Sweet Blood
7 Capítulo 6 - Higway to Hell
Notas iniciais
Mais 3 reviews para o próximo? :B
— Está me dizendo que veio de Anchorage até aqui de moto? E que Alex andou aprontando? — ele disse surpreso — Caramba, eu perdi muita coisa mesmo.
Ainda estávamos parados, um em cada canto da sala. Eu o havia contado tudo o que achei nessessário, sobre a pedra, os lobos, Alex, e o punhal.- Pode me ajudar ou não? — eu perguntei direta.- Você perdeu a viajem. — ele sorriu desdenhoso, aparecendo perto da porta e abrindo-a.- Não vou sair. Você tem que me ajudar! — eu tentei manter o tom de súplica longe da minha voz. Não concegui.- Você pediu, eu neguei, e essa é a parte em que você vai embora. — Chris disse sarcático.- Não vou sair. — eu falei, cruzando os braços com firmeza.- Ótimo. Fique parada ai mais um século, eu não ligo. — eu disse, se virando.- Chris! — eu chamei, e ele parou.- Cai fora. — ele disse, ácido. Eu bufei e caminhei em passos rápidos e pesados até ele, que me encarou desdenhoso.- Olha, eu não dirigi até aqui para ouvir você negar — eu gritei batendo com força o meu dedo indicador no seu peito — por que eu sei que você só não aceita por que seu maldito orgulho é maior que esta casa! Chris permaneceu parado me olhando como se não tivesse ouvido.- Agora, eu te odeio. — minha voz era uma mistura de ódio e descrença, naquele momento eu queria que um raio me atingisse por ter vindo até aqui esperandoa lguma ajuda deel. Eu me virei, me dirigindo a porta antes que meus olhos se enchessem de água.- Primeiro vou querer um punhal. — ele disse de repente, antes de eu alcançar a saída — Segundo, você não toca no rádio, e terceiro, eu dirijo e você cala a boca. Eu sorri, sabendo que eu tinha ganhado essa luta.- Mas eu não posso abandoná-la! É uma 1300R! — eu reclamei, achando aquilo o cúmulo do absurdo — O que diria se tivesse que abandonar essa lata velha?- É um Caddilac... — Chris me corrigiu, como se eu estivesse cometendo um crime ao falar assim — Certo, podemos dixá-la aqui, eu ligo para um amigo meu, e ele vem buscá-la. Ele pode deixar na casa dele até que possa pegá-la de volta. — E daqui seguimos para o Alaska. — acrescentou. — Por que? — perguntei. — Se eu quizer seguir o rastro, preciso primeiramente localizá-lo. Depois posso segui-lo até que atravesse água.- Não é um plano muito bom. — comentei.- Se tiver um melhor estou ouvindo. Chris ainda tinha a mesma aprência. Ainda tinha os mesmos cabelos quase loiros, um pouco longos, desarrumados e mal cortados. Ainda tinha os mesmos olhos verde esmeralda que brilhavam toda vez que se fala em perigo. A diferença é que agora ele era mais idiota. E agora, ele examinava interessado o punhal em suas mãos. — Então, o que levamos? — eu perguntei. Peguei a minha mochila e olhei a pequena quantia de coisas que havia lá dentro. Tinha espaço.- Armas, roupas,verbena, e qualquer coisa que fizer fogo.- Armas? — eu repeti surpresa.- Serão úteis, elas não vão matá-los, eles são como nós, mas vão machucar, podem fazer um bom estrago até que se curem.- Pensei que balas ou seja o que for, não atravessássem nossa pele.- Não somos de pedra, nem os lobos. Eles sangram quando transformados, nós tanbém — Chris sorriu com um brilho assassino nos olhos, e adicionou -e sangram mais ainda quando humanos....mas a única arma que pode matá-los é essa faca. Os pêlos da minha nuca se levantaram. Ele não notou, ou não lhe importava. Chris se levantou, largando o punhal na mesa do centro, e foi até outro cômodo do apartamento. Eu aproveitei para pegá-lo e deixá-lo seguramente na bainha. Então deixei que minhas pernas desabassem no sofá e me lá, abraçando os joelhos, e observando o lugar. Parecia abandonado, não haviam muitos móveis, a Tv estava desligada sobre uma mesa baixa e empoeirada. A cozinha que ficava no mesmo cômodo estava praticamente vazia, apenas com uma geladeira desligada e balcões igualmente desocupados. As paredes eram um pouco mofadas, e livres de qualquer quadro. Eu não sabia dizer se era ou não uma residência temporária para ele. Chris apareceu com os braços cheios de um monte de coisas embrulhadas em um pano velho, largando-as na mesa de centro há minha frente, e abrindo o pano mostrando um monte de objetos intimidadores de ferro. Reconheci uma pistola, e o resto eu não fazia a mínima idéia dos nomes.- Pistola...Gás... Isqueiros... Fósforos... ***- Ainda não acredito que estou abandonando minha moto. — eu resmunguei entrando no brilhante Caddilac Eldolrado preto. Já carregado de tudo o que precisaríamos.- Você não entende muito bem a nossa espécie não é? — Chris disse distraído, ligando o rádio, a música tocando era Higway to Hell. Ele devia estar cançado de minhas reclamações sobre a moto. — Quero dizer, não sabia nada sobre o efeito das armas.- Sei o básico: se alimente ou morra.- Mas você sabe para que temos que nos alimentar?- Para não morrer. Não é um pouco obvio? — eu disse com sarcasmo.
