Sweet Dreams

64 Chuva forte e... noite inesquecível


Notas iniciais
alô =)vocês não vão entender muito esse capítulo, ou talvez entendam... mais pra frente vai parecer tudo claro novamente hahaha

Acoredei por volta de meio dia e meio. Olhei pra pedro e ele dormia de barriga pra baixo, com uma das mãos no cabelo e a outra eu tinha colocado embaixo das cobertas, pois ele estava me abraçando com ela.

Fui ao banheiro e depois desci comer alguma coisa.

- alô, gabi? você pode vir em casa hoje pra decidir as coisas da formatura comigo? — era naira no telefone, eramos da comissão de formatura do 3º ano, ia a casa dela decidir as coisas da formatura;

- tudo bem, que horas? — eu perguntei me sentando pra comer

- pode ser umas 16 horas? Vou dair uma saidinha rápida com o meu irmão e volto por essas horas, e passo buscar você aí, pode ser? — ela disse. Naira também já tinha ficado com o pedro lucas algumas vezes, mais nunca passou disso. Depois de ter ficado com ela, ele começou a sair com outras meninas, ela ficou magoada com ele por muito tempo, mais fico feliz já que agora eles estão se dando bem.

- tudo bem, me liga quando você tiver chegando aqui então — eu disse vendo pedro descer as escadas e vir em minha direção pra dar bom dia.

- tudo bem, tchau, beijo — ela disse, e desligamos

- bom dia — pedro disse me dando um beijo na cabeça

- bom dia pê — eu disse olhando ele ir até a geladeira pegar a garrafa de suco

- quem era no telefone? — ele me perguntou

- naira — eu disse comendo mais um pouco do macarrão

- irmã do pedro lucas? — ele disse se sentando do meu lado e pegando um pouco de macarrão na panela

- uhum — eu disse bebendo coca

- e o que ela queria? — ele disse comendo

- disse que vai passar aqui com o irmão dela pra me pegar, lá pelas 16 horas pra eu ir na casa dela, ver os negocios da formatura — eu disse olhando pra ele, sabendo que ele não ia gostar nada da idéia

- ah — ele disse colocando o prato na pia, e limpando a boca com o guardanapo

- eu sei que você não gosta que eu fique perto do pedro lucas denovo, eu também não gosto, mais é só pra ver os negocios de formatura, ele mora perto da praça, quase 8 quadras daqui. Assim que acabar eu volto embora, sério — eu disse meio alto, pra ele ouvir lá na sala

- faz o que quiser vai — ele disse ligando a TV.

Vi que não ia ter jeito, ele não ia gostar, mais eu precisava ir. Era da comissão, e isso era minha responsabilidade, aliás, eu voltaria embora o mais cedo possível...

Subi correndo pro meu quarto vendo pedro me acompanhar com os olhos, e logo em seguida trocando de canal denovo. Entrei no quarto, fechei a porta e fui sentar lá na varanda, pra tomar um ar, vi que o tempo que tava formando era feio demais, o céu tava bem escuro, parecia que ia chover bem forte. Fiquei lá mechendo no celular quando pedro entrou, e me pediu o laquê emprestado, porque o dele tinha acabado.

- me empresta seu laquê? — ele disse abrindo a porta, mais eu sabia que ele só tinha entrado lá, pra ver o que eu estava fazendo

- e desde quando você passa laquê no cabelo? — eu perguntei

- quero testar uma coisa, e me empresta seu celular também? — ele disse estendendo a mão pra pegar

Entreguei o celular a ele e fui até o banheiro pegar o laquê, o entregando em seguida.

- já devolvo os dois — ele disse saindo pela porta. Porque ele tava estranho daquele jeito? Ciumes? De que?

- tabom — eu disse me virando pra varanda, olhando pro tempo, que sim, estava realmente muito feio.

Não demorou muito e pedro voltou pra me devolver o laquê e o celular.

