Notas iniciais
Capítulo do jeito que eu não gosto: curto e bobo! Mas tem surpresinha chegando ... rs... não esqueçam da review! =D

- Mas me diga, Mari. – Tony disse depois que paramos para tirar algumas fotos. – Você disse que se eu fosse um bom menino, você teria uma surpresa pra mim. Eu acho que mereço, não mereço?

Eu dei uma risada e ele olhou indignado pra mim, mais alguns fotógrafos nos pararam para mais fotos e ficamos próximos a algumas árvores, fazendo delas um cenário improvisado:

- É, eu acho que merece sim. – sorrimos mais um pouco para as fotos e me aproximei do seu rosto, cochichando ao seu ouvido. – A surpresa é: eu estou sem calcinha.

Anthony deu um apertão na minha mão e seu olhar estava estático.

- Agora use a imaginação, querido! – e voltei o meu olhar para os fotógrafos.

A mão de Anthony estava agora sobre a minha cintura e senti ele deslizando sutilmente até a minha bunda, apalpando-a como se estivesse se certificando do que eu disse.

- O que você acha da gente ir pro banheiro? – ele sussurrou ao meu ouvido e senti minha pele arrepiar.

- Tony, adorei o show! – Heather se aproximou quase gritando e com isso o número de flashes sobre nós aumentou. – Mari, a exposição está linda, parabéns.

- Obrigada, Heather! – agradeci sem muita emoção.

- Mas Tony, vocês escolheram as músicas que eu mais gosto! Senti até que o show foi especialmente feito pra mim! – ela disse e eu senti meu sangue borbulhar, mais flashes nos cegando.

Anthony ameaçou responder alguma coisa quando aquele repórter impertinente, Frank, surgiu com um fotógrafo ao seu lado:

- Ei, que tal uma foto do trio? Para acabar com os boatos que Mari e Heather não se dão bem? Uma família feliz, que tal?

- Claro! Acho ótima idéia! Vem, Tony! – Heather apoiou a mão sobre o ombro dele, sorrindo de orelha a orelha, enquanto Anthony me segurava pela cintura e dava beijinhos na minha testa.

Tentei parecer a mais natural possível, minhas bochechas doendo de tanto que eu estava forçando o meu sorriso, até que finalmente Anthony disse que já estava bom, agradecemos e entramos na casa, Heather atrás de nós.

- Tony! – ela gritou e nos viramos. – Tony, parabéns pelo show mais uma vez e semana que vem estarei no show que vocês vão fazer de aniversário daquela rádio! Guarde um lugar no backstage pra mim, okay? Agora tenho que ir! – ela deu um abraço em Anthony e mais uma vez eu me controlei. – Tchau, querido!

- Tchau, Heather. Se cuida. – Tony respondeu.

- Tchau, Mari! E parabéns de novo!

- Até mais, Heather! Boa noite! – ela virou as costas e eu levantei as mãos pro céu, agradecendo por ela ir embora.

- Desculpa, amor. – Tony disse tocando o meu rosto.

- Desculpar pelo quê?

- Pela Heather. Sei que não está sendo fácil pra você, ela tem grudado em mim nessas últimas semanas. – Anthony segurava na minha mão. – Mas eu vou falar com ela, pra ela tentar se controlar um pouco.

- Não, tudo bem, Tony! Eu tenho que me acostumar, afinal, ela é a mãe do seu filho! Tenho que saber lidar com isso. – falei enquanto segurava a sua mão sobre o meu rosto.

- Com licença, Mari! – Alice, relações públicas da casa e que também nos ajudou com a exposição, se aproximou. – Desculpa atrapalhar, Mari, mas tem uma menina lá fora quase implorando pra falar com você, ela disse que trabalhou com você em Londres e precisa urgentemente conversar contigo.

- Trabalhou comigo em Londres? – tentei puxar na memória alguma americana que tivesse trabalhado, mas eu só me recordava da turma de colombianos amigos de Verônica e os amigos brasileiros de Marcos. – Ta, tudo bem, vou lá falar com ela. Qual é o nome dela?

- É Laisa. Ela está esperando pela entrada de serviço, na lateral da casa. – Alice respondeu.

- Okay. Obrigada, Alice! Vou ver o que ela quer.

Anthony me olhou intrigado:

- Pelo o seu olhar, você não imagina quem seja, não é?

- Exato! Vou ver quem é e daí ... – eu me aproximei, dando uma mordiscada no lóbulo da sua orelha. — ... e daí a gente procura um banheiro.

Tony sorriu e me deu um beijo demorado, sua língua explorando cada centímetro, sua mão sobre as minhas costas me pressionando para mais perto do seu corpo.

- Ah, por favor! Arranjem um quarto! – Chad disse enquanto passava com Debbie e senti meu rosto corar.

Fui para a entrada de serviço e só havia a movimentação do pessoal da cozinha, chegando e saindo com os produtos do coquetel. Parada ao lado da porta, do lado de fora, uma menina baixinha, com cabelos escuros e as pontas de cor verde, lábios pintados de vermelho e um colar com um pingente que se destacava no seu pescoço.

- Pois não? – eu perguntei assim que me aproximei e ela foi tomada pelo susto.

- Mari, você me atendeu! Eu nem acredito, cara! – ela foi dizendo em português e eu fiquei mais intrigada ainda.

- Desculpa, mas realmente eu não estou lembrada de você. E eu teria me lembrado de você, com certeza. – e apontei para o cabelo dela.

Ela deu uma risada meio tímida, mas logo começou a falar:

- Eu é que tenho que te pedir desculpas, Mari! Eu inventei essa história de ter trabalhado com você em Londres porque só assim você falaria comigo e só assim você poderia me ajudar. – ela se aproximou, segurando as minhas mãos e seus olhos estavam cheios de lágrimas.

- Tudo bem! Mas me diga, o que eu posso te ajudar? – e nos sentamos no banco de madeira que havia no lado de fora, suas mãos geladas segurando as minhas.