Sweet Blood

4 Capítulo 3 - This is Halloween


Notas iniciais

Desculpem pel demora povo, mas é qu minha cabeça não funciona quando eu to com sono, e tem mais as tralha da escola e a preguiça e blá blá blá.

Enfim, a música do capítulo é This is Halloween do Panic at the disco por que a do Marilyn Manson me dá medo G.G

Link da música : http://www.youtube.com/watch?v=Rw_32f3pRb0

A caminhada levou quase o triplo do tempo porque Poison não queria correr, e eu quis esganá-la por isso.

- Não me olhe assim; nós não caminhamos o bastante, vamos ficar flácidas. — ela disse quando a casa de Mike finalmente apareceu a nossas vistas.

- Eu desisto. — eu disse aumentando o ritmo.

- Certo, mas esse não é nem o máximo que eu consigo.

Eu comecei a correr e ela me acompanhou. Nós demos meia volta na casa e saltamos para a janela do segundo andar. Eu parei e me encostei na parede e ela se atirou no sofá ao lado da cama como se estivesse em casa.

Mike era o único humano que sabia o que nós éramos, por que ele havia prometido não contar a ninguém sobre isso. E se contasse ele sabia muito bem o que aconteceria.

Além disso, ele era nosso amigo desde que eu era humana, pelo menos meu amigo já que Poison havia nascido no tempo em que meu avô usava fraldas.

- Um...Dois...Três... — eu contei lentamente enquanto ouvia os passos nas escadas.

- O que vocês fazem aqui? — ele exclamou parando na porta — Não conhecem a palavra porta?

- Janelas são fáceis. Se não quiser visitas deixe-as fechadas e morra de gripe suína, nós vamos entender.

- Oi pra você também, Mike. — Tentei me explicar — Eu liguei mas...Sarah.

- Ela ficou me perguntando sobre a garota que ligou. — ele bufou.

- Pois é. Então, alguma novidade? — perguntei.

- Encontrei algo que pode interessar vocês. — ele caminhou até a mesa de canto, pegou um jornal, em um instante eu me coloquei ao seu lado para ver melhor a manchete.

Novos assassinatos tomam o Alaska e o Oeste dos EUA.

Segurança local impõe toque de recolher

- Um dos nossos? — Poison perguntou se aproximando e erguendo uma das sobrancelhas ao ler a manchete.

- Talvez? — eu comentei indecisa.

- Que seja, fiquem com o jornal.

Eu agradeci, e guardei o jornal na bolsa.

- Agora... Outra coisa. — Ele mexeu no bolso do casaco e retirou um montinho de folhetos, entregando um para cada uma de nós.

- E isso seria...? — Poison perguntou girando o papel de um lado para o outro na mão.

- Festa anual de Halloween. — ele me entregou o resto dos folhetos. — Tragam quem quiserem.

- Desde quando você é o garoto propaganda? – eu perguntei, Mike deu de ombros.

- Apenas recebi os folhetos. E, — ele encarou os folhetos na mão dela — teoricamente é para vir aos pares, vocês sabem.

Nós continuamos papeando por um tempo, gastando tempo com coisas banais, até ficar muito tarde; nós lembramos que Mike tinha de dormir.

Deveria ser mais de meia noite, a lua ainda estava no céu, e havia poucas pessoas na rua. Corremos pela floresta, um pouco mais devagar que o normal, mas paramos ao avistar uma figura conhecida entre os galhos da floresta.

- Caleb? -eu perguntei parando e derrapando ao ver o vampiro corpulento que corria no sentido contrário ao nosso, ele parou também, com um pouco mais de habilidade.

- Hey! — ele nos cumprimentou, animado.

Caleb caçava com Catherinne há anos, desde antes de eu a conhecer. Eu nunca entendi porque ele fazia esse trabalho. Entre os quatro vampiros do grupo, ele era o único que parecia normal. Era animado, e quase humano para nós.

- O que está fazendo aqui? – eu perguntei olhando em volta – Onde está Catherinne?

