Notas iniciais
Capítulo bobinho e curtinho, ou seja, cheio de linguiça! Tentarei melhorar no próximo! E por favor, não esqueçam da review! =)

Fiquei deslizando minha mão pelo peitoral dele, tentando ganhar tempo pra pensar em alguma coisa: será que eu deveria contar a verdade?

- Então? – ele perguntou novamente.

- A água, Tony! – dei um pulo da mesa e fui correndo pro fogão, peguei uma luva térmica e coloquei a água fervente na xícara com o saquinho de chá.

- Mari, você não sabe e não consegue mentir pra mim! – Tony surgiu ao meu lado, pegando a xícara da minha mão. – O que aconteceu de fato?

Encarei ele, suspirei e contei a primeira coisa que me veio na cabeça:

- Fui fazer o teste de gravidez no apartamento do Josh! – eu não estava mentindo, estava apenas omitindo alguns fatos.

Tony ainda ficou me observando, como se ele soubesse que não era só isso, que havia algo ainda pra contar.

- Só isso? – ele perguntou desconfiado.

- Sim! – peguei a xícara da mão dele. – A minha intenção era fazer o teste com ele e a Verônica por lá, mas eu fui sem avisar e quando cheguei lá só o Josh estava em casa.

- Hum, sei. – ele continuava a me encarar. – E por que você não quis fazer o teste aqui em casa, comigo?

- Não sei. – abaixei a cabeça. – Fiquei com medo de que você não gostasse da noticia.

Anthony puxou o meu rosto pra perto do dele, seus lábios quase encostando nos meus:

- Bobinha! – ele deslizou o dedo entre eles. – Como eu não ia gostar dessa noticia?

Deixei a xícara na pia e sua mão me puxou pela cintura, nossos lábios se encontraram num beijo violento.

Deslizei minha mão novamente pelo peitoral dele e fui descendo até chegar na sua cintura, me detive um pouco mas por fim acabei descendo mais um pouco e coloquei a minha mão por dentro da cueca:

- Mari! Sua safada! – ele sussurrou no meu ouvido, a voz rouca com a surpresa e logo me pressionou contra a pia da cozinha.

- Vamos pro quarto de hóspedes, amor? – eu perguntei ainda com a mão por dentro da cueca.

- Não pode ser aqui mesmo? – Anthony chupava o meu pescoço e agora eu estava sentada sobre o mármore do balcão ao lado da pia.

Eu ri e resmunguei que não, mas ele não se importou e logo estava tirando a parte de cima do meu baby doll:

- Seus seios estão maiores, amor. – Tony disse enquanto passava a mão por eles.

- Você acha? – eu perguntei mas não tive resposta pois sua boca estava novamente colada na minha.

Puxei-o pela cintura, entrelaçando as minhas pernas nele, enquanto sua mão subia e descia pelo meu corpo.

- Nãããããooo!! Eu não quero!!!!

Paramos imediatamente o beijo com o grito de Everly:

- O Eve, Tony! Acho que ele teve um pesadelo!

Anthony concordou com a cabeça, me deu um selinho e saiu correndo para o quarto e eu ainda fiquei alguns minutos sentada sobre o balcão, recuperando o fôlego e bebericando o chá.

Quando cheguei ao quarto, Tony estava deitado na cama com Everly abraçado nele, seus olhos ainda escorrendo algumas lágrimas pelo rosto.

Deitei na cama ao lado deles e logo Everly largou o pai e me abraçou forte, quase me sufocando.

- Mari, sonhei com você. – Eve disse, seu rosto no meu pescoço e sua voz saiu abafada. – Sonhei que eu você ia embora, que deixava eu e o papai.

Meu coração acelerou quando Eve contou o pesadelo, senti minhas mãos geladas e tentei disfarçar ao máximo, mas a minha voz saiu trêmula.

- Foi só um sonho ruim, Everly! – acariciei o seu cabelo.

- Promete que você nunca vai deixar a gente, Mari? – ele pediu me abraçando mais forte.

- Prometo, Eve! – e fechei os olhos para que lágrimas não escorressem, Anthony deitando-se ao nosso lado e nos abraçando.