Sweet Desire

25 Capítulo 25 - A Sra. Bipolar? Ou a Sra. Maquiavélica?


Notas iniciais
Olá, Obrigada pelos comentários e desculpa o sumiço, andei um pouco ocupada.. Mas tem mais um capítulo aí, espero que curtam.

Mesmo com os meus olhos pesando de sono fiquei observando o Suga abraçado a sua mãe que dormia após ter se cansado de tanto chorar por encontra-lo.
Depois de uma discussão rápida sobre o que deveríamos fazer com a Sra. Min, decidimos que ela ia ter que passar um tempo comigo e já que passaria o dia todo sozinha no dormitório deles.
— Tem certeza que ela não vai te incomodar? — ele perguntou me encarando sério.
— Não. Olhe, sua empresa não aceitaria outras pessoas morando com vocês e tecnicamente você é órfão… — ele preferiu colocar órfão do que ter nomes falsos em seus documentos e ter que inventar coisas sobre eles, então se tornou o Min Yoongi que foi encaminhado à um orfanato renascido e nunca foi adotado.
— Verdade… — suspirou — Será que tem outros passando por isso? — respirei pesado olhando a rua pela janela do táxi.
— Es-espero muito que não… — meus lábios tremeram.
— Não ouse chorar, já ouvi choro o suficiente por hoje — advertiu.
— Só que… Que tudo é a minha culpa… E-eu que desejei isso — tentei controlar minha emoção para não começar chorar que nem um bebê.
— Só existimos por sua causa, ouça, antes não éramos nada agora somos real… E está vivendo algo real já é um privilégio para todos nós, o que acontecer não faz nenhuma diferença — ele realmente acha que isso ajudou?
— Faz sim!
— Não temos certeza de nada que pode acontecer — pausou pensativo e logo continuou — Do porque do seu desejo ter sido realizado, porque a… — ele olhou para frente e percebi também que o taxista prestava atenção na conversa — A garota apareceu, quantos de nós vão sair, por quanto tempo vamos ficar aqui e tem mais um milhão de coisas que não temos a mínima ideia! Então não vamos nos desesperar sem nem saber como funciona..
— Entendo… — mas só de imaginar certos personagens sofrendo corta o meu coração.
E como ele mesmo disse, quanto tempo vão ficar fora do livro, é um detalhe que já até conversei com o V, pode existir a possibilidade do Suga voltar para o livro e isso me preocupa muito.