Ele acelerou e fitou a estrada de mau humor. Eu entendi, eu não podia usar sarcásmo as veses, mas ele podia fazer isso o tempo todo? Eu fiquei brava por isso, mas também me senti um pouco culpada e decidi concertar:- O que nos matém em pé? — perguntei — Se o coração não bate.- O sangue que bebêmos é o que mantém o corpo, na verdade a mente, por que nossos orgãos estão complatamente parados pelo veneno. Portanto temos que beber em média oito litros por semana, por quê o nosso corpo não produz sangue, ele o absorve. Quando falta, ficamos fracos e morremos. - Mas o coração não bombeia sangue. — afirmei.- Não. — ele concordou — Mas o veneno faz com que circule. Mesmo assim, uma facada com o punhal no coração é capaz de nos matar. Também vamos morrrer como qualquer humano se perdermos muito sangue. Meu estômago revirou e eu tremi de leve. Era estranho pensar que algo era capaz de nos ferir, que algo era capaz de nos matar. Era pior ainda de pensar que Alex já podia estar morto, mas era agradável saber que eles não tinham um punhal. E eu gostava de acreditar nisso, mesmo sabendo que eles tinham dentes perfeitamente fortes para comprir a tarefa... Eu tremi de novo, então tentei prestar atenção na letra da música e esquecer o resto, mas não concegui.- Como se transforma alguém? — eu perguntei, esperando ocupar minha cabeça com outra coisa.- Você dá seu sangue para ela beber, e depois a mata. Demora algumas horas para que esta acorde, e nem sempre funciona, há uma quantidade certa de sangue necessária. — ele disse fitando a estrada — Achei que Teylor tivesse lhe explicado. - Ela nunca explicou. — de repente eu estava lamentando — Gostaria de ter perguntado a ela. E também gostaria de ter me despedido.Eles deveriam estar preocupados comigo, e eu nem pensei neles quando fui embora. Como Poison estaria? Ela sempre estivera comigo, e eu sentia falta de sua companhia. Assim como Mike, que deveria estar completamente sem notícias minhas, os dois eram quem eu mais sentia falta, e eu tinha a impressão de tê-los deixado desprotejidos. O que diabos eu estava pensando quando fui embora? Eu evitei o nó na minha garganta, novamente ouvindo a música animada que tocava, mas dessa vez o nó permaneceu ali, e eu fechei os olhos esperando parar as lágrimas antes que caíssem. Mas aquilo continuava vindo. Eu encarei a estrada, desejando estar em casa, mais precisamente no forte, ou onde todos estavam. Onde eu poderia ter pedido conselhos há Josef, ou onde eu podia jogar um jogo idiota com Poison e Mike, ou voltar há um lugar onde eu podia estar com Alex. Eu quis mais do que tudo nunca ter pisado naquela estrada antes. Chris não ligou para minha pequena e silênciosa crise existencial, ou ignorou-a eu não saberia dizer. Eu odiava tê-lo ali, silêncioso ao meu lado como se não nos conhecêssemos, mas eu havia ficado feliz pela pequena converssa sivilizada que tivemos. Eu tinha coisas para perguntar, queria saber de sua vida depois que foi embora, queria saber se tinha alguém, se estava curado. Era estranho estar ali e fingir que o passado não existia. — Quando... — eu comecei, hesitante — Quando você foi embora... Eu o olhei, para ver sua reação, suas mãos estavam apertadas na direção, e sua madíbula dura.- Nós não vamos ter esta discução. — ele disse séria e secamente decidido olhando para mim, tendo certeza de que eu entenderia. Eu desviei rapidamente meus olhos de seu rosto, para olhar a estrada.- Eu só queria saber... Cuidado! Eu deixei escapar um grito quando eu vi algo parado na estrada. Algo não, alguém. Eu puxei a direção para o lado, para desviar da pessoa na estrada, Chris olhou de volta para estrada, assustado, terminando de girar a direção e pisando no freio com força. Estávamos rápido demais, o carro derrapou e girou algumas veses. Eu me encoli automáticamente, abraçando os joelhos, mantendo a cabeça baixa e os olhos fechados, mas não concegui mantê-los assim por muito tempo. O carro parou, com um solavanco, batendo no vidro do lado do motorista, quebrando-o. Eu levantei mais a cabeça, igorando a tontura, e me esticando, então parei para analizar os danos. Eu estava bem, meu braço sangrava, um corte perto do cotovelo já estava fechando, meu ombro doía, e minhas costas também, mas nada de sério e que demorasse a curar. Depois, eu olhei para Chris, que chingava baixinho ao meu lado tirando suas próprias conclusões da situação. Sua testa sangrava perto da rais do cabelo, e ele chingou outra vez arrancando um pedaço de vidro do próprio braço, o corte fechou-se em seguida.