Sweet Desire

10 Capitulo 10 - As coisas não estão indo bem para o Suga


Notas iniciais
Heey, mas um capitulo! Obrigada pelos comentários, eles ajudam muito motivando e me fazendo feliz!! Espero que gostem do capitulo novinho!

Capitulo 10

Depois de uma leve discussão entre todos para decidir se eu e o V teríamos permissão para participar das aulas de dança, finalmente uma mente brilhante percebeu que eu que dei a ideia, por mérito de ser útil pra humanidade, tinha o direito de ver o meu queridinho mexer pela primeira vez o seu esqueletinho.

— Onde podemos ensaiar? – Sra. Lisa perguntou mostrando que nada estava totalmente decidido.

— Podemos ensaiar no meu jardim, assim dar para ensaiar livremente e não deixaremos certas pessoas terem acesso aos nossos bens que estão dentro de casa – Sra. Grace adora me ofender, por que quero tanto ficar perto dessas pessoas?

— Eu só... Só roubei uma vez na vida – contei querendo melhorar minha reputação.

— Uff! – Sra. Lisa balançou a bengala em minha direção – Vou deixar meu celular bem longe de você!

— Celular? – os olhos de V deu um brilho e logo após pareceu um pouco triste.

Depois que quitar minhas dividas por conta das despesas com o Suga, vou ver se compro um celular para meu velho amigo.

— Melhor irmos andando – Suga estava estressadinho porque era contra eu e o V assistirmos suas aulas – Só digo, não quero nenhum dos dois sentando na cadeira que a Sra. Grace colocou no jardim para mim – wow agora tem troninho?

— Oh Suga, somos bons amigos! – o V correu atrás do rei nojentinho e me deixou caminhando ao lado das minhas arqui-inimigas.

— Nunca imaginei Grace deixando essa daí entrando no seu quintal... – Sra. Lisa disse parecendo decepcionada.

O que eu fiz para tanto ódio gratuito?

Todos ficaram acomodados no jardim depois de um tempinho, pois tinha que preparar o café da manhã, depois uma delas inventou de comer chocolate quente e biscoitinhos caseiros que foram separados em duas bandejas que a Sra. Lisa fez questão de colocar os que tinham mais chocolates na que estava perto do V dizendo que ele precisava engordar.

Sra. Amelia foi posta distante do V porque dessa vez inventou que sentia medo dele. Tem dia que ela quer bater nele, tem dia que o chama de demônio puro, outro o ama muito, entre outros sentimentos e estamos no dia em que ele é um rapaz com aparência angelical, mas é um assassino em série.

— Meu amado Suga, eu vou te ensinar os passos e depois te ensinamos a conduzir uma bela dama – Sra. Grace explicou.

Parei de prestar atenção no V ensinando a Sra. Lisa mexer no celular e sorri querendo registrar os primeiros passos de dançando.

— Certo – ele parecia tão perdido... Virou me vendo admirando, eu devia estar com um ar apaixonado, ele rolou os olhos suspirando um pouco irritado.

— Eu vou fazer o papel de condutor, então coloque as mãos em meu ombro e eu colocarei em sua cintura – ele fez o que foi instruído.

A Sra. Grace era um pouco mais baixa, pirei imaginando a Sra. Amelia que ficaria miudinha dançando com ele.

— Siga os passos, 1, 2, 1, 2, 3 – ele estava tão atrapalhadinho que chegava ser fofo.

— Desculpa – ele ficou corado quando pisou no pé dela.

— Fique tranquilo, é normal – e continuaram por um bom tempo aprendendo o básico, o Suga estava tão engraçadinho e dava algumas risadas.

Seria tão gostoso se ele começasse a dar essas risadas comigo e me tratasse que nem trata as minhas vizinhas, seria até mais perigoso... Ele é malvado comigo e já fico caidinha só por uma coisinha que faz, imagine se ele agisse todo educado?

— Sulkin! – ele me chamou tirando de meus pensamentos.

— Hm? – entortei a cabeça aguardando o que diria.

— Vá preparar o nosso almoço – mandou apenas sinalizando para nossa casa.

Se eu me levantar simplesmente para fazer, vou-me sentir sendo empregada dele e depois ficaria inventando um monte respostas enquanto cozinho.

— Não – respondi fazendo-o morder o lábio inferior e estreitando o olhar.

— Por que não quer ir preparar? – perscrutou.

— Porque... hm... – não é hora para ficar com dificuldade na fala – Porque você não pediu... pediu educadamente – finalizei esperando sua reação.

