Sweet Blood

5 Capítulo 4 - So long not goodnight


\"And what\'s the worst you take ou strike to incinerate\"

Que você joga no incinerador

\"The lives of everyone you know\"

As vidas de todos que você conhece

[...]

\"And what\'s the worst you take\"

Qual a pior coisa que você pega

\"From every heart you break\"

De cada coração que você quebra?

Helena — My chemical romance

— Capitulo 4 -
So long not goodnight
\" Até mais sem boa noite\"

- Pense. — Josef esfregou as temporas parecendo cançado — Acho que temos sérios problemas não?
Eu não tinha certeza se respondia, ou observava as feridas da garota se fecharem como mágica.
- O que você acha que ela é? — ao invés disso acabei fazendo outra pergunta.
- É meio óbvio não? — Poison falou pela primeira vez em que chegamos, ela estivera auxiliando as gêmeas enquanto faziam os curativos na
garota.
- Desculpe gênia, mas eu estou boiando. — eu disse meio insensível, enquanto fitava a chuva batendo na parede de vidro da elegante casa de Teylor.
Nós acabamos ali, já que era o lugar mais pérto, e o forte estaria cheio. Então eu pedi para Poison ligar para Josef e ele tratou de aparecer logo. E como concequência, Genevieve e as gêmeas estavam na casa, elas acabaram por cuidar das feridas da menina desconhecida. Mike estava em algum dos quartos da casa, provavelmente dormindo, já que nós o proibímos de voltar para casa sem a companhia de um de nós. Caleb e Katherinne discutiam táticas complicadas de luta perto da porta. Até Kastity, que viera com Josef, estava parada no canto observando em silêncio tudo o que acontecia na sala.
Mas agora, a localização de apenas uma pessoa me importava. E era a única da qual eu não fazia idéia no momento.
- Lendas...Lobisomens... Talvez... Mas... — Josef murmurava baixinho, pensando.
- Você pode falar algo com algum sentido? Dividir conosco suas idéias não seria ruim. — Poison pediu, e eu e ela nos aproximamos dele, que estava caminhando de um lado a outro da sala, impaciente.
- Lobisomens — ele repetiu — É meio impossível, mas com a descrição que me deram...
Josef voltou a andar de um lado para o outro.
- Faz algum sentido...Veja... — eu peguei da mesa central o jornal que Mike nos dera, e entreguei a ele. — Os ataques podem ter algo haver.
- Provavelmente.
- Mas isso nos trás sérios problemas, como você disse. — a vóz me chamou atenção, eu me virei e sorri.
- Alex, onde você esteve? — eu perguntei vendo-o aparecer na porta.
- Sei que escutar atrás da porta é feio, mas não pude evitar. — ele caminhou até mim, e passou a mão pela minha cintura parecendo despreocupado.
- Então, nada de festa para vocês?
- É, isso me lembra de arrancar seu rim fora por me deixar sem par. Mas eu faço isso mais tarde, estou ocupada.
Eu me soltei dele, e me ajoelhei perto do sofá onde Kya — ou Lyra — ainda davam pontos e botavam ossos no lugar.
- Então ela é como nós...Pensei que os ossos voltassem ao lugar sozinhos não? — perguntei observando Lyra segurar a perna dela e em seguida eu ouvi um \"clack\".
- Sorte dela de estar inconciente... — lamentou para si mesma, e então olhou apara mim — A cicatrização é rápida, mas os ossos não vão voltar magicamente ao lugar certo, se não concertar, podem acabar cicatrizando no lugar errado.
Era impressionante como aquela menina parecia uma médica diplomada. Eu encarei as duas — uma dava pontos e a outra concertava os ossos — tentando descobrir quem era quem.
- Eu sou a Lyra. — a que estava concertando os ossos me disse.
- Kya. — a outra me disse sorrindo amigavelmente. — Lyra é meio centímetro mais alta, e eu sou mais velha...
- Como se fizesse alguma diferença. Dez minutos... Eu sou mais bonita. — ela sorriu brincando.
- Meu olho é mais claro.
- Meu cabelo é mais longo.
- Vocês são iguais! — eu exclamei evitando outra comparação. Nós ficamos em silêncio e então comessamos a rir. Até ouvir outro \"clack\", e eu ficar séria de novo.
- Quantos ossos acha que ela quebrou? — eu perguntei hesitante, enquanto virava o rosto para não ver Kya enfiar a mão em um buraco aberto perto da costela da garota — E por que o sangue não me da sede...Parece nojento, isso sim.
- Não tenho certeza de quantos, mas umas duas costelas, a perna, o fêmur, a bacia está fora do lugar, o pulço e o pé...
- Que beleza... Certo, calar a boca.
- E você não sente sede por que ela não é humana, o sangue dela não é atraente para nossa espécie.
- Ah...E como sabem de tudo isso? Nem sabia que existiam e agora...
- Nós os estudamos, pesquisamos, quando éramos recém criadas eles ainda não estavam em completa estinção. — Kya disse e Lyra completou:
- Só não entendo como ainda existem. E por que resolveram voltar logo agora, os vampiros anciões trataram de sumir com os ultimos exemplares existentes a muitos anos atrás.
- É, eu mesma tratei disso. — eu ergui uma sombracelha quando Kastity falou. — Odeio essas coisas.
- O que? Sumir com eles? — eu perguntei, rispida. Não pude evitar.
- Não. Essa parte é fácil, odeio as criaturas em sí.
- Será divertido acabar com eles de novo. — comentou Alex.
- Podemos voltar para casa? — eu pedi, olhando para ele.
Ele assentiu, e nos despedimos de todos na casa.
Eu me sentia cançada, não com sono, mas com saudade do silêncio e de um pouco de paz. Eu queria ir para casa e esquecer que agora, outras coisas dignas de pesadelos, faziam parte do meu mundo.