- pensei que ia passar o laquê no cabelo — eu disse olhando pro cabelo dele, que não tinha nada

- eu ia, mais pensei denovo e vi que não ia ficar bom — ele disse me entregando o laquê e o celular

- e o que meu celular tem haver com isso? Encontrou a sms ou a ligação que você tanto queria achar aí? — eu perguntei rindo

- não é nada disso — ele disse indo ver o tempo

- vish, vai chover muito hoje — ele disse

- e como vai... — eu respondi — aliás, o que voce tem em? — eu perguntei

- nada — ele disse entrando e sentando na cama

- ciumes — eu disse cantarolando e me sentando ao lado dele

- babaca — ele me disse saindo do quarto, e eu fui seguindo ele até o quarto dele

- ei, o que você tem em? — eu disse empurrando o braço dele, não estava mais brincando, estava falando sério

- nada gabriela, não enche o saco — ele disse tirando minha mão do braço dele

- tabom, to saindo tá — eu disse fechando a porta do quarto dele com tudo, e indo pro meu quarto pegar a minha bolsa

- aonde você vai? — ele disse saindo de pressa do quarto e vindo atrás de mim

- não importa, não vou mais encher seu saco — eu disse

- desculpa — ele disse enquanto eu fechava a porta da sala e ia até o portão, o abrindo e saindo em seguida

Não deu nem cinco minutos e ele ligou no meu celular, sabia que ele ia fazer isso.

- que foi? — eu disse atendendo o celular

- volta agora — ele disse

- não, to indo pra praça comer alguma coisa e depois vou pra casa da naira — eu disse apertando o passo, já que parecia que ia começar a chover

- não, volta pra casa! vai chover, depois qualquer coisa eu te levo gabriela — ele disse com uma voz de bravo

- PARA DE ENCHER MEU SACO — eu disse a ele, igual o que ele disse a mim antes de eu sair de casa

- tudo bem, vai lá — ele disse

- ok, tchau — eu disse desligando o telefone

Resolvi ligar pra Naira...

- alô? gabi? — ela disse

- oi, sou eu sim, briguei com o pedro e to irritada. To aqui na praça, será que dá pra eu ir mais cedo na sua casa? — eu disse comprando uma coca e um pacote de salgadinho

- pode sim, nem vou mais sair, o carro do meu irmão quebrou — ela disse rindo

- tudo bem, to subindo aí então, beijo — eu disse a ela, e desligamos

Andei dois quarteirões até chegar na casa da naira.

NAAAAAAAAAAAAAAAAIRAAAAAAAAAAAA

gritei quando eu cheguei. Infelizmente o irmão dela que veio atender a porta

- oi dona stressadinha — ele disse

- oi, cade sua irmã em? — eu disse entrando

- tá no quarto, e eu disse que voce podia entrar? — ele disse olhando pra mim. Dei de ombros e subi correndo a escada pra ir falar com ela

- oi amiga — ela disse, vindo me abraçar

- oi — eu disse retribuindo o abraço que ela tinha me dado.

- me conta, o que aconteceu pra você brigar com o pedro? — ela me perguntou

- ah seilá! foi só dizer que eu ia vir aqui que ele mudou completamente de humor, começou a me tratar super mal e foi super grosso comigo — eu disse num tom irritada

- ciumes do meu irmão, só pode — ela disse rindo

- eu também achei que fosse isso! ainda mais depois de tudo que aconteceu né? Mais ele disse que não era, e foi muito chato comigo — eu disse olhando pra ela

- ah, quem tá com ciumes não admite, ainda mais menino né — ela disse rindo

Adorava conversar com ela, mesmo tendo traido o pedro com o irmão dela, menino que ela já tinha ficado também, e gostado por um tempo, ela me entendia. Era a unica eu acho, mas me entendia!

- verdade. Vamos esquecer isso e cuidar da formatura né? — eu disse sentindo meu celular vibrar, era uma mensagem

"tá onde?"

"na casa da naira"

"que horas você volta? já começou a chover forte"

"seilá"

era pedro.

sei que fui grossa, mais eu tinha meus motivos.

Resolvemos tudo sobre a formatura, enquanto a chuva caía muito forte lá fora, raios e trovões a todo minuto, cada hora assustando a gente.