Suspirou requerendo um pouco de paciência com uma criança birrenta.

— Qual é o seu problema? É tão egoísta ao ver que estou me esforçando amanhã inteira e não vai ao menos preparar um almoço simples? – pausou – Pode deixar que deixo de ajudar a Sra. Amelia para preparar meu próprio almoço...

— Eu preparo para você – Sra. Amelia se prontificou.

— Não precisa Sra. Amelia, eu vou preparar – respirei fundo me levantando – Só... Só esperava ser tratada com mais respeito – e fui para minha casa, só que alguém me seguia.

— Você poderia parar de fazer drama por pouca coisa? – Suga indagou incomodado.

— Não é drama, só tem uma hora que a gente cansa de ser tratada como empregada — respondi tentando controlar meu estresse.

— E tinha que ser justo em um momento importante? – perscrutou cruzando os braços.

— Tem momento certo para essas coisas?

— Não enquanto preciso me concentrar em fazer alguém feliz – respondeu rolando os olhos e forcei-me a não apertar suas bochechas.

— Você querendo fazer alguém além de sua família feliz... – resmunguei.

— Não me trate como se eu tivesse um roteiro – chamou minha atenção – Eu não sou um personagem para não ter escolhas!

— Desculpe – é difícil lembrar que não posso fazer referencias ao livro na frente dele.

— Vou voltar para o ensaio, até logo – e saiu de perto.

Veio só reclamar mesmo?

— Irritante – fiz beicinho irritado e fui ser uma escrava na cozinha.

Depois de um tempinho pensando em algo saudável que poderia agradar todas as minhas vizinhas e os rapazes, comecei a por a mão na massa. Preciso preparar o melhor almoço possível, quem sabe poderia conquistar as meninas assim?

— O que está preparando? – dei um salto percebendo que o Suga pareceu na cozinha.

— Não era para você está ensaiando no momento? – perscrutei curiosa.

— Resolvi vim ajudar a preparar a comida, a enfermeira da Sra. Amelia chegou e foram para o quarto... O V está ainda conversando com a Sra. Lisa no jardim – fiquei o encarando para ter certeza de que dessa vez não era uma alucinação mesmo.

— Entendi – umedeci os lábios sem saber como reagir.

Ele estralou os dedos – Preciso de você em seu estado normal, para conseguir preparar algo decente – suspirou e mexeu nas panelas – Vou preparar... – foi para geladeira ver o que preparava...

O Suga não sabe nem fritar um ovo, ele queimou a frigideira da Rise quando foi preparar algo por conta própria.

— Não tem nada de interessante aqui – bufou indo para os armários e pegou um pacote de sopa pronta – Cadê a panela? – indagou.

— Ali – apontei segurando a vontade de rir da sua grande ajuda que não combinava com o que ia preparar.

— O que foi? – estava pronto para discutir por qualquer palavra torta que eu pronunciasse.

— Nada, prepare... Prepare a sopa em paz – mostrei o espaço vazio no fogão.

Ele começou a preparar ficando atrapalhado só em abrir a embalagem e colocar na panela.

— Certo... – começou a mexer.

— Tem colocar 200 ml de água aí – avisei vendo que não colocaria.

— Yah, cuide da sua parte – continuou dando atenção a sua sopa.

— Mas está escrito no modo preparo isso – expliquei.

— E eu preciso de alguma receita? Eu sei cozinhar desde pequeno, minha avó me ensinava nos finais de semana... – por que você está mentindo, Suga?

— Então não preciso me preocupar... – preferi fingir não saber de sua mentira e me foquei em preparar o almoço.

Isso preciso fazer algo muito bom! Assim arrancaria elogios das meninas.

Gargalhei com meu plano.

— Está parecendo uma bruxa fazendo feitiço... – ele arranjou desculpa para me ofender.

— He He – fiz bico continuando a preparar.

Reparei que o Suga colocou água na sopa e colocou bastante que está com aparência de aguada. Acho que ele percebeu o mesmo, pois começou a pegar coisas aleatórias e colocar na sopa.

— Agora vou deixar um bom tempo no fogo – informou saindo da cozinha.

Observei até ter certeza que tinha saído mesmo e experimentei. Mas foi o pior erro que tomei, estava muito ruim... Ele colocou canela, pimenta nisso e orégano!

— Ele vai ficar muito triste se ver que saiu tudo errado e ninguém comer sua sopa... – então decidi fazer algo bem arriscado...

Joguei sua sopa na lata de lixo e peguei outra embalagem, despejei na mesa panela que lavei as pressas e coloquei água, coloquei algumas coisas para disfarçar que era mesma e sai de perto querendo não levantar alguma suspeita.

