou cedendo.

A dificuldade de verdade veio quando, com o carro cheio de lanches, a jovem teve que tentar conter Barnes de dar um pouco de tudo para o cachorro.

— Ele vai passar mal, Bucky. — Ela tentou argumentar.

— Quem disse? — Ele devolveu incrédulo, contrabandeando uma batata para o meliante do banco de trás.

— Qualquer veterinário. — Makayla retrucou como se fosse a coisa mais óbvia do universo.

— Você é veterinária? — Bucky rebateu de forma simples.

— Não...

— Nem eu. — Ele encolheu os ombros como se aquilo fosse o veredicto daquele caso e Pitico ganhou um pedaço de hamburguer.

— Bucky... — A jovem ainda tentou repreender, mas estava na cara que era voto vencido, principalmente a julgar pela felicidade do cachorro comilão abanando o rabo de forma empolgada.

— Ele vai passar muito mais mal se ficar com vontade, do que se comer um pouquinho. — Bucky argumentou com tanta convicção, que Makayla teve que segurar o riso.

— Como você sabe? — Ela ainda tentava se manter séria.

— Crianças pequenas passam mal de vontade das coisas. — Bucky respondeu naquele mesmo tom de quem sabe de tudo.

— Pitico não é uma criança pequena. — Makayla devolveu, fazendo seu melhor para não rir. — Na verdade ele sequer é pequeno, ponto.

— Tadinho... — Barnes lamentou apontando o cachorro e aproveitando para lhe dar um pedaço de pão. — Olha a carinha dele, como você pode negar alguma coisa para esse bebê, você não tem coração, Princesa?

Makayla perdeu ali, no instante que a risada dela se espalhou pelo carro toda sua credibilidade foi por água abaixo e ela não teve qualquer escolha a não ser ceder e deixar que Bucky mimasse Pitico de todas as formas que quisesse. Mas isso não a irritou nenhum pouco, muito pelo contrário, ela achou adorável...

Quer dizer, isso até meia hora depois quando, já na estrada, Pitico teve um pequeno probleminha na barriga e empesteou o carro com seus nada adoráveis gases caninos.

— Meu deus, Pitico! — Makayla exclamou tampando o nariz, enquanto Bucky se segurava no volante para não rir. — Isso é culpa sua, sabia, Senhor Barnes?

— Em minha defesa, foi você que escolheu o lugar que a gente comeu. — Ele tentou se livrar da culpa, enquanto apertava o botão para abrir a capota.

Logo o vento estava circulando por todo o carro, mesmo assim eles aproveitaram a saída da estrada e pararam no Parque Estadual de Beltzville, conhecido por ter a praia da Pensilvânia.

Claro que não era uma praia de verdade, afinal aquele estado não era banhado por nenhum mar. Porém o lago enorme que o lugar abrigava era rodeado por areia e os ventos dali cuidavam de formar ondas falsas que facilmente entretiam os locais.

Bucky assumiu a responsabilidade de suas decisões impensadas e lidou com as necessidades de Pitico, e depois eles três ficaram livres para conhecer e explorar o lugar que se encontrava vazio naquele horário.

Deixaram que o cachorro corresse solto enquanto caminhavam lado a lado, fazendo nada mais que rir da maratona imaginaria de Pitico.

Bucky puxou Makayla para perto, envolvendo a cintura dela e pousando a mão de vibranium no rosto feminino.

— Eu podia fazer isso todos os dias... — Ele declarou, beijando o canto dos lábios dela de leve.

A jovem sorriu de forma divertida e travessa.

— Fazer o que? Dar lanche para o Pitico e ficar com as narinas impregnadas do fedor dele? — Ela riu, ainda abraçada a Bucky.

— Eu ia dizer, “ser feliz com você”... Mas acho que agora o clima foi pelo ralo. — Ele riu também, porém aquela simples declaração fez o coração de Makayla inundar de algo pleno, reconfortante e bom.

Nunca tinha imaginado que o amor pudesse ser tão... simples. Uma das terapeutas tinha dito que as brigas de infância que ela havia presenciado poderiam ter mudado a percepção da jovem sobre o que era um relacionamento saudável de verdade, mas Makayla nunca tinha se dado conta disso até aquele instante.

Sempre viu o amor como sinônimo para perda, mas com Bucky... com ele tudo era diferente.

— Desculpa. — Ela beijou os lábios dele de forma carinhosa, enquanto mantinha o tom divertido na voz. — Mas se vale de alguma coisa, eu também faria isso todo dia.

— Menos a parte do Pitico. — Bucky devolveu com um sorriso.

— Com certeza não a parte do Pitico. — Eles riram juntos. — Vamos manter a alimentação dele restrita às coisas que realmente são feitas pra cachorro. O que acha?

— Acho uma ótima ideia. Devia ter dito isso antes, eu teria escutado. — Barnes declarou com a seriedade de quem era ponderado e nunca tinha sido alertado sobre o que aconteceria se desse fastfood para o cachorro.

Makayla riu em um misto de divertimento genuíno e encantamento hipnótico. Amava aquele homem demais. Beijou os lábios dele devagar e apaixonadamente, sem motivo, apenas porque queria.

Com certeza podia fazer aquilo todos os dias.

Eles não ficaram ali muito mais de uma hora. Passeios de mão dadas, brincadeiras com Pitico, a felicidade espontânea em seus rostos... A vida nunca tinha sido tão boa.

Quando pegaram a estrada de novo, com a capota do conversível aberta e o vento se misturando com o Sol do meio da tarde, Makayla se deu conta que conhecia algo que com certeza Bucky iria gostar. Não era século XXI, mas pelo menos não era anos 40...

— Vou te apresentar outro cantor. — Ela declarou, pegando o telefone e buscando a música certa no spotify.

— Vai ser outro daqueles maninos do Harry Stylos? — Bucky meio lamentou, meio resmungou entediado.

