Sweet Emotion

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Ficou um pouco mais longo que o normal, mas espero que gostem mesmo assim. E não esqueçam das reviews!
Capítulo dedicado para a fofa da Laís Above. =D

– Princesa! Fico feliz que você veio me ver, afinal, você me abandonou, não é? Foi muito triste acordar e não ter ver ao meu lado na cama! – Chad foi dizendo quando bati à sua porta.

– A gente precisa conversar. E sério! – falei ao entrar no quarto.

Ele mostrou uma poltrona próxima da janela e me acomodei nela, ele puxou uma cadeira e sentou mais perto.

– Já sei, você quer repetir a noite de ontem? – e ele passou a mão no meu rosto.

– Não, Chad! – e segurei a sua mão, afastando-a de mim. – Eu não quero te magoar, mas eu não tenho a intenção de repetir nada e nem de ter algum relacionamento com você.

– Mas você e o Marcos terminaram, o que te impede? – ele questionou.

– Chad ... – eu tentava encontrar as palavras de um modo que não provocasse nenhuma mágoa. – A noite passada foi muito boa, adorei me divertir com você, apesar de tudo terminar na cama e essa não era a minha intenção, eu estava muito bêbada e acredito que você usou dessa minha fragilidade para se aproveitar da situação.

Agora ele estava sério, o sorriso que ele sempre carregava havia desaparecido.

– Bom, não vou negar que te ver naquele estado era a minha única oportunidade de te ter, sei que não foi correto, espero que você não fique brava comigo. – ele segurava a minha mão, me encarando de frente. – Você me perdoa?

– Tudo bem, Chad! Mas eu quero que você entenda que foi só sexo sem compromisso, entende? Nada emocional. – me lembrei das palavras de Josh.

Ele franziu a testa, numa expressão meio incrédula:

– De verdade isso? Você não sente nada por mim, nem quando transamos?

Minha vontade era de dizer que eu não lembrava de nada da noite passada, nem fazia idéia se foi bom ou não, me lembro perfeitamente dos beijos e dos amassos no bar, mas além disso eu não tinha memória alguma.

– Já te disse, Chad! Foi muito bom, mas foi coisa de uma noite apenas! Não quero que você fique magoado comigo, mas a probabilidade disso acontecer novamente é quase nula! Como eu te disse, foi sexo sem compromisso. – eu fitava seus olhos azuis e ele permanecia sério, ainda segurando minha mão.

– Tudo bem, Mari! Não vou te forçar nada. – ele deu um beijo na minha mão.

“Sério? Simples assim?”, pensei.

– Tudo bem mesmo, Chad? Você não vai ficar triste comigo? – segurei sua mão mais forte.

– Tudo bem mesmo, Mari! Mas não vou desistir de você, eu compreendi a nossa conversa, mas saiba que isso não vai mudar o que eu sinto por você e não vou desistir. – seu rosto estava bem próximo do meu, seus olhos fixos nos meus lábios. – Eu te quero e muito.

Subitamente levantei da poltrona e ele quase caiu no chão de tanto que ele estava se inclinando na cadeira.

– Já que está tudo resolvido, vou indo. – eu já estava próxima da porta. – Até mais, Chad! – e sai sem esperar por uma despedida.

De volta pro quarto, encontrei com Josh no corredor e fui contar a noticia pra ele:

– E ele aceitou assim, tão bem? – ele perguntou desconfiado.

– Tão bem não, porque ele disse que não vai desistir, mas pelo menos coloquei tudo em pratos limpos.

– Bom, fico feliz por você, só espero agora que você seja um pouco mais esperta e tome a iniciativa com relação ao Tony. – ele não me deu oportunidade de argumentar. – Ah, a Vero me ligou, ela vai nos ver tocar hoje a noite, arranjei uns ingressos pra ela, mas ela disse que vai sozinha.

– Ihhh, já sei no que isso vai dar! – e dei uma piscada para ele.

E as minhas suspeitas estavam certas: antes do show, Verônica teve acesso aos bastidores e misteriosamente sumiu com Josh por alguns instantes e ao voltarem, Josh estava com os lábios vermelhos do batom da minha amiga.

Eu estava tirando algumas fotos do aquecimento de Flea e Chad quando Anthony me cutuca:

– Mari, vem cá um pouquinho! – e ele me puxou para uma parte do camarim que servia de closet, com algumas roupas penduradas. – Ganhei de um fã hoje, mas achei que você ia gostar. – e ele me mostrou um pequeno colar, com o asterisco símbolo da banda feito em prata, reluzente.

– Ain, Anthony, você vai me deixar mal acostumada desse jeito! Mais um presente? Não posso! – e eu empurrava de volta o pequeno colar.

– Pode sim! Eu ficaria muito feliz se você aceitasse, Mari. – seus olhos eram fixos nos meus. – Você é muito especial pra mim.

Meu coração quase saiu pela boca quando ele disse essas palavras olhando nos meus olhos, eu estava quase sem forças nas pernas.

– Tudo bem, Tony! Não quero fazer desfeita. – e me virei de costas, puxando o cabelo, para ele colocar o colar.

Ele não tinha pressa em colocar, sentia sua respiração e isso acelerou as batidas do meu coração. Por fim, ele ajeitou o colar, soltei o meu cabelo, mas ele logo puxou-o para o lado, segurou a minha cintura com uma das mãos enquanto me dava suaves e demorados beijos no meu pescoço. Virei-me de frente pra ele e não consegui disfarçar a minha felicidade e acho que o seu sorriso também dizia a mesma coisa.

– Obrigada! – consegui dizer, por fim, depois de minutos de contemplação.

– Você merece. – e ele me abraçou e seu perfume era intenso. – Você tem alguma música nossa em especial que goste mais?

– Gosto muito de “Wet Sand”. – respondi e dessa vez meus braços estavam em volta do seu pescoço.

– Hum, muito bem! – e ele me segurou mais forte. – Então preste atenção no show hoje.

Josh chamava por Anthony e nosso momento mágico foi quebrado: o conhecido beijo na testa e ele já se juntava aos demais para entrar no palco.

Durante o show, Clara fez um sinal para que eu me aproximasse e tive que passar correndo por trás do palco com Everly ao meu lado. Era o final de “Scar Tissue” quando ela me mostrou a foto que tirou enquanto Tony colocava o colar e eu estava de olhos fechados e sorrindo.

– Vou mandar revelar e moldurar, ficou lindo! – ela gritava em meio aos gritos da platéia.

E de repente, os acordes conhecidos aos meus ouvidos: “Wet Sand” começava e Anthony procurava pelo meu olhar, que foi retribuído rapidamente. Ao final da música, as palavras que me fizeram ter um pseudo ataque cardíaco:

– Para a minha garota! Pra você, Mari! – disse Anthony ao microfone.