Sweet Desire

7 Capitulo 7 - Sinto ciúmes de uma idosa


Notas iniciais
Tenho adorado os comentários, não sabem como animam e me deixam feliz. Muito obrigada.

Capitulo 7

Olhei envolta sentindo vontade sair correndo, mas seria muito mais constrangedor do que ficar e encarar os fatos, o Suga não quis me ajudar e ainda teve o prazer de me humilhar em frente àquela garota que brotou do nada se jogando em cima dele sem ao menos dar chance de ninguém respirar.

— Então você não é nada dele mesmo? – riu dando de ombros e olhou para o Suga – Podemos nos conhecer então, me passe seu número e marcaremos um lugar para nos encontrar – ela mexeu no cabelo e pegou o celular pronta para salvar o número.

Fiquei observando a cena já prevendo o Suga pedi o número dela em vez de passar o número que não tem, eu devo bolar um plano de impedi-lo de marcar esse encontro. Essa mulher é muito bonita, apesar da Rise ser muito diferente, não muda a realidade de que ele ainda não a conheceu e pode muito bem sentir-se atraído por outras mulheres, mesmo que seja uma dessas.

Vi um sorriso se arrastar pelos seus lábios lentamente e parecia que ela caiu em alguma armadilha.

— Não entendeu? – deu um ar que não estava com paciência com pessoas tolas – Eu estava tentando deixar claro para minha noiva que eu não me envolvo com pessoas como você – ele aceitou? — Depois que provamos de um ótimo vinho, não aceitamos qualquer um... – lançou um olhar de desprezo para o decote dela e sua saia curta.

Fiquei cala não sabendo o que fazer, mas eu precisava manter um ar superior.

— Por um momento nem eu compreendi de quem você estava falando — tentei imitar o jeito que a ex do Suga falava no livro e olhei para ele fazendo beicinho — Mas tudo bem, te desculpo pelo susto que me deu... — e a encarei.

—Por favor, quero ter um jantar em paz com o meu noivo.

— $%*! — ela não falou algo bonito antes de sair de perto.

E logo fiquei calada sem fazer nenhum movimento, o clima ficou estranho.

Ele coçou a nuca e me encarou sério – Só aceitei me passar por seu noivo porque não fui com a cara dela. Então não aja por impulso quando estiver tendo ataques de ciúmes, pois não vou ajudar.

— Que? Nã.. na... não! – menti – Eu só só sentir meu meu orgu-gulho ferido – me abanei e agradeci a comida ter chego.

— Vou fingir acreditar nas suas “pa-palavras” – debochou — Até esqueci o que estávamos conversando. Só me fale sobre sua infância – pediu.

— Ahm... – e agora? – Foi normal! Mas posso te contar sobre o V... – e comecei a contar sobre o V.

Acordei sentindo a claridade vinda de entre as cortinas, me sentei percebendo que estava dormindo na sala e estava já de manhã. Pelo visto o trabalho de arrumar casa deixou-me tão cansada que nem percebi estar dormindo naquele sofá desconfortável.

— O sol já saiu e o Suga ainda não acordou? – me espreguicei.

Ele pareceu um pouco aborrecido por ser obrigado a ajudar arrumar as coisas que espalhou, mas seria um motivo para me acordar o mais cedo possível. Caminhei pela casa o procurando não encontrando nenhum sinal de sua pessoa e parei no corredor que dava para a cozinha.

— Ele voltou para dentro do livro? – arregalei os olhos.

Logo agora que sinto que ele está ficando mais sociável, poderíamos começar a ter uma boa convivência, quem sabe virarmos melhores amigos?

Fiz beiço me sentindo triste, o meu querido Suga foi embora...

Caminhei até a janela abrindo a cortina me sentindo sozinha novamente. V com certeza estaria ocupado com esse competitivo e eu não tenho nem ideia do que poderia escrever para distrair do silêncio.

Olhei para a calçada da Sra. Grace e a Sulkin barraqueira floresceu.

— Que? Não acredito! – falei descrente.

O Suga estava sentado na calçada conversando com as três velhinhas, parecia está bem à vontade, pois seus dentes estavam parecendo cada vez que uma delas dizia algo. Aposto que deve ter notado muito bem que não gosto delas, só para me tirar do sério foi logo fazer amizade.

— Não vou deixar assim! – procurei meu casaco, o vesti e sai de casa.

— Sulkin! – me assustei com o Peter.

Desviei meu olhar dos meus inimigos do outro lado da rua e olhei o Peter.

— Oi? – corei.

— A Pooh está na sua casa? – assenti.

— Apareceu lá esses dias.

— Estou sentindo falta dela, miava o tempo todo pela casa – riu parecendo lembrar o quão irritante devia ser – Nunca vou saber o que ela queria, pois só andava miando mesmo.

— Perdão por isso – pausei percebendo que estava conseguindo conversar normalmente – Mas ela até que nem anda miando mais.

— De repente percebeu o lugar que pertence – sorriu – Vou indo trabalhar, mais tarde conversamos e devolvo as coisas da nossa filha – wow tenho uma filha com ele?

