Notas iniciais
Olaaaá Esse capítulo com certeza está bem diferente e espero que eu tenha me saído bem narrando em terceira pessoa. Espero que curtam ele

Em uma noite sombria, a rua se encontrava completamente vazia, mas isso não impedia de estar barulhenta, o barulho da tempestade que caía não deixava o silêncio predominar.

Uns passos apressados pisava nas poças de lama que tinham se formado na floresta e subiu ao pequeno morrinho que dava para a estrada, pulou os ferros que ficam na lateral e ao pisar foi cambaleando, conseguiu se manter em pé. As solas dos pés sangravam e seu corpo estava em completo exaustão, mas mesmo assim tentou voltar a sua busca.

— Alguém! — com voz ofegante de tanto correr tentou gritar por ajuda.

Mas sua voz não alcançou ninguém e parou para se recuperar rapidamente, não aguentava mais o próprio peso.

Sua respiração estava pesada e queria recuperar logo, tinha que encontrar um jeito de salvar aquela pessoa que tanto ama.

— Preciso te encontrar — sim, precisava encontrar o mais rápido possível.

Uma claridade e um som de buzina veio em sua direção muito rápido.

— Não! — tampou o rosto, fechou os olhos já prevendo seu fim e jogou-se no chão.

Passou uns segundos abriu-os e sorriu não acreditando que desviaram o carro a tempo.

— POR QUE ESTÁ NO MEIO DA RUA, IMBECIL? QUASE TE MATEI — um homem de idade saiu do carro que estava parado ao ponto de bater em um poste — Oh meu Deus! — olhou para a pessoa caída ainda não encontrando forças nas pernas para se levantar.

— Me ajuda — implorou em sinal de desespero — Eu preciso salvar uma pessoa — implorou ao motorista.

— Tenho que fazer algo… — o homem virou as costas indo em direção ao veículo e retirou um taco de beisebol — Preciso acabar com o mal antes que se manifeste — a pessoa caída enxergou um sorriso macabro nascendo no rosto do ser que antes havia visto como sua única salvação.

— Não, não! — levantou com dificuldade.

Suas pernas estavam bambas, havia corrido na chuva sem rumo por um bom tempo, seu corpo se encontrava machucado pelas quedas e o assusto impedia de tomar um rumo para onde fugir.

Tentou correr o máximo que podia, mas sua cabeça girou quando foi acertada pelo taco e caiu de joelhos ainda não querendo se entregar.

— Seres inferiores como você, merecem morrer — e acertou novamente e ele caiu de cara no chão.

Sentiu algo quente escorrer pela sua nuca e pescoço, estendeu o braço tentando alcançar um milagre, mas ela foi pisada pelo motorista.

— Só vou parar quando seu crânio se abrir — deixou bem claro.

Fechou os olhos aguardando o último golpe, sentia que seu crânio talvez não aguentaria mais uma bancada e aí ouviu a buzina de um carro.

— SE AFASTE DESSA PESSOA! — e antes de desmaiar ouviu o som do taco de beisebol caindo bem próximo, enxergou as gotas grossas da chuva batendo no asfalto e desejou com todas as forças que saísse com vida, para conseguir salvar a pessoa que tanto ama.

Notas finais
Espero que tenham curtido