Notas iniciais
" ... Você nunca vai estar sozinha
De agora em diante
Mesmo que você pense em desistir
Não vou deixá-la cair
Quando toda a esperança tiver desaparecida
Eu sei que você pode continuar
Vamos ver o mundo sozinhos
Vou te abraçar até a dor passar ... "

O caminho da escola foi agradável como há muito não era. E ao chegar lá, Isabelle veio gritando, como sempre, para cumprimentar a sua amiga, quando viu que Felipe estava com ela pareceu meio surpresa e disse:

-- Ora, ora. Isso sim é que é milagre. Os dois juntos sem brigar.

Melissa riu depois puxou a amiga e disse para o irmão:

-- Nos vemos mais tarde. Até. — e acenou para ele.
-- Nossa, que coisa hein. Foi só ele começar a namorar que resolveu ficar bonzinho.??. — disse Isabelle provocando Melissa.
Melissa a olhou e disse:
-- Cale a boca e anda logo. Não fale besteiras e muito menos toque nesse assunto. Me diz, sabe se na biblioteca tem algum livro antigo com a foto das pessoas que estudaram aqui há muito tempo atrás.?
-- Huum... Sinceramente, eu não sei. Por quê.?
-- Porque eu preciso de um. Vamos comigo até lá e me ajude a procurar.
-- Mas a aula já vai começar. Vamos levar uma bronca.
-- Dane-se a bronca. Eu só quero tirar uma dúvida e provar pra mim mesma que não estou ficando louca.
-- 0k então. — disse Isabelle sem entender muito bem.

Foram caminhando em silêncio até a biblioteca do colégio e pediram ajuda à senhora que trabalhava lá. Ela as levou até a prateleira dos anuários escolares e lá procuraram pelos mais antigos.

-- Quando que essa escola foi inaugurada.? — Melissa perguntou à bibliotecária.

-- Se não me engano, foi por volta de 1950.

-- Huuum... É o ano em que minha avó nasceu. Pode por favor pegar pra mim o anuário dos primeiros anos de 1965.?

A bibliotecária trouxe os anuários e Milli começou a olhar um por um.

-- Milli. O que axatamente estamos procurando aqui.? — perguntou Isabelle.

-- Estou procurando por uma menina chamada Luíza que era amiga da minha avó. Então se eu achar a sala em que minha avó estudava, talvez encontre a menina.

-- E qual o nome da sua avó.?
-- Marianne.

Continuaram procurando até que Isabelle achou alguma coisa e deu um grito.

-- Milli.!!!! Olhe só isso. Essa menina se parece muito com você. Essa é sua avó.??

Milli foi olhar e levou um susto.

-- Não Isabelle. Olhe o nome dela, é Luíza. Minha avó é esta que está do lado dela.

Isabelle olhou para as fotos e depois olhou de volta para Milli assustada com o que vira.

-- Como isso é possível Milli.?? Você se parece mais com essa tal de Luíza do que com sua avó. Muito estranho isso..

Milli estava pensativa. De repente olhou para a bibliotecária e perguntou se poderia ficar com o anuário por um tempo, mas ela não deixou. Então, Isabelle pegou o celular e, escoldida, tirou uma foto das fotos em questão e disse sorrindo:

-- Que vergonha amiga. Pensa um pouquinho. Nem parece que vive na era digital.

Melissa sorriu e fui devolver o anuário para a bibliotecária, aproveitando a chance ela perguntou:

-- A senhora sabe se nesse colégio ainda trabalha alguém que estudou ou até mesmo que viveu aqui por volta dos anos 60.??

A bibliotecária pensou, pensou e enfim respondeu.

-- Aah... Tem o zelador. Ele é meu amigo, mas nos conhecemos há dois anos apenas, foi quando vim trabalhar aqui. Ele me contou que antes dele, o pai dele era o zelador dessa escola e que ele cuidava do jardim. E depois da morte do pai ele assumiu o posto de zelador. Se falar com ele, talvez ele se lembre de algo que possa te interessar, menina.

Melissa mal esperou a senhora terminar de falar, agradeceu e saiu correndo puxando a amiga junto com ela. Foram encontrar o zelador perto do pátio e perguntaram se poderia conversar com ele. Ele disse que sim. Era um senhor simpático e tinha por volta dos seus 70 anos. Eles se sentaram e o zelador começou a contar sua história.