Styles. — Makayla corrigiu rindo e Barnes franziu o nariz em desinteresse. — Mas não. Vai ser um clássico agora.

Ela apertou o play e logo as notas de “Kiss Me Quick” soavam através dos alto-falantes do carro.

— Senhor Bucky Barnes, conheça Elvis Presley. — Declarou em tom solene, enquanto ele prestava atenção na música.

— Isso é bom... — Bucky comentou visivelmente surpreso. — É muito bom... Porque não começou daí?

Makayla sorriu, devia ter adivinhado que ele gostaria de Elvis e não de alguns dos meninos do One Direction...

Pelo restante do caminho a jovem explicou quem era o cantor e um pouco da história dele. Não era comum que garotas da idade dela tivessem tanta informação acumulada sobre Elvis, porém seu pai era um grande fã, costumava ter todos os vinis em uma coleção impecável. Coisas das quais Emma tinha se desfeito naqueles cinco anos em que Makayla não estava presente...

Mas a jovem não queria pensar nisso naquele momento, pensamentos ruins estavam sendo descartados, era hora de ser feliz.

Ficaram na estrada por mais um tempo, indo pra lugar nenhum enquanto o Sol fazia seu caminho rumo ao horizonte. O certo era que voltassem para Nova York, porém Makayla não teve vontade nenhuma de fazer isso.

Em uma ideia impulsiva e um tanto maluca, ela sugeriu que eles passassem a noite ali nas redondezas, e já que nenhum hotel por perto aceitaria Pitico, Makayla apelou para o Airbnb, pensando que não acharia nada, afinal estavam próximos apenas de cidades pequenas e montanhas.

Porém ela encontrou, e mais surpreendente ainda foi Bucky ter topado aquela loucura...

Tiveram que dirigir por quase quarenta minutos, até que chegaram ao centro comercial da cidadezinha, onde fizeram uma parada, pois, já que passariam a noite por ali, Bucky precisava de algumas roupas.

Logo aos pés da colina residia um casal simpático de velhinhos, eram donos da casa que Makayla havia alugado, ela pegou as chaves e seguiram viagem.

Menos de dez minutos depois estavam em frente ao local, era a típica casa de férias de dois andares, quase no topo da colina, de modo que não haviam vizinhos próximos, mas ainda era perto o bastante do centro para que fosse acessível. Estava rodeada de verde com um terreno amplo e arborizado. Logo na entrada um bonito jardim de lavandas espalhava seu gostoso perfume e seus tons púrpuras por toda a parte.

Bucky parou o carro embaixo da marquise em frente a porta da garagem. Ali toda a fachada da casa era rodeada por uma varanda ampla, com sofás suspensos que eram uma mistura charmosa de balanço e cama.

Ao entrarem, passando pela porta dupla de madeira, eles se depararam com uma sala de conceito aberto, munida de lareira e estofados de muito bom gosto. Tudo ali era uma mistura interessante de rústico e moderno, decorado com tons neutros e claros. Havia muita luz natural vinda das grandes janelas de vidro. Parecia o tipo de lugar que foi reformado há pouco tempo, isso ficava explícito pela cozinha com utensílios de última geração. A ilha central que dividia aquele ambiente da sala combinava perfeitamente com toda a decoração. Ainda no primeiro andar havia um lavabo social, porém o que mais chamava atenção era o que podia ser visto através das portas de vidro nos fundos... uma piscina, rodeada de espreguiçadeiras e de frente para a paisagem sensacional das montanhas.

Era incrível.

No andar de cima haviam três quartos, um deles uma suíte com banheira, além de um banheiro extra no corredor. Ali os móveis e decoração seguiam o mesmo padrão do piso anterior. Era tudo impecável, porém o que mais chamava a atenção é que os donos do lugar, apesar de disponibilizarem o espaço para férias e temporadas, tinham mantido o clima de lar, que apenas uma casa de verdade podia ter.

Makayla lembrou da casa nos alpes suíços que seu pai tanto amava... Apenas outra propriedade que Emma dissera ter vendido. Pensando em retrospecto, a jovem conseguia perceber agora que sua “mãe” odiava aquele lugar, embora nunca tivesse deixado de ir. Era como se esperasse descobrir algo mais ali.

Porém esse foi apenas outro pensamento que Makayla afastou de si, resolvendo focar no presente e não em um passado que era imutável.

— Uau... — Bucky assobiou quando ambos estavam parados, olhando a paisagem através da sacada do quarto principal. — Você sabia que era tão bonito assim?

— Não fazia ideia... — Makayla confessou. — Pra falar a verdade eu sequer olhei todas as fotos, estava mais preocupada se era perto de onde estávamos e, principalmente, se eles aceitavam animais.

Pararam para encarar um ao outro, um riso perdido no canto de seus lábios antes que se abraçassem, compartilhando um beijo sem qualquer pressa. As línguas brincando uma com a outra, as mãos tocando seus corpos em um misto de carinho e ousadia... Makayla poderia ter ficado ali para sempre, sem se importar com o mundo lá fora ou com nada mais que Bucky Barnes.

Será que era mesmo possível amar alguém assim?

Essa pergunta ficou perdida em sua mente quando o som de algo atingindo a água assustou o casal. Olharam pela janela preocupados, apenas para ver Pitico dentro da piscina, nadando animadamente. Acabaram caindo na risada e desceram juntos para ver se o cachorro estava mesmo bem.

Ele estava. Na verdade, parecia melhor que qualquer um ali, nadando atrás do próprio rabo e latindo de forma animada, como se convidasse seus novos tutores para se juntar a eles. Bucky foi atrás da bolinha que haviam comprado e entreter Pitico foi basicamente o restante da tarde e início da noite deles.

