Sweet Emotion
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Amanheceu e ao abrir os meus olhos, eu ainda estava sobre o peito nu de Anthony, seus braços entrelaçados na minha cintura.
- Não foi um sonho. – sussurrei pra mim mesma.
- Como disse? – levantei a cabeça e Anthony parecia que estava acordado a bastante tempo.
Corei um pouco e abaixei a cabeça, encostando de novo no seu peito.
- Eu disse que não foi um sonho. – falei meio baixo, talvez pela vergonha.
Ele riu e me puxou para encontrar o seu rosto.
- Tenho que te confessar uma coisa. – e ele ajeitou o meu cabelo que atrapalhava a minha visão. – Eu sonhei várias vezes com você.
- Você ta falando sério? – e deitei sobre o corpo dele, encarando seus olhos.
- Sim, várias vezes.
- Eu também tenho que te confessar uma coisa. – e comecei a brincar com meus dedos sobre o seu peito. – Aqueles sonhos em que eu acordava gritando no meio da noite, não eram com os meus pais.
- Não? – ele ficou me encarando, eu fazia caretas pra ver se ele entendia o que eu queria dizer, mas a sua cara era realmente de dúvida.
- Não entendi. – ele por fim perguntou.
- Era com você que eu sonhava, Tony! – e fingi que chacoalhava ele.
- Ta, mas ... por que você acordava gritando?
Novamente senti meu rosto corar, abaixei a cabeça e falei a verdade:
- Porque eram sonhos eróticos, Anthony! Por isso!
Achei que ele ia rir de mim, mas ao olhar novamente para ele, Tony apenas sorria.
- Eu não sabia que eu provocava isso nas mulheres. – e me puxou para mais perto do seu rosto.
- Mas é muito convencido, um ... – e ele me beijou, não dando a chance de continuar o meu discurso feminista.
Ele me puxava para mais perto do seu corpo, suas mãos passeando pelas minhas costas, subindo e descendo. Decidi que era a minha vez de aproveitar aquele homem, parei o beijo e comecei a percorrer meus lábios por todo o peitoral e barriga dele, parando propositalmente bem próximo ao seu quadril e subindo novamente. Troquei os lábios dele pelo pescoço e algumas mordidas no lóbulo da orelha, minhas mãos explorando o corpo dele.
Eu começava a sentir um volume sobre o meu quadril quando ele me puxou pelo cabelo e selou sua boca na minha, aqueles beijos furiosos de tirar o fôlego.
Anthony se reclinou, quase se sentando e se apoiando no encosto da cama, me apoiei nos ombros dele, sentando sobre o colo dele, me ajeitando e fazendo ele me penetrar, porém agora era a minha vez de controlar a intensidade e velocidade do movimento. Nossos corpos se colaram e comecei a “cavalgar” sobre ele, suas mãos segurando a minha cintura.
O movimento começou a ficar intenso, nossos olhos se encontravam e ofegávamos ao mesmo tempo, suas mãos apertaram os meus seios e isso me fez soltar um gemido e ele deu aquele sorriso sarcástico, mas ainda assim não deixei de encará-lo. Suas mãos voltaram para a minha cintura, apertando-a com força. Grudei meu rosto no dele, o suor dos nossos corpos se misturando enquanto eu passava minha mão pelo seu cabelo.
A intensidade do movimento foi aumentando mais ainda, olhei para Anthony e seus olhos estavam fechados, seus gemidos eram mais altos que os meus e isso me excitava mais ainda. Colei de novo meu rosto no dele, ele me apertava com mais força e eu sentia minhas pernas fraquejando novamente, aquela sensação maravilhosa chegando e eu me contia, queria que nós dois chegássemos ao orgasmo ao mesmo tempo, e não demorou muito para isso acontecer, Anthony inclinando o corpo e eu jogando o meu peso todo sobre ele, sem forças pra nada, delirando de prazer.
Eu não conseguia normalizar a minha respiração e Anthony além de ofegante, ainda gemia:
- Meu Deus! Você é incrível, Mari! — suas mãos em volta da minha cintura novamente.
Eu não consegui responder, só encostei minha cabeça no seu ombro e ainda ofegava quando meu celular toca.
- Ahh, não, não vou atender. – mas já era tarde, Tony esticou o braço e alcançou o celular que estava no criado-mudo.
- Alô? – falei meio que de mau humor, sem nem ver o número que estava no identificador.
- Acordei o casal? – e era Flea. – Assim, só pra lembrar o garanhão aí que daqui a pouco a gente tem um almoço com os representantes da gravadora aqui da Espanha e pede pra ele não se atrasar.
- Ah. – falei meio sem graça. – Oi, Flea! – e Anthony me olhou surpreso. – Ta, eu aviso o Tony.
- E avisa ele que já são quase 11hs e o almoço é ao meio-dia, ta? – e Flea usava um tom irônico e bravo ao mesmo tempo. – E avisa também que ele esqueceu o celular e o filho aqui no quarto, okay?
- Não é melhor você passar o recado pessoalmente pra ele, Flea? – perguntei.
- Não, não! Era só isso! Beijo, Mari! – e desligou sem me dar a chance de argumentar.
- O que o Flea queria? – Anthony pegou o celular da minha mão e colocou-o de volta ao criado-mudo.
- Ele disse que é pra você não esquecer que tem almoço com o pessoal da gravadora agora meio-dia e que são quase 11hs da manhã. – os olhos de Anthony se arregalaram. – E disse também que você esqueceu o celular e o Everly no quarto. Como assim, Tony, você esquece o próprio filho no quarto dos outros?
- Esqueci porcaria nenhuma! Foi o próprio Flea que se propôs a cuidar dele pra gente passar a noite juntos! – e Anthony foi se levantando da cama, colocando a cueca e a calça. – Você pode passar no quarto e pegar o Everly daqui a meia hora?
- Claro, sem problemas! – e foi nesse instante é que eu me lembrei que acima de tudo, eu ainda era babá do Everly. – Mas Tony, como ficamos?
- Como ficamos com que? – ele correu até a mesa e vestiu a camisa.
- Tipo ... eu sou sua namorada e babá do Everly ao mesmo tempo? Não é estranho? Sei lá, acho que isso pode confundir a cabeça dele.
Eu me enrolei no lençol e sentei na beirada da cama e logo em seguida ele sentou-se ao meu lado, sua mão sobre a minha coxa:
- Pensei nisso essa noite. – e ele me olhou. – Você pode continuar cuidando dele, mas você não seria mais a minha “empregada”, entende? Eu te contraria para fotografar com a Clara, o que você acha? Eu vi suas fotos e elas são realmente muito boas, você tem o dom pra fotografia. Assim, ficaríamos juntos, você ainda cuidando do Eve e ao mesmo tempo ganhando um dinheiro com as fotos. Que tal?
- Tony, eu ... não sei o que dizer. Você pensou em tudo! – e segurei a sua mão que estava sobre a minha coxa.
- Não quero que nada atrapalhe a nossa relação. – e sorriu. – De acordo? – e estendeu a outra mão.
- De acordo. – e apertei a sua mão para fechar o nosso negócio e ele logo me puxou para perto dele, um beijo quente para finalizar o acordo.
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