Sweet Desire

34 Capítulo 33 - Escondendo as façanhas da madrugada


Notas iniciais
Olá pessoal, sentiram minha falta? ( ^ 3 ^ ) Essa semana foi complicada, festa da sobrinha, visita, primo obrigando passar a madrugada inteira jogando LoL e aquele bloqueio criativo miserável. O que me salvou foi eu já ter escrito o roteiro da história querendo me proteger desse mal que se chama bloqueio criativo *viva Obrigada ao apoio e pelos comentários, sou eternamente grata. E espero que gostem do capítulo

Tentei fechar os olhos e dormir, mas nem ao menos fecha-los eu conseguia. Não é todo dia que eu e o Suga ficamos sozinhos em casa e ainda por cima dormindo na mesma cama.
Virei dando de cara com as costas do Suga. Quanto tempo eu dormi no sofá imaginando ele me chamando para dividir a mesma cama ou eu entrando para tirar a inocência dele? Pensar é a coisa mais fácil que uma escritora pode fazer, não foi pensando que criei esses personagens que estão perambulando pela Seoul inteira? Agora tomar uma atitude que é difícil para a minha pessoa..
Suspirei chateada, vou chutar ele da cama daqui à pouquinho.
— Suga, Suga, se eu tivesse pelo menos um pouquinho de coragem… — você não ia está dormindo agora…
Antes eu estava preocupada de algo poder rolar, agora estou chateada que nem ao menos tentou me beijar.
— Se tivesse? — praticamente dei um salto pelo susto que tomei — Se você tivesse coragem, o que você faria comigo? — se virou mostrando aquele sorriso traiçoeiro e maligno tão conhecido entre seus lábios.
— Eu… achei que.. — o que faço agora?
— Não sei se isso pode te ajudar a tomar alguma coragem — fez uma pausa e depois falou bem baixo, como se revelasse um segredo — Fiquei esse tempo todo pensando em formas de tirar sua roupa sem parecer o pervertido que o TaeHyung insinuou — e o que faço com essa iceberg gostoso na minha barriga?
Fiquei encarando ainda tomada pelo susto e surpresa que não sabia nem o que falar e muito menos o que fazer.
— Será que posso tomar alguma iniciativa? — pelo visto não está mais com sono.
Umedeci os lábios e tomei a iniciativa de beija-lo, ele respondeu o beijo sem pressa, aos poucos suas mãos começaram explorar meu corpo por cima da camisola e eu correspondia o abraçando.
— Sulkin, você é tem a mente muito atenta para certas coisas — falou ao pé do ouvido — Não posso negar que gosto disso — e mordiscou o lóbulo da minha orelha, me deixando toda arrepiada e se apoderou dos meus lábios.
Ele levou a boca até meu pescoço e uma de suas mãos tocavam meus seios, mordi o meu lábio inferior não querendo deixar escapar um gemido.
Foi quando ele tomou meus lábios novamente e pressionou sua ereção na minha intimidade, mesmo ainda vestidos, não pude evitar que um gemido escapou dos meus lábios.
— Isso — ele aprovou repetindo o gesto e se sentou tirando a camisa. Me observou e sorriu — Você é linda demais, Sul — e cobriu meu corpo com o seu e tocou meu rosto.
— Suga…- abracei-o e afundei meus dedos em seu cabelo.
— Não fique tímida, só tem nós aqui — sua mão foi traçando meu corpo, desde a bochecha até a coxa e apertou a sentindo — E a porta está trancada — me beijou com todo desejo.