— Tcha-tchau, bom trabalho – acenei e logo virei para os quatro na outra calçada.

O Suga estava me observando enquanto bebia algo quente em uma caneca bonita, a Sra. Amelia estava ao seu lado parecendo muito feliz pela sua presença.

Assim que me aproximei sob um olhar sério do Suga.

— Esse é o tal do V que você tanto fala? – indagou.

— Não, é o meu vizinho Peter – vi o carro do Peter saindo – A Pooh morava na casa dele.

— Agora entendo porque a Pooh voltou para casa, sou muito mais bonito que ele – sorriu presunçoso.

— Sra. Becker, o que você está fazendo na minha calçada? – Sra. Grace indagou parecendo que eu estava sujando sua brilhante calçada – O tempo pode está com um solzinho, mas ainda está frio para ficar usando bermuda – avaliou minha veste — Vai acabar pegando um resfriado – alertou bebericando seu café.

Agora de perto consegui sentir o aroma do que tomavam.

— Está se preocupando com essa aí, Grace? – Sra. Lisa faz o tipo da que sempre gosta de assistir uma treta.

— Mesmo sendo ela, não deixa de ser um ser humano – Sra. Grace justificou – Tirando que quando seu irmão voltar para Coréia do Sul ela vai ficar só. Nem quero imaginar seu corpo se decompondo até aquele bebê vim visita-la – ela ama o V.

O V já deu essa possibilidade de eu morrer e descobrirem depois de dias.

Antes de eu poder agradecer a preocupação e ignorar a implicância com meus pés na sua calçada, Sra. Amelia interrompeu com seu meigo sorriso:

— Sente-se para tomar café da manhã conosco – convidou e eu arregalei os olhos.

— Oh, oh que? – fiquei desconcertada.

— Amelia, nós temos sempre que lembrar o motivo de nosso ódio em conjunto? – Sra. Lisa pareceu estressada pelo convite – Tem tomado seus remédios corretamente? Deve está tendo crise de amnésia de novo? Ou coisa pior?

— Sra. Amelia só é uma dama muito gentil que é incapaz de tratar os outros mal – Suga se meteu defendendo-a e eu fiquei boquiaberta – Já tomou café da manhã? – indagou e eu neguei.

— Ótimo, sente conosco – Sra. Amelia sorriu e levantou – Vou pegar outra cadeira, sente na minha.

— NÃO PRECISA, PEGO UMA LÁ EM CASA MESMO – por puro reflexo me desviei da bengala da Lisa.

— Se vai ter o prazer de tomar café conosco, você vai ter que parar de gritar com a Amelia – Sra. Grace advertiu.

— Tá bom – sorrir confusa, como ela me entenderia? Ela tem problemas de audição.

Enquanto corria para dentro de casa pra pegar a cadeira fiquei me perguntando por que aceitei me sentar naquela calçada, antes só sorriria e falaria que não precisava. Mas agora estou aqui eu indo tomar café só porque o Suga está sentado feliz no meio delas. Uma semana atrás eu ia gargalhar se alguém tivesse me dito que estaria em uma situação dessas.

Suga contou uma história que inventou que explicava o fato de não ter documentos e nada, elas pareceram preocupadas.

— Grace, precisamos comprar coisas novas para ele e ajeitar os documentos dele – Sra. Amelia agiu como se fosse responsável dele.

— PODE DEIXAR QUE... – vi todos me encararem sério e pausei fingindo clarear a garganta – Pode deixar que compro tudo que ele precisar, não se preocupem.

— Mas o Suga vai passear conosco – Sra. Grace declarou – Ele precisa de boas companhias... – a Sra.Lisa riu interrompendo.

— A Grace costumava nos chamar para ir no seu carro a uma lanchonete onde tocava as músicas do Elvis Presley, nosso pai até mesmo nos proibia de andar com ela falando que era má companhia – Sra. Lisa contou nos fazendo rir – Claro, ela era uma namoradeira – e rimos.

— Não tenho culpa se era a mais bonita de Londres – Sra. Grace ajeitou o cabelo de modo superior.

— Que sempre foi bonita era notável... – a Sra. Grace é uma idosa muito bonita — ... Mas namoradeira nunca ia imaginar.

— O segredo é depois de casada parecer à esposa pura – Sra. Lisa deu uma piscadela, mesmo sob um olhar sério da Sra. Grace – A Amelia era ao contrário, só namorou uma vez e vivia lendo e relendo o mesmo livro – pareceu está visualizando a amiga perdida dentro de sua leitura.

— Não me arrependo – sorriu Sra. Amelia.

Por um momento vi na Sra. Amelia minha versão envelhecida e feliz.

— Onde estão os seus maridos? – Suga perscrutou curioso.

— Graças a Deus viúva – arregalei os olhos com as palavras da Sra. Lisa.

— Viúva também, e não feliz por isso – Sra. Grace respondeu.

— Solteira – Sra. Amelia encolheu os ombros sem jeito.

— Ela estava loucamente apaixonada por um cafajeste – Sra. Grace me lançou um olhar mortal e não entendi o motivo

— Isso só aconteceu, pois eu não nasci na época de vocês – Suga encantou elas menos eu.

