Sweet Blood
19 Capítulo 19 - Explain it to me 2/2
Notas iniciais

Explain it to me 2/2
(N/A: faz tempo que eu não faço isso de por nota no meio do capítulo, mas é urgente, por favor, leiam as notas iniciais!)
Narradora.
Vez ou outra, conseguia flagrar os olhos castanhos caindo sobre suas costas, mas quando finalmente virava-se para estabelecer um verdadeiro contato visual, já era tarde, Isabella voltava a encarar a estrada e fechava-se em sua bolha.
Era desnecessário Damon pensar no motivo daquilo tudo, o simples ato de ela ter apontado para o celular desbloqueado explicava: Ela havia visto as fotos.
Não era sua intenção que Isabella as visse, tinha apagado algumas, aquelas restaram, mas nunca imaginou que aquilo pudesse acontecer... o que, de fato, foi um pensamento um tanto quanto estúpido de sua parte, de certa forma, ele subestimou a garota e agora via as consequências.
Porém, por outro lado, aquilo era até bom, não teria mais que esconder nada de Bella, ela poderia entender o que se passava e isso, de certa forma, o aliviou bastante.
Entretanto, enquanto Damon conseguia achar um lado bom naquela confusão, Isabella apenas tentava entender o que estava acontecendo. As vezes ela encarava Damon e pensava que, por mais que ela quisesse desistir e perguntar a ele, tinha que resistir e manter a pose de durona. Por isso, desviava cada vez que os dois se olhavam ao mesmo tempo, nunca estabelecendo um contato visual por mais de três segundos... não que ela tenha contado.
O silêncio forçado era encomodador, Bella sentia como se Damon quisesse falar algo, mas ao mesmo tempo não fosse falar, por que não achava necessário e isso só a irritava mais e mais.
Por mais que tenha parecido durar horas, o caminho até a casa aonde Damon, Bonnie e Jeremy moravam a não demorou muito. Assim que Bella parou, tirou o cinto e foi a primeira a sair do carro, deixando Damon para trás.
A garota não quis esperar o Salvatore sair, pois seu coração havia acelerado, junto da respiração e ela queria esconder a ansiedade dentro de si. Evitar ao máximo mostrar a Damon como se sentia perante a situação e manter-se inflexível era seu novo objetivo.
Andou rapidamente pela calçada e chegou a porta. Depois de respirar fundo, a garota finalmente deu duas batidas na porta, fechando os olhos logo depois de juntar as mãos ao corpo. Pôde sentir que, naquele exato momento, Damon estava atrás de si. Não precisava ter olhos nas costas para saber que ele a media de cima a baixo, como se tentasse adivinhar o que iria acontecer a seguir; os dois sabiam que ele não podia.
Mais ou menos dez minutos depois, a figura de uma Bonnie com os ombros tensionados apareceu na porta. A Bennett usava uma blusa rosa de alça, com um casaco azul escuro e simples por cima, além de shorts jeans. Estava descalça.
Apesar da roupa ser confortável, havia algo no olhar da garota que dizia totalmente o contrário, como se ela se sentisse totalmente desconfortável na situação em que se encontravam.
Bem, ela deveria imaginar-se na situação que Bella encontrava. Achar fotos dela e pessoas cujas quais nunca viu na vida no celular do atual namorado não era o que a Swan poderia definir como “a melhor experiência do universo”.
De qualquer forma, Bonnie disfarçou rapidamente a insegurança com um sorriso mínimo no rosto e deixou os dois passarem. Convites formais não eram necessários.
Assim que passou pelo corredor extenso e chegou a sala, Isabella parou na frente de um sofá, enquanto, no outro, a sua frente, Damon e Bonnie posicionaram-se um ao lado do outro. Aquilo não tinha sido combinado e isso é o que deixava o ar mais tenso e a situação mais estranha.