- pedro, vou ter que ir encontrar com a mamãe apé mesmo. Você fica aqui com a gabi até o irmão dela vir buscá-la? — eu ouvi a naira dizer ao pedro lucas, rezava pra que ele quisesse acompanhar a irmã, e eu ir também, só que parando em casa. Mas não, ele quis ficar.

- tudo bem, eu fico. Vão demorar muito? — ele disse a ela

- não sei né, depende da chuva. Mais vamos passar no meu inglês ver algumas coisas das aulas — ela disse, se despedindo de mim e do irmão, e saindo pela porta

- vou ligar pro pedro, posso usar o telefone? Meu celular perdeu o sinal — eu pedi permição a pedro

- claro, pode sim — ele me disse

A chuva era muito barulhenta, os raios iluminavam a sala de estar, que estava toda ilumiada pelas luzes, refletindo a sombra de mim e pedro na parede

De repente um raio muito mais forte clareou tudo, acabando com toda a força da cidade. ÓTIMO, como eu ia ligar pro pedro agora?

As unicas coisas que mantinham a casa "iluminada" eram as janelas, mais mesmo assim, tinhamos dificuldades pra enchergar um o outro.

- ótimo, como vou falar com ele agora? — eu perguntei pro pedro

- seilá — ele disse rindo e se sentando no sofá.

Um forte trovão ecoou pela sala, fazendo tremer até as paredes. Com o susto que levei, derrubei suco de uva no meu vestido novo, que pedro tinha me dado.

- isso vai manchar, é melhor lavar, vem aqui — pedro lucas disse me levando até a cozinha e molhando o vestido

Lavamos, esfregamos, lavamos denovo e nada da mancha sair!

- pedro, tenho que limpar isso antes de voltar pra casa! o pê que me deu esse vestido, o que ele vai pensar quando ver ele manchado? Não tem alguma coisa aí da sua irmã pra eu vestir, até que a gente consiga limpar essa mancha? — eu disse desesperada

- vem aqui, vamos procurar alguma coisa pra você vestir lá no quarto dela — ele disse subindo as escadas antes que eu

Chegamos na porta do quarto dela e ótimo, tava trancado.

- ela tá com o costume de trancar a porta do quarto sempre que sai, esqueci — ele disse encostado na parede

- E AGORA? — eu disse olhando pra ele

- você pode por uma blusa minha, você é pequena, vai ficar um vestido pra você — ele disse rindo

- qualquer coisa ! só anda logo — eu disse

Peguei uma blusa do pedro e uma samba canção, ótimo, parecia uma empregada, a blusa vinha quase no meu joelho e a samba canção era de coraçãozinho.

- to bonita em — eu disse me olhando no espelho da sala, conforme os raios caiam e iluminavam a sala

- um pouco — ele disse indo pra cozinha pra tentar tirar a mancha do meu vestido

Fiquei sentada so sofá tentando ligar pra pedro, mais a bateria do meu celular acabou.

- pode me emprestar seu celular? — eu pedi a pedro

- tá com a minha mãe — ele disse rindo

- aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah deus — eu disse colocando a mão na cabeça, — hoje nada tá dando certo, que saco

- consegui tirar a mancha do seu vestido — ele disse, e eu abri um sorriso no mesmo instante

- valeu cara, você não sabe o que iria acontecer comigo se esse vestido tivesse manchado.- Eu disse.- A propósito, você já pode casar.- Eu disse com graça ele soltou uma risada nasalada.

No momento seguinte um silêncio assustador se instalou na casa e eu comecei a me sentir extremamente desconfortável. Eu já ia sair correndo dali quando ele resolveu falar.

- só se alguém como você fosse a noiva — ele disse me fitando

- af.- Retruquei

- tudo bem, tudo bem .- Ele disse levantando as mãos como se fosse se render.- Mas você nunca me deu uma chance de verdade. Eu poderia ter feito diferente, poderia ter aproveitado mais aquele dia que você veio aqui.

- muitos já me pediram desculpas e eu idiota acreditei.- Balancei a cabeça negativamente, rindo sem humor.

- Gabi... — ele disse

- pedro, por favor, eu vim aqui só pra resolver os negocios da formatura, daí começou essa chuva idiota, meu vestido mais idiota ainda manchou e por sinal, já está limpo. Então se não for muito incômodo, quero que você me leve pra...- Minha fala foi interrompida por um trovão forte que ecoou pela casa inteira. Ele riu.

