Sweet Desire
3 Capitulo 3 - Suga melhor pessoa para se conviver!
Notas iniciais
Fiquei assistindo TV aguardando o Suga terminar de tomar banho, e digo que está demorando muito, a máquina já deve está terminando de bater as roupas dele e ainda nem desligou o chuveiro.
O lado bom que isso me deu tempo o suficiente para pensar sobre o que está acontecendo. Nada está fazendo nenhum sentido. Ele está aqui em casa, às roupas dele estão sendo lavadas na minha máquina de lavar, está tomando banho no meu chuveiro e whoa... Usando meu sabonete.
Será que isso está acontecendo pelo poder do Vale Desejo? Eu cheguei fazer o pedido dele aparecer? Mas se isso tiver acontecendo por causa do pedido, quer dizer que a menina era um ser mágico? Não...
— Aquela garotinha! – encostei minha cabeça nas costas do sofá.
Ela pressionou o gatilho que liberou essa doença, agora estou o vendo, isso é muito perigoso. Só que essa doença não estava contando que sou altamente preparada para lidar com ela, afinal, assisti o dorama It’s Okay, That’s Love. Lá o principal estava vendo um rapaz fofinho e no final era tudo fantasia da sua mente. O negócio é focar em algo que não faça sentido no Suga, certo, algo não pode fazer sentido.
Foi nesse momento oportuno que ouvi a porta do banheiro sendo aberta, virei e arregalei os olhos.
— QUE É ISSO? – apontei em sua direção, aposto que estava parecendo está prestes a explodir de tão vermelha, estou sentindo meu rosto queimando.
Ele estava usando apenas uma toalha enrolada envolta da cintura e me olhou muito sério.
— Eu não vou usar isso – jogou o short que o emprestei em minha direção.
— Então vai ficar andando seminu pela casa? – perscrutei com a voz estridente.
— Isso você tinha de ter pensado antes de me trazer para sua casa – respondeu parecendo muito convicto que eu o sequestrei.
— Eu nunca te trouxe para minha casa, quantas vezes tem que dizer que estava tomando banho e você apareceu no banheiro de repente? – aposto que pareci está à beira de enlouquecer.
— E que sai magicamente de um livro? – debochou – Independente do que esteja acontecendo, vou resolver isso. Mas não usarei esse short – apontou para o short em minha mão.
— O que tem de tão errado no short? – era rosa Pink com um símbolo da hello kitty, mas ele usaria um casaco que o V esqueceu aqui outro dia, então não afetaria tanto seu visual.
— É curto – respondeu.
— Um short rosa não afeta a masculinidade de ninguém, á não ser que tenha já suas dúvidas – dei um ar de indireta.
Ele pareceu sem jeito.
— Só não quero exibir meu corpo – falou o cara que está usando apenas uma toalha.
— E sua solução é ficar usando uma toalha e se ela cair? – apontei na direção abaixo de sua cintura.
— Não me importaria, é normal parecer sem roupa na frente de outra pessoa, já dividi quartos durante a faculdade – contou dando de ombros.
— Mas eu sou mulher – rebati.
— Para mim você não chega ser considerada uma.
Fiquei boquiaberta.
Como ele pôde falar isso? Entendo que posso não fazer seu tipo, mas dizer umas coisas dessas é ser muito rude e fere meu orgulho. Posso não ser atraente, mas é preciso ofender?
A Rise no meu lugar falaria poucas e boas, o deixaria desarmado e daria uma risadinha cínica, mas a única coisa que fiz foi totalmente no impulso.
— Yah – avancei nele para socá-lo e o chamar de idiota.
Ele segurou meu braço.
— Tem como parar de tentar acertar minha cabeça? – aí ele deu um sorriso como se entendesse algo – Ah, queria derrubar a toalha disfarçadamente? – arregalei os olhos — Eu vou usar esse short só para não dar o gostinho.
— Eu não disse isso – meu rosto voltou a arder – Eu nunca faria isso...