Todos se encaravam, Bonnie olhava Damon, tentando entender o que acontecia, Damon encarava Isabella, tentando achar algum vestígio na garota, algo em que ele pudesse se agarrar e saber que ela não desmoronaria em lágrimas dentro de segundos, Isabella, por sua vez, encarava os dois. A vontade de chamá-los de traidores era enorme e, de repente, ela se deu conta de que aquela sala havia se tornado pequena para tamanha raiva que ela sentia.
– Então, Bella, por favor, me conte, o que houve? – Bonnie perguntou, não aguentando mais.
Isabella respirou fundo, tentando pensar no que responder. Passou os olhos pela sala. Seus olhos rapidamente se perderam na foto que ela havia visto no dia do baile.
Várias coisas se passaram por sua cabeça, Isabella então percebeu o quanto sua vida mudou desde o dia em que Damon Salvatore, Bonnie Bennett e Jeremy Gilbert entraram em sua vida. Junto do nome de Jeremy, veio junto, ainda, a última frase dita por ele, pouco antes de sair da sala e deixá-la a espera de Bonnie para arrumá-la para o maior evento da cidade.
“(...)Você gosta dele, muito provavelmente o ama...”
Deixou um suspiro cansado escapar-lhe antes de voltar a encará-la.
– Tudo. – respondeu rapida e intensamente.
– Bella...
– Não, nada de “Bella”! – a Swan cortou Bonnie. – Eu quero respostas, exijo respostas! Quer dizer, alguém por favor, pode me explicar por que diabos eu tenho fotos com pessoas as quais eu nem conheço no celular de Damon? Pode me explicar por que caralhos eu tenho fotos com Damon em lugares os quais eu nunca estive? Eu só quero entender, só isso e se não for pedir demais, ter um pouco de paz e viver em paz seria ótimo também! Eu já estou cansada de viver em meio a segredos e mentiras... – naquela altura, Isabella abraçava o próprio corpo, como se sentisse frio, enquanto mantinha a cabeça abaixada e lágrimas já começavam a rolar sobre sua bochecha.
Aquela imagem cortou o coração dos dois parados na frente da garota.
Foram idiotas de não contar? Foram.
Mas eles tinham motivos, motivos bons e viáveis.
Ao menos era o que eles pensavam...
– Bella, nós... – Damon começou, dando um passo para frente, porem algo o impediu; uma mão.
– Damon, deixe-me a sós com Isabella, por favor. – a Bennett pediu. Sua voz estava distante.
O Salvatore olhou para as duas e então a questão pairou sobre sua cabeça: Deixar ou não deixar Bonnie tomar as rédeas da situação?
– Eu sei que, mais do que eu, quer explicar tudo para ela, acredito nisso, mas apenas me deixe fazer isso... sinto como se fosse o certo a fazer. Vocês conversam melhor depois. – mais uma vez ela pediu, retirando a mão do ante-braço de Damon e abaixando a cabeça.
Bella mantinha-se do mesmo jeito, porém, a cabeça estava levantada, ela encarava toda a cena de frente, sentindo como se fosse tolisse fugir, não olhar. Ela já estava ali, tudo oque tinha de fazer era esperar e vê-los tomarem a iniciativa. Entretanto, ela desejava do fundo do coração não ter deixado aquelas lágrimas rolarem.
– Tudo bem, estarei lá em cima, desço novamente quando terminarem. – dito isso, Damon olhou nos olhos de Isabella, como que, por mais que a fala tivesse sido dirigida a Bonnie, ele quisesse deixar claro que, na verdade, era para ela, que era ela a quem ele estava assegurando de que voltaria.
Mais silêncio enquanto as duas garotas observaram o moreno virar-se de costas e subir as escadas.
Apenas quando Bonnie ouviu a porta do quarto de Damon se fechar, respirou fundo, tomando coragem para começar a falar.
– Escute, Isabella, o que vou te explicar aqui não é fácil. Apenas me garanta que, de modo algúm, me interromperá. – Bonnie pediu, enquanto se sentava e assumia uma postura um tanto quanto mais... superior, apenas para demonstrar segurança a Isabella, que permanecia em pé e abraçada a si mesma na sua frente.
– Tudo bem. – conseguiu responder sem gaguejar e isso já fora uma vitória.
