Sweet Child, You Are Like The Wind
9 That's the best idea you ever had
Notas iniciais
[SLASH’S POV]
Quando cheguei a casa, deparei-me com uma cena muito perturbadora… O Steven nu aos saltos em cima de um dos colchões, a cantar. Foi uma cena triste de se ver e prefiro não tocar mais nesse assunto. Mandei-o vestir-se.
- Onde é que estão os outros? Estavam aqui quando saí…
- Não queres saber porquê é que estava a saltar? – perguntou.
- Não, Steven. Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. Agora, vou voltar a repetir… Onde é que estão os outros?
- Foram dar uma volta.
- Não foste com eles?
- Ná, não me apeteceu.
Olhei para ele com um ar sério.
- Pronto ok! Vem cá uma amiga minha que quer que a ensine a tocar bateria.
- Quem? – perguntei, curioso.
- Slash, não tens qualquer hipótese com ela, por isso desiste antes de começares. Para além de que ela vai tocar na MINHA ‘bateria’.
- Boa Steven! Mas poupa-me dos pormenores, tá bem?
Ele sorriu.
Bateram à porta.
- Deve ser ela. – comentou, e foi abrir a porta.
A tal amiga dele entrou em casa e eu quase que tive um ataque quando vi quem era. Isso… Era a rapariga que encontrei a tocar guitarra na rua há uns 30 minutos atrás, com quem tinha tido uma discussão e que me deu dois estalos durante essa mesma.
- Eu não acredito. – disse ela, quando me viu.
Parti-me a rir na cara dela.
- Conheces a Violet? – perguntou o Steven.
- Ah, então chamas-te Violet. – comentei.
- Steven, este retardado vai ficar aqui enquanto tu me ajudas com a bateria?
- Ahm… Não! Ele já está de saída, não é Slash?
- Por acaso não… — respondi, entre risos.
O Steven aproximou-se de mim.
- Estás parvo? Sai daqui. – disse ele, num tom mais baixo.
- Adeus Violet. – dito isto, saí de casa e fui tentar encontrar os outros.
1 ANO E 4 MESES DEPOIS
[AXL’S POV]
Passou-se quase um ano e meio, desde que deixei Laffayete e consequentemente, a Linda. Na altura pensei que a dor nunca fosse passar… E a verdade, é que acho que ainda não passou… Mas melhorou muito. É uma ferida quase fechada. Acho que o que ajudou a isso, foi o facto de ter conhecido uma pessoa que me fez sentir... qualquer coisa diferente. Ela chama-se Courtney e é 4 anos mais velha que eu (tem 22 anos). É uma das raparigas mais bonitas que já conheci. Tem um cabelo loiro, comprido e desalinhado e olhos verdes penetrantes. Já para não falar no seu corpo escultural... Conheci-a há 3 meses num clube na Sunset Strip onde ela trabalha como stripper e prostituta. Nós não temos bem uma relação… Temos “dormido” juntos nas últimas semanas, mas a verdade é que a vejo de outra forma, acho. Fora isso… Não aconteceu grande coisa desde que cheguei a Los Angeles. Drogo-me mais, fumo mais, bebo mais, faço mais vezes sexo. Durante este tempo, também fiquei a conhecer melhor os outros membros da banda e a verdade é que somos como uma família. Não podia ter tido mais sorte! O problema é mesmo o sucesso… Não existe (ainda). Começamos há umas semanas a tocar em alguns bares, mas não tem sido grande coisa… Há sempre algum de nós que está demasiado bêbado ou drogado em palco, e isso estraga tudo. O único concerto que demos de jeito até agora foi no Troubadour, a semana passada.
Bateram à porta, interrompendo assim, os meus pensamentos. Levantei-me do colchão e fui abrir a porta.
- Courtney? – sorri.
Ela beijou-me e entrou em casa.
- Estás sozinho? – perguntou.
- Estou, pois! Os outros foram à loja de música. – respondi, fazendo um sorriso malicioso, de seguida.
- Trouxe vinho. – disse e pousou as garrafas no chão. – Ajudas-me a abri-lo? – sorriu maliciosamente.
Aproximei-me dela e agarrei-a ela cintura.
- E se deixássemos o vinho para depois? – sussurrei-lhe ao ouvido.
- Essa foi a melhor ideia que já tiveste. – riu-se e beijamo-nos de seguida.
Notas finais
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