Já passava das dez da noite quando o casal se deu conta que não tinham trazido nada para comer e nenhum serviço de entrega chegava naquela parte da colina aos domingos e naquele horário. Era uma cidade pequena afinal. Eles também não poderiam sair juntos pra comer porque, considerando o horário, seria impossível secar Pitico e se arrumar para ir em qualquer lugar a tempo...

Sendo assim Bucky tomou uma ducha rápida e saiu em busca de algo aberto no centro comercial da cidade, enquanto Makayla ligava o secador e cuidava de Pitico...

— Viu, não foi tão ruim assim... — Ela acariciou o cachorro quando finalmente terminou.

Pelo visto ele não gostava tanto do secador quanto gostava de água.

— Por favor, não se joga na piscina de novo hoje, hein, mocinho. — Continuou falando, com a voz típica de quem fala com animais ou bebês, enquanto vestia em Pitico outra das roupinhas.

Se colocou de pé, já pensando em um banho, mas antes de se mover para qualquer lugar ela teve que parar por um segundo e apoiar na coisa mais próxima, já que tudo perdeu o foco por curto instante.

— É felicidade demais Tico, acho que o meu corpo está estranhando, sabe? — Comentou, dando um apelido para o cachorro que de fato estava com toda a atenção do mundo focada nela.

Passado o mal-estar momentâneo, ela arrumou a cama dele, água e comida, rindo do quão idiotas ela e Bucky eram, tinham comprado de tudo para o cachorro e não se importaram em comprar sequer um pacote de bolachas para si mesmos. Rendidos por um simples animal de estimação, imagina se fosse uma criança.

Enquanto ria desse pensamento e deixava Pitico em sua caminha, Makayla subiu afim de tomar um banho, deu uma olhada no horário em seu celular e se deu conta que Bucky estava demorando um pouco, porém, uns dois minutos depois que ela entrou no chuveiro a voz dele já ecoou do quarto, dizendo que tinha chegado.

A jovem imaginou que teria companhia no banho, mesmo que Bucky já tivesse tomado uma ducha, porém isso não aconteceu, sendo assim, ela lavou o cabelo com calma e saiu enrolada em uma toalha, tendo uma inesperada surpresa ao ver sobre a cama um bilhete escrito em letra cursiva: te espero lá embaixo. Te amo.

Não sabia o que significava para além do óbvio, mas ficou ansiosa para descobrir.

Os sons que vinham do andar de baixo não revelavam muito, Makayla conteve o impulso de descer as escadas de uma vez e resolveu vestir algo mais apropriado. Se era uma surpresa então tinha que estar à altura...

Procurou pela mala, não tinha nem metade das suas coisas ali, porém teriam que bastar. Bucky gostava de vestidos, então ela escolheu o único que realmente havia levado para a Fundação, um preto simples, sem muitos detalhes, com zíper nas costas e que seguia o formato do corpo feminino. Não era nada sexy demais, afinal Makayla havia se preparado para terapia, não para surpresas românticas.

E era isso que estava acontecendo, não era?

Tentou não ficar muito ansiosa com isso, porém seu estômago estava repleto de borboletas descontroladas, suas mãos formigavam e seu coração batia tão forte que até sua cabeça latejava. Ela não conseguia parar de sorrir.

Respirou fundo e tratou de se vestir, escolhendo uma lingerie preta de renda para usar por baixo do vestido, arrumando o cabelo e passando um pouco de rímel. Não queria se arrumar além da conta, afinal podia ser apenas um bilhete fofo e não ter surpresa nenhuma.

Melhor não criar expectativas muito altas.

Procurou por um sapato que ficasse bom, sem parecer que tinha escolhido ou pensado nisso demais, porém, no último segundo, acabou decidindo ficar descalça. Por que estava tão nervosa?

Era besteira, afinal tudo que um casal poderia fazer ela e Bucky já tinham feito. Estava sendo tonta... Continuou repetindo isso em sua mente enquanto saía do quarto, porém nenhum desses argumentos faziam com que Makayla ficasse menos ansiosa pelo que encontraria.

Desceu os degraus devagar, notando que o ambiente ali estava a meia luz, e a claridade crepitava nas paredes. E qual não foi sua surpresa ao parar no pé da escada e ver que toda a sala e cozinha estavam repletas de velas acessas, dando ao ambiente um clima romântico muito além do que ela poderia ter imaginado...

Seus olhos pararam na mesa de jantar que estava posta com uma tábua de queijos e frios, vinho e morangos com chocolate.

— Boa noite, senhorita. — A voz macia de Bucky atraiu o olhar tempestuoso para a bancada da cozinha, onde ele estava encostado em uma pose despojada, simplesmente esperando por ela.

Usava a mesma calça jeans escura com a qual tinha saído, porém havia tirado a camiseta que estava por baixo da camisa, usando apenas a peça de cima, também de tom escuro, com as mangas arregaçadas até o antebraço e dois botões abertos no peitoral, de onde pendiam as plaquetas de identificação do exército.

Realmente aquilo ficava bem mais sexy nele.

— Uau... — Makayla exclamou impactada, tanto com a beleza viril de Barnes quanto com a arrumação como um todo. — O que é tudo isso?

Bucky tocou a tela do celular e uma música romântica dos anos 40 preencheu o ambiente.

— Eu te devia um encontro descente, lembra? — Ele caminhou na direção dela, devagar, quase predatório.

Aquele homem sabia muito bem o que estava fazendo.

Parou há uns dois passos de Makayla, pegando a mão dela e depositando em beijo ali, não como fazia sempre, foi mais formal dessa vez, um verdadeiro cavalheiro...

— Você está maravilhosa, Princesa. — Ele elogiou, erguendo os olhos para encontrar os dela, enquanto ainda estava com os lábios roçando no dorso da mão feminina.

Makayla perdeu o ar por um segundo, assentiu com um suspiro entrecortado, incapaz até de lembrar como se pronunciava a palavra “obrigada”.