- No forte. Aparentemente todos os quatro anciões tem que se reunir. — ele bufou — Eu fui vetado.

- Por quê? — Poison fez a minha pergunta.

- Algo importante. Querem segurança, os melhores guardas estão lá também.

- Capturaram alguém? — sugeri.

- Não sei...

Eu comecei a caminhar arrastando Poison pelo braço.

- Espera! – ela se soltou de mim.

- Caleb, vai estar aqui no Halloween? – ela perguntou, Eu revirei os olhos.

- Sim.

- Quer ir ao baile anual comigo?

- Te vejo lá. – ele sorriu e desapareceu. Poison se voltou para mim satisfeita.

- É assim que se faz.

- É, tanto faz. Temos coisas mais importantes para fazer agora.

O forte estava vazio.

O salão que antecedia a sala de Josef e que estava normalmente cheio, agora servia de abrigo apenas para três guardas mal encarados que guardavam a porta da sala.

- Sem interrupções. – disse o guarda loiro e mais alto sem olhar para nós.

- Podemos saber o que está acontecendo ao menos? — eu quis saber.

Dessa vez ele não respondeu.

Eu fechei o punho começando a ficar brava.

- Sem repostas... Certo.

Eu dei de ombros então em virei com força.

- Acho que acabamos aqui. – alguém meu segurou punho no ar.

Não era Poison como eu esperava, era Catherinne.

- Você não tem medo de morrer? – ela perguntou nos afastando dos mal humorados guardas.

- Eu já estou morta. – eu rebati.

- Claro. E eu não sei por que impedi.

Eu não olhava para Catherinne, Agora minha atenção estava voltada para a porta que se abria atrás dos guardas. De lá, saíram Josef, Kastity e Alex, que sorriu ao me ver.

Eu fiz o melhor que pude para retribuir o sorriso.

- Essa garota é suicida. Devia deixá-la apanhar. – Catherinne tornou a da frase um palavrão quando ele se aproximou.

- Lá vai nossa chance de socializar. – eu fingi estar desapontada, então fui direto ao assunto que me interessava.

- Por que estavam todos reunidos?

- Me desculpe, mas não é da sua conta. – ele passou o braço em volta dos meus ombros e caminhamos em direção a saída. – Questão de segurança.

- Eu não vou contar a ninguém.

- Sua segurança.

Eu dei um pulo quando um relâmpago rachou o céu e um trovão sacudiu a terra.

Encarei o espelho, assustada, vendo Poison se sentar na cama atrás de mim.

- Típica noite de Halloween. – ela virou para a janela – Acabe logo de se arrumar, quero ver a cerimônia de abertura.

No espelho, eu vi a garota com um longo vestido preto que fazia que a cauda de ceda muito fina parecesse flutuar. Ela puxou o capuz para cobrir o cabelo negro, para cima e seus olhos azuis me encararam por entre a maquiagem escura.

- Certo, morte, está pronta? – ela me perguntou se levantando quando eu dei as costas à figura do espelho.

Nós descemos as escadas e encontramos Caleb no hall de entrada.

Fiquei na ponta dos pés para enxergar por entre Caleb.

- Ele não veio. – ele notou minha impaciência.

- Como não veio? – um toque de indignação atingiu minha voz – Ótimo – eu peguei o celular e disquei o numero em um instante – Alexander St.Plaire, quando chegar em casa você vai encarar a própria morte por me deixar sem par. Literalmente!

Devolvi o celular a mesinha de canto onde estava antes e então olhei para os dois.

- Não tenho mais par. Que bom.

*

*

- Você vai me dever pelo resto da minha vida por isso. – Mike resmungou puxando e esticando o terno aqui e ali com uma careta no rosto.

- Não está ruim. – eu tentei encorajá-lo.

Nós estávamos embaixo da cobertura da casa dele esperando que Caleb estacionasse o carro de Poison. Por fim, ele estacionou o Porche preto dela perto da calçada, e todos entramos.

Caleb também estava de terno, era estranho vê-los assim, mas quem se negava a usar fantasia, era obrigado a usar um traje formal.

