Sweet Emotion

24 Capítulo 24


Notas iniciais
Não peço mais review ... MENTIRA! Review, pleaassseee? =) hahahahaha!

- Oi, Mari! – e Marcos lançou o seu corpo para um abraço, que eu não retribui e ele se afastou sem graça. – Eu ... vim pra te pedir desculpas.

Eu não disse nada, permaneci imóvel e de braços cruzados escutando o que ele tinha pra falar.

- Bom, me desculpe por aquele dia na cafeteria, o modo como eu dei a noticia não foi o melhor e o eu fui errado em não te contar o quanto antes que eu estava com a Hellen, mas eu estava a tanto tempo sozinho, sentia falta de alguém ao meu lado, namorar a distância é um teste de paciência pra mim.

- Você veio de Londres pra Praga pra remoer esse passado, Marcos?

- Não, não vim pra isso. Vim pra te pedir uma chance. – e ele se aproximou e descruzou os meus braços para segurar a minha mão. – Eu e a Hellen terminamos naquele mesmo dia, quando você foi embora eu percebi que eu precisava de você, eu não podia te deixar partir, mas deixei e me arrependi.

- Marcos, eu estou com outra pessoa, você deve saber, não? – e seus olhos se arregalaram.

- Então é verdade? Você e o Anthony Kiedis estão juntos?

Concordei com a cabeça e ele segurou mais forte a minha mão:

- Vocês sempre estiveram juntos, mesmo enquanto a gente namorava?

- Não, Marcos, eu não fui tão cretina como foi você. Eu esperei nosso namoro acabar para que eu pudesse ter algo com o Anthony, em momento algum eu te trai.

Seus olhos começaram a encher de lágrimas e pensei que talvez eu tivesse sido dura com ele ao dizer isso, mas ele precisava saber que eu sou uma pessoa de caráter, diferente dele.

- Me dá uma chance, Mari. – e o pedido dele beirava o suplicio.

Ouvi um barulho da porta sendo aberta e ao me virar, Anthony estava parado com o olhar intrigado, seus olhos fixos em Marcos e logo deduzi que ele imaginava quem era.

- A Clara ta chamando pra você ajudar ela com as fotos, Mari. – e ele se aproximou de nós dois, Marcos ainda segurando a minha mão. – Atrapalho?

- Não, Tony. – e soltei a minha mão. – Esse é o Marcos. – e ele estendeu a mão para cumprimentá-lo, mas Marcos não retribuiu o cumprimento.

Não sei se de propósito ou não, Marcos continuou a conversa em português e dava pra perceber pela cara do Anthony que ele não estava gostando de não saber do que se tratava o assunto que conversávamos.

- Mari, por favor, pensa no que eu te pedi, volta pra mim. Daqui vocês vão para Roma, não é? Eu também vou. Que hotel você vai ficar? – ele perguntou.

- Como assim? Você deu pra me perseguir agora? – e aumentei o tom da minha voz, o que fez Anthony se assustar e me segurar pela cintura, como se fosse me proteger.

- Não, não! É que eu achei que você ia precisar de um tempo pra pensar, então achei melhor ir até Roma e me encontrar com você pra gente conversar melhor.

- A gente não tem nada pra conversar, Marcos! Acabou! Aceite! – e eu estava quase gritando, numa tentativa desesperada de fazê-lo entender o assunto.

Anthony me segurou mais forte na cintura e olhei para ele, seus olhos quase imploravam para que a gente saísse dali.

- Marcos, eu tenho que ir, estão esperando por mim. Por favor, não me procure mais. Fique bem. – e me virei de costas pra ele, Tony me acompanhando.

- Mari! – e Marcos me puxou pelo braço e me virou. – Isso vai te fazer mudar de idéia. – e seus lábios colaram nos meus, um beijo frio e sem emoção. Ele apertava meu corpo contra o dele e tive que dar um pisão no pé dele para que ele me largasse, sua boca suja com o meu batom.

Anthony me abraçou forte depois que me desvencilhei de Marcos, ajeitando o meu cabelo e eu pude sentir o seu coração tão acelerado quanto o meu.

Marcos sorriu pra mim e se virou, sem falar nada, quando Tony grita pelo nome dele:

- Ei, Marcos! – e ele se virou. – Você esqueceu isso aqui. – e a mão direita e fechada de Tony encontrou o rosto de Marcos, que foi pego de surpresa e caiu no chão com o impacto do soco, sua mão segurando o maxilar. – Tenha uma boa noite. – e ele me puxou pela mão e entramos de volta para a casa de shows, sem olhar para trás.

Eu estava rindo quando voltamos ao camarim e Anthony exibia um sorriso de satisfação no rosto, até que Josh, Flea e Chad se aproximaram:

- Qual foi a piada? – perguntou Flea.

Olhei para Tony e ele apenas balançou a cabeça, olhando para sua mão direita.

- Sabe, Flea, eu ainda dou um belo soco de direita. – e todos continuavam a olhar para nós dois sem entender nada. – Podemos tocar “Wet Sand” de novo hoje à noite? – e Anthony me beijou, tirando o gosto amargo do beijo frio de Marcos da minha boca.