Bucky a conduziu para a mesa de jantar, a mão direita sob a dela e a esquerda pousando na base traseira da cintura feminina. Ele puxou uma cadeira e a esperou se sentar, antes de fazer o mesmo do outro lado da mesa. Um pouco longe demais.

Abriu a garrafa de vinho e encheu as taças, entregando uma para Makayla e erguendo a outra com a mão direita.

— A você, a mulher mais estonteante e extraordinária que eu já tive o prazer de conhecer. — A entonação de Bucky fez com que um arrepio quente atravessasse o corpo de Makayla.

Enquanto eles faziam um brinde, ela tentou pensar em algo inteligente, espirituoso ou safado para dizer, no entanto nada lhe veio à mente, estava tão hipnotizada pelo magnetismo de Bucky Barnes, que mesmo sua capacidade de ter sempre uma resposta na ponta da língua havia sumido de sua mente.

Ela tomou um gole de vinho esperando que isso lhe fizesse recuperar seu autocontrole, mas aqueles olhos gélidos tão quentes eram muito mais entorpecentes do que qualquer quantidade de álcool.

Bucky bebeu mais um gole de vinho e serviu Makayla com alguns frios, e mesmo assim continuou focado nela por todo o tempo.

— Você está me comendo com os olhos. — A jovem tentou o que devia ser uma piada, mas sua voz saiu tão tensa que não pareceu isso.

— Por enquanto... — Bucky sorriu de canto, seu tom carregado de luxúria o bastante para afetar o baixo frente de Makayla como um efeito em cadeia.

Ela tirou os olhos dele e respirou fundo, provando um queijo enquanto tentava agir como uma pessoa normal e não como uma garotinha totalmente rendida pelo homem mais sexy do universo.

— Por enquanto, é? — Dessa vez seu tom tinha o tanto certo de divertimento e insinuação. — Por que depois vai acontecer o que?

Ela ergueu os olhos, pronta para enfrentar Bucky com as mesmas armas que ele estava usando. Imaginou que isso o faria recuar um pouco, porém estava totalmente errada. Os olhos gélidos não hesitaram por um só segundo.

— Não se preocupe, eu tenho um plano. — Ele respondeu em um misto de presunção e charme, aquela promessa não dita fazendo com que o tesão começasse a correr quente pelas veias de Makayla.

— E eu vou gostar desse seu plano? — Ela tentou manter sua postura desinteressada enquanto eles comiam.

— Acho que você vai ter que pagar pra saber. — Bucky sorriu de canto, bebendo um pouco mais de seu vinho.

— Pagar pra ver. — A jovem corrigiu, satisfeita por encontrar algo que pudesse rebater. — A expressão certa é “pagar pra ver”.

— Será que é? — Barnes deixou no ar, fazendo com que Makayla franzisse as sobrancelhas.

Seu coração era um misto de euforia, curiosidade e excitação. Gostava de se gabar por ter uma língua afiada que quase sempre fazia o equilíbrio certo com sua timidez, e que era o trunfo perfeito enfrentar as pessoas de igual para igual quando se tratava de flerte e paqueras, mas era bem óbvio que era Bucky quem tinha toda a vantagem no jogo daquela noite.

Makayla gostava de ganhar, por isso nunca tinha ficado tão excitada por perder o controle de alguma coisa... Seja lá o que Bucky estava planejando, ela já sabia que adoraria.

Todavia, por algumas horas a fio eles apenas comeram e beberam, um assunto casual surgiu e depois outro, de modo que a jovem chegou a acreditar que tudo aquilo tinha sido apenas uma coisa de momento e que não havia nenhum plano mais “picante” em prática.

E tudo bem, porque mesmo sem isso a noite estava sendo maravilhosa...

Quer dizer, era Bucky Barnes ali, Makayla se sentaria com ele em silêncio de lados opostos de uma sala vazia e ainda ficaria feliz.

Ela olhou para a esquerda e Pitico dormia esparramado no sofá, dispensando totalmente a caminha. Foi nesse instante que a voz inconfundível de Elvis em “Love Me Tender” preencheu o ambiente e Bucky virou sua taça de vinho, se colocando de pé e estendendo a mão direita para Makayla.

— Senhorita Devinne... — Ele entoou formalmente. — Me daria a honra?

Ela sorriu encantada, aceitando o convite e sendo conduzida para o meio da sala.

— Você resolveu colocar Elvis no seu repertório musical, é? — Perguntou, enquanto sua cintura era envolvida pelo braço de vibranium.

— Ele leva jeito... — Bucky disse apenas, movendo seus pés no ritmo da música e incentivando Makayla a fazer o mesmo.

Por um tempo eles apenas dançaram em silêncio, seus corpos colados e seus passos sincronizados, Makayla gostaria de dizer que estava prestando atenção na música, mas a verdade é que ela apenas estava se deixando levar pelos movimentos de Bucky, sua mente focada nos detalhes que compunham o todo... Na barba dele roçando em sua pele, na respiração cadenciada que lhe arrepiava cada vez que atingia seu pescoço, na mão masculina de vibranium na base de sua cintura, a temperatura fria do metal atravessando vestido e causando sensações que deixavam Makayla totalmente ciente do quanto já estava excitada e sensível em cada terminação nervosa.

— Então, me diz... o que esse seu encontro romântico à moda antiga incluí? — Ela perguntou em um sussurro, já que estavam tão perto um do outro.

— O que você quer que inclua? — Bucky afastou um pouco o rosto para focar nos olhos dela.

— Não sei... estava pensando em uma coisa um pouco mais século vinte e um. — Makayla prendeu o sorriso com os dentes, seu coração já aos saltos e a respiração saindo do ritmo em antecipação.

— Tipo o que? — Ele devolveu em uma calma que não condizia com o quanto a jovem já estava afetada desde os olhares na mesa de jantar.