-- Sim, eu conheci essas duas meninas. Eram uns amores de meninas.Viviam sempre felizes e não desgrudavam uma da outra. Mas teve uma época que elas de repente sumiram por uns dias e depois reapareceram. Mas nunca mais foram as mesmas. Não eram mais tão alegres e nem tinham aquele sorriso no rosto. E também, não andavam mais juntas. Nem se falavam. Foi tudo muito estranho.

-- E o senhor sabe aonde eu posso encontrar essa menina, que agora já deve ser uma senhora né.? — perguntou Milli.

-- Creio que será um pouco difícil minha querida. Pois ela morreu há 45 anos.

MIlli ficou perplexa. Não sabia como e nem porque aquela história a afetava tanto, mas sabia que queria descobrir mais sobre aquilo tudo. Agradeceu o zelador e pediu desculpas pelo incômodo. Milli ficou pensando neste assunto o dia todo, e no caminho de volta pra casa ficou em silêncio praticamente todo o tempo, o que preocupou Felipe.

-- O que você tem, minha pequena.? — perguntou ele. — Está diferente.E fiquei sabendo que não esteve presente nas aulas de hoje.? Aconteceu alguma coisa que eu deva saber.? Ou que queira me contar.

-- Não não Felipe. — respondeu. — Não precisa se preocupar.

-- Huum... — ele não acreditou muito, mas achou melhor deixar pra lá. No fundo, no fundo, estava preocupado.

Quando estavam quase chegando em casa, Milli parou, olhou para Felipe e perguntou:

-- Me diz... Você acredita em reencarnação.??

-- O que foi que disse.? De onde tirou essa idéia.??

-- Nada nada... Esquece isso ok.?? — disse sorrindo.

Pegou na mão dele e falou:

-- Vamos entrar que a vovó deve estar nos esperando, Lipe.

-- Lipe.?!?!?! Desde quando resolveu me chamar de Lipe.??? Não ouço esse apelido desde que você tinha 2 anos e não sabia falar direito.

-- Só estou sendo carinhosa. — disse fazendo beicinho. — Mas se não quiser, não chamo mais..

Ele a olhou, sorriu e disse:

-- Tudo bem. Pode me chamar de Lipe. É bonitinho.

Ela riu e eles foram para casa.

O jantar foi bem divertido. Faziam tempo que não viam a avó e se divertiram bastante com as histórias que ela contava e com os presentes que ela trouxera. Depois do jantar Felipe disse que estava cansado e que tinha que ir dormir. Ele deu um abraço na mãe e na avó, e quando chegou em Milli ele lhe deu o abraço mais demorado e um beijo no rosto que a deixou toda envergonhada. A avó olhou para a mãe de Milli e disse:

-- Eles ainda são assim um com o outro.?? Pensei que isso passaria quando crecessem, mas pelo visto só \"piorou\"..

E as duas riram das bochechas vermelhas de Melissa.

Na hora em que todos foram dormir, Melissa estava impaciente por causa do dia que tivera e das descobertas e fizera, portanto, não conseguiu pegar no sono. Caminhou até o quarto da avó e viu que ela estava lendo um livro. Bateu na porta e entrou.

-- Oi Milli querida. Que bom vê-la. Veio me dar boa noite.??

-- Na verdade vovó, eu quero te pedir uma coisa.

-- O que quer querida.?

--Quero que me conte uma história.

-- Você já bem grandinha pra querer uma história antes de dormir não

acha.?? — disse sorrindo.

-- Só uma.

-- Então me diz, qual história quer que eu conte.

-- O que aconteceu no ano de 1965 entre você e sua amiga Luíza.??

Notas finais
NOTA.: A música que eu coloquei um trecho no começo é a que eu escolhi como tema da minha fic..
Se quiserem dar uma olhada, garanto que não vão se arrepender..
A letra é lindaaa..

Aí está a letra com tradução e o vídeo se quiserem ouvir a música..

http://letras.terra.com.br/nickelback/1374485/traducao.html

(Música.: Never Gonna be Alone - Nickelback)

Wooooooooooooooow...
*O*

Próximo capítulo.: "Revelações de um passado não tão desconhecido assim.."

Rsrsrsrsrsrs
xD

Beijinhooos..
=*