Notas iniciais
É, acho que ficou bom ...espero que gostem! E por favor, deixem review! =)

Abri os olhos, estiquei o pescoço e o relógio sobre a cabeceira da cama indicava 11h09, meu corpo dolorido mas ainda assim eu sorria de felicidade: Anthony dormia sobre o meu peito, sua mão envolta do meu corpo como se me protegesse e fiquei um bom tempo admirando a sua tatuagem nas costas até que ele despertou.

- Bom dia, Tony! – eu sorri quando ele me olhou

- Bom dia, amor! – ele se levantou e me deu um selinho. – Dormiu bem?

- Maravilhosamente bem. E você?

- Bem também! Muito cansada? – ele perguntou e vi a malícia em seus olhos.

- Um pouco. – ele se encostou na cama e agora era eu quem deitava sobre o seu peito. – Tony, uma coisa que eu queria perguntar e acabei esquecendo.

- Diga, amor. – sua mão brincando com o meu cabelo me causava arrepios.

- O que você viu na sala que eu e a Clara não usamos? Teoricamente, a sala tinha que estar vazia, mas você disse que estava ocupada ...

- Ah, a sala ... bom ... – Tony gaguejou um pouco. – Bom, era a Clara e o Marcos ... bom, você sabe, né?

Levantei minha cabeça para encarar ele:

- Eles estavam ...?

- Sim, estavam! – ele fechou os olhos e sacudiu a cabeça. – Imagine como foi traumático pra mim ver aquela cena! Eu vi a Clara crescer, ela é como se fosse uma filha pra mim! – ele sacudiu mais um pouco a cabeça, tentando afastar a lembrança. – Mas e você, o que você viu?

- Josh e Vero ... – e agora era eu quem sacudia a cabeça.

- Sério?

- Sim! Pela segunda vez! – e me lembrei do dia em que eles conheceram e eu e Chad fomos pro banheiro e ouvimos os gemidos dos dois. – Também foi traumático pra mim!

Nós rimos ao mesmo tempo e me encostei de novo no seu peito, sua mão ainda acariciando o meu cabelo.

- E a Laisa? Vi você conversando com ela antes de irmos embora ...

- Ah, sim! – eu me lembrei que ainda não havia contato a ele. – Flea a convidou pra ver o show do aniversário da rádio semana que vem e ela veio me agradecer e contar a novidade.

- Ah, é? – ele se surpreendeu. – Hum, será que estou vendo uma operação cupido por aí?

- Acho que sim, amor! O Flea é muito querido pra ficar sozinho.

- Sim, concordo com você! Meu amigo merece alguém especial e senti uma energia positiva vindo da Laisa. – e pude ver o sorriso em seu rosto. – Mas amor, to com fome! Já tomou café? – ele perguntou.

- Café, Tony? É quase hora do almoço! – eu respondi e ele virou a cabeça para ver a hora.

- Nossa, Mari! – ele ameaçou levantar da cama e fui obrigada e me sentar. – Daqui a pouco meu pai chega com o Everly pra gente almoçar, lembra?

- Okay, Tony! Vai lá tomando um banho enquanto eu descanso mais um pouco. – e fui empurrando ele pra beirada da cama.

- Nada disso! – ele se levantou e me pegou pelo colo. – A senhorita vai tomar banho comigo! Vamos agilizar já que estamos atrasados!

Não tive tempo para argumentar: Tony já havia tirado o meu baby doll e me colocado dentro do chuveiro, a água quente me fazendo arrepiar de susto e ele logo atrás de mim, passando a mão pela minha barriga e subindo pelos meus seios.

Peguei a esponja e derrubei o sabonete líquido nela, me virei de frente e comecei a ensaboá-lo e eu perdi a conta de quantas vezes minha mão foi subindo e descendo pelo peitoral dele.

– Vem, deixa eu te ajudar! – ele pegou a esponja e começou a deslizá-la pelas minhas costas, passando pelos meus braços e minha cintura e ele parecia não ter pressa alguma em me ensaboar, deslizando sutilmente as mãos.

A água ia descendo e levando o sabão dos nossos corpos, Anthony me virou de costas e começou a beijar as minhas costas, subindo até o pescoço e ele encontrou um ponto mágico na minha nuca, que me fez delirar.

Me virei de frente novamente e nossos lábios se encontraram ao mesmo tempo em que a água caia sobre o nosso rosto, seus braços em volta do meu corpo e minha mão teimando em descer até a bunda dele.

Ouvimos o som da campainha e paramos imediatamente o beijo.

- Seu pai, Tony!

- Termina o banho que eu vou lá abrir a porta pra ele! – ele me deu um beijo na testa, pegou uma toalha, se enxugou um pouco e em seguida a amarrou na cintura.

Não demorei muito tempo no banho, me enxuguei rapidamente, coloquei um short jeans e uma blusinha de ombro caído, dei uma secada no cabelo com a toalha e fui correndo para a sala.

- Oi, Blackie! – falei assim que cheguei e ele me recebeu com um sorriso enorme.

- Tudo bem, querida? Como foi a abertura da exposição?

- Foi ótima! Acho que todos gostaram! – olhei para o sofá e Anthony estava ao celular. – E o Everly, cadê?

Quando eu disse o nome do Everly, Anthony se levantou e olhou com raiva para Blackie:

- O Blackie entregou o Everly de mão beijada pra Heather, Mari! – Anthony disse irritado. – Alô? Oi, Jennifer! – ele se afastou e eu não ouvi mais nada.

- O que aconteceu, Blackie?

Ele suspirou, me pegou pela mão e fez sinal para que sentássemos no sofá:

- A Heather apareceu ontem à noite em casa, disse que tinha conversado com o Tony e que ele tinha deixado o Eve passar a noite na casa dela e eu arrumei as coisas do menino e deixei ela levar ele, mas quando eu cheguei aqui o Tony me disse que não deu permissão nenhuma pra ela!

De repente, meu coração ficou apertado e um pressentimento ruim tomou conta de mim.

- Valeu, Blackie! – Anthony disse em tom de ironia quando voltou.

- Calma, amor! – me levantei e fui para perto dele, sua mão sobre a cabeça como se estivesse pensando em alguma coisa. – O que aconteceu?

- O celular da Heather só chama, liguei para a casa dela e a Jennifer, empregada dela, disse que ela saiu hoje cedo com o Everly e uma mala enorme, dizendo que não sabia quando voltaria para LA.

- O Eve com ela? – perguntei e uma idéia absurda me veio na cabeça, mas guardei pra mim mesma.

- Sim! Vou colocar uma roupa e vamos para o aeroporto. – Tony disse.

- Aeroporto? Tony, você não acha que ...

- Que a Heather sequestrou o Eve? Não sei, Mari! Mas é o único lugar que iremos encontrar ela. – ele se dirigiu para o quarto e eu me afundei no sofá, aquele pressentimento ruim me machucando ainda mais quando a Tony pensou a mesma coisa que eu, num possível sequestro.