— Eu te mostro... — Ela moveu as mãos em direção aos botões da camisa masculina, e foi abrindo cada um deles vagarosamente, apreciando cada músculo do peitoral e abdômen que se revelava aos poucos e subia e descia junto com a respiração controlada de Bucky.

Makayla ergueu o olhar e deslizou a peça pelos ombros e braços masculinos, deixando Barnes nu da cintura para cima, com apenas as plaquetas de identificação pendendo de seu pescoço.

Era até pecado o quanto aquele homem era gostoso.

Bucky tinha as íris gélidas focadas na jovem, permitindo que ela agisse como queria, a observando de forma tão intensa e apaixonada que parecia até devoção. Makayla deu um passo para trás e abaixou as alças do vestido, permitindo que a peça deslizasse por seu corpo até o chão, enquanto o olhar masculino acompanhava cada segundo desse movimento.

— Já mencionei que cada dia que passa eu gosto mais desse século? — Ele comentou, analisando cada detalhe da lingerie de renda preta que cobria o corpo feminino, antes de puxar a jovem para perto de si e tomar seus lábios com volúpia.

Makayla ficou na ponta dos pés, sua língua deslizando em conjunto com a de Bucky de forma sensual, enquanto seu corpo ficava quente e suas pernas cada vez mais bambas. Porém aquilo não durou tanto quanto ela gostaria, um gemido de protesto escapou de seus lábios quando o beijo foi repentinamente interrompido.

Barnes a virou de costas com facilidade, seu peitoral nu contra a pele dela, a ereção em sua calça pressionada contra a bunda feminina...

— Mas hoje, nós vamos fazer do meu jeito, Princesa. — Ele soprou perto do ouvido dela, fazendo com que um arrepio quente corresse o corpo de Makayla de forma avassaladora. — Você confia em mim?

— Mais do que em qualquer outra pessoa no universo. — A voz dela saiu rouca de desejo, porém bastante firme.

Bucky sorriu contra a pele dela, os lábios perto demais do pescoço feminino. Pela movimentação Makayla percebeu que ele pegava algo no bolso traseiro e logo havia uma tira preta diante dos olhos dela. Uma parte da camiseta que Barnes usava antes pelo visto.... Ela entendeu bem rápido o que estava acontecendo.

— Vai me vendar? — Perguntou com a voz em um misto de curiosidade e excitação. — Por que?

— Como eu disse, você vai ter que pagar pra saber... porque ver não vai ser possível. — Bucky soprou contra o ouvido dela e um arrepio de prazer atravessou o corpo de Makayla se acumulando em seu baixo ventre.

Ele tinha planejado aquilo. Tinha planejado tudo desde o começo.

— Tudo bem pra você? — Barnes tocou o rosto de Makayla para que seus olhos se encontrassem.

— Tudo perfeito! — Ela respondeu com a voz carregada de expectativa.

Nunca tinha sido vendada antes.

Logo o tecido escuro cobriu seus olhos, Bucky amarrou a peça com delicadeza e então arrumou o cabelo de Makayla para o lado, beijando-lhe o pescoço sem pressa por alguns segundos. Ela notou que sem a visão se tornava ainda mais consciente de cada movimento ao seu redor.

Era como se a textura áspera da barba masculina a afetasse de forma mais intensa, como se os beijos que Bucky espalhava por seu pescoço despertassem um tesão ainda maior nela. O toque dos dedos de vibranium em sua cintura pareceu um pouco mais gelado do que ela esperava.

Foi conduzida pela sala, então instruída a subir os degraus, a mão de Bucky sempre firme em seu corpo, de forma que, mesmo vendada, Makayla não sentia qualquer medo de tropeçar e acabar no chão.

Era quase engraçado que seu senso de distância estivesse tão afetado, porque pareceu demorar uma eternidade inteira de expectativa até que eles finalmente chegassem ao destino. Bucky a colocou parada, Makayla imaginou que estava no meio do quarto, porém era impossível ter certeza.

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Seu coração batia disparado, a ponta de seus dedos formigando e ela tinha certeza que estava consciente de todos os seus poros naquele momento, porque a simples variação na brisa, indicando o movimentar lento de Bucky ao seu redor, fazia com que as terminações nervosas do corpo de Makayla entrassem em curto.

O silêncio era algo tenso e quente, ela já não sabia mais se estava realmente ouvindo a respiração de Bucky bem perto, ou se era apenas algum tipo de alucinação causada pela excitação.

— Você não vai me tocar? — Perguntou, transbordando de expectativa incontida.

— Por que a pressa? — Bucky soprou bem perto do ouvido dela e isso foi o bastante para que um arrepio quente atravessasse a coluna de Makayla, para culminar exatamente em seu baixo ventre. — Primeiro eu estou admirando você. Gostosa...

Makayla tremeu, tentou se manter no controle das próprias emoções e reações, mas provavelmente falhou nisso totalmente quando mordeu os lábios com força.

Sentiu Bucky se mover ao seu redor novamente, nas costas e seguindo. Quando ela pensou que ele estivesse perto o bastante, moveu a mão direita para encostar nele, mas seu pulso foi segurado no ar pelo toque gelado do vibranium.

— Não. — A voz masculina advertiu em tom de comando. — Você não toca em nada, Princesa.

Merda, aquilo era sexy...

Makayla concordou com um movimento de cabeça, e abaixou a mão, mas a verdade é que estava começando a ficar um tanto impaciente. Estava inoportunamente molhada.

Tentou respirar fundo, ficando o mais quieta que podia para adivinhar os movimentos de Bucky. Mas aquilo foi um total fracasso, porque nem isso a preparou para o exato instante em que ele a tocou sobre os seios com os dedos de vibranium, muito lento e sutil, quase como se não fosse um toque de fato. Então seguiu o decote, para descer por seu abdômen e então contornar o quadril feminino quanto ele próprio se movia ao redor dela.