***

- Fala sério, eu sou brilhante não sou? — Teylor sorriu radiante para mim.
- Sim, você é.
Observávamos a sala da casa dela, agora transformada em um belo salão de festa.
Aquela sala agora parecia um bar, duas mesas de sinuca ocupavam um canto, e no outro uma mesa estava cheia de garrafas que continham um liquido vermelho. Apesar de não ser exatamente um lugar para dançar, o centro da sala parecia propositalmente uma pista de dança, com luzes brancas que percorriam a sala de um lado a outro. Mas a música não era exatamente dançante.
- Sorria! — eu perdi completamente a atenção quando Poison apareceu de algum lugar com uma camera profissional enorme nas mãos apontada para mim.
- Pode parar de tirar fotos de segundo em segundo? — eu pedi roubando a camera das mãos dela para capturar Caleb entornando uma garrafa inteira na boca.
- Olha quem fala, e além do mais sou eu quem vai revelar está bem? E além do mais é divertido! — ela sorriu como Teylor.
- Onde estão os garotos? — Teylor perguntou olhando em volta. — Quero uma foto em grupo.
Era uma festa particular, apenas amigos. E por incrivel que pareça Teylor respeitou isso. Eram apenas nós; eu, Tey, Poison, Alex, Josef, Lyra, kya, Kastity, Katherinne e Caleb.
- Então, eu tive uma idéia brilhante. — disse Lyra se aproximando. — Vamos jogar basquete?
Nós rimos.
- Estamos um pouco velhas demais para isso não acha? — disse kya vindo logo atrás da irmã.
- Claro que não. — Poison disse enquanto ela e as gêmeas faziam pose para uma foto.
- O que são duzentos anos, não é Poison? — Teylor perguntou com sarcasmo.
- Claro, somos praticamente bebês. — eu concordei.
- Você não conta como idosa Claire. — Teylor me disse.
Eu pus a lingua para ela e Poison aproveitou para tirar outra foto.
- Mas eu estou falando sério, chamem os meninos.
Acabou que arrastamos o rádio para fora, onde fazia um dia perfeitamente nublado.
- Mulheres contra homens vamos ver quem vai ganhar. — Alex anunciou jogando a bola para Caleb.
- Não é muito difícil de adivinhar. — Katherinne disse ao passar correndo por Caleb e agarrar a bola antes que chegasse a ele.
- Com esses reflexos... — Josef zombou enquanto roubava a bola dela.
- Reflexos uh? — Kastity saltou por ele roubando a bola e atirando para mim.
- Certo crianças, o primeiro a marcar déz sextas é o vencedor.
Eu entreguei a bola a Poison que começou o jogo.
Nós corriamos para lá e para cá como vultos entre arremessos certeiros, colizões barulhentas, e chingamentos sem educação.
O jogo durou quase meia hora, rápido demais, acabando quando Caleb e Poison correram em direção a sexta brigando e roubando a bola um do outro tão rápido que eu desisti de tentar acompanhar, ambos saltaram com a mão na bola, enterrando-a na sexta ao mesmo tempo.
- Empate! — os dois disseram e então cairam no chão, rindo.
- Tecnicamente vocês perderam — comentou Alex vindo ao meu encontro. — Aquela movimento que Josef fez depois da primeira sexta merece o oscar.
- Ah, claro, e Teylor fez um ótimo movimento para evitar a sua sexta. — eu retruquei.
- Somos uma ótima equipe, — Genevieve disse, vendo as gêmeas se pendurarem na sexta e darem voltas penduradas nela.
- Deviamos fazer isso mais vezes. — eu disse e poison me lançou um olhar significativo — Mas primeiro... Momento foto. —
Voltamos para dentro rindo e converssando sobre o jogo.
- Arrumem-se. Baixinhos na frente. — eu disse, arrumando a câmera de modo que pegasse todos.
- Isso inclui você. — Poison disse se colocando á frente de Caleb.
- Baixinha não. Deficiente de altura. — eu a corriji programando a câmera e correndo para o lado de Alex.
- Agora digam sanduiche. — Teylor, que estava ao lado de Alex mandou.
Todos começamos a rir. E a câmera disparou.