– Não quer se sentar? – ofereceu a Bennett.
Engolindo em seco, lembrou-se de que ela havia dito que a história era “terrivelmente longa” e decidiu optar por sentar-se no sofá atrás de si.
Assim que viu a Swan confortável, sentada no mesmo sofá que Bonnie, a a um assento de distância, a Bennett pigarreou e, em alguns segundos, começou.
– Imagino que já saiba a história de Damon e Stefan, certo? – Bonnie questionou.
– Sim. – Bella respondeu imediatamente.
– Ótimo, isso facilita. – a Bennett respirou fundo. – Lembra-se da irmã de Jeremy, certo?
– Elena? – Bella chutou.
– Exato. – Bonnie sorriu. – Bem, digamos que ela é uma cópia, uma cópia de Katherine, a mulher por quem Damon e Stefan brigaram no passado. O que significa que uma é idêntica a outra.
Isabella se chocou, tentando processar a informação, vampiros, lobos, bruxas e agora até cópias. As coisas realmente iam muito além do que ela imaginava.
– Bem, elas não são idênticas á toa. Acontece que, há milhares de anos atrás, existia essa bruxa, Quetsiyah, e o homem por quem ela era apaixonada, Silas. Digamos que ela fez um elixir da imortalidade para que Silas e ela tomassem no dia do casamento deles. Infelizmente, sua ex-serva Amara, havia se apaixonado por Silas e o sentimento era recíproco. Os dois tomaram o elixir para viverem juntos eternamente, é ai que entra um porém. A ordem natural das coisas é nascer, crescer e morrer, uma vez que Amara e Silas eram imortais, a natureza teve de achar uma forma de recuperar o equilíbrio, e isso só foi possível de duas formas: A primeira e mais conhecida são as cópias. Uma cópia de Amara e Silas nasce de alguns anos em alguns anos. Veja, Stefan e Elena são cópias de Amara e Stefan. A outra forma é menos conhecida e mais... perigosa da história. — a Bennett respirou fundo antes de continuar. — A outra parte insiste na criação de uma cura para a imortalidade dos dois.
E então a sala ficou silênciosa, em parte por que Bonnie não sabia mais como continuar a contar aquilo e, em parte por que ela sabia que Isabella precisava de um tempo para processar tudo o que havia sido dito.
– Okay, agora... lembra-se de que Jeremy disse que os pais dele morreram, certo? – Bonnie perguntou.
– Claro que me lembro, foi no jantar que vocês foram lá em casa. – Bella rapidamente respondeu.
– Bem, digamos que tudo começou a complicar uns quatro meses depois disso. Damon e Stefan apareceram na vida de Elena, eu descobri ser bruxa, Elena descobriu ser uma cópia, Caroline virou vampira, Tyler, um amigo nosso, descobriu ser um lobo, Jeremy um caçador e quando tudo parecia na linha, descobrimos sobre os originais, os primeiros vampiros da face da terra. Klaus precisava de Elena para um ritual que libertaria seu lado híbrido e bem no tempo em que tudo isso foi descoberto, você apareceu, Bella. Segundo o que nos contou, Phill estava viajando muito e sua mãe quis visitar uma antiga amiga que morava na cidade, essa amiga, no caso, seria Jenna, a tia de Elena. Todos nós nos habituamos com a sua presença muito fácil e foi então que as coisas começaram a pesar mais ainda. Damon e você começaram a se envolver e ele decidiu te contar tudo sobre o mundo sobrenatural. – Bonnie respirou e ajeitou a postura antes de continuar. – Você demorou um pouco para aceitar, mas no fim deu tudo certo. Porém, ninguém esperava o que veio a seguir. Depois de muita luta, Elena fora usada no ritual e havia sangue de vampiro em seu organismo, então ela voltou como vampira. O que acontece é que no dia seguinte em que Elena fora usada no ritual, eu comecei a ter uns sonhos esquisitos e bem, todos eles envolviam algum vampiro sugando o sangue de uma garota. Achei que estava ficando louca e o resultado de andar tanto com vampiros eram esses sonhos. – riu sem humor. – Mas eu estava completamente errada, Bella. – sorriu triste e abaixou a cabeça. – Uma semana depois alguns detalhes nas garotas começaram a mudar aos poucos. Primeiro o cabelo, ele foi se tornando marrom, até chegar num tom marrom escuro. Então os olhos que antes de um azul límpido, passaram a marrom chocolate, até finalmente ocorrer a mudança que mais me apavorou. Numa noite, após uma festa da escola, eu me deitei na cama e dormi, apenas para ver a perfeita imagem de uma garota de longos cabelos marrons, olhos castanhos e pele tão branca que chegava a ser translúcida, ser morta por um vampiro qualquer. Acordei afobada e demorou um pouco até eu perceber que essa garota, Isabella, era você.