— Já passou os minutos corretos – ele voltou para cozinha parecendo confiante e foi até a panela – Com certeza deve está ótimo... – abriu a panela e sentiu o aroma – O cheiro está perfeito, mas falta o gosto – e experimentou — Está ótimo! Está ótimo!

— Sério? – quis agir como se não acreditasse.

— Experimente e verá que é melhor que qualquer coisa que preparou na vida – se soubesse que fui que preparei...

— Tá bom mesmo – fiz joinha e fez apenas um aceno convencido desligando o fogo.

— Gente, tem um problema! – V pareceu pálido.

— Qual? – perguntamos juntos.

— Para se apresentar precisa de documentos oficiais – deu um sorriso forçado – Suga não tem nenhum documento...

— Esquecemos-nos desse detalhe... – fiquei cabisbaixa.

— Eu perdi na Coréia do Sul... – encostou-se à bancada da cozinha chateado também.

V abriu um sorriso de repente, mas depois retirou parecendo desanimado e ficou mordiscando os lábios parecendo segurar algo.

— Que ideia tem? – indaguei.

— Eu não sei se o Suga vai concordar...

— Qual ideia? – perscrutou curioso.

— Eu conheço um cara que trabalha em um cartório e consigo fazer todos os documentos do Suga... – ele finalizou dando mais um sorriso forçado.

— Assim consigo voltar para casa... – os olhos do Suga brilharam de felicidade.

— Suga... Bem... – V parecia está muito relutante e triste em falar – Fazer seus documentos é fácil, mas colocar uma família que não existe e coisas desse tipo é uma coisa completamente diferente... Assim teria mais pessoas fictícias nos documentos e seria fácil de notar algo errado... Hm desculpe a sinceridade!

— Então, você está querendo dizer que tenho que esquecer quem eu sou e começar algo novo? – perscrutou.

— Basicamente aceitar a realidade, você não tem uma vida real na Coréia do Sul para a qual voltar – V você está sendo muito direto...

— Vocês realmente vão continuar insistindo nesse assunto de que não sou real? Eu fui um bebê, tenho lembranças de tudo e sinto falta de casa... – ele caminhou pela cozinha – Vocês não podem agir assim comigo, não podem fazer a minha vida desaparecer dessa forma! Eu existo. Eu sou de carne e osso – mostrou seus braços parecendo desesperado em provar que algo nele era real.

— Suga... – não sabia o que falar.

— Eu não sou sua criação, eu não posso ser uma criação apenas – e saiu da cozinha.

Eu e o V ficamos nos encaramos sem saber se seguíamos ou o deixávamos só.

— Ele está magoado – comentei o óbvio.

Ele estava tão feliz com sua sopinha e vem o V jogando água fria em sua empolgação, ainda confrontando em um assunto que não pode nem ser tocado.

— Eu sei que isso não é algo legal para falar, mas sinto que vai ser melhor para ele aceitar logo as suas condições nesse mundo – começou a se explicar – Se ele continuar agindo como se sua condição fosse passageira vai acabar se atrapalhando e causando muitas dividas.

— Mas é tão triste... – o que ele deve está fazendo nesse momento?

— Bom... – ele voltou para cozinha nos surpreendendo – Se eu aceitar fazer esses documentos, estarei está aceitando que vim de um livro e isso é algo... Assustador e bizarro.

A Sra. Amelia pode ficar até triste, mas já está sabendo que o Suga perdeu seus documentos e entenderá seus motivos. Então, ele não precisa ficar se forçando em coisas que o machucam.

— Infelizmente é a verdade, já viu os desenhos? E o livro? – V indagou antes que ele dissesse que não ia aceitar – Como eu saberia que você quando tinha 7 anos viu seu pai traindo sua mãe e nunca contou para ninguém? Você detesta a comida de sua mãe, mas fingi gostar a vida inteira, pois é a única coisa que ela “sabe” cozinhar...

— Eu nunca... – ele ficou perdido.

— V, pare de força-lo a is...

— Bom... – Suga chamou nossa atenção e respirou fundo olhando para o alto.

Ele estava segurando um choro? Meu Suga que é frio e não demonstra sentimentos está prestes a chorar?

— Eu aceito... Fazer esses documentos... – isso foi doloroso demais, ele aceitou tão fácil e mesmo assim parece que preferiu pressionar o gatilho acabando com a vida do antigo Suga.

Notas finais
O que acharam do Suga "aceitando" ser obra principal de uma ficção?