***
- Teylor estava tão feliz hoje... Queria que as meninas ficassem mais tempo.- eu perguntei quando, assim que chegamos em casa, enquanto despia a roupa de festa e largava em um cabide no banheiro.
- Claro, mas primeiro. — Alex disse de outro cômodo, tinha algo estranho em sua voz que eu não conceguia identificar, completamente diferente da animação de mais cedo — Eu tenho algo para lhe dar.
Eu parei no lugar, esperando ele especificar mais as coisas. Mas quando eu ouvi um barulho de metal no quarto, eu coloquei um robe sobre mim, e decidi ir verificar.
Alex estava segurando uma coisa enrrolada em um paninho preto que parecia veludo.
- O aniverssário é seu. — eu sorri para ele. Mas ele continuou sério.
- Bom... Eu não tenho certeza do que você pode pensar sobre isso. Mas quero que guarde-a. — ele murmurou baixinho, um tom novo em sua voz.
Eu franzi o cenho para ele, pegando o embrulho automaticamente, sem parar de fita-lo tentando descobrir o que ele pensava.
Eu desenrrolei o veludo que estava em volta enquanto deixava esposta a parte brilhante se uma lâmina prateada.
- Uma faca? — eu perguntei, observando os desenhos entalhados no cabo.
De um jeito meio sinistro, era um belo punhal, ou adaga, eu não sabia diferenciar. A lâmina parecia ser de prata pura, era bastante pesada. Ela reluzia a luz fraca do quarto. O cabo era feito de uma madeira escura e de aparencia nobre, com desenhos e simbolos estranhos em volta de todo ele.
- Não é uma faca, é A faca. Um punhal mais precisamente.
Eu girei com cuidado o objeto em minhas mãos. Analizando o desenho entalhado na própria lâmina, notei que havia algo escrito.
\" Vacuus pectus pectoris, vacuus animus\" — Alex leu a inscrição — É latim, significa algo como \" Sem coração, sem alma \". Cada uma tem uma inscrição diferente.
- È como a de Caleb. — eu comentei ainda analizando-a — Esta é a sua? Não é?
- De Lilith, antes de mim. Agora é sua. — ele fitou o punhal enquanto falava — Esses punhais não são mais fabricados, na verdade não foram exatamente fabricados... Apenas os quatro anciões tem um desses, e os melhores guardas. No caso Katherinne e Caleb. São prata pura, supostamente \"fabricados\" na idade média pelos feiticeiros da época.
- Feiticeiros? — eu perguntei curiosa.
- Isso pode matar qualquer coisa, não é apenas uma arma, é voodoo puro... Mas quero que entenda, que não pode perdê-la, é sua, e de mais ninguém. — ele parou de falar, pensando. E então desapareceu e eu fiquei esperando, ouvindo-o mexer em alguma coisa dentro do quarto. Em segundos ele estava de volta.
- Aqui. É uma bainha. — então me entregou um pano de couro na forma do punhal, preso a um tipo de cinto do mesmo material.
- Ah, o troço para guardar facas. — era mais facil dizer que aquilo era uma faca.
Eu entendi pra que servia, deixei a faca ali, encobrindo a lâmina e deixando apenas a parte de cima do cabo aparecer.
- É bom deixá-la escondida.
Por um momento, eu pensei em simplesmente pendurar na cintura, mas decidi prender um pouco acima do joelho.
- É temporário. — expliquei.
- Acho que ja disse tudo, preciso ir agora. — ele suspirou pesadamente, quase com tristesa, e sorriu em seguida de um jeito estranho, de novo.
- Vai aonde? As garotas vão embora amanhã, vai estar aqui para se despedir? — eu perguntei, vendo-o se afastar.
- Claro. — ele deu de ombros. E parou com a mão na maçaneta da porta, e então deu meia volta.
- Estarei no forte. — Alex murmurou beijando o alto da minha cabeça — Cuide-se.
Algo atingiu meu estômago com força quando ele se afastou.
- Está me assustando. — eu agarrei seu pulço e ele parou novamente.
- Não se preocupe. — sua voz parecia falsamente confiante.
- Vai voltar logo? — eu perguntei largando o pulço, eu devia estar fazendo papel de idiota. — Alex?
Ele se virou e caminhou até a porta, passando por ela como um vulto, mas fechando-a ao passar.
Ele não respondeu.

***

\"Take a photograph\"
Tire uma foto

\"It\'ll be the last\"
Ela será a última
[...]
Rain — Breaking benjamin

Música do jogo: Born to the wild — Steppenwolf — http://www.youtube.com/watch?v=rMbATaj7Il8
Música da festa: whikey in the jar — Metallica > http://www.youtube.com/watch?v=piWUUsaEn_I&feature=related

Notas finais

Então gente? Eu já tenho o próximo capítulo pronto, etnão vou postá-lo sábado que vem provávelmente.

Que acharam? Reviews? :B

Até a próxima