Sweet End
6 Capítulo 6 - Final alternativo |
Notas iniciais
Passado algum tempo...
— Não sei se esta cor lhe agrada, Sr Cullen, mas achei que seria interessante este tom de azul na capa...
— Grace, não se preocupe com nada. Durante esses dois anos, você tem sido uma secretária perfeita. Tem de se orgulhar disso... – elogiei.
— O-... Obrigada! – finalmente disse, um pouco envergonhada e de cabeça um pouco baixa.
Não consegui segurar o riso. Meu estomago doeu um pouco, resultado do nervosismo.
— Não tem de quê.
— Ah... Vem, sente-se aqui. Já já começa...
— Oh, claro... – disse com a voz abafada.
A decoração daquele salão estava impecável; do jeito que eu havia pedido. Tons pasteis, coisas/cores calmas e flores vermelhas. Havia uma música instrumental ao fundo, muito linda. (Grenade – Bruno Mars INSTRUMENTAL. Ouça, por favor! Link nas notas iniciais.) Alguns representantes de editoras que estavam a fim de publicar o livro já haviam chegado. O fotógrafo não estava tirando muitas fotos; era uma ocasião quase totalmente privada. No fim, haveria somente algumas fotos e algumas noticias. Meu Stefan nunca gostou de rebuliço. No meio do salão, havia uma foto nossa – eu e Stefan abraçados, na relva macia e com grandes sorrisos -, um memorial em letras cursivas na cor prata em vidro, e em baixo, uma mesa – ainda de vidro – com alguns livros; a adaptação. Assim que a achei, há alguns anos atrás, a continuei; não faltavam muitos capítulos, além de que também havia rascunhos de Stefan. Eu sabia como ele queria terminar a obra. Assim a fiz, assim a terminei. Na capa, dei um toque mais pessoal. Hamlet deitado à relva ao lado da sombra de um grande carvalho... Encostada naquele carvalho, sua mãe estava, e na sombra do mesmo, seu tio Cláudio; aquele que envenenara seu pai. Um tom de azul mesclava o sol, com um tom laranja rosado do por do Sol. A pintura dos personagens estava meio borrada propositalmente, e o por do sol bem nítido. Um lindo trabalho; Stefan se orgulharia.
Passadas algumas horas...
— Coloque somente o titulo e um resumo de três linhas, e logo após, duas das cinco fotos... Escolha as melhores, Grace.
— Claro. Deixa comigo. – disse, tentando se animar com seus olhos pequenos de sono.
Suspirei.
— Você tem que descansar. – repreendi.
— Não... – me olhou de forma estranha... – Preciso ficar.
— Já que você quer... – sorri.
Ela sorriu de volta, ainda com aquele olhar estranho... Quase que... Reprimido. Não... Deve ser coisa da minha mente, só pode ser isso.
Bom, os representantes das editoras já haviam lido o livro, mas hoje eles viram a capa e confirmaram se iriam ou não publicar o livro novamente. Como eles gostaram da adaptação de Stefan, confirmaram que publicariam. Foi uma grande conquista. Comemoramos com muito champagne, tiramos algumas fotos – poucas, na verdade. Cinco, no total. Para a imprensa, liberamos um titulo, um resumo de três linhas e duas fotos. O resto os paparazzi se encarregaram de pegar, com certeza.
No fim de tudo, fui até a foto de Stefan e eu com meu drink na mão esquerda. Suspirei. Peguei um último livro que havia lá, olhei-o e sorri. Stefan...
Palavras não são nada para o que nosso filho merecia, o que com certeza não era esta morte prematura e injusta.
Se ele estivesse aqui neste momento, eu o abraçaria e diria de todo o meu amor por ele. Diria que me orgulho de tudo o que ele fez, e pediria perdão por não o ter aceitado no inicio de seu relacionamento.
Pais de Stefan Salvatore.
Ele não era o melhor irmão do mundo, mas eu o amo tanto. Ninguém nunca poderá ser capaz de preencher este lugar em meu coração... E este lugar, ficará aqui, vazio, para o resto da minha vida, e todos os dias dela, sentirei sua falta, meu caro irmão. Tudo o que eu mais queria era mais um momento contigo para poder te dizer o quanto lhe amo.
Irmã de Stefan Salvatore.
Eu que vivi os melhores dias da minha vida com ele, sei de seus hábitos, de seus costumes. Mas nada disso importa. Não importa se eu dividi o meu teto com ele, importa que dividi meu coração com esta pessoa maravilhosa que meu Stefan foi. Sua bondade era tão imensa, seu carisma e paciência eram impecáveis. Dedicação era seu sobrenome. E amor, com certeza, era seu primeiro nome.
Ele marcou a minha vida, e nada, nem mesmo o preconceito e tudo o que as pessoas diziam e ainda dizem vai mudar ou mudou isso; só fez nosso amor ficar mais forte.
E o que eu mais queria, era que você estivesse aqui para compartilhar essa última frase abaixo.
Agora, meu amor, poderíamos ser quem nós sempre quisemos: nós mesmos. E pelos olhos da sociedade preconceituosa, ainda seriamos um casal.
Eu lhe amo.
Marido de Stefan Salvatore.
Olhei para a palavra “Marido” e meu sorriso não coube em meus lábios. Há pouco tempo, mais um tabu fora derrubado. O casamento entre homossexuais fora liberado e legalizado, portanto, em todos os papeis, constavam que eu era marido de Stefan... Viúvo.
Sinalizei com minha mão direita, o livro para a foto de Stefan junto a mim, e logo depois a mão esquerda, como drink.
— Tudo isso é para você, meu amor... – suspirei. – Eu ainda lhe amo da mesma forma que no dia que nos conhecemos...
Fim...
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