Eu liguei o rádio e encarei as gotas caírem pelo vidro escuro do carro.

- Mas onde ele foi? – eu perguntei baixinho pensando em todos os lugares que ele podia estar; meu estômago revirou quando eu pensei nas piores hipóteses.

- Ele está bem. — Mike disse olhando meu rosto que provavelmente estava como eu me sentia por dentro.

- É eu sei. – eu apoiei o cotovelo e olhei distraída pela janela.

Algo passou tão rápido pelas árvores ao lado da estrada que eu não pude ver o que era.

- Que foi? – ele perguntou se inclinando sobre a minha janela.

- Nada, só achei que tivesse visto...Algo.

O carro seguiu em silêncio sendo cortado apenas pela música e pelos trovões. Poison tagarelava e dançava no banco da frente, quando Caleb pisou no freio tão rápido que eu tive que me segurar.

Ele abriu a porta do carro e eu o encarei sem entender. Poison por um segundo pareceu não entender também, mas então eu a vi enrijecer no banco do carona.

- Ali. – eu não entendi enquanto eles se comunicavam com olhares.

- Caleb, volte para o carro sim? – eu pedi, me esticando sobre a janela para enxergar melhor o escuro.

Então eu vi porque Caleb estava tenso, por que Poison parecia assustada.

Alguma coisa se mexia a uns bons trinta metros para dentro da floresta, e outra parecia bater nas árvores e então alguém gritou.

Caleb disparou para dentro da floresta no mesmo instante em que Poison saltou para fora do carro tão rápido que eu não tive certeza se ela abriu a porta ou passou pela janela.

Eu me virei para Mike.

- Fique aqui, não se mexa, nem respire. – e sai do carro também.

A floresta passava rápido por mim, a chuva me deixava quase surda e os trovões também. Mas eu não liguei, por que eu vi Poison passar voando ao meu lado e bater com força em uma árvore, que se partiu ao meio.

Então eu vi aquela coisa que era quase duas vezes e altura de Caleb – ele não era nem um pouco baixo. Era quase mais escuro que a noite, o pelo estava encharcado, os olhos brilhavam com algo que parecia uma raiva quase humana. Era um lobo maior que um urso.

Isso é um pesadelo, eu pensei por um momento.

Mas normalmente agente não sente dor quando está dormindo. E quando ele mordeu a minha perna com força eu tive certeza de que não estava sonhando.

- Aqui! – Caleb jogou algo brilhante na minha direção. Eu não pensei muito quando peguei e vi o que era.

O lobo me sacudiu para lá e para cá e eu tive quase certeza de que minha perna ia cair.

Eu estava virada de cabeça para baixo quando coloquei o tronco para frente e enfiei o objeto afiado que Caleb me jogara em alguma parte do peito animal.

Eu puxei o objeto afiado no mesmo instante e cai no chão quando os dentes dele se afrouxaram da minha perna.

Ele latiu uma vez para um segundo lobo que mantinha Caleb ocupado e saiu mancando tão rápido quanto qualquer um de nós teria feito. E então os dois haviam desaparecido.

— Auut. – Poison gemeu tirando um pinheiro inteiro de cima do próprio corpo.

Eu olhei para Caleb que estava ajoelhado na frente de alguma coisa que eu não podia ver.

Eu me levantei ignorando a dor na minha perna, e fui até ele.

A coisa no chão era uma garota completamente inconsciente. Uma menina franzina que tinha um corte enorme da cabeça.

- Está viva. Devemos levá-la para o hospital? – eu perguntei ouvindo os batimentos cardíacos.

- Não. Olhe. – ele indicou um dos cortes no braço dela. Me surpreendi quando vi que a ferida se fechar como se tivessem acelerado a fita. Enquanto eu observava, o local que antes sangrava agora era coberto por uma fina camada rosa, que só deveria ter aparecido ali, daqui a algumas semanas. – vamos para o forte.

Notas finais

E que tal? :B

Eu vou tentar postar outro semana que vem, ams tentar é a palavra :B

E tabém reviews sempre ajudam sabe...

até