Eu podia sentir em cada toque, em cada carícia, em cada beijo e em cada palavra, a sinceridade do nosso desejo mútuo e cada pedacinho do meu corpo queimavam correspondendo ao Suga.
Ele inverteu as posições, sentou me deixando em seu colo e o ajudei a tirar minha camisola.
— Fico feliz por você ter comprado roupas íntimas novas — disse olhando para meu sutiã, sim, fui dormir de sutiã só porque ia dormir do lado dele — Os que seu pai comprou eram de vovó… Você é muito sexy para eles — primeira vez que me chamam de sexy, ou V já me chamou?
— Reclamando do meu sutiã em uma hora dessas? — indaguei.
— Não faça esse bico que eu já penso em um bis — nem terminamos a primeira.. — Chega de sutiã então — contornou minha pele exposta próxima do tecido, até que chegou ao fecho e abriu e o ajudei a terminar o trabalho.
Me deitou ficando por cima, e tomou meu seio com a boca, sugou, mordiscou e traçou o mamilo com a língua e com a outra mão deu atenção para o outro seio. Logo após seus lábios foram descendo pela minha barriga causando arrepios e suas mãos desciam a minha calcinha, foi quando percebi qual era sua pretensão..
— Suga! — não tem como ele querer… querer..
— Relaxa — passou tranquilidade.
Colocar a boca ali não deve ser um pouco estranho? O que faço se eu não gostar? Agora estou preocupada com…
— Oh my god… Su-su… — por que subestimei tanto essa ideia dele?
Fechei meus olhos me entregando aquela sensação prazerosa e segurei o cabelo do Suga, nem sei se puxei ou apenas fiquei segurando, mas tenho certeza que nunca senti isso na vida.
— Foi ruim? — ele indagou sorrindo de canto, estava tirando a bermuda e a cueca — Só uns segundos — pegou uma camisinha no bolso da bermuda, abriu a embalagem e começou a colocar — Eu vim preparado sim, não seria louco de vim sem pelo menos uma, dormindo ao seu lado — acho que o V deixou ele preocupado com esse lance de pervertido.
— Não falei.. nada — dei de ombros.
— Você está atenta a outra coisa — riu terminando de pôr a camisinha.
— Aigoo — reclamei e ele voltou para perto.
— Não faça esse bico — disse em tom de brincadeira e me beijou, acariciou meu corpo e aproveitei para "explorar" o seu também — Você é perfeita — elogiou descendo sua mão até a minha intimidade e estimulou, enquanto me beijava.
— Suga… — minha voz saiu rouca, ele se ajeitou em cima de mim e me penetrou devagar, senti um incomodo que chegava ser uma dorzinha.
Ele ficou aguardando meu corpo se acostumar até que lentamente começou a movesse e nossos gemidos foram preenchendo à noite.


Acordei com um beijo no cangote, espreguicei esbarrando no Suga o fazendo bufar e mordeu de leve minha bochecha.
— Em plena manhã sendo agredido? — reclamou e riu — Eu vou para o quarto do TaeHyung, tranque a porta ou coloque uma roupa. Tenho quase toda certeza que a primeira coisa que o TaeHyung vai fazer quando chegar é verificar se aconteceu algo ontem à noite — explicou o porque do pedido e principalmente por ter me acordado.
Em comparação as inúmeras vezes que fui acordada com ele me balançando, batendo panela ou gritando, essa foi de longe a melhor forma de me acordar.
— Vou... Colocar a camisola — me sentei procurando a camisola e o Suga pegou do chão me entregando — Obrigada.
— Nada — me deu uma bitoca — Até depois — se retirou e me vesti.
Será que mais tarde vou olha-lo normalmente? Espero que eu não aja como uma estranha e fique com vergonha de olhar meu próprio namorado.
Resolvi me preocupar com isso mais tarde e voltei a dormir assim que me deitei.