- Antes que você me mande te levar em casa, melhor dá uma olhadinha ali na janela.- Ele disse apontando com o dedo pra uma pequena janelinha. De fato eu não precisaria ir até lá pra saber que estava chovendo muito forte porque os pingos batiam com força no vidro — tô sem carro e eu não saio nessa chuva nem morto — ele disse pra completar

- Eu posso ir na chuva.- Disse, saindo do cômodo.

- Tem certeza?- Ele perguntou vindo atrás de mim.

- Porque não teria?- Perguntei, parando me virando pra ele

- Você está usando uma blusa minha 2 números maiores que o seu, a blusa tá no meio da sua canela praticamente, o único sapato que você tem deve ter uns 15 centímetros, sua casa é a 10 quarteirões daqui e o mais importante de tudo é que você tá com a minha roupa.- Ele disparou a falar.

- Eu não ligo de ir andando. E eu posso ir descalça- Eu disse e me virei pra porta. Ele rolou os olhos

- Eu não vou te estuprar Gabriela.

- não estou preocupada com isso.- Disse baixinho, esperando que ele não ouvisse.

- Gabi,- Ele me chamou pelo apelido.- Eu prometo não falar mais nada, por favor fica.- Ele disse com uma voz mansa e sorriu. NÃO SORRIA MAIS CARALHO, NÃO SORRIA MAIS.

- Tudo bem, eu fico.- Eu disse e o sorriso dele se alargou, fazendo minha pele pinicar. Dei um sorrisinho tímido.-

fomos pra sala. Não pra conversar, não pra relembrar daquele dia naquela mesma casa, mas pra sentar no sofá, olhar a chuva e ficar em silêncio. Só isso.

Queria que tivesse sido diferente sabe? — ele disse, após alguns minutos em silêncio. Permaneci calada e me concentrei apenas em não olhar pra ele.

Ele percebeu que eu não ia falar nada e desviou sua atenção da chuva que caia lá fora e se virou pra mim.

- Eu jurei que ia te esquecer, por causa do seu irmão e tudo mais, só que não consegui. — ele dizia

Eu agora tinha os olhos arregalados, minhas pernas tremiam e meu coração acelerava gradativamente, à medida que aqueles olhos castanhos escuros, iluminados pela luz dos raios que a chuva mandava, me olhava. De novo, silêncio.

- E esse seu silêncio ainda vai me matar, dá pra você por favor falar alguma coisa?- Ele virou pra mim, tocando de leve minha mão direita. O choque térmico entre sua mão quentinha e a minha gelada fez meu corpo tremer e eu por instinto a tirei dali.

Permaneci calada, chocada demais pra me mover ou pra esboçar qualquer tipo de reação, nem negativa nem positiva. Eu queria sair correndo dali, sumir e nunca mais olhar na cara dele, do mesmo jeito que eu fiz quando pedro descobriu que tinha traído ele, sumi pra casa do meu pai, não queria mais saber de nada...

Não acreditava nele, por mais que aquelas palavras fossem fortes, eu não acreditava.

- Eu não acredito em você.- Disse com um tom jamais usado por mim antes. O tom da frieza. Ele me olhou, um pouco surpreso, talvez porque ele jamais imaginaria que eu lhe dissesse isso. Ele chegou mais perto de mim, com cautela, medindo milimetricamente cada movimento e segurou minhas mãos com força, me impedindo de tirá-las dali. Seus olhos encontraram os meus, sustentando-os por algum tempo, até que ele resolveu falar.

- Não peço pra que você acredite. Mas...seja minha só essa noite.- Ele disse acariciando meu rosto.- Eu prometo sair da sua vida se esse for o seu desejo.- Ele parou com a mão atrás da minha nuca e eu fechei os olhos, sentindo o toque de sua mão macia, na minha nuca — Mas eu preciso do calor dos beijos pela última vez, eu preciso acordar olhando você vestir minha roupa, eu quero ter você essa noite.- Ele disse, então colando sua testa na minha.