Bella arregalou os olhos e engoliu em seco, sentando-se um pouco mais perto de Bonnie, segurou a mão da Bennett e sinalizou para que ela continuasse.
– Tem certeza? – Bonnie levantou a cabeça, olhando Isabella nos olhos.
– Tenho. Eu preciso saber, Bonnie.
– Okay... – ela tomou fôlego. – Bem, esses pesadelos tinham que ter uma explicação, você não começa a ver sua melhor amiga sendo mordida por um vampiro de uma noite para outra sem motivo algúm. E foi fazendo algumas pesquisas que eu descobri como a história de Tessa e Silas se liga com a sua. Lembra o que eu lhe falei sobre o equilibrio?
Isabella assentiu, a ansiedade corria por seu corpo, ela sentia seu coração fosse sair pela boca. Era impossível ela ficar assim, não se considerava uma pessoa curiosa. Sentiu o coração bater cada vez mais rápido e se Bonnie não disesse logo o que estava acontecendo, iria entrar em pânico.
– Lembro. – foi tudo o que conseguiu dizer.
– Pois bem, Isabella, acontece que você é nada mais, nada menos do que a cura para a imortalidade. Nas suas veias, corre a única coisa que pode transformar um vampiro em humano.
Bella arfou surpresa, as palavras fugiram de sua boca e ela não sabia mais o que falar. Além do coração acelerado, ela sentia como se a qualquer momento fosse desmaiar.
Soltou as mãos de Bonnie e as levou para a boca, sentiu os olhos encherem de lágrimas. Mordia o lábio inferior, enquanto tentava abafar o grito.
Aquilo não poderia estar acontecendo, mas que diabos! Ela não poderia ter uma vida normal?
– Eu vou sair, pode ficar aqui se quiser, Bella. Você precisa de um tempo para analisar essa situação e...
– Não! – Bella parou Bonnie, segurando-a com firmeza pelo braço, impedindo-a de se levantar. – Termine a história, por favor, Bonnie.
A Bennett respirou fundo e arrumou-se no sofá.
– Assim que eu descobri isso, percebi que, no caso, você seria a chave para transformar Elena em humana novamente. Conversei com Damon e ele disse que poderíamos pesquisar mais sobre isso e que o meio mais fácil de arrumar essa... bagunça toda, era te transformar em vampira, por mais que ele soubesse que Elena queria virar humana, se ela sugasse a cura de dentro de você, estaria te matando, Bella. E foi a partir daí que tudo desmoronou. Klaus descobriu sobre a sua existência e exigiu que você fosse transformada, caso contrário, ele te mataria. Mas havia um problema. As curas foram feitas para serem usadas, sendo assim, não havia um jeito de lhe transformar. Cada vez que Damon lhe dava seu sangue, você o cuspia em menos de dez minutos. E, assim que Klaus soube disso, ele começou a lhe ameaçar. Ele chegou ao ponto de mandar vampiros, híbridos e o diabo atrás de você. Até que certo dia ele chegou longe demais. – naquele ponto, os olhos de Bonnie estavam distantes, a voz embargada e ela parecia segurar o choro. – Ele simplesmente ateou fogo na sua casa, Bella. Enquanto você e sua mãe dormiam. Damon correu até lá assim que recebeu uma mensagem sua... ele nunca me disse o que estava escrito na mensagem, tudo o que sei é que foi o necessário para ele mobilizar todos nós e ordenar que fossemos para a sua casa. Juro que eu nunca o havia visto daquela forma, tão... preocupado, como se a vida dele estivesse naquela casa. E foi depois de te tirar de lá, quase morta, que ele tomou a pior decisão da vida dele. – uma lágrima escapou dos olhos de Bonnie. – Ele tirou seu colar de verbema e esperou 24 horas até ela sair do seu organismo e então ele fez, ele fez você esquecer e te tirou da cidade por uns tempos, ao menos até que Klaus desistisse de te matar. Bem, acontece que depois disso, Klaus percebeu que você havia sumido e achou que o plano havia funcionado. Damon decidiu dar um tempo para você, para ver se Klaus não iria voltar mais. Demorou, mas quando isso não aconteceu, fomos atrás de você, apenas para descobrir que havia se envolvido com outro cara.