Saí do banho encontrando o V e o Suga tomando café da banho juntos, assim que entrei o meu querido amigo ficou sério e desviou o olhar.
— Bom dia… — me responderam de volta e fui procurar torradinhas, não me acostumei com o café da manhã coreano.
— Acabei de contar para o TaeHyung que o idiota do JunHo apareceu — Suga informou sobre o que conversavam.
— Jung.. Ahm — qual era mesmo? — Ah, o nome dele é JungKook agora.
— Ele mudou de nome também? — V riu associando que o Suga havia trocado também — A genética sempre me impressiona..
— Que genética? Por acaso esqueceu que somos dois joão ninguém? — Suga indagou bufando.
— Até onde eu sei, vocês são irmãos, então têm alguma ligação... — V deu de ombros.
— O Sr. Park também saiu do livro — contei fazendo o meu querido amigo me olhar nos olhos pela primeira vez.
— Ele veio aqui? — perscrutou curioso.
— Não, o Kook deixou o telefone da casa dele — respondi e não pude deixar de notar que o V logo desviou o olhar.
— Por que não ligaram? — perguntou, aposto que se estivesse aqui ia ligar na hora.
— Estava tarde… — enquanto o Suga explicava sobre as coisas que conversamos com o seu irmão, eu fiquei observando o V que parecia muito estranho.
Com o Suga ele estava agindo normalmente, agora comigo, estava distante… Será que ele percebeu e está decepcionado?
Fui pegar o pote de geleia para passar na torrada e ele fez o mesmo, nossas mãos se tocaram e afastou a sua como se levasse um choque.
— O que está acontecendo? — indaguei interrompendo as risadas sobre o Sr. Park te virado praticamente garoto de programa — Você está agindo assim por quê?
V arregalou os olhos e os fechou de maneira dramática.
— Desculpas, desculpas!
— Pelo o que? — estou perdida.
— Eu te traí, não teve saída nenhuma do time… Eu saí com uma garota chamada Yan e cheguei a pouco tempo — parecia muito arrependido — Nunca mais faço isso, Okay?
— Yan? — indaguei estranhando o nome — Por que nunca me falou dela? — arfei não acreditando que guardava segredos.
— É uma colega de equipe, é reserva… — tocou a cicatriz confuso — Nunca mais faço isso…
— Só estou surpresa… — balancei a cabeça perdida, ele me contava tudo — Eu não posso cobrar nada de você..
— Por que? Nós somos carne e unha, não devemos ter segredos en… Ai meu Deus… Não acredito! — acho que ele começou a suar frio e encarou o Suga sério — Yoongi, você não devia… Não posso reclamar, foi minha culpa..
— Por acaso vocês dois são um casal? — Suga estava de braços cruzados nos observando de cara feia — Por que precisam ficar tomando conta da vida sexual um do outro? — perscrutou deixando eu e o V constrangidos.
— Eu sempre prestei conta para Sulkin e ela, bem não prestava, pois não tinha nem vida social… — ele parou — E isso é meio estranho, percebi agora — forçou um sorriso.
— Percebeu somente agora? — Suga arqueou uma sobrancelha — Depois me mostre a foto da sua garota..
— A Yan não é a minha garota — deixou claro.
— Mesmo assim, quero ver se você tem um bom gosto, como o meu — Suga falou se levantando.
— Não posso discordar você está com a Sulkin e tem a Ri… — V parou de falar ao lembrar que esse nome não trás bons sentimentos.
— Estou indo trabalhar — bagunçou o cabelo do V e apertou meu nariz — Tchau — e saiu nos deixando sozinhos.
Assim que o som da porta sendo fechada foi ouvida, um sorriso malicioso brotou entre os lábios do V e devo ressaltar que bizarro, pois sua boca estava cheia de torrada e geleia.
— Como foi a sua noite? — indagou me fazendo tossir — Ué não vai contar?
— Isso não é um… pouco pouco esquisito? — fiz careta e ele me copiou.
— Por que seria? — perscrutou não entendendo.
— Você é um homem e eu sou uma mulher…
— Sulkin, minha pequena garota. Nós dois somos tão ligados que não precisamos seguir esses pequenos detalhes — deu um sorrisinho fofo.
— Ahh.. Não tem o que falar… — ele começou a gargalhar.
— Foi tão ruim assim? — indagou.
— Foi ótimo! — aí que o fiz gargalhar mais — V! — reclamei.
Ele respirou fundo e parece que finalmente se recuperou.
— Estou com ciúmes… — fez bico parecendo viajar em algum pensamento e despertou — Bora ligar para o Sr. Park, tenho curiosidade em encontra-lo — se levantou.
— Mas já? Está cedo…
— Quanto antes melhor — bateu palmas empolgado.



