Sweet Dreams
3 Chapter III - Murder
Notas iniciais
Katherine desceu as escadas calmamente, estava esgotada. Ainda era cinco da manhã.
Foi até a cozinha, procurando algo para comer. Mas acabou desistindo da idéia de alimentar-se. Tomou somente um café. O seu celular começou a tocar.
- Talbot. Eu preciso que venha a delegacia o mais rápido possível.
- Bom dia Morgan. O que houve?
- Achamos mais um corpo.
- Onde você está?
- A cena do crime é um apartamento pequeno aqui perto da cidade chamada Seven Oaks. Vai ser levado ao IML de Oklahoma daqui a duas horas, venha logo.
Saiu às pressas de casa, tirou o carro da garagem e pisou no acelerador. Chegou à pacata cidadezinha as cinco e quarenta da manhã. Não foi difícil conseguir achar o local onde havia acontecido a tragédia, pois a cidade toda parecia estar envolta de um pequeno prédio. Policias passavam uma faixa amarela isolando o local para investigação, Connor estava ajudando a retirar os outros moradores daquele estabelecimento.
Parou o carro do outro lado da rua.
- Connor, qual é o andar?
- Sexto.
- Morgan ainda continua lá?
- Sim. Está a sua espera.
Katherine rumou as escadas, subindo o mais rápido que suas pernas podiam. Os legistas já se encontravam naquele andar. Morgan dava informações a eles, seu rosto demonstrava preocupação.
- Alguém ouviu alguma coisa?
- Nada.
- A hora que aconteceu?
- Por volta das duas da madrugada.
- Olhe lá dentro. Tem um recado para você.
Adentrou o recinto. O cheiro de sangue coagulado fedia, a casa estava intacta, mas, quando entrou no quarto a história era outra.
A jovem estava pregada à parede com punhais, o sangue escorria, acumulando-se no chão. O rosto pousado de lado, continha também as órbitas viradas.
Novamente o símbolo do Ankh estava atrás do corpo. Na parede havia sido escrita em sangue uma pequena frase.
' Venha-me achar onde estiver. Desafio-a achar-me... '
Katherine ligou para os Winchesters avisando o que havia acontecido e pedindo que viessem à cena do crime. Os dois aparecem com ternos pretos e elegantes, mostrando o crachá do FBI, Morgan ficou intrigado com o porquê de dois policias governamentais estavam fazendo por lá.
- Isso é bizarro. Não é fantasma, espírito vingativo, nada do gênero. O EEG não tem resposta. É algo humano.
- Possessão? – indagou Dean.
- É o mais provável.
Os dois aproximaram-se do corpo. Viram profundos arranhões nos braços, que se parecia com marcas de garras.
- Sam, mas que diabos de instrumento pode fazer isso? Conhece algum por acaso?
- Não. Este tem a lâmina bem fina... – tocou o braço sentindo a profundidade to corte.
Katherine aproximou-se dos dois, observando que eles também estavam intrigados com os cortes.
- Deduzo que seja um instrumento muito antigo... – encarou.
- Por quê?
- Sei uma arma que faz marcas neste estilo. É um punhal egípcio usado em sacrifício.
Ela mostrou as marcas no corpo da garota, e os punhais presos a ela.
- Ele é usado para retirar o máximo de sangue possível do corpo. Para oferecer-se aos Deuses. É um punhal parecido com estes que está pregada a parede, mas a diferença é que a lâmina é muito mais fina.
- E você sabe disso como? – retrucou Dean.
- Eu pesquisei agora a pouco.
- Então podemos deduzir que este assassino não seja um bruxo, mas sim um sacerdote egípcio?
- Pelo o que vi neste ataque, sim. Neste ele mostrou muito mais sinais do que ele realmente é.
- Talvez seja um descendente de sacerdotes egípcios? – indagou Sam.
- Possuído por um sacerdote egípcio, esta é nova...
- Meninos, nem sei o que dizer... A questão que fica é quem é seu receptáculo?
Os dois olharam-na. Podia ser qualquer um. Na verdade, alguém que talvez tivesse alguma ligação com egípcios. Katherine retirou-se logo após Morgan. Sentindo-se enjoada com tudo aquilo. Dirigiu vagarosamente até em casa, seguida pelos Winchesters.
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