Sweet Emotion Parte 2
31 Capítulo 31 - Final
Notas iniciais
Não esqueçam da review e leiam as notas finais, okay?
Ah! E um muito obrigado especial para a Mariana Guimarães, que graças a foto e legenda que ela colocou no facebook, encontrei inspiração pra esse capítulo.
Espero que gostem! :)
Meses se passaram e eu estava de volta ao Brasil: depois do meu quinto mês de gravidez, meu médico me proibiu de continuar viajando com a banda e achei melhor voltar para o Brasil, já que teria a ajuda dos meus pais. Anthony e Everly vinham sempre me visitar e eu podia perceber uma certa angustia por parte de Tony em não poder estar a todo instante ao meu lado, mas eu sabia desde o inicio que seria assim.
Eu estava no meu oitavo mês de gestação quando a banda veio para o show de encerramento da turnê pela América do Sul e o último show aconteceria no Brasil.
Meus momentos de fotógrafa foram substituídos por momentos de modelo: eu estava no camarim com os meninos, enquanto eles se preparavam para entrar no palco, quando Clara me cega, como sempre, com um flash de sua câmera.
– Clara! Você não perde esse costume nunca! – eu esbravejei quando ela fotografou de surpresa Josh passando a mão na minha barriga.
– E você acha que eu ia perder esse momento? Os momentos espontâneos são os melhores, Mari! E você, como minha aprendiz, sabe melhor do que eu! – ela me mostrou a foto e Josh sorrindo enquanto passava a mão na minha barriga.
– Está enorme essa barriga, Mari! – ele disse. – Tem certeza que só tem um bebê aí?
– Claro que tenho! Que idéia absurda, Josh!
Conversamos mais um pouco e logo Flea aparece na porta:
– Advinha quem veio te ver, Mari? – ele deu um passo pra trás e lá estava aquela baixinha de cabelos de pontas verdes.
– Laisa! – dei um abraço nela. – Você veio!
– Ai, Mari! Você está linda! Dá até vontade de ser mãe, sabia? – ela sorriu e logo a puxei pro sofá que havia no camarim.
– Mas me conta, e você e o Flea, como estão?
– Ah ... – ela corou um pouco. – A gente está se conhecendo, Mari ...
– Ainda? – eu perguntei assustada. – Você estão se conhecendo desde quando eu fiquei grávida!
– Amor! – Tony surgiu ao meu lado. – Já vamos começar! Se você estiver cansada, volta pra casa, tá?
– Eu não vou me cansar, Tony! Eu não me canso nunca de ver as apresentações de vocês!
Ele sorriu e nossos lábios se encontraram e era delicioso matar a saudade daquele beijo.
Já estava na metade do show quando eu comecei a sentir fortes dores e logo procurei pelo sofá, me sentando e tentando normalizar a minha respiração.
Clara, que estava com Everly e Sunny, logo correu de volta pro camarim quando me viu saindo, eu estava quase me arrastando de dor.
– Mari, tá tudo bem? – Laisa perguntou preocupada ao meu lado. – Já vai nascer? Quer ir pro hospital?
– Não está na hora ainda, Laisa! – mas mal terminei de dizer isso e o chão foi inundado: a bolsa havia estourado.
Anthony’s POV
Era o momento de uma jam entre Chad e Mauro quando eu percebi uma movimentação nos bastidores: Clara chamou Flea, ela disse alguma coisa pra ele e ele logo acenou pra mim e fui em direção aos dois e foi então que eu percebi que Mari não estava com ela.
– Cara, acho que a gente vai ter que parar o show! – Flea meio que gritou.
– Por que?
– A Mari acabou de ir pro hospital: vai nascer, Tony! – ele me deu tapa nas costas e eu ainda não conseguia absorver a informação, somente quando Josh aparece do meu lado e Flea dá a noticia a ele é que eu entendi o que estava acontecendo.
– Cara, vamos? – Flea me sacudiu e eu concordei com a cabeça, acordando da espécie de transe em que eu estava.
Sai do palco com Josh e pude ouvir Flea ao microfone anunciando que o show teria que ser cancelado porque eu estava indo pro hospital encontrar a minha esposa que estava em trabalho de parto e muitos gritos vieram, mas não eram gritos de raiva pelo cancelamento do show, mas sim de alegria, como se fosse uma imensa comemoração e isso alegrou o meu coração.
