Sweet Blood

2 Capítulo 1 - Memórias


Notas iniciais
Desculpem pela demora, espero que gostem. Deculpem os erros de portugues e essas coisas. Acho que é isso. Boa leitura. E a música que ta tocando no bar é: http://www.youtube.com/watch?v=e2-_dVheSM0 - I hate myself for loving you - Joan Jett
Eu não estava totalmente consciente.

Eu tinha noção do que estava fazendo. E esse era o motivo de me esforçar para não ouvir ou ver meus atos.

Tentava a todo custo manter a cabeça longe, a mente ocupada com coisas muitas vezes banais. Eu precisava fugir da realidade por algumas horas.

Mas como nunca fui muito boa em nada, às vezes eu cometia alguns erros que me traziam de volta, e por vezes me faziam encarar a verdade.

Então eu abria os olhos. E retomava consciência de meu braço, esticado um pouco mais à frente de mim. Sentia o quase rotineiro formigamento descendo por ele e se se concentrando completamente na palma da minha mão. Sabendo que isso obviamente transmitia uma dor excruciante ao vampiro preso a mesa.

Então eu tentava a todo custo bloquear essa parte. Eu não dava atenção as perguntas rudes que Poison fazia quando eu parava. Ou ao som da faca cortando a pele, e outros tantos que eu preferia não citar.

Eu sabia quando parar; quando Poison usasse um tom mais baixo eram as perguntas, e quando ela não recebia suas respostas, tudo que eu tinha de fazer era mexer um pouco os dedos aumentando a dose de dor. Fim.

Queria eu que fosse fácil assim.

Eu não conseguia ignorar os gritos. E isso me atormentava demais.

Poison continuou sua sessão de perguntas por mais algum tempo, e eu esperei. Quando ela conseguiu suas respostas, eu baixei a mão e cai exausta na cadeira.

Eu deveria estar feliz por isso, pelo menos essa parte não precisava de minha contribuição.

Enquanto ela dava um fim em sua vítima, eu comecei a subir as escadas para evitar os sons.

- Pensei que ele não fosse abrir a boca nunca. — Poison suspirou quando me alcançou nas escadas.

- Estou tão cansada disso. — eu disse, fitando o chão.

- Apenas mais oito anos e eu vou ter que voltar a fazer as coisas do modo antigo. — ela disse sorrindo, enquanto abria a porta que levava ao enorme salão que estava sempre minado de vampiros.

O forte era um esconderijo subterrâneo onde dezenas de vampiros mantinham como residência. Era coordenado pelos mais velhos de nossa espéciel, que viviam no Alaska, Chastity e Josef. Eram eles os responsáveis por manter as coisas em ordem no país, e quando alguém ameaçava o lugar...Bom, eles sabiam o que fazer.

- Oito anos. — eu bufei.

Nós passamos rápido pelo salão e então saímos para o ar livre.

Sair dos subterrâneos do forte era um alívio imenso, porque fora dele, nós éramos apenas \"pessoas\" normais, que faziam sempre a mesma coisa depois do \"trabalho\", sorte que essa parte só precisávamos fazer — no máximo — três vezes por mês.

Em geral, era sempre assim: depois do forte, eu e Poison pegávamos as motos no posto mais próximo da floresta, então íamos ao bar de Teylor. O Bloddy Rose.

Eu achava o nome meio sugestivo já que lá trabalhavam apenas vampiros. Mas ela amava o lugar.

- O que pretende fazer sobre a festa do Alex? — Poison me perguntou assim que passamos pelas duas rosas de néon vermelho que ladeavam a entrada.

- Eu não, Taylor.

Taylor vinha caminhando em nossa direção com uma cara tensa.

Eu e Poison nos olhamos e então olhamos para ela.

- Juro que quando achá-lo vou o torturar do jeito mais cruel imaginável. — ela resmungou ao se aproximar.

Eu ergui uma sobrancelha.

- O que vai fazer?

- Fazer uma festa temática da Hello Kitty.

- Uh. Diabólico.

- O que ele fez? — Poison fez minha pergunta.

- Ele está me evitando! Está fugindo! Só quero o bem dele. — ela cruzou os braços e fez uma cara.

Teylor e Poison. Era estranho de se dizer, mas elas eram minhas melhores amigas atualmente. Teylor era alta, o cabelo loiro descia até a cintura, seus olhos eram azuis claros e seu rosto perfeito como o de todo o vampiro. Poison era baixinha, o cabelo de um vermelho fogo cortado na altura do queixo em um corte repicado. Seu rosto era bonito de um jeito exótico, eu não sabia o que a tornava diferente já seus olhos, eram castanhos.

Eu nunca soube o nome verdadeiro dela. Poison só me disse que a chamavam assim quando era humana por que ela trabalhava com venenos, para criar remédios.

- Está falando da festa? — eu perguntei.

- Claro!

- Alex não gosta de festas Tey. Desista. — Poison disse dando tapinhas no ombro de Taylor e fingindo decepção.

Nós nos sentamos perto do balcão.

- Obrigado pelo apoio moral.

- Disponha. — a garota sorriu, e então começou a tocar uma guitarra imaginária junto com a música que tocava.

Teylor se abaixou no balcão e se demorou lá.