Minutos depois já dentro de casa fui procurar roupa que a Sra. Min poderia usar no meu guarda-roupa e me preocupei com algo, ela vai detestar o que vai ser obrigada usar, mas perto da sua roupa Christian Dior imunda e destruída, qualquer coisa vai ser melhor. Peguei um short vermelho com bolinhas brancas, uma blusa simples para dormir e uma toalha.
E voltei para sala encontrando os dois conversando sobre aparência do Suga que ela elogiava dizendo que melhorou.
— Sra. Min — a chamei morrendo de medo de levar uma patada.
— Sim? — me encarou com um leve sorriso.
Lembro que no livro seu cabelo está sempre impecável, mantendo os seus olhares superiores, nariz sempre empinado e sua personalidade mil vezes pior que do Suga. Só que no momento está com uma expressão suave, seu olhar está extremamente cansado, seu cabelo esta horrível e mesmo assim sorrindo.
— Aqui para senhora poder to-to-tomar banho e vestir outra… outra roupa — estou tão nervosa.
— Ahm.. — averiguou o conjunto e depois sorriu — Obrigada.
Suga sorriu e mexeu no cabelo dela.
— O banheiro fica naquela porta mãe — apontou e ela foi tomar banho — Ela é demais — sorriu — Preciso comprar as coisas dela, ela não pode ficar usando os seus shorts esquisitos por muito tempo.
— Es-esses velhos são para dormir — expliquei.
— Sei… — e bufou — Odeio esses shorts — e não consegui evitar uma gargalhada
— Você ficava muito fofo com o short da Hello Kitty! — falei assim que me recuperei sob seu olhar sério..
— Fofo? Aquilo era curto e me deixava exposto demais — reclamou rolando os olhos.
— É mesmo — lembrei das suas pernas branquelas e rir.
— Yah, seja o que for que esteja lembrando, espero muito que trate de esquecer — ele pareceu um pouco constrangido.
— Não tem como — dei um sorriso de canto.
— Então é assim — respirou fundo me olhando atentamente — Acho que você com aquele moletom quadriculado laranja pior…
— Eu não mo-mostrei minhas pernas branquelas e…
— Não mostrou?! — rolou os olhos — Então o que foi aquela recepção na sua casa?
Arregalei os olhos.
— Es… Esqueça isso ! — implorei desesperada.
— Não tem como — fez cara de sofrido — Toda vez que vou dormir, eu fecho os meus olhos e lembro.. — e fechou os olhos e deu um sorriso.
— Suga! Não pen… pense nisso! — me aproximei para balançar ele desesperada.
— Não tem como impedir — colocou a mão enfrente seu peitoral insinuando ser meus seios.
— Yah! — segurei suas mãos — Esquece isso.. — ele abriu os olhos e deu um leve sorriso.
— Infelizmente não lembro muito bem — infelizmente? Nossos olhares se encontraram e notei que ficou um pouco corado — Não me olhe assim quando preciso ficar comportado… — lancei um olhar confuso — Porque estou fedendo..
— Ah! — me afastei e foi a minha vez de corar.
— Como está indo a pintura? — indagou mudando o assunto.
— Estou quase no final — ele levantou indo até a pintura que estava no canto da sala e parou a avaliando.
Ficou quieto apenas observando.
— O que está achando? — perguntei indo até ele e fiquei ao seu lado.
— Essa pintura é triste… — suspirou e apontou para os cantos — Você pintou o vidro da janela… Dar impressão que essa árvore só foi vista por esse ângulo.. Que você só a viu por uma janela…
— Não pintei vidro de janela algum… Por que acha isso? — precisava saber de onde tirou essa ideia.
— Observe bem, aí você vai poder notar o vidro… — fiquei olhando, mas não vi vidro algum.
— Eu só tenho lembrança dela assim, só que é porque eu devia viver de castigo, acho que eu não era uma boa garota — contei.
— Devia ter sido mesmo..
— Suga.. — e fomos até a Sra. Min que estava saindo do banheiro parecendo amedrontada e sorriu aos nos ver — Pensei que eu estaria sozinha mais uma vez…
— Nunca mais — Suga prometeu — Vamos comer…

