Sweet Children - Green Day
7 Médicos medonhos
Notas iniciais
Tré Cool’s POV
- Preciso mesmo disso? — perguntei enquanto me dirigiam para a sala de radiografia.
- Você pode ter quebrado uma de suas costelas — respondeu o médico com um ar sério. Dei uma risada.
- Cara, se eu tivesse realmente quebrado uma costela, eu estaria agonizando aqui no chão. — ri como meu próprio comentário. — Pera aí, vocês vão ter que engessar alguma coisa?
- Tré. — disse Al. — Como que alguém seria capaz de engessar costelas?
Esse meu último comentário deve ter soado bem idiota.
- Ah. — respondi, sem graça. — É que eu sempre quis colocar um gesso, sabe. Para as pessoas assinarem. — às vezes eu acho que tenho a mente de uma criança de sete anos. Mas que atire a primeira pedra quem nunca desejou quebrar alguma parte do corpo só para colocar um gesso.
Al revirou os olhos.
- Vai logo fazer a radiografia. — ele disse, rindo.
O médico me conduziu para uma sala escura e fria, e me disse para deitar em uma mesa de metal com uma grande placa de ferro no teto.
- Ok, agora eu vou sair e você vai tentar se mexer o mínimo possível. — disse o médico calmamente.
- Como assim, “eu vou sair”? — Me levantei de imediato da maca de ferro. — Como é que é?! — perguntei alarmado. — Você vai me deixar aqui?! Sozinho?! — eu não estava com medo.- E se essa placa cair em cima de mim e me esmagar?! — ok, talvez só um pouquinho.
Acalme-se senhor, isso não irá acontecer. — disse o médico revirando os olhos. — Você tem alguma moeda com você? — ele perguntou.
- Como que eu vou guardar uma moeda usando esse troço?- perguntei, mostrando aquela roupa de hospital vergonhosa que deixava meus “glúteos” de fora. — Só se eu for guardar ela no…
- Com moedas eu queria dizer metais no geral. — o médico me cortou rispidamente.- Algum piercing, qualquer coisa.
- Peraí, e se eu for um ciborgue? Quer dizer que eu morreria em segundos?! — perguntei alarmado. O médico não parecia muito feliz.
- Faça-me um favor e deite-se logo na maca. — ele disse, seco.
Deitei-me lentamente naquela cama de ferro, um tanto receoso. Ok, eu estava tremendo. Que foi? Lá estava frio. E aquela roupinha não ajudava em nada.
Depois de tiradas as radiografias, coloquei minha roupa de volta e fui dispensado do hospital. Cara, desde criança eu morria de medo de médicos. Eles chegavam com injeções e se faziam de bonzinhos. “É só uma picadinha de formiga”, eles diziam. Picadinha de formiga o caralho! Só se fosse uma formiga geneticamente modificada para ter as presas de um leão.
Eu estava meio tonto desde que saí da radiografia. Não, eu não estava com medo. É só que eu fico desconfortável após ter os meus glúteos expostos para enfermeiras e médicos. Bem, continuando, eu estava meio tonto, o que resultou em eu cair e torcer meu tornozelo.
- Scheiße! Verpiss dich! — praguejei.
Al me olhou com uma cara que pode ser perfeitamente descrita por “Da fuq?”.
Uma coisa que esqueci de falar: eu sou alemão. Nasci em Frankfurt, mas quando era pequeno me mudei para os Estados Unidos. Não tenho tido então nenhuma conexão com a Alemanha. Exceto os palavrões que a minha avó me ensinou.
Voltando ao meu pé, Al estranhou o que eu disse [n/a: em alemão, “Scheiße! Verpiss dich!” significa “Merda! Vai tomar no cu!”. Olá Google tradutor, você por aqui?], mas decidiu nem perguntar.
- Você está bem?
- Sim, eu to legal — tentei me levantar e continuar em pé, o que só proporcionou mais dor. — Ficken! — Berrei. Ok, talvez me levantar não tenha sido a melhor opção. [n/a: Ficken=caralho]
- Cara, vamos voltar pro hospital! Seu pé está ficando roxo! — disse Al, alarmado. Al alarmado. Que estranho. Al larmado. Ok, vamos parar de viajar, Tré.
- Nem fudendo que vou voltar lá! — eu disse com um sorriso sádico.
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