A chuva lá fora caia forte, o vento forte que entrava pela janela da sala da casa fazia o cheiro dele vir até mim e me embriagar. Eu quero você pedro, quero você essa noite, repetia pra mim mesma, sem coragem de sequer sussurrar isso pra ele. O hálito quente, o cheiro do perfume, o toque das suas mãos era tudo que eu sentia nesse momento, e era ali que eu queria estar, mesmo sentindo total culpa.

Segurei seu rosto entre minhas duas mãos e a última coisa que senti foi os lábios dele irem de encontro ao meu, ficando assim alguns segundos, até ele pedir passagem com a língua. Eu cedi e depois daí já não me importava mãe,pedro, tempestade lá fora, as traições, eu só me concentrei apenas em explorar – e deixar que ele explorasse — cada milímetro de sua boca.

Ele uniu nossas testas, segurando delicadamente o meu rosto com suas mãos macias, como se tivesse medo de que eu pudesse escapar. Fiz o mesmo, a respiração quente batendo no meu rosto, fazendo com que toda aquela ideia de ir embora fosse esquecida. Onde eu estava com a cabeça para pensar uma coisa dessas se minha pele estava em brasas só pelo simples fato de estar tão próximo da dele daquela maneira?

- Pensei em ter escutado você dizer que não queria que eu te tocasse mais na ultima briga – quebrou o silêncio, os olhos fechados, se concentrando no momento.

Parece que você não me obedeceu, né? — segurei sua mão que estava em minha bochecha, querendo transmitir meu calor também. O único barulho na sala eram os trovões e nossas lufadas de ar que já não saiam apenas dos nossos narizes, uma contra a outra, pele contra pele.
A ponta do seu nariz se esfregou na ponta do meu, num beijo de esquimó e eu apenas me deixei levar,fechando os olhos novamente. Era surreal. Se eu não o tivesse tocando e sendo correspondida, acharia que estava sonhando acordada.
– Eu não vou ficar longe de você. — ele me disse

Dei um sorriso fechado, sentindo todos os pêlos possíveis do meu corpo se manifestarem quando pedro esfregava seus dedões nas minhas bochechas num carinho inocente. Sem conseguir evitar prosseguir, deslizei minhas mãos pelo seu pescoço, ombros, me deliciando com cada com cada região que tinha contato, parando em seu peito e puxar o pano da sua camisa gola V verde só para ter certeza de que não estava tendo uma alucinação.

ele estava sendo ao mesmo tempo o substituto dos meus problemas e o causador dos próprios. Ele fazia tudo se encaixar da maneira mais perfeita ao tempo em que fazia tudo se desmanchar em segundos como um castelo de areia à beira da praia. Se fosse pra ser só essa noite, que fosse assim, que eu aproveitasse cada segundo, ali e só ali, só nós dois, pela última vez.

Nos separamos, mas não muito. Só o suficiente para que pudéssemos nos fitar. Ainda era possível inspirar o hálito fresco naturalmente que pedro tinha, misturado com algo amargo, o que tornava tudo melhor. Pisquei lentamente fitando aquele rosto lindo na minha frente, que encarava meus lábios com um olhar terno, e que transbordava ao mesmo tempo. Céus, éramos tão contraditórios. Ri baixo

- Que foi?- Ele perguntou, sorrindo doce pra mim.

Nada.- Respondi, acariciando seu rosto. Ele soltou uma risadinha gostosa e inclinou seu rosto na direção do meu, e ao invés se encostar seus lábios nos meus, pedro beijou o canto da minha boca de um lado e depois do outro. Quando pensei que finalmente fosse me beijar, ele desviou do meu rosto e foi até o meu pescoço, colocando meu cabelo para trás e me cheirando profundamente atrás da minha orelha. No reflexo, me encolhi, sentindo uma pontada forte de excitação vindo do baixo ventre, e tirando proveito disso, pedro foi para o outro lado do meu pescoço.