Makayla sentiu a presença masculina atrás de si, não tão perto quanto ela gostaria. Os dedos de vibranium subiram por sua coluna e ela teve que engolir um gemido por causa do arrepio intenso que abateu suas terminações nervosas.

Os dedos ágeis dele soltaram o sutiã dela, e a peça deslizou pelos ombros femininos, caindo no chão no mesmo instante que o peitoral quente de Bucky encostou nas costas de Makayla, o jeans dele pressionado contra a bunda dela de tal forma que era impossível não notar a ereção masculina.

No impulso, Makayla levou a mão naquela direção, tocando Barnes por cima da calça, arrancando um arfar dele, antes que seu pulso fosse agarrado de novo.

— Makayla, se você não parar, eu vou amarrar você. — Foi advertida, mas o tom controlador e a ameaça tão excitante, só serviram para instigar a jovem ainda mais.

— Vai, é? — Ela segurou o sorriso com os dentes antes de se virar na direção de Bucky. — Se eu não parar com o que? — Se fez de desentendida, para logo depois se esquivar do toque dele e levar ambas as mãos ao cós da calça masculina, cuidando do botão e do zíper rapidamente, tentando infiltrar os dedos dentro da boxer que Bucky usava.

Foi impedida antes de ter sucesso, ambos os pulsos femininos foram restringidos pela mão direita de Barnes, ao mesmo tempo em que a mão de vibranium tocava a cintura dela e a empurrava de encontro a uma das paredes, a prensando ali.

Os braços de Makayla foram erguidos acima da cabeça dela, os pulsos ainda presos na mão de Bucky, enquanto os dedos de vibranium envolviam o pescoço feminino de forma possesiva, mas nada violenta.

— Você gosta muito de provocar, não é? — Ele sussurrou rouco, e Makayla acabou sorrindo enquanto mordia os lábios.

— Não gosta de ser provocado, Senhor Barnes? — Ela teve a audácia de retrucar com a voz mais sensual que podia.

Escutou Bucky dar uma risadinha que podia ser tanto uma ameaça quanto uma promessa. Logo os lábios dele capturaram os dela em um beijo que nada tinha de gentil ou romântico. Era intenso, quente e viril, tudo ao mesmo tempo.

A mão de vibranium desceu pelo corpo feminino sem pudor, explorando cada curva e cada ponto sensível no caminho com luxúria, no entanto esse mesmo caminho imaginário nunca chegava ao lugar onde Makayla mais queria ser tocada naquele momento...

Quando seus lábios foram soltos para que Bucky descesse os beijos até o pescoço dela, enquanto suas mãos continuavam presas contra as paredes, os gemidos de Makayla eram um misto de tesão e frustração. Cada pequeno contato das peles parecia cem vezes mais intenso já que ela não podia ver nada e quase não conseguia se mover, ao mesmo tempo isso parecia insuficiente...

Ela queria mais.

Foi desencostada da parede, quase como se Bucky estivesse lendo cada sinal que o corpo feminino dava. Pensou que teria os pulsos libertados do toque dele, porém isso não aconteceu. Barnes apenas mudou a posição em que estavam, segurando as mãos de Makayla pra trás, enquanto se movimentava com ela pelo quarto.

Ela ouviu algo ser repentinamente arrastado pelo chão, parecia grande... a cama talvez? Não conseguiu imaginar porque Bucky estava mudando um móvel de lugar naquele momento, porém isso ficou esquecido na mente dela, quando sentiu seus pulsos serem amarrados ainda naquela mesma posição, com o que parecia outro pedaço do mesmo tecido que cobria seus olhos.

A antecipação fazia o corpo dela pulsar, suas coxas pressionando uma na outra instintivamente. Foi deixada onde estava, parada e de pé ali no meio, então sentiu Bucky se mover, a respiração dele nos seios dela, perto demais, porém não perto o bastante... Não havia toque, apenas o ar quente batendo na pele feminina a cada inspirar e expirar, enquanto Bucky descia lentamente, como se estivesse se ajoelhando.

Abdômen, barriga e mais para baixo...

Makayla prendeu o ar quando a respiração de Bucky encontrou a renda de sua lingerie, a antecipação fazendo com que o coração dela batesse totalmente fora de ritmo, suas pernas tremendo. O tesão era tanto que chegava a doer.

Cada uma das mãos masculinas seguiu para um dos lados do quadril de Makayla, Bucky começou a baixar a lingerie bem devagar até que a peça deslizasse pelas coxas femininas e fosse parar no chão.

Ela esperou o momento que sentiria os lábios dele contra sua pele, exatamente no ponto que ela tanto desejava, mas isso não aconteceu. Pelo contrário até, Barnes teve a audácia de soprar lentamente, tão perto que era quase como se Makayla pudesse sentir a textura da barba masculina.

— Bucky... — A voz de Makayla saiu em um misto de gemido, súplica e protesto.

— Você não gosta de ser provocada, Senhorita Devinne? — Ele respondeu com a voz tão rouca que foi quase inaudível.

Makayla poderia ter xingado, porém antes que abrisse a boca para fazer isso sentiu que Bucky se levantava. Suas mãos foram desamarradas e ela foi conduzida para a direita, para então ser acomodada sobre a cama, joelhos no colchão e pulsos sobre a cabeceira.

Ela estranhou não ter batido as mãos na parede logo a frente, no entanto deixou isso de lado quando percebeu que era amarrada de novo. Franziu as sobrancelhas... Quando pensava em ser amarrada em uma cama, achou que estaria com as costas no colchão e um braço para cada lado.

O que Bucky estava planejando?

Sentiu que ele se afastava, os sons eram difíceis de decifrar, talvez as peças de roupa sendo despidas, mas podia ser apenas o tesão de Makayla falando mais alto e a fazendo imaginar coisas...

