Sweet Dreams

1 Sweet Dreams


Notas iniciais
Olá gente, isso aqui vai ser uma fic de dois capítulos apenas. Eu tive a ideia para essa fic escutando sweet dreams de Beyoncé. Então se quiserem escutar a musica no decorrer do capitulo não tem problema.
Eu espero realmente que vocês gostem, bjs ate lá embaixo

uas mãos passeavam pelo meu corpo, enquanto as minhas só apertavam os cabelos da sua nuca em um pedido mudo de mais. Sua boca tomava violentamente posse da minha, um sinal claro de dominância, mas ele sabia muito bem que eu não aceitava ser dominada, então isso não era simplesmente um beijo e sim uma briga por dominância, uma deliciosa briga por sinal.

Reunir todas as forças do meu corpo para interromper aquele beijo e o empurrei naquela poltrona velha da sua casa, ter uma visão dessa me deixava totalmente doida por aquele homem. Seu cabelo estava bagunçado, mais do que o de costume por minha causa; seus olhos me encaravam intensamente, podia ver o quanto ele me desejava ali, ele era capaz de me prender só com um olhar e o sacana sabia disso e sempre se aproveitava disso, como está fazendo agora com aquele sorrisinho sacana e aquela marca no rosto; Os botões abertos da camisa dele mostravam aquele tanquinho definido que eu tanto queria arranhar e por último e não menos importante aquele volume nas calças dele, que era completamente visível na calça social dele. Jellal Fernandes era a encarnação do próprio pecado na terra, Deus como eu amo ser uma pecadora!

Sentei sob seu membro ainda coberto pela calça e comecei a rebolar lentamente sobre ele, Jellal puxava meu cabelo com uma de suas mãos, enquanto sua outra mão apalpava meu seio e sua boca beijava e mordia meu pescoço. Eu não aguentava mais segurar os gemidos, mas não ia dar esse gostinho a ele, não agora, quem gemeria primeiro essa noite seria ele. Mas admito que foi difícil segurar o gemido quando ele desceu sua mão e apertou minha bunda com força, eu não aguentava mais aquela situação precisava dele dentro de mim naquele exato momento.

— Erza

XXX

O barulho terrível do despertador soava pelo meu quarto e a única coisa que eu conseguia fazer era encarar aquele aparelho pequeno e bonitinho de cor rosa, que parecia tão fofo mais fazia um barulho dos infernos e mais uma vez me despertava dos meus maravilhosos sonhos. Por que? Porque sempre temos que despertar nas melhores partes? A vida é muito injusta! E para enfatizar mais isso o despertador soa mais uma vez. Tenha paciência Erza, já é o Terceiro despertador esse mês, você não quer voltar naquela loja e inventar mais uma desculpa esfarrapada para o dono não te olhar estranho.

Tomei coragem e me levantei da cama, já tirando minha roupa e colocando para lavar, pois mais uma vez ela estava encharcada por causa dos meus sonhos um tanto impuros, eu só não entendia o porquê meu subconsciente fazia ter sonhos com meu ex melhor amigo, parecia até que eu não saia com nenhum cara o que não era o caso, mas isso não é coisas para pensar agora.

De banho tomado fui até a cozinha preparar algo para o café e encontrei uma Loira parada na frente da cozinha encarando o cômodo como se fosse a maior maravilha do mundo, me juntei a ela para ver o que era tão incrível assim. Não acredito o que essa doida fez, por que tinha a cortina e a toalha de mesa eram rosas e cheios de pintinhos nela?

— Lucy, que merda é essa nessa cozinha? — Perguntei a doida mesmo já sabendo da resposta.

— Ah Erza, não é lindo? Eu comprei de promoção na internet e eu tive uma tremenda sorte, já que o estoque já estava quase acabando! — Lucy era uma ótima pessoa e amiga, por isso aceitei vir morar com ela, mas ela tinha um grande defeito, ela era praticamente a maníaca das compras. Mas ela tem consciência disso e tenta se controlar, claro depois de estourar quase todos os cartões de créditos e ficar sem dinheiro e olha que a família dela é rica.

— Não Lucy, isso não é bonito! É uma toalha de mesa infantil, se alguma criança morasse aqui até entenderia a sua compra, ah mas esqueci, você é uma criança! — Loira simplesmente me olhou com cara de ofendida, me deu língua e entrou na cozinha, não disse? Criança.