Fiquei observando a cara de bunda do V aguardando alguém atender o telefone.
— Será que ele está ocupado prestando serviços? — levantou e abaixou a sobrancelha indicando malícia.
— Ele deve está na faculdade — o defendi.
"Alô?" quem atendeu foi uma mulher.
— Fale você com ela — V mandou.
Arregalei os olhos e aproximei do celular.
— A-alô? Aaaa.. aqui é… — odeio essa mania de gaguejar quando falo com estranhos, respirei fundo — Aqui é Sulkin, estou querendo saber se.. se o Sr. Park mora aí..
" Que tipo de pessoa liga para um coreano falando inglês?" Ela bufou
— Des-deculpe — nenhum dos dois pensamos nesse detalhe.
" Tudo bem, sei falar um pouco. Sr. Park? Esta se referindo ao Park Jimin?" indagou meio irritada.
— Oh sim, ele mesmo.. — cocei a nuca.
"O que você quer com ele?"
— Conversar com ele sobre o pa-passado… Diga que conheço o-o Suga — respondi.
"Só um minuto"
— Ela foi o chamar ? — sorriu todo bobo.
— Parece que sim — acho que sorrir do mesmo jeito.
Depois de um bom tempo ouvimos a voz dela novamente..
"Você está aí?" agora está parecendo entediada.
— S-sim!
"Ele está no banho, mas gostaria de encontrar com você daqui à duas hora…"
— Vou estar no treino — V ficou chateado.
"Aonde?" Ela passou as informações de onde era e nos despedimos.
— Queria tanto contar a história toda, é tão emocionante — V bufou, sempre soube que fazia questão de contar.
— Agora vou ter que me encontrar com o Sr. Park sozinha — me joguei no sofá chateada por ter que socializar.

— VOCÊ LEVA — V estava gritando com o taxista e fazendo mímica — ESSA MOÇA PARA ESSE ENDEREÇO! — ele está dando instruções já faz uns dez minutos, isso porque está atrasado pro treino.
O taxista estava assentindo e gritando palavras aleatórias em inglês, algumas pessoas na rua passavam olhando assustadas.
— É EM UMA CA-FE-TE-RI-A . CA-FÉ!! — fingiu segurar uma xícara, soprou e bebeu — CA-FÉ!!
— Yo, yo man — acho que o taxista entendeu — Nice, Good!
— Café? Café!
— Café! Yes my brother! Very gudi!! — bateu palma respondendo o V — Nice, jackpot!!
— Acho que ele entendeu — V sorriu não muito confiante — Qualquer coisa me liga, gatinha — deu uma piscadela
— Tchau — e o taxista deu partida.
— O lugar que você vai é bem próximo daqui — o taxista falou em um inglês impecável.
— Vo-você… — apontei para ele boquiaberta.
— Yo, yo man — gargalhou — Eu estava zoando com a cara do seu namorado.
— Não, N-não somos namorados.. Somos amigos — sorrir imaginando o discurso de que temos uma química incrível.
— Desculpa, é que agiu como se fosse seu namorado — explicou.
— Sem… Problemas, é normal confun-fundirem — sorri.
Depois de um tempinho de viagem desci do táxi agradecendo e olhei para a cafeteria, vou encontrar mais um personagem. Se for sair todos os personagens faltam mais uns sete ou mais.. Será que devo espalhar desenhos dos outros personagens pela cidade?
— Tchau Rise! — ouvi a voz de uma mulher gritando.
Olhei para direção que veio o grito, encontrando uma mulher de estatura mediana dando tchau pra alguém, logo tratei de procurar a pessoa que ela dava tchau e vi a moça que acabou de entrar em um táxi.
Ela sorria de como se fosse uma miss, seu cabelo estava em tons dourados, mas isso só a tornou ainda mais bela e tinha uma áurea maravilhosa envolta dela.
— Ri-se? — caminhei em direção ao táxi atônita — RISE!! — e o táxi deu partida, corri empurrando algumas pessoas tentando de maneira patética impedir que o táxi continuasse o trajeto e tropecei — Ela saiu.. — falei ofegante olhando o táxi sumi de vista.
Algumas pessoas me ajudaram a levantar e agradeci sentindo minha cabeça girar. O que eu faço?

Notas finais
Espero que eu tenha escrito um hot pelo menos aceitável... Obrigada por terem lido a história até aqui e beijos até o próximo ❤