Logo ele estava de volta, primeiro apenas a sensação de aproximação, e logo o gelado do vibranium causando um choque delicioso contra a pele feminina. Ele tocou o calcanhar dela primeiro, subindo por ali, os dedos escorregando pelo interior da coxa, parando no meio do caminho, fazendo com que Makayla afastasse um pouco mais as pernas, de modo que ela estava quase inclinada contra a mesma cabeceira na qual seus pulsos estavam apoiados e amarrados.

A espera estava se tornando uma tortura deliciosa; a antecipação, o desconhecido, a ansiedade, o tesão... tudo isso se misturava, explodindo em sensações novas a cada mínimo contato.

Os dedos de Bucky estavam em seus fios castanhos agora, e inesperadamente o laço que prendia o tecido nos olhos de Makayla foi desfeito, a venda caindo livre em algum lugar do chão ou da cama.

A jovem piscou algumas vezes, surpresa com o que via. Estava mesmo no quarto, porém Bucky havia arrastado a cama quase para o meio do cômodo, de modo que a cabeceira do móvel estava frente a frente com o espelho nas portas do guarda-roupas...

Todavia todas essas pequenas mudanças e compilado de informações se perdeu na mente dela assim que suas íris azuis-cinzentas focaram no corpo masculino refletido no espelho. Bucky estava completamente nu, apenas a plaqueta de identificação pendendo de seu pescoço... Makayla desceu o olhar, sua boca salivando repentinamente enquanto ela media cada centímetro da impressionante ereção que ele exibia.

De repente toda aquela espera valeu totalmente a pena, porque, se Makayla estava excitada, era bem evidente que Bucky estava ainda mais...

O olhar dos dois se encontrou no reflexo e ele se moveu em direção a cama, assim como se moveria um predador.

— Quero que você olha pra mim enquanto eu te fodo. — Ele declarou naquele tom imperativo e Makayla mordeu os lábios enquanto assentia devagar, totalmente rendida.

Sabia que era uma resposta para o “me fode, Bucky Barnes” de mais cedo e, enquanto ele subia na cama logo atrás dela, Makayla fez uma nota mental para provocar aquele homem com palavras chocantemente explicitas mais vezes. Com certeza valeria a pena...

Bucky segurou a cintura feminina e a posicionou melhor, Makayla afastou um pouco mais os joelhos, arqueando as costas e empinando mais o quadril, fazendo com que o olhar gélido de Barnes acompanhasse esse movimento de um jeito que seria capaz de incendiar uma cidade inteira.

Eles se encararam no reflexo do espelho, suas íris presas de forma magnética enquanto Bucky penetrava Makayla muito devagar, fazendo com que ela ficasse ciente de cada centímetro que lhe preenchia aos poucos...

O gemido dos dois se misturou no ar junto com um palavrão. Bucky deslizou para fora, apenas para investir de novo um pouco mais forte dessa vez, baixou o olhar para o que fazia e repetiu o mesmo movimento, as mãos firmes na cintura feminina.

Makayla respirava através dos lábios entreabertos, soltou os próprios braços com facilidade, vendo que sequer estava amarrada mesmo, o tecido apenas envolvia seus pulsos. Ela afastou um pouco as mãos, segurando na cabeceira com mais firmeza, para então arquear um pouco mais as costas, afim de ter mais controle sobre os próprios movimentos.

Quando Bucky estocou novamente, ela rebolou devagar, fazendo com que ele penetrasse fundo. Ficou evidente no olhar gélido, que procurou pelas íris dela no reflexo, que ele não esperava por isso, Makayla sorriu, fazendo de novo, mais cadenciado dessa vez, se deliciando com a visão de Barnes gemendo no espelho...

Ele agarrou o cabelo dela, envolvendo os fios em uma mão e apoiando a outra nos quadris femininos, passaram a combinar o ritmo do que faziam, mais rápido, mais forte e mais fundo a cada estocada. Bucky alternava o olhar entre o espelho e o ponto exato onde seus corpos se encontravam.

Uma sequência de palavrões se confundiu com os gemidos deles, o ritmo que seguiam era insano e sensual, quase fora de controle. Makayla se sentia na beirada de um abismo, a visão de Bucky tão excitado, com os músculos tensionados a mostra, tendo impacto direto em seu corpo.

A cadência de cada estocada não tinha mais lógica, seguia apenas o instinto de seus corpos e a ordem de seus desejos. Makayla viu o exato instante em que o prazer tomou conta do rosto de Bucky, as sobrancelhas franzidas, os lábios entreabertos... Ela segurou mais firme na cabeceira da cama enquanto seu próprio clímax vinha em um orgasmo enlouquecedor.

Perdeu o foco por alguns instantes, o corpo inteiro usufruindo das ondas de prazer, as terminações nervosas entrando em colapso, eletrificadas de tesão absoluto...

Não demorou muito para que ela deixasse o corpo cair na cama, as pernas totalmente bambas, o coração disparado e a felicidade eufórica do orgasmo trazendo aquele cansaço gostoso pós-sexo.

Estava no paraíso e não sabia?

Se acomodou nos braços de Bucky assim que ele deitou também. A cabeça no peitoral masculino e os dedos brincando com os gominhos aparentes do abdômen dele.

— Se amanhã eu não conseguir andar você vai trazer café na cama pra mim, hein... — Comentou casualmente, porém o humor em sua voz não foi o bastante para impedir Bucky de se mexer desconfortável para que os dois se encarassem.

— Eu machuquei você, Princesa? — Ele pareceu extremamente arrependido e culpado.

Makayla teria dado risada se não tivesse notado que a preocupação nos olhos gélidos era genuína e esmagadora.

— Meu deus, Bucky, é claro que não. — Ela tocou a barba masculina para acalmá-lo. — Eu só estava brincando.