- Eu pensei que nunca mais ia te ter assim.- — ele puxou o ar mais uma vez, me deixando arrepiada deu uma forma que nunca tinha tido antes, — nem mesmo na outra vez que estive com ele -, começando no final da espinha, subindo até minha nuca, me fazendo sobressaltar um pouco. Riu satisfeito com o efeito que causara, e me cheirou de novo, dessa vez passando a ponta do seu nariz do caminho por toda a região. Amoleci, sentindo uma tonteira de repente. Era como se eu tivesse tomado um choque de 220volts. Meu coração estava tão acelerado que por um momento achei que fosse ter um ataque ali mesmo, em seus braços. Estava fora de órbita.

- E porque demorou tanto pra me procurar?- balbuciei, não pensando exatamente na frase formulada.- Poderíamos ter repetido isso mais vezes — Soltei um murmúrio, não conseguindo me conter quando pedro riu e me cheirou pela terceira vez, arrastando sua boca e seu nariz pelo meu pescoço.

Minhas mãos agarraram ainda mais sua camisa, puxando seu corpo contra o meu e automaticamente passando minhas pernas por sua cintura. Ele me segurou fortemente pelas coxas e me “pegou” em seu colo, fazendo o curto caminho da sala até seu quarto. Pedro me jogou com violência na cama fazendo meu corpo se chocar contra seu colchão macio. Ele veio em minha direção e se deitou, quase me esmagando, em cima de mim.

- Eu não fazia idéia que você queria de novo.- pedro se contraiu contra mim quando minhas unhas entraram em contato com a sua pele macia, arranhando as laterais do seu tronco por dentro da camisa. Soltou o ar pesadamente, puxando os fios da minha nuca, dessa vez com mais violência, e me olhou como se dissesse “Eu estou no comando” refletindo luxúria e desejo em suas íris brilhantes, que a chuva lá fora ajudava a iluminar. Perdendo todo o ar “fofo” de alguns minutos atrás. A unica coisa que nós ouviamos, era a chuva, que só piorava.

- Me beija de uma vez...- Eu disse rindo

Como uma explosão, ele provou os meus lábios com a ponta da língua e sem nenhuma pressa, pediu passagem para a sua. O beijo era vagaroso e intenso, encaixando nossas bocas perfeitamente de forma quase bruta tal era a força que mantínhamos uma na outra com as pontas dos nossos narizes se esfregando, fazendo pressão uma na outra, mudando a posição dos nossos rostos. Minha cintura foi enlaçada com firmeza e sem dificuldades, joguei os meus braços ao redor do seu pescoço, embrenhando meus dedos nos fios da sua nuca, arranhando a região bem de leve, aumentando o ritmo do beijo, com nossas línguas se enroscavam sensual e urgentemente agora.

Eu abri as pernas e pedro se encaixou perfeitamente entre elas, subindo suas mãos, que estavam nas minhas coxas, para a barra da blusa que eu vestia, brincando com a barra, até tirá-la completamente. Ele sorriu.

- Sem sutiã. Ótima escolha — constatou cobiçoso, lembrando de que eu estava de vestido anteriormente e apalpando com vontade meu seio, sentindo meu bico enrijecido com a ponta do dedo, retardando o ritmo do beijo.

Me toca de verdade, pedro – ofeguei, quase suplicando por mais contato. Prendi a respiração quando sua mão astuta e sutil dedilhou da minha barriga até o mesmo seio encostando lentamente a ponta do seu dedo no meu mamilo.

pedro começou a movimentar seu quadril na direção do meu, me fazendo suspirar alto quando seu volume roçou gostosamente na minha intimidade. Mordi seu lábio razoavelmente com força, assumindo a velocidade harmoniosamente das nossas línguas, voltando a deixá-las se entrelaçarem famintas, pondo uma mão sobre a que ele mantinha no meu seio, demonstrando como eu queira ser tocada, e a outra voltou para dentro da sua blusa arranhando o caminho exato da sua coluna vertebral.

- Gostosa– ele soltou cheio de tesão, mantendo uma mão beliscando o meu bico e a outra apertando a minha coxa, colocando-a na altura do seu quadril.

