Sweet Emotion Parte 2
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Abri os olhos, estiquei o pescoço e o relógio sobre a cabeceira da cama indicava 11h09, meu corpo dolorido mas ainda assim eu sorria de felicidade: Anthony dormia sobre o meu peito, sua mão envolta do meu corpo como se me protegesse e fiquei um bom tempo admirando a sua tatuagem nas costas até que ele despertou.
- Bom dia, Tony! – eu sorri quando ele me olhou
- Bom dia, amor! – ele se levantou e me deu um selinho. – Dormiu bem?
- Maravilhosamente bem. E você?
- Bem também! Muito cansada? – ele perguntou e vi a malícia em seus olhos.
- Um pouco. – ele se encostou na cama e agora era eu quem deitava sobre o seu peito. – Tony, uma coisa que eu queria perguntar e acabei esquecendo.
- Diga, amor. – sua mão brincando com o meu cabelo me causava arrepios.
- O que você viu na sala que eu e a Clara não usamos? Teoricamente, a sala tinha que estar vazia, mas você disse que estava ocupada ...
- Ah, a sala ... bom ... – Tony gaguejou um pouco. – Bom, era a Clara e o Marcos ... bom, você sabe, né?
Levantei minha cabeça para encarar ele:
- Eles estavam ...?
- Sim, estavam! – ele fechou os olhos e sacudiu a cabeça. – Imagine como foi traumático pra mim ver aquela cena! Eu vi a Clara crescer, ela é como se fosse uma filha pra mim! – ele sacudiu mais um pouco a cabeça, tentando afastar a lembrança. – Mas e você, o que você viu?
- Josh e Vero ... – e agora era eu quem sacudia a cabeça.
- Sério?
- Sim! Pela segunda vez! – e me lembrei do dia em que eles conheceram e eu e Chad fomos pro banheiro e ouvimos os gemidos dos dois. – Também foi traumático pra mim!
Nós rimos ao mesmo tempo e me encostei de novo no seu peito, sua mão ainda acariciando o meu cabelo.
- E a Laisa? Vi você conversando com ela antes de irmos embora ...
- Ah, sim! – eu me lembrei que ainda não havia contato a ele. – Flea a convidou pra ver o show do aniversário da rádio semana que vem e ela veio me agradecer e contar a novidade.
- Ah, é? – ele se surpreendeu. – Hum, será que estou vendo uma operação cupido por aí?
- Acho que sim, amor! O Flea é muito querido pra ficar sozinho.
- Sim, concordo com você! Meu amigo merece alguém especial e senti uma energia positiva vindo da Laisa. – e pude ver o sorriso em seu rosto. – Mas amor, to com fome! Já tomou café? – ele perguntou.
- Café, Tony? É quase hora do almoço! – eu respondi e ele virou a cabeça para ver a hora.
- Nossa, Mari! – ele ameaçou levantar da cama e fui obrigada e me sentar. – Daqui a pouco meu pai chega com o Everly pra gente almoçar, lembra?
- Okay, Tony! Vai lá tomando um banho enquanto eu descanso mais um pouco. – e fui empurrando ele pra beirada da cama.
- Nada disso! – ele se levantou e me pegou pelo colo. – A senhorita vai tomar banho comigo! Vamos agilizar já que estamos atrasados!
Não tive tempo para argumentar: Tony já havia tirado o meu baby doll e me colocado dentro do chuveiro, a água quente me fazendo arrepiar de susto e ele logo atrás de mim, passando a mão pela minha barriga e subindo pelos meus seios.
Peguei a esponja e derrubei o sabonete líquido nela, me virei de frente e comecei a ensaboá-lo e eu perdi a conta de quantas vezes minha mão foi subindo e descendo pelo peitoral dele.
– Vem, deixa eu te ajudar! – ele pegou a esponja e começou a deslizá-la pelas minhas costas, passando pelos meus braços e minha cintura e ele parecia não ter pressa alguma em me ensaboar, deslizando sutilmente as mãos.
A água ia descendo e levando o sabão dos nossos corpos, Anthony me virou de costas e começou a beijar as minhas costas, subindo até o pescoço e ele encontrou um ponto mágico na minha nuca, que me fez delirar.
Me virei de frente novamente e nossos lábios se encontraram ao mesmo tempo em que a água caia sobre o nosso rosto, seus braços em volta do meu corpo e minha mão teimando em descer até a bunda dele.
Ouvimos o som da campainha e paramos imediatamente o beijo.
- Seu pai, Tony!
- Termina o banho que eu vou lá abrir a porta pra ele! – ele me deu um beijo na testa, pegou uma toalha, se enxugou um pouco e em seguida a amarrou na cintura.
Não demorei muito tempo no banho, me enxuguei rapidamente, coloquei um short jeans e uma blusinha de ombro caído, dei uma secada no cabelo com a toalha e fui correndo para a sala.
- Oi, Blackie! – falei assim que cheguei e ele me recebeu com um sorriso enorme.
- Tudo bem, querida? Como foi a abertura da exposição?
- Foi ótima! Acho que todos gostaram! – olhei para o sofá e Anthony estava ao celular. – E o Everly, cadê?
Quando eu disse o nome do Everly, Anthony se levantou e olhou com raiva para Blackie:
- O Blackie entregou o Everly de mão beijada pra Heather, Mari! – Anthony disse irritado. – Alô? Oi, Jennifer! – ele se afastou e eu não ouvi mais nada.
- O que aconteceu, Blackie?
Ele suspirou, me pegou pela mão e fez sinal para que sentássemos no sofá:
- A Heather apareceu ontem à noite em casa, disse que tinha conversado com o Tony e que ele tinha deixado o Eve passar a noite na casa dela e eu arrumei as coisas do menino e deixei ela levar ele, mas quando eu cheguei aqui o Tony me disse que não deu permissão nenhuma pra ela!
De repente, meu coração ficou apertado e um pressentimento ruim tomou conta de mim.
- Valeu, Blackie! – Anthony disse em tom de ironia quando voltou.
- Calma, amor! – me levantei e fui para perto dele, sua mão sobre a cabeça como se estivesse pensando em alguma coisa. – O que aconteceu?
- O celular da Heather só chama, liguei para a casa dela e a Jennifer, empregada dela, disse que ela saiu hoje cedo com o Everly e uma mala enorme, dizendo que não sabia quando voltaria para LA.
- O Eve com ela? – perguntei e uma idéia absurda me veio na cabeça, mas guardei pra mim mesma.
- Sim! Vou colocar uma roupa e vamos para o aeroporto. – Tony disse.
- Aeroporto? Tony, você não acha que ...
- Que a Heather sequestrou o Eve? Não sei, Mari! Mas é o único lugar que iremos encontrar ela. – ele se dirigiu para o quarto e eu me afundei no sofá, aquele pressentimento ruim me machucando ainda mais quando a Tony pensou a mesma coisa que eu, num possível sequestro.
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