Notas iniciais
Espero que gostem! Quero review, please! =)

Fazia quase uma hora em que eu estava sentada em frente ao espelho, um filme contando os últimos meses da minha vida passava pela minha cabeça.

– Você está linda, filha! – minha mãe falou sentando-se ao meu lado.

– Ainda não acredito, mãe! Parece um conto de fadas! Tenho medo de que tudo isso é um sonho!

Minha mãe beijou o meu rosto e segurou a minha mão:

– Se isso é um conto de fadas, melhor você aproveitar cada instante. Vem, o carro está lá fora te esperando.

– Já vou! – respondi enquanto ela deixava o quarto.

Me levantei e olhei uma última vez no espelho, o vestido branco rendado e cravado em pérolas era lindo e os cachos do meu cabelo caiam sobre os meus ombros nus. A lembrança do nosso primeiro beijo veio à tona, suspirei e rezei para que se isso fosse um sonho, que eu nunca acordasse.


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Anthony’s POV

– Calma, cara! Para de andar em círculos que você está me deixando tonto! – Flea pedia me segurando pelos braços.

– Ela tá atrasada, Flea! Meia hora! Será que ela desistiu? Liga pra ela, vai! – e fui tirando o celular do bolso.

– Guarda isso, cara! – e Chad estava ao meu lado, tirando o celular da minha mão. – Ela não vai desistir, é normal a noiva se atrasar! Relaxa!

Olhei de novo para o relógio e dessa vez meu coração quase saiu pela boca: a marcha nupcial teve início, voltei para o meu lugar e vi Everly e Sunny entrando pelo corredor da igreja espalhando pétalas de rosas pelo caminho.

Logo depois lá estava ela: o vestido tomara-que-caia branco, a cauda longa arrastando pelo chão, as mãos envoltas em luvas de renda branca, um dos braços em volta do braço do pai e na outra mão segurando o buquê.

Quando Mari se aproximou, seus olhos estavam brilhando e seu sorriso era mais bonito ainda do que no dia em que a conheci.

– Cuide bem da minha menina, Anthony! – o pai de Mari me disse enquanto estendia a mão da filha pra mim.

Eu apenas acenei que sim com a cabeça e meu olhar encontrou com o dela.

– Nervosa? – eu perguntei.

– Se não fosse pelo meu pai me levando, eu teria caído, não sinto minhas pernas, Tony! – ela disse e eu ameacei dar um beijo nela quando o padre pigarreou e logo nos ajoelhamos em frente a ele e finalmente a cerimônia iria começar.

Fim de Anthony’s POV

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Eu não conseguia prestar atenção em uma palavra do que o padre dizia, meu coração estava acelerado demais, minhas pernas ainda estavam moles e o pensamento de tropeçar no vestido na saída da igreja me assustou.

– Anthony Kiedis, aceita Mariana Albuquerque como sua legítima esposa, prometendo estar ao seu lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-a, respeitando-a, sendo fiel, em todos os dias de sua vida, até que a morte os separe?

– Aceito. – ele respondeu sorrindo, seus olhos estavam brilhando.

– Mariana Alburqueque aceita Anthony Kiedis como seu legítimo esposo, prometendo estar ao seu lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-o, respeitando-o, sendo fiel, em todos os dias de sua vida, até que a morte os separe?

– Sim, eu aceito.

– Eu vos declaro marido e mulher. Anthony, pode beijar a noiva. – e as tão esperadas palavras foram ditas pelo padre.

Anthony levantou o meu véu, tocou de leve com o dedo os meus lábios e fechei os olhos, seus lábios tocaram os meus enquanto ele me segurava pela cintura e todos aplaudiam.

Atravessamos o corredor central da igreja e a chuva de arroz começava, vários fotógrafos se acotevelavam em busca de uma foto nossa e eu ainda não havia me acostumado com isso.

O motorista do Camaro conversível estava nos esperando com a porta aberta, acenamos e entramos no carro, meu coração começava a respirar aliviado:

– Sua mão ainda está gelada, Sra. Kiedis! – Tony me disse assim que entramos no carro.

– Eu sei ... Pareço um cadáver, e não uma noiva!

– A noiva cadáver? – ele perguntou rindo e dei um tapa nele. – Ei, nossa primeira briga de casal, é? – ele reclamou.

– Pare, Anthony! Apesar de tudo, eu adoro as suas provocações. – e deslizei a minha mão sobre a sua coxa e ele sorriu.

– Eu sou a favor da gente ir pro hotel e esquecer a festa, o que você acha? – ele sussurrou no meu ouvido.

– Adorei a idéia, Sr. Kiedis! – e nossos lábios se encontraram, sua mão deslizando sobre a minha nuca.