Depois que ela começou o frango que compramos antes de pegar o táxi, decidimos perguntar sobre tudo o que rolou nesse tempo fora do livro
— Eu estava em casa com a DooYoung — estava prometendo que ajudaria a "reconquistar" o Suga — Aí nós duas em um piscar de olhos aparecemos em uma espécie de ferro velho… — a casa do Suga é um ferro velho agora.
— Espera, a DooYoung estava contigo? — Suga interrompeu parecendo muito surpreso, assim como eu.
— Sim — assentiu.
— Sa-sabe onde ela está? — indaguei meio preocupada.
A razão é que elas duas são as vilãs do livro, juntas deram bastantes trabalho para a Rise e não posso nem imaginar elas duas morando aqui. Uma mimada e louca, junto de uma mulher manipuladora e capaz de tudo, elas aqui, eu com certeza morreria.
— Não sei, não a vejo faz um tempo… — deu um olhar triste.
— Ela te abandonou?! — Suga quase deu um berro porque ficou irritado.
— Não é bem isso… — Sra. Min pareceu um pouco assustada.
— Melhor… melhor deixar ela falar com calma — aconselhei.
— Continue contando mãe, vamos fazer o possível para não interromper — ele disse mais tranquilo.
— Onde parei? — nos olhou perdida.
— No ferro velho — Suga respondeu.
— Ah! Ficamos tão assustadas filho, estava no seu endereço… Tivemos que andar por muito tempo procurando ajuda, mas ninguém sabia de você, da empresa e nada mais existia… — pausou fechando os olhos e abriu já com eles transbordando em lágrimas — … Tivemos que dormir em pracinhas e passamos fome… — percebi o Suga apertando o punho das mãos controlando a raiva.
— Continue — incentivei.
— A DooYoung não aguentou a pressão e tomou a decisão de se suicidar… — soltei um grito e também a boca já caindo no chorou.
— Ela conseguiu? — Suga foi o único que conseguiu pronunciar algo.
— Eu não sei! — ela chorou — Ela só disse que ia na ponte Mapo, tentei impedir… Mas ela esperou eu dormir e acho que foi… Não sei o que ocorreu depois disso — ficamos em silêncio.
Poderíamos procurar sobre suicídios que ocorreram na ponte esse ano e ver se consta algum com o perfil dela, mas o problema que se ninguém chegou a ver, não tem como saber porque ela não chegou a existir antes e logo ninguém além da Sra. Min sentiria falta…
— Sabe como a DooYoung é, sempre arranja um jeito de se dar bem.. — Suga mesmo abalado resolveu consolar a mãe — Não se preocupe.
— Depois dela sair, pessoas caridosas me levaram para abrigos que só abrem de noite e tenho onde jantar, tomar café da manhã e dormi — pelo menos isso me alivia.
— Agora você tem… você tem aqui — falei meio em lágrimas.
Conversamos por um tempo até que o Suga precisou ir e o levei a até porta.
— Vamos deixar ela sem saber a verdade por um tempo, depois contamos com calma — Suga disse coçando a nuca — Ela deve está com a cabeça confusa o bastante no momento..
— Acho o mesmo… — cruzei os braços — Não se preocupe, eu cuido dela.
Ele olhou para alto e bagunçou o cabelo.
— Eu não queria ser um peso para você!
— Ei, N-não é… Isso é a minha obrigação — o lembrei.
— Quero ser mais que um personagem, estou cansado de sempre lembrar que não sou normal e que sempre você vai me associar a palavras que você mesmo escreveu! — ele parecia muito frustrado.
— Eu já de-deixei de te ver assim… assim a muito tempo — me aproximei dele e roubei um selinho.
— Yah.. Não me provoque quando não estou em condições para responder de forma adequada — reclamou mesmo dando para ver um sorriso de canto.
Eu não sabia o que falar, agi por impulso e agora estou corada.
— Vou tentar trazer as roupas dela ainda hoje mais tarde e resolvemos isso — apontou para a sua boca e a minha e foi embora.
Entrei no apartamento com o coração acelerado, nem sei se eu agi certo… Tampei a boca me assustando com o fato que devo ter sido muito infantil..
Acordei para vida ao ver a comida da Sra. Min jogada no chão e não vi nenhum sinal dela.
— Cadê ela? — caminhei até o quarto e vi ela mexendo no meu guarda-roupa — Sra. Min?
— O que você quer? Porquinha irritante! — disse de uma forma hostil.
— O-o que está fa-faz-fazendo? — perscrutei.
— Você é burra ou só se faz de idiota? — perguntou me olhando sem paciência — Estou procurando uma roupa decente para usar, acha mesmo que eu vou usar essa roupa ridícula… — bufou — Trate de ir preparando algo melhor para eu comer!
Ela está agindo como a Sra. Min do livro?
— Você é surda?
— Eu… N-não tenho obri-gação alguma de te ser…servi — melhor impor limites logo.
— O que disse? — ela se levantou vindo na minha direção — Acha que não ouvi a sua conversa com meu filho no táxi? — sorriu perversa — Eu sei que tudo o que está acontecendo é por sua causa.. Você tem mais que a obrigação de me servir — ela é assustadora.
— Você não… — ela pegou o meu pulso e foi torcendo — Pa-para! — gritei de dor.
— Vai logo preparar algo — mandou — E não adianta dizer algo ao pequeno Suga, ele nunca vai acreditar em você — ele idolatra a mãe e nem sabe desse seu lado maligno.

Uma hora sozinha com a Sra. Min, fez perceber que o Suga era um anjinho assim que apareceu, ela estava me enlouquecendo e ainda não me dava nenhuma oportunidade de chegar perto do meu celular.
— Por que só fez isso? — gritou olhando para comida no prato.
— Nã… nã não fiz compras — respondi.
Preciso ligar para uns dos garotos e pedi ajuda.
— Você deveria ter sido mais inteligente… — minha cabeça girou.
" Você deveria ter sido mais inteligente, então eu não ia ser obrigado fazer isso tudo…" uma voz distorcida e aterrorizante ecoou na minha cabeça.
— NÃO! — coloquei os braços sobre a cabeça como se tivesse me protegendo de algo.
— Você tem problemas? — Sra. Min me encarou como se fosse uma louca e fiquei respirando pesado — Meu filho tem andando com uma retardada — bufou.
O que foi isso que aconteceu? Por que ela falando desse jeito comigo tem me deixado tão afetada?
A campanhia tocou e corri indo atender.
— Seu herói está aqui — deu um sorriso orgulhoso

— O que mereço em troca?
— V ! — o abracei apertado.
— Assim que soube que ela estava sozinha contigo, vim correndo — ele sabe o que ela pode fazer — Eu vou te proteger...

Notas finais
Obrigada por terem lido, até a próxima.