- Falando no diabo... — Poison murmurou.

Alex passou pela entrada — como qualquer fugitivo — olhando para os lados.

Nós acenamos para ele, que fez uma careta e virou de costas rapidamente.

Eu só entendi o motivo disso quando Teylor já estava quase o alcançando.

- Apenas alguns amigos. — ela implorou.

- A sua definição de \"alguns\" não é a mesma que a minha. — Alex não conseguia negar nada para Taylor, e quando o fazia, ele tentava ser discreto.

- Alex! — Teylor bateu o pé em uma atitude infantil. Eu e Poison rimos.

- Juro, apenas alguns amigos, eu prometo.Ou...

- Ou o que? Vou ter que enfrentar a fúria desenfreada da Hello Kitty?

Ela abriu a boca, mas fechou, reprimindo o riso.

- Também.

- Mas apenas Genny, Kya e Lyra. — ela disse arrastando-o pela mão e fazendo sentar entre nós duas. — Fale pra ele Claire!

Eu fiz uma car de confusa.

- Eu não sei de nada.

Alex olhou pra baixo.

— Certo. — Taylor se levantou e praticamente deu pulos de alegria — Mas você vai seguir estas regras:Apenas eu, você, Claire, Poison, Josef,e Kastity, se ela quiser acompanhá-lo.

- Fechado. — ela lhe deu abraço — Vai ser bom ter todos aqui.

- Espero que sim.

As noites no bar sempre eram normais, fáceis, era bom converssar como qualquer grupo de amigos comum. E normalmente só saíamos quando estava quase amanhecendo. Ou faltava pouco para isso.

Agora, eu e Poison estávamos na dispensa, eu arrumando as garrafas de bebidas em ordem de tamanho, e ela...

- Deixe esse bixo em paz. — eu pedi, enquanto ela corria pela sala em sua outra forma.

Poison era um tipo raro de vampiro que podia se metamorfozear — se transformava em um animal de acordo com a sua personalidade — portanto, um gato negro de olhos verde-esmeralda sautitava pelo aposento atrás de uma mosca.

Ela me ignorou, e eu continuei minha arrumação.

Nós duas nos sobresaltamos quando o telefone tocou.

Ela parou e escondeu a cabeça entre as patas. Ela não queria atender.

Eu bufei, e atendi.Sabia o que era. Poison tinha negócios, e o telefone do bar era praticamente só seu. Ela trabalhava com verbena, era algo que eu gostava de passar longe, mas ela era praticamente uma especialista. Era quase impossivel enganar Poison com qualquer coisa que estivesse \"batizada\" com verbena. E ela se orgulhava disso.

Verbena era um veneno para vampíros, era quase impossível se defender sob seu efeito — eu sabia por experiência própria que com ela, boa parte de nossas forças se acabavam, e demorava algumas horas para voltar ao normal, tendo a dieta certa, claro.

- Alô? — eu falei distraída rabiscando o bloquinho de folhas que ficava ao lado do telefone.

- Preciso de uma porção de verbena em pó, pode conceguir isso? — alguém respondeu do outro lado da linha.

Eu congelei ao ouvir aquele som. Ao ouvir o som daquela voz que eu não esqueceria nem em cem anos.

Isso trouxe uma onda de lembranças que eu daria tudo pra esquecer:

Christopher Marshal encarava a pilha de malas com uma expreção vaga quando eu adentrei o aposento.

- Vai fugir sem falar com mais ninguém não é? — eu perguntei me encostando ha porta.

- Exatamente. — ele não olhou para mim apenas remexeu as roupas dentro da mala.

- Pra onde vai?

- O que lhe interessa?

Ele girou nos calcanhares para me encarar.

- Se você não tem coragem, eu tenho. — Chris correu até a porta, eu me coloquei em seu caminho.

E o fitei, deixando o rancor e a raiva de lado por um minuto.

- Por favor. Fique.

- Olha, eu dei opções, você podia fugir comigo e ser o mais perto de feliz que pudesse chegar. Mas você prefere ficar aqui, pagando por algo que não fez.

- Eu não precisaria pagar por nada se você não tivesse contado.

- Verdade. Mas agora, eu não ligo.

Sua boca era de uma linha reta enquanto eu o encarava implorando pra que não desaparecesse.

- Você não pode apenas ir embora.

- Observe-me. — ele me tirou do caminho com facilidade e desapareceu por entre a noite fria.

A lembrança da última vez que o vi girava na minha cabeça junto com sua plavras.

- Alô? — sua voz me trouxe de volta a realidade.

Eu desfarcei meu tom o máximo que pude para ele não notar quem era.

- Pode conceguir isso? Mande para esse endereço por favor. — eu anotei o endereço que ele ditou, e então ele desligou.

Alex apareceu á porta ao mesmo tempo em que eu botava o telefone de volta no gancho.

Eu corri até ele e me curvei para beijá-lo com a maior concentração que pude.

\"Me faça esquecer\" eu emplorei mentalmente.

Ele me afastou para me olhar. Seu rosto era confuso e preocupado.

- Quem era no telefone?

Eu encostei a cabeça no seu peito para ele não ver meu rosto.

- Ninguém importante.

Notas finais
Que acharam? :B