A Swan abaixou a cabeça, sabendo que se referiam a Edward, provavelmente, seu maior erro.
– Hey, não fique assim, você não traiu Damon nem nada, mal sabia que estava com ele! – Bonnie sorriu fraco. – Bem, de qualquer modo, tentamos descobrir um pouco sobre os Cullens e logo soubemos que eles eram frios. Você parecia feliz e então não quisemos nos intrometer, até...
– Até os flashs começarem, certo? – tentou adivinhar.
– Exato. Nós vinhamos te acompanhando de longe, Damon as vezes ia para Forks e eu, como estava ligada a você por ser a cura, via alguns “passos” que você dava. Eu vi quando James tentou lhe atacar e contei para Damon que jurou que ia aparecer e tirar você daquele lugar no exato instante em que aquela ideia passou pela sua cabeça, porém eu o fiz prometer não se envolver, veríamos como tudo ocorreria e então nos intrometeríamos conforme fosse. Por sorte os Cullen te salvaram, mas não parou por ai. Certo dia eu estava andando por Mystic Falls com Elena quando, segundo ela, cai desmaiada sem explicações. Foi então que eu vi você tendo aqueles sonhos, Bella.
– Você... Você viu os sonhos? – Isabella questionou, corando, por causa de alguns dos flashs.
– Não todos, apenas aquele. – Bonnie confessou, fazendo a outra suspirar aliviada, o que lhe arrancou uma gargalhada. – E foi a partir daí que o nosso cuidado aumentou. Começamos a te observar, até percebermos que esses flashs eram coisas da sua memória voltando.
– E... você sabe o por que? – Bella a interrompeu, curiosa.
– Bem, eu tenho uma tese. Bella, como você mesma pode ver, Edward nunca conseguiu ler sua mente, certo? – Bonnie perguntou e ela fez que sim com a cabeça. – Bem, a minha tese é de que você tem uma espécie de defesa, algo que impede que qualquer tipo de manipulação ou coisa do gênero seja feita por qualquer uma das espécies. Edward não pode ler sua mente, Damon pode te hipinotizar, mas tomamos conhecimento de que, futuramente, essa hipinoze passaria aos poucos e é por isso que você teve todos esses desmaios.
– Então eu tenho um... escudo na minha cabeça? – questionou a Swan, franzindo o cenho.
– Basicamente, sim, é isso. – Bonnie concordou.
– E você sabe quando...
– Não, infelizmente eu não tenho a menor ideia de quando tudo vai voltar, Bells. – a interrompeu, sabendo perfeitamente o que a outra ia perguntar. – Deixe-me só te pedir uma coisa, okay?
Isabella assentiu.
– Não fique tão brava com Damon, dê a ele um desconto, como eu te disse, no dia em que sua casa pegou fogo ele ficou tão atordoado com a ideia de lhe perder que eu fiquei assustada, provavelmente por que aquele lado possessivo e cuidadoso de Damon ninguém nunca havia visto. Então, ele pode até estar errado, mas se ele fez aquilo tudo, foi apenas para o seu bem.
Pode deixar Bonnie. – Bella sorriu, respirando fundo.