Por que essa amizade toda com a Sra. Amelia? Por que ela é a única pessoa que ele faz questão de encher de elogios e aumentar a alto-estima? O que ela fez que o deixou encantado?

Terminei de tomar meu café, observando a Sra. Amelia tentando captar em que ponto que ela consegue invocar o lado bom do Suga, quem sabe assim recebo elogios também.

Depois de um tempo fomos para casa, pois elas foram se arrumar para ir à uma aula de dança. Pooh estava na porta da sala nos aguardando e saiu seguindo o Suga até o sofá.

— Estou com fome – avisou voltando a ser o chato de sempre.

— Ontem eu me esqueci de comprar mantimentos – eu tinha ido para casa do V pensando em comprar comida na volta, mas perceber que o Suga havia me manipulado me fez esquecer meus planos.

— Percebi, por isso aceitei o convite das suas vizinhas para tomar café da manhã – rolou os olhos – Então vamos lá fazer compras.

— Deixa só eu fazer uma ligação para ver se o cartão alimentação tem crédito – corri até o telefone e percebi que o fio estava desconectado – Suga, o telefone estava sem sinal por sua culpa! – mostrei o fio solto.

— Ninguém ia te ligar mesmo – deu de ombros.

Ignorei conectando o fio e assim que terminei de conectar o telefone tocou.

— Ninguém ia me ligar mesmo – sorrir vitoriosa atendendo – Alô?

“Yah! É assim que atende quem está te ligando desde madrugada?” V dava entender que estava muito aborrecido “Eu tive que invadir o quarto do meu treinador, tem ideia do quanto me arrisquei?”.

— Desculpas, o Suga bagunçou a casa toda... – encarei-o com um olhar acusador e ele debochou da minha cara voltando a prestar atenção na TV.— ... E ele no meio disso desconectou o fio do telefone.

“Largue de ser velha e trate de comprar um celular!” mandou pela milésima “Até a Sra. Lisa tem um iphone... Bom, eu não tenho iphone, mas ela tem um celular!” ele se deprimi sempre que lembra que ela tem um celular melhor que o dele “Como está o nosso Suga?”

Olhei para o nosso queridinho que estava sendo obrigado a fazer carinho na Pooh.

— Ele está bem e irritante como sempre – dei de ombros.

“Passe para ele, preciso trocar palavras” aposto que estava querendo testar se era real ou não.

— Espere um minuto. Suga – chamei sua atenção e ele me encarou – O V quer conversar contigo.

— Não estou afim – respondeu.

— Ele não acredita que você está aqui mesmo, fale pelo menos só um oi para eu não parecer maluca – insisti.

— Você é maluca. Eu não quero conversar com seu namoradinho, já o conheci o suficiente ontem – fiquei o jantar todo falando do V – Vamos fazer compras ou não?

— Já vamos – rolei os olhos e expliquei para o V que o nosso queridinho não queria falar com ele.

“Óbvio que ele não falaria” acho que ele não confia mais que o Suga saiu do livro “Por favor, se cuida... Só não largo o competitivo, pois não tenho dinheiro pela quebra do contrato, então irei cuidar de você assim que voltar, ok?”.

— Obrigada – mesmo voltando a ser a esquizofrênica, achei fofa sua preocupação – Vou ter que desligar, preciso ir ao mercado – nos despedimos.

Então resolvi ao mercado onde encontrei a garotinha do Vale Desejo, seria uma ótima ocasião para descobrir o que estava acontecendo e o porquê ela permitiu que o desejo do Suga ter que sair do livro tenha se realizado

— Será que aqui vende alguma comida coreana? – Suga perscrutou enquanto observava a vista pela janela do carro.

— Acho que não, se quiser assim que chegar em casa pesquiso sobre algum restaurante e te levo – sugeri.

— Aceito.

Percebi que o mercado estava perto e já fui me preparando para entrar no estacionamento, mas para minha surpresa o mercado não estava ali, havia apenas um terreno abandonado. Parei o carro onde era o estacionamento.

— O que está fazendo? Aqui não tem nada – Suga arregalou os olhos me vendo descer do carro – Yah! – desceu batendo a porta do carro.

Não é possível... Olhei o hotel que tinha enfrente do mercado e ele estava ali. Mas onde estava o mercado?

— Cadê o mercado? – balancei a cabeça abismada.

— Com certeza em outro lugar que não seja esse.

— Suga, eu vim aqui no mercado um dia antes de nos encontrar pela primeira vez e ele era recém-inaugurado... – pausei – Você pode não acreditar, mas recebi um vale desejo e com ele devo ter te desejado... Mas ele desapareceu em menos de uma semana... Ele ele ficava aqui – apontei para o mato.

Ele ficou calado pensando bastante.

— Isso não é importante – respirou fundo – Vamos para o carro, eu dirijo e você me guia para o “outro” mercado.

Assenti o seguindo até o carro, sabendo que ele estava me achando uma maluca e só estava se forçando a ser paciente.

Notas finais
Espero que tenham curtido!