Derreti completamente ao ouvi-lo me chamar assim, estreitando o contato dos nossos corpos cruzando minhas pernas na sua cintura. Ele gemeu sofregamente, e em resposta, envolveu meu seio e o apertou com força o suficiente para deixar minha libido em proporções inimagináveis até então. Eu estava a ponto de bala, desejando arrancar suas roupas, e de modo desesperado, procurei saciar aquela vontade urgente, procurando o botão da sua calça. Quando eu finalmente encontrei, abri em uma velocidade que nem eu jamais pensaria em fazer. E como em um piscar de olhos, sua calça estava jogada junto com a minha camisa no chão do quarto.

Ele se pôs entre minhas pernas mais um a vez e eu gemi de prazer quando –finalmente- senti sua ereção forte apertar meu sexo.

Sem querer facilitar as coisas pra mim, ele mordeu levemente o meu ombro, trilhando o caminho do meu pescoço devagar. Ao mesmo tempo em que eu não queria deixar de tocá-lo, eu também queria apenas sentir seus toques em mim; meu corpo entrava em combustão a cada toque. Era como se eu estivesse no inferno e, a cada carícia, cada beijo, cada minuto que eu passava nos braços de pedro, eu encontrasse o paraíso; o remédio certo para a dor interna que eu sentia o tempo todo, mas não sabia por que. Eu não sentia absolutamente nada, exceto prazer.

Exceto a sensação de plenitude, de leveza e a vontade de querer que isso durasse por mais e mais tempo.

Com ambas as respirações entrecortadas, brinquei com o elástico da sua boxe. pedro arfou. Beijei e mordi seu queixo, descendo para o pomo-de-adão, deslizando minha mão provocativamente por toda a extensão do seu membro por dentro da boxe, o sentindo pulsar com a carícia, o envolvendo, enquanto meu pescoço era atacado com chupões e mordidas dos mais variáveis níveis.

Ele procurou ansiosamente pela minha boca novamente, encontrando-as e voltando a me beijar. Minha mão largou seu membro e foi parar na sua cintura, causando um gemidinho de protesto da parte dele. Ri baixinho.

Ele começou de novo a descer os beijos entre meu pescoço até chegar no colo, onde ele procurou desesperadamente pelo meu seio esquerdo, começando a chupá-los, de um jeito delicioso. Aquela tortura das preliminares já estava acabando comigo, eu precisava senti-lo logo dentro de mim. Puxei sua cabeça em direção a minha boca e o beijei arranhando suas costas tentando tirar sua camisa.

pedro entendeu meu “recado” e tirou ele mesmo a blusa.

Os 5 minutos seguintes foram apenas pra terminamos com as últimas peças de roupas que nos restavam e ele me penetrou. Uma dor forte, que eu jamais me acostumaria, mas que era prazeroso. Os trovões lá fora abafam meus gemidos, que eram mais freqüentes e mais fortes à medida que pedro aumentava o ritmo de seus movimentos dentro de mim.

Em nenhum momento ele desgrudou minha testa da dele ou soltou a minha mão.

Aquilo não era só sexo de uma noite, aquilo era com amor. Não como da nossa primeira vez, quando éramos inocentes, que achávamos que era pra sempre .Eu sentia um calor, insuportavelmente gostoso que vinha desde às minhas entranhas até a minha cabeça, que fazia eu me contorcer entre os braços de pedro.

Senti um cansaço enorme me invadir, seguido de um gemido de prazer cansado, dolorido, e logo depois ele desabou ao meu lado, me abraçando e beijando o topo da minha cabeça. Eu estava cansada, destruída e precisava dormir.

Me aconcheguei nos braços dele e ele começou a fazer um carinho no meu cabelo. Nenhum de nós dois falávamos nada, e nem queríamos.

Pra que desperdiçar tempo falando quando só o que eu queria era sentir?

Comecei a pensar no que eu tinha feito, era errado, sim, eu sabia. Sabia que ia me arrepender disso depois, mais ah, não ia "cuspir" no prato que eu mesma comi né? Já tinha feito, não tinha volta. Que deus e pedro me perdoassem por aquilo!

Dormi apenas com o camisão dele, e ele apenas com a box. Os trovões me assustavam um pouco, mas consegui pegar no sono rapidamente, acordando no dia seguinte, com a claridade batendo em meu rosto

Notas finais
comentários?