— Seu rosto corado não diz o mesmo – e foi para o banheiro colocar o short.
Bufei logo após dele bater a porta do banheiro.
— Pelo menos aceitou usar o short – senti-me aliviada e me sentei
Depois ele saiu do banheiro usando o short rosa e ficou bonito nele.
— Estou com fome – contou não mostrando nenhum constrangimento por está usando aquele short.
— Não pensei nisso – me levantei indo para cozinha e o senti me seguindo – Pode esperar na sala, enquanto assisti algo – não me concentraria se ele ficasse me vigiando.
— Até gostaria, mas não quero correr o risco de ser dopado novamente – respondeu parando perto da mesa.
Bufei.
— Eu não sou uma sequestradora.
— Perseguidora? – indagou.
— Também não. Eu sou uma escritora, te escrevi por uns três anos e ho... – fui interrompida.
— Só faça algo para eu comer. Não tenho paciência para ouvir conversa de doido.
Ninguém sabe da existência dele, posso matar e não vão nem notar. Tentador...
— Vou fazer um sanduiche – contei pegando os poucos ingredientes da geladeira.
Preparei, e entreguei pra ele que sentou a mesa e ficou me encarando como se estivesse esquecendo alguma coisa.
— O que foi? – indaguei.
— Algo para beber.
Assenti e corri indo pegar uma latinha de cerveja.
— Aqui – coloquei na frente dele.
— Cerveja? – arqueou uma sobrancelha.
— Era única coisa que tinha – respondi desviando o olhar dele.
— Serve – e abriu a latinha e começou a comer em silêncio.
Fiquei o observando, ele não tem algo que mostre que não é real, está até segurando a latinha e bebendo. Como que uma ilusão pode interagir com as coisas no ambiente? Se essas coisas estão sendo inventadas por mim também?
Coloquei a mão em minha cabeça, me sentindo muito confusa. Suga, por que anda na minha vida dessa maneira?
— Por que está me encarando? – acordei de meus pensamentos com a cara dele séria.
— Não estava te encarando... – menti.
— Estava – afirmou – É tão estranho! – reclamou e se levantou.
— Eu não estava... – tentei me explicar, mas desisti.
— Vou ir dormir, está tarde – e saiu andando para sala.
— Ainda são oito horas e quarenta da noite – contei o seguindo.
— Melhor eu dormir mesmo – e foi em direção ao meu quarto.
— Hey, hey, esse é o meu quarto! – corri impedindo-o de continuar.
— E o que tem? Vou dormir nele – sorriu tendo certeza disso.
— Não, eu durmo nele – tentei mostrar firmeza.
— E aonde eu dormirei? –perscrutou confuso.
— No sofá – apontei para o sofá com a cabeça.
Ele virou a cabeça para ver o sofá, e estreitou o olhar e pareceu não gostar muito do seu lugar.
— Nem sonhando. Vou dormir em uma cama decente.
— Mas eu uso aquela cama – praticamente gritei desesperada.
— Só não usar – cruzou os braços mostrando que não estava com paciência para discussão.
— Onde eu dormirei então? – questionei cruzando o braço também.
— No sofá – apontou para o sofá.
Olhei para o sofá. Suspirei percebendo que invertemos os papéis.
— Eu vou dormir na minha cama – declarei.
— Só depois que eu voltar para casa — falou mostrando que não ia desistir da cama.
— Você não tem casa! – ele vai me enlouquecer.
— Eu vou dormir naquela cama – ignorou apontando para o meu quarto.
— Ouça, o sofá é muito confortável e é muito melhor que a cama, isso posso garantir – tentei soar que era a mais pura verdade.
E um sorriso arrastado foi se formando em sua face, só que seu olhar mostrava que cai em uma armadilha e percebi tarde sua virada diabólica.
— Ótimo. Então você dorme lá e nem sentirei remorso – me tirou do caminho e entrou no quarto me deixando desarmada.
Fiquei para piscando por alguns segundos e acordei entrando no quarto, e o vi deitado na cama.