- Vidro... — seus olhos foram do braço até a janela do carro — Filho da...!- É. — eu o interrompi. Ele lamentava sobre o carro, mas eu estava mais preocupada com as pessoas que vinham vindo. Ele também passou a prestar mais atenção nisso. Eram cinco homens altos de ombros largos e sérios.Eles usavam longos sobretudos pretos, caminhavam devagar, como se soubessem que não fugiriamos. E de fato, eles estavam certos. Chris enrrijeceu no lugar, sussurrando apenas para eu ouvir:- Esconda o punhal, não deixe que vejam, de jeito nenhum. Não responda a nunhuma pergunta. Eu achei um absurdo. Afinal eu precisava me defender, mas obedeci mesmo assim, fechando mais o casaco sobre a bainha.- Achei que seria mais difícil encontrar vocês, juro. — disse um deles. Alto e loiro, mas seus olhos eram castanhos. Ele fez um sinal rápido para os outros dois mais altos, e um deles veio até meu lado do carro. Eu congelei, minhas pernas tremiam. Estávamos encurralados, e mortos. Mas quando ele abriu a porta, eu me virei, chutando com força seu peito maciço. Meus pés doeram com o atrito, mas ele recuou alguns passos. Em seguida, quase no mesmo momento, o outro apareceu ao lado do carro, agarrou meu braço com força e me puxou com violência para fora. Eu chutei, e me debati, mas eram como mãos de aço, que seguraram minha mãos e me imobilizaram.- O punhal. — começou o loiro novamente — Onde está? O que me imobilizava, largou uma das minhas mãos — mantendo uma das suas próprias segurando-as — ele mechia o lado de fora do casaco, procurando o caminho até a bainha. Eu em virei rápido, conceguindo liberar uma das minhas mãos, mas tendo a outra ainda presa. Fechei o punho com força e o bati com toda a força de baixo para cima da mandíbula dele.Não foi um bom soco, afinal eu não era uma pessoa que saia socando as pessoas por ai, portanto não fez muito efeito. Seu rosto era como uma pedra, mas era quente demais. O grandalhão não se abalou, mas pareceu estar enfurecido. Quando notei, eu estava curvada, minhas costas em um C para trás, meu cabelo sendo agarrado com força em direção ao chão. Minhas duas mãos imobilizadas novamente. — Não.Toque. — eu rosnei, as palavras eram uma sentença. Mas a voz saia com esforço devido ao meu estado. Eu não sabia o que fazer. Eu tinha a impressão de que meus cabelos seriam arrancados de minha cabeça e minhas mãos esmagadas. Eu estava envergonhada por ser pega tão fácilmente — por não saber me defender. Mas pior ainda era pensar que com um movimento mínimo ele podia fácilmente quebrar minha coluna. Da minha desconfortável posição pude ver Chris. Ele já estava fora do carro, de punhos erguidos, pronto para saltar, ou fazer o que fosse preciso. Pronto para se defender, ou atacar se fosse preciso.- Só precisamos de algumas informações. — disse o loiro novamente.- Não vamos dizer nada. — disse Chris entre dentes. — Nem uma palavra. Terão de me matar. Um dos lobos fingiu dar um passo adiante e então voltou de repente.Chris reagiu ao movimento brusco. Ele rosnou, ou ganiu eu não sabia explicar. O som era parecido com o de um gato acoado por um cão. — Pode ir se quizer. Só precisamos dela. — ele sorriu maliciosamente — Mas dúvido que vá embora, a não ser que seja tão sujo quanto penso que é. Chris olhou para mim, vi dor em seus olhos. Então ele relachou os ombros, deixando as mãos cairem ao lado do corpo. Se entregando.- Não vou a lugar algum. Não dessa vez. — ele murmurou baixinho.- Foi o que eu pensei. Chris se deixou apanhar. Ele não reagiu quando colocaram-lhe uma venda nos olhos e um pano negro sobre a cabeça. Eles o empurraram para que andasse, ás cegas. \"Estamos mortos\" eu pensei com desespero. Em seguida meus olhos foram vendados também.
Notas finais
Eu tentei postar esse capítulo umas 4 vezes, e deu o maldito server overloaded, e também por que eu estava espeando ter no mínimo 3 reviews para postar este, ai eu me revoltei e não postei mais...
Bom, eu postei agora, então, será que merece reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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