Antes que ela se desse conta, lágrimas começaram a cair de seus olhos, era uma avalanche de emoções cujas quais ela não conseguia explicar, ia desde medo, até raiva e amor.
– Oh, meu Deus. – Bonnie sorriu de canto e puxou Isabella para um abraço. – Acalme-se, tudo vai ficar bem, okay?
Aquele choro estava entalado na garganta da garota desde o dia em que Edward a deixara, naquele dia ela extravasara a raiva, mas a tristeza por ter sido deixada, ainda estava lá, então veio todo aquele susto com Victória e por um mísero segundo, ela achou que fosse perder Damon e agora essa história toda. Sinceramente, ela precisava daquilo, um abraço verdadeiro e alguém que a garantisse que tudo terminaria bem.
– Vou manchar toda a sua camiseta. – Bella disse com a cabeça no ombro da amiga.
– Tudo bem, eu precisava de uma nova mesmo.
E então as duas riram.
Foi então que Damon apareceu na sala.
Bonnie respirou fundo e soltou Isabella, que rapidamente correu os olhos chocolates para onde o Salvatore estava.
– Vocês precisam conversar, vou sair e dar um tempinho pra vocês, volto mais tarde.
E, com isso, a Bennett saiu da casa, deixando os dois a sós.
Damon terminou de descer as escadas e parou na frente delas.
Isabella encarava o Salvatore com curiosidade, esperava que ele explicasse tudo o que acontecera e seus motivos por detrás disso.
Já havia escutado de Bonnie, mas queria ouvir cada palavra da boca dele.
Quando percebeu que ele não falaria nada, semicerrou os olhos e com a cabeça indicou para que ele começasse a falar.
Damon foi até a mesa de bebidas e pegou um copo de whisky antes de se acomodar no sofá.
Deu um gole no líquido e respirou fundo.
A Swan acompanhava cada ato seu, parada em pé alguns passos a sua frente.
Ela se via confusa, enquanto estava com raiva pelo que ele havia feito e seu orgulho mandasse-a esperar para que ele se desculpasse, ela sentia a necessidade de ter o corpo dele junto ao seu, de sua respiração descompassada se misturando a dela e de suas mãos tocando as partes exatas de sua pele por conhecê-la perfeitamente bem.
Talvez, no fundo, mesmo que tenha se esquecido de tudo, algo dentro de sí a dizia que havia alguma coisa faltando, sempre.
Achava que era alguém ao seu lado e interpretou erronêamente seus sentimentos por Edward. Misturou curiosidade com amor e o resultado não fora nada mais do que um coração quebrado.
– Não vai se explicar? — perguntou, quando viu que ele não abriria a boca.
– Preciso? — levantou a sobrancelha esquerda. — Eu não me arrependo do que fiz, não sou o Cullen, Isabella, penso antes de agir.
– Não te entendo, Damon, sério! Queria o que com isso? Que eu não fosse atrás de você? Que eu te odiasse? — exaltou-se, sua intenção era tentar resolver tudo pacificamente, mas esqueceu-se que quando se tratava de Damon Salvatore, isso era basicamente impossível.
– Eu não me importo que me odeie ou me ame. — postou o copo delicadamente sobre a mesa de centro e levantou-se. — Desde que esteja viva.
O Salvatore aproximou-se lentamente dela enquanto a encarava, mas Bella não recuou ou desviou o olhar, agora sabia verdadeiramente quem era e o que fazia, não era mais " A Bella dos Cullen", era simplesmente "A Bella" e ela tinha a perfeita noção do que iria ou não fazer, não precisava de Alice ou Edward para ditar seus movimentos.
Então, apenas ergueu um pouco o queixo e empinou levemente o nariz, rindo cínica.
– Continua não fazendo sentido, eu tenho certeza de que se você tivesse mais paciência nós passaríamos por essa juntos e então inesperadamente você me tira da jogada? Não parece exatamente um "ato de amor", Salvatore. — pronunciou cada letra do nome lentamente e aproximou-se mais um pouco dele.
Damon umedeceu os lábios e