— Vai para sala! – mandei.
— Me deixa dormir! – reclamou sem mover um centímetro.
— Saia – tentei o puxar pelas pernas, mas era muito pesado – Aaah... – bati os pés no chão, estou angustiada.
Ele se sentou me olhando como se eu fosse uma criança birrenta.
— Eu não sou seu querido personagem que saiu do livro? – perscrutou.
— Sim – o olhei com desconfiança estranhando a pergunta.
— Então me trate bem, talvez amanhã de manhã assim como apareci aqui, posso ir embora..
Abri a boca para manda-lo sair da cama, mas o que ele falou começou a fazer sentido. Seria apenas um dia!
— Ah? Claro! – rir empolgada, como não pensei antes – Durma bem Suga – sorri meiga.
— Agora saia – fez sinal para eu sair.
— Okay... – peguei um travesseiro e uma coberta.
Isso, o Suga vai ir embora amanhã, tudo ficará como era antes.
— Feche a porta ao sair – mandou e fechei.
Suspirei aliviada e fui me deitar sorridente.
— Mas ele vai ficar ali no quarto dando sopa e não vou aproveitar – reclamei fazendo beiço – Suga, Suga vou mudar o livro para eu ser seu tipo ideal. Assim na próxima visita possamos nos divertir juntos – rir me sentindo pervertida.
Observei a porta do quarto, nem consigo acreditar que ele está ali dormindo... O seu cheiro vai ficar nos meus lençóis... Foco, ele é a sua doença em pessoa.
Fui dormir bem tarde, pois simplesmente não tirava o Suga da cabeça.
— Ohh... – me espreguicei.
— Shh.. – alguém ao meu lado se mexeu.
— Preciso ir comprar pão... – cochichei.
Aí vi o sorriso doce do Suga, me observando.
— São 10hrs ainda, você pode dormir mais, eu cuido do nosso café da manhã... – tocou minhas bochechas – Tão linda!
— Tem certeza? – ele assentiu e sorri fechando os olhos.
— ACORDA! ACORDA! – despertei com a voz do Suga.

— Hm? – tentei abrir os olhos
— Acorda!! – e ficou me balançando sem parar.
— Me deixa dormir – implorei.
— Preciso tomar café da manhã – continuou a balançar.
— Faz você mesmo – mandei.
— Está brincando, vá fazer! – exigiu.
Por que fui escrever uma pessoa tão chata? Se arrependimento matasse, estaria morta nesse exato momento.
— Espera um pouco – pedi.
Enxerguei-o me encarando com certa dificuldade, pois estava muito escuro e meus olhos não conseguiam se manter abertos.
— São que horas? – perscrutei tentando ter forças para me sentar.
— São 4hrs 56 minutos – respondeu olhando o relógio eletrônico perto da TV.
— QUE? QUE? – gritei com uma mistura de raiva e descrença.
— Acordo um pouco cedo – deu de ombros – Se você fosse minha criadora saberia muito bem isso!
— Hm... – esqueci que escrevi isso – Preciso modificar isso também... – resmunguei.
— Agora prepare meu café da manhã – e foi para cozinha – Não demore!
— Vou acertar sua cabeça alguma hora querido Suga!
Levantei com as baterias carregadas de ódio, e ouvi um grito do Suga.
— Meu Suga!! – fui desesperada defende-lo — Suga!
— Que demônios é isso? – ele apontou para a janela.
E lá estava a Pooh olhando para ele e lambeu as patinhas nem ligando por está sendo ofendida.
— É a Pooh, minha gata – fui até ela empolgada, fazia uns dois meses que não dava as caras.
— Como? Não tinha nenhum indicio de ter um bicho desses aqui.
— Ela é minha, mas vive na casa ao lado – expliquei.
— Deixe esse troço longe de mim – e se sentou a mesa – Lave as mãos antes de começar a preparar o café da manhã – pediu.
Ninguém vai saber se eu o assassino. Ninguém...
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