No hospital, encontramos Laisa andando de um lado pro outro roendo as unhas e pálida.
– Cadê ela? – eu perguntei assim que chegamos.
– Está lá dentro, Tony! – ela apontou para uma porta que dava para um corredor e logo uma enfermeira chegou, perguntando algo em português e dei graças a Deus por Laisa estar conosco, ajudando a traduzir o que a enfermeira queria.
– Ela quer saber quem é o pai, Tony! Ela está confusa com esse monte de homens! – Laisa disse enquanto apontava para os caras e eu tive que rir.
A enfermeira estava me indicando o local para que eu colocasse uma roupa esterilizada para acompanhar o parto quando Everly me cutuca:
– Pai, eu também quero entrar, eu quero ver a Mari!
– Eve, crianças não podem entrar! Mas a Mari está bem, fique aqui com a Clara que vai dar tudo certo! – dei um abraço nele e a enfermeira chamou novamente.
Entrando na sala de parto, Mari suava muito, estava muito pálida e eu começava a me preocupar com a movimentação de médicos e enfermeiros, me deixando mais nervoso ainda, pois estavam falando em português, e óbvio, eu não entendo uma palavra nessa língua.
Mari sorriu em meio à dor quando me viu e logo segurei na mão dela.
– Tony, eu não vou conseguir! – ela foi dizendo, sua voz rouca me deixando angustiado.
– Claro que vai, amor! Eu estou aqui, do seu lado! – eu beijei a sua mão e ela gritou enquanto fazia força. – Respira, amor, respira!
Ela respirava com dificuldade, sua mão foi afrouxando da minha e logo seus olhos começaram a fechar, meu coração em desespero e comecei a gritar pelo nome dela.
Fim de Anthony’s POV
Parecia que eu havia dormindo dias, meu corpo cansado e sem vida, apenas desejando permanecer deitada o tempo todo.
Com certa dificuldade, abri os olhos e Anthony estava cochilando numa poltrona ao lado da cama.
– Tony? – e a minha voz quase não saiu, mas ele me ouviu e sorriu quando me viu acordada.
– Amor! – ele parou ao meu lado e beijou a minha testa. – Você está bem?
– Me sinto cansada, mas só isso. O que aconteceu? E o bebê?
– Os médicos tiveram que fazer uma cesárea, Mari! O cordão estava enrolado no pescoço do bebê e a anestesia acabou baixando demais a sua pressão e você ficou desacordada por causa disso. – ele passou a mão no meu cabelo. – Fico feliz que tudo passou e que você está bem, meu amor!
– Mas e o bebê, Tony? – eu perguntei aflita.
– Vou falar com a enfermeira!
Anthony saiu do quarto e quando ele voltou, trazia no colo aquela criatura pequena e rosada, ela parecia tão frágil devido ao cuidado que ele tinha com o bebê.
– Dê olá pra mamãe, Rachel! – Tony disse assim que me entregou a nossa filha, seus olhinhos fechados e ela apenas deu um leve gemido, sua pequena mãozinha segurando o meu dedo indicador.
– Ela é ... linda, Tony! – eu disse em meio às lágrimas.
Ficamos em silêncio e eu admirava aquele pequeno ser e não conseguia explicar a emoção que eu sentia, eu apenas sabia que ela dependia de mim e que eu estaria o tempo todo ao seu lado para protegê-la e amá-la.
Anthony encostou na beirada da cama, seu braço em volta do meu ombro, seu rosto colado no meu e ele começou a cantarolar baixinho, como se fosse uma canção de ninar:
“And, all I want is for you to be happy and, take this moment to make you my family, and, finally you have found something perfect and, finally you have found …”
– As mulheres da minha vida! – ele disse enquanto me beijava e eu pude sentir suas lágrimas escorrendo pelo rosto, se misturando com as minhas.
Notas finais
Vou dar um tempo do mundo das fics, mas apareçam sempre, okay? Segue eu: @priscilairis e http://anthonyfuckykiedis.tumblr.com/
=DD
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