— Não sei muito bem como controlar a força que eu tenho, principalmente quando... — Ele começou a se atropelar com as palavras, mas Makayla o interrompeu com um beijo doce.

— Eu estava falando do seu tamanho, não da sua força, bobinho. — Ela deixou claro, para então beijá-lo outra vez rapidamente.

Bucky franziu as sobrancelhas, as palavras pareceram demorar um instante pra fazer sentido na mente dele, mas quando fizeram Makayla conseguiu ver o revisar de olhos e a expressão de displicência, mesmo na penumbra do quarto.

— O que? — Ela riu reação quase constrangida dele.

— Como você é boba. — Bucky desconversou com uma risadinha.

— Ah, então você pode falar que vai me foder, mas eu não posso falar do tamanho do seu pau? — Makayla retrucou divertida.

A expressão de choque no rosto de Barnes só deixou tudo melhor. Ele se moveu, rolando por cima dela, para que o corpo feminino ficasse preso abaixo do seu.

— Como é? — Perguntou, com um sorriso sacana no canto dos lábios.

— Ah, não me diga que as garotas dos anos 40 não falavam “pau”, Sargento Barnes. — A jovem respondeu se fazendo de inocente.

Não, elas não falavam, mas é claro que Makayla sabia muito bem disso...

— Cadê a timidez que você falou, hein, mocinha? — Bucky riu, mordendo o queixo dela com carinho.

— Ela só funciona quando estou longe de você. — Makayla rebateu divertida e logo os olhos gélidos estavam totalmente focados nos seus.

Bucky acariciou o rosto feminino delicadamente com a ponta dos dedos de vibranium.

— Que bom, porque eu te amo exatamente como você é. — Declarou apaixonadamente e Makayla sentiu milhares de borboletas alçarem voo em seu estômago.

— Ama, é? — Ela devolveu, envolvendo o pescoço de Bucky e se ajeitando melhor abaixo dele.

— Demais... — Ele garantiu, capturando os lábios dela para um beijo lento e profundo.

Makayla se deixou levar, a língua de Bucky acariciando a sua apaixonadamente, sem pressa, doce mas intenso... Os dedos dela perdidos entre a nuca e os fios curtos dele, fazendo caminhos imaginários que não levavam a lugar algum enquanto instintivamente seus corpos se moviam vagarosamente no mesmo ritmo do beijo.

Era quente, mas de um jeito diferente, queimava lento e constante...

Bucky mordeu os lábios de Makayla, para então chupá-los e voltar a deslizar a língua entre eles, aos poucos seu toque foi descendo por toda a lateral do corpo feminino, sem qualquer pressa, quase como se estivesse decorando cada curva com a ponta dos dedos, subindo e então descendo de novo. Parou nas coxas, puxando uma delas um pouco, para que pudesse se encaixar entre elas.

Makayla sentiu suas peles roçarem uma na outra, ou melhor, sentiu uma parte bem específica do corpo de Bucky entre suas pernas...

— Já? — Perguntou contra os lábios dele, impressionada com a rapidez para outra ereção.

Homens não eram como mulheres afinal...

— Desculpa... — Barnes se apoiou em um dos cotovelos e pareceu sem-graça. — Eu não controlo esse tipo de efeito do soro, faz parte da recuperação rápida.

— Que bom, porque eu te amo exatamente como você é. — Makayla devolveu com a mesma frase de segundos antes e tocou o rosto dele com carinho, achando adorável que Bucky parecesse constrangido com algo que era incrível.

— Ama, é? — Ele também usou as mesmas palavras de antes.

— Demais... — A jovem repetiu com um sorriso, buscando a boca de Bucky para outro beijo tão intenso quanto o primeiro.

Porém ele apenas tocou os lábios dela rapidamente, antes de fazer menção de se mover.

— Onde você pensa que vai? — Makayla o segurou, apoiando as duas mãos no rosto masculino.

— Você não está cansada? — Bucky devolveu confuso.

Era apaixonando o quanto ele se preocupava com o bem estar dela.

— Pra caramba. — Makayla sorriu travessa. — Cansada e excitada. É por isso que dessa vez você vai fazer amor comigo ao invés de me foder.

— Fazer amor? — Bucky repetiu interessado.

— Isso. Bem devagarzinho. — Ela reforçou, acariciando a barba masculina. — Acha que consegue?

— Hum... — Barnes fingiu ponderar, enquanto se posicionava melhor entre as coxas de Makayla — Assim?

Ele a penetrou lentamente, tão lento que foi quase tortura.

Makayla murmurou uma afirmativa, procurando os lábios de Bucky com os seus, voltando a ser beijada do mesmo jeito de antes. Enquanto um arrepio de prazer se espalhava preguiçoso por seu corpo.

Deus, aquilo era bom...

Bucky estocava no mesmo ritmo do beijo, lento e ardente, sem pressa, conduzindo Makayla para o clímax com a mesma paciência e maestria que um artista esculpe uma estátua de mármore. Pouco importava se aquilo teria que durar a noite inteira, a única certeza é que eles chegariam lá.

— Te amo, princesa. — Ele murmurou contra os lábios dela, enquanto seus corpos seguiam naquele ritmo delicioso.

Pois é, Makayla definitivamente estava no paraíso...

Notas finais
Se essa fic fosse de comédia esse capitulo certamente se chamaria "Bucky Barnes tirando décadas de atraso em um só dia" kkkkkkkkkkk Enfim, quem pode pode, não é mesmo? Hots a parte, eu amo demais esse capitulo porque é apenas eles e nada mais, o que mais eu poderia querer? Eles são muito lindos, não dou conta. Espero que tenham gostado. O próximo é um pouco mais curto (o "curto" aqui em SE é 5k mas tudo bem) e vem realmente no dia 15. Eu já tô ficando com saudades da fic gente, vou nem mentir. Beijos e até!