Notas iniciais
" ... Ela entende o que eu nunca falei
Ela sabe o que existe em mim
E ela vem de um lugar
Que nunca conheci
Mas juro que já estive lá
Ela é o meu amor, e eu nunca imaginei
Que poderia encontrar

Na areia eu fiz
Um castelo de sonhos
Para o meu amor
Na areia eu vi
Meu castelo ruir
Depois de um vendaval
Estou tão só ... "

(Ela e o Castelo - Catedral)

Aquela noite foi longa, tanto para Felipe quanto para Melissa. Ela não conseguia dormir pensando no que aconteceu e tentando entender porque Felipe tinha feito aquilo com ela. E Felipe não dormia por causa da dor que havia em seu coração por saber que tinha feito a sua menininha sofrer. Ele queria, mais do que tudo no mundo, correr até ela e dizer com todas as letras, que ela era a pessoa que ele mais amava e que seria capaz de dar a sua vida pela felicidade dela, mas não foi isso que ele fez, ele a machucou e a fez chorar mais uma vez e sentia que, cada vez mais, seu coração despedaçava se lembrando das lágrimas daquela garota que, com tanta doçura e inocência, lhe beijou da forma mais bonita que existia. Ele jamais esqueceria aquele beijo, que por tanto tempo, só estivera presente em seus sonhos. Depois de muito tempo, Felipe finalmente conseguiu adormecer e mais uma vez, Milli tomou conta de seus sonhos.

No dia seguinte, a mãe deles estava na cozinha preparando o café da manhã, quando Felipe apareceu na porta.

-- O que houve filho.? Não dormiu direito.?

-- Bom dia mãe, eu estou bem, só estou com um pouco de sono.

-- Bom, não fique no computador até tarde e durma um pouco mais.

Ele olhou para a cadeira ao seu lado, mas estava vazia, se virou para sua mãe e perguntou:

-- Mãe, onde está a Milli.??

-- Sinceramente, não entendi nada, meu filho. Ela acordou mais cedo do que eu, e quando eu me levantei, ela já estava na porta, prontinha para sair. Disse que tinha de fazer algumas coisas por isso estava saindo mais cedo. Eu estranhei, pois o rosto dela não estava com uma aparência muito boa. Vocês brigaram de novo.?

-- Hum, sim.

-- Por que, Felipe.? O que houve.?

-- Deixa pra lá, mãe. Eu vou indo, não estou com fome.

Na escola, Melissa estava se olhando no espelho do banheiro, quando Stephanie entra com algumas amigas e começam a conversar, mas logo ela vão embora. Milli olha novamente para o espelho e percebe que seus olhos estão vermelhos e que algumas lágrimas estão prestes a sair.

-- Eu sou uma verdadeira idiota. A única coisa que sei fazer é chorar. Pois pra mim já chega de ser fraca. — disse pegando a bolsa e dando mais uma olhada no espelho. — A partir deste momento, o meu único objetivo, é te tirar do meu coração, Felipe. A partir de agora, você não será mais nada para mim, nem mesmo um amigo.

As primeiras aulas foram normais e na hora do intervalo, Melissa e Isabelle comeram seu lanche juntas, sem sair da sala.

-- Hey, Milli. — disse Isabelle, um tanto exaltada. — Sabe o Matheus, da nossa sala.?

-- Sei sim, o que tem.??

-- Ele não pára de olhar pra você, disfarça e olha.

Ela fingiu que iria pegar alguma coisa que tinha caído no chão e viu que ele estava mesmo olhando pra ela, e quando viu que ela o olhava, ele sorriu. Melissa nunca tinha reparado, mas agora que o olhava, ele era realmente bonito. Tinha olhos azuis e cabelos pretos que dava um forte contraste com a pele branca. Ela desviou o olhar dele e voltou a conversar com Isabelle.

-- Milli, Milli, Milli... O que foi aquilo.?!?!?! Que olhar foi aquele.?

-- Eu não sei. — disse ela, rindo. — Mas te garanto que foi bem interessante.

As duas riram e voltaram a comer. Alguns minutos depois o professor chegou na sala e o restante das aulas foram um tédio para Isabelle e Melissa. Na hora da saída, as duas estavam conversando alegremente quando viram que Matheus se aproximava delas. Ele chegou e disse:

-- Olá. Tudo bem com vocês.??

-- Tudo sim. — disse Isabelle. — Bom, eu vou indo então, Milli, preciso ir na frente hoje pra comprar um negócio pro meu pai. Te ligo depois.

-- Não Belle, espe-... — Milli tentou chamá-la, mas ela já estava longe.

-- Então, — disse Matheus. — está indo pra casa, Melissa.?

-- Estou sim.

-- Posso te acompanhar no caminho.? Vamos conversando. — Ele disse, sorrindo

Ela ficou meio desconfortável com aquela situação, mas acabou aceitando. Foram conversando sobre música e filme o caminho todo, até que, finalmente, chegaram.

-- Bom, — disse Milli. — essa é minha casa. Obrigada por me acompanhar. Até amanhã.

-- Melissa, espera... — disse segurando a mão dela. — Posso te fazer uma pergunta.??

-- Sim, pode sim.

-- Gostaria de sair comigo, no sábado.?

Ela o olhou espantada.

-- Você quer sair comigo.?!?!?

-- Sim, você aceita.?

-- Bom... E aonde vamos.?

-- Ao cinema, e depois vamos comer alguma coisa. Então, aceita.?

-- Hum, aceito sim. Vou falar com minha mãe e amanhã combinamos direitinho.

-- 0k então. — disse ele com um sorriso. — Sábado, às cinco horas, eu venho te buscar.

Ele deu um beijo no rosto dela e foi andando. Melissa entrou e foi tomar banho. Na hora do jantar a casa estava um tanto quanto silenciosa, até que Milli falou.

-- Mãe, tem um menino na minha sala, o nome dele é Matheus, ele me chamou para sair com ele no sábado e eu aceitei. Tudo bem pra senhora.?

A mãe a olhou e depois olhou para Felipe percebendo que ele parecia estar com o pensamento em outro lugar, voltou-se para ela e disse:

-- Tudo bem, mas ante quero conhecê-lo, ok.?

-- Sim mãe, ele virá às cinco horas me buscar e eu peço pra ele entrar pra conversar com a senhora.

-- 0k filha.

Felipe se levantou bruscamente, o que assustou as duas.

-- Ué filho, não vai comer.?

Ele a olhou e disse:

-- Estou sem fome.

Jogou o prato na pia e, sem olhar para elas, subiu as escadas em direção ao seu quarto.

Notas finais
Wooooooooow....

Muitas emoções no próximo capítulo... *O* (parece até propaganda de novela.. xD)

Essa música do Catedral é linda.. *-*
Achei que combinaria com o Felipe e a Melissa..

^^

Oyassumi..

Mata ne, minna.. ^-^/

Beijinhos..
=*