— Eu não sou criança! Eu só achei fofo as toalhas. Aliás se eu fosse criança não entenderia que a senhorita Scarlet aí estava tendo sonhos um tanto safadinhos com um certo azulado— Mas o que? Eu só contei a ela sobre isso uma vez e depois dela dizer que isso é amor encubado eu nunca mais tinha falado no assunto e eu com certeza não gemi o nome de Jellal— Sim Erza, você gemeu, não precisa nem me olhar com essa cara que você sabe que é verdade. Isso aí é saudades daquele azulado.

— Lucy, eu já disse que você é louca? Eu não sei porque estou tendo esses sonhos, mas com certeza não é amor, eu não vejo ele desde quando? A quase 10 anos? Desde que terminamos o colegial. Ele provavelmente agora deve ser um médico de sucesso ou sei lá se ele mudou o que ele queria fazer, casado e com uma filha. Era tudo que ele queria.

— Sim está certa, era tudo o que ele queria, mas você esqueceu de um pequeno fato nisso tudo— A loira me olhou como se fosse dar uma cartada final na discussão, já eu continuei comendo enquanto olhava confusão para a doida— Ele queria isso tudo Erza, mas com você e a senhorita sabe muito bem disso, Jellal era um galinha, mas bastava você chegar perto que ele virava um santo, o melhor homem de todos!

— Oras Lucy, não exagere. Você deve estar lendo muitos romances para se inspirar para seu livro e isso com certeza está afetando a sua cabeça que já é bem fértil!

— Se iluda como quiser, moranguinho.

— Fique aí com suas paranoias, eu tenho que ir trabalhar.

— Erza, antes de você ir eu queria te falar uma coisa— Parei na porta da cozinha olhando para Lucy, que me encarava seriamente— Isso é amor.

Não consegui evitar, depois de escutar isso mostre lindamente meu dedo do meio para aquela loira azeda e só escutei a risada da maluca enquanto saia do nosso apartamento. Enquanto estava no elevador, aproveitei para olhar minha aparência e não está nada mal para quem vai apresentar sua matéria hoje.

Eu trabalhava na Fairy News, uma revista bem famosa e recentemente tive a oportunidade de escrever minha primeira matéria sobre as crises do nosso país e isso é um fato incrível lá na empresa, já que basicamente todas as mulheres que trabalham lá escrevem sobre moda, são secretarias ou então trabalham como faxineiras. Não porque elas querem, mas sim porque a empresa é extremamente rígida em relação as mulheres, porque não dizer machista? E olha que isso era bastante irônico já que a empresa era bem famosa pelas suas matérias mostrando o poder feminino, só que ninguém sabia que nenhuma mulher fazia parte na construção da matéria só se fosse para pegar um cafezinho.

Era por causa disso que todas as mulheres da empresa estavam torcendo por mim, era um grande avanço para nós na empresa, quem sabe assim a gente não passe a ter mais valor ali? Eu tive que lutar muito para conseguir essa chance, então hoje vai ser o dia tudo tem que ser impecável, eu não estou fazendo isso só por mim e sim por uma categoria inteira. Eu levei muitas broncas e tombos para conseguir, mas graças a isso conseguir fazer Laxus Dreyar ler minha matéria e ele era nada a mais do que o neto do fundador da empresa.

Ao entrar no carro meu carro que era um Chevrolet ônix preto, organizei tudo que era preciso, coloquei o cinto e dei a partida no carro, eu precisava relaxar se não ia acabar esquecendo tudo na hora de apresentar meu trabalho, então decidi ligar o rádio, mas parecia obra do destino à música que estava tocando me fez ficar mais tensa, ela me fazia me lembrar de coisas que não queria, para ser mais clara me fazia lembrar de um certo azulado. Então mesmo não querendo desliguei o rádio e fiquei repetindo mentalmente o que falar na apresentação da minha matéria.

XXX

— Então senhorita Scarlet, acabei de analisar bem a sua matéria e a senhorita conseguiu me surpreender com seu desempenho, mostrando sua crítica como cidadã e como uma jornalista juntas, eu admito que quando você me disse a sua ideia eu não coloquei muita fé. Eu lhe ofereci a chance de escrever a matéria só para a senhorita parar de me perseguir, achei que não conseguiria, mas eu estava completamente errado. Essa matéria ficou tão boa que vai ser a matéria principal da nossa revista esse mês.

Escutar essas palavras da boca do Laxus me fez entrar em estado de transe, eu tinha conseguido, eu era uma colunista da parte econômica na nossa revista, eu abri as portas para novas oportunidades para as mulheres dessa empresa. Eu ficava repetindo as palavras do senhor Dreyar mentalmente, acho que vou fazer uma moldura com essas palavras e coloca na sala do meu apartamento, assim todo que entrar ali vai ver o quanto eu sou boa naquilo que eu faço.

— Então Erza, conseguiu? — Me perguntou Mirajane, ela era a secretaria do senhor Dreyar e também a sua esposa. A albina parecia um anjo com aqueles olhinhos azuis inocentes, mas na verdade ela era uma demoniazinha. Ela que tinha insistido para o Laxus colocar ela como sua secretaria, pois ela era muito ciumenta e já perdemos as contas de quantas mulheres o marido demitiu simplesmente porque a albina não tinha ido com a cara, mas isso porque ela ainda não escutou o que as meninas daqui falam dele, com certeza faria picadinhos dela.

— Sim Mira, eu consegui eu sou igual a todos os homens aqui ou pelo menos quase igual, mas pelo menos agora que consegui é um sinal que todas podem lutar pelo o que querem e ninguém aqui pode atrapalhar elas de tentarem.

— Claro que não, principalmente comigo aqui, sabe não é querendo me gabar, mas eu posso influenciar o chefe a demitir alguns funcionários— falou a albina piscando para mim enquanto ria e vinha me abraçar.

— Mirajane, vamos logo almoçar, já que vamos encontrar seus irmãos e quando você encontra eles tu sempre esqueces o horário... — falou o Laxus saindo da sua sala, provavelmente esperava achar a Mira ali sozinha, por isso parou subitamente o que estava falando. Já a Mira nem ligou, simplesmente revirou os olhos, pegou sua bolsa, se despediu de mim e se juntou ao seu marido.

Eu admito que acho engraçado o relacionamento dos dois, ele era um homem muito sério e frio e Mira era totalmente diferente ela era doce e extrovertida e isso era bem hilário neles, enquanto Laxus tentava ser sério Mira vinha e desmoronava os muros dele isso fazia ele ficar sem jeito até na frente dos funcionários, mas ali todo mundo admirava o amor dos dois e ninguém era louco em se meter com o casal Dreyar.

XXX

O dia tinha se passado normalmente depois daqueles ocorridos, a maior parte do tempo eu fiquei me adaptando ao meu novo local de trabalho, recebendo olhares de orgulho e outros de reprovação, mas né se nem Deus conseguiu agradar todo mundo imagina uma mera mortal como eu.

Agora eu estava ali no meu carro esperando o maldito sinal abrir, escutando uma estação de rádio qualquer quando aquela maldita música de mais cedo começou a tocar, sinceramente isso deve ser karma, quanto mais tento esquecer esse ser o universo parece conspirar para me fazer lembrar dele. Essa música era nada mais nada menos a música que Jellal cantou para se declarar para mim.

Era para tudo ter sido diferente entre a gente, ele tentou, mas eu fui uma tremenda egoísta e acabei perdendo o amor da minha vida, mesmo não admitindo isso para ninguém eu sabia que a culpa de tudo ter terminado desse jeito foi inteiramente minha.

Eu estava tão inerte em meus pensamentos que nem percebi que o sinal tinha aberto, só recobrei a consciência quando recebi uma buzinada na minha traseira, eu podia estar errada, mas era muito orgulhosa então devolvi a buzinada e segui em frente, mas logo assim que cheguei na travessia recebi um grande impacto no lado direito do meu carro e só escuto pessoas gritando isso foi a última coisa que me lembro, pois logo após tudo ficou escuro.

Notas finais
Olá novamente pessoal, então espero que tenha gostado do capitulo, me perdoem se não saiu tão bom e os erros de português também. Comentem ai o que acharam da Erzinha tendo esses sonhos com o Jellal, ela pensa tanto nele que nem viu o carro vindo em direção a ela :D
No próximo capitulo vocês irão ver que musica é essa que ele usou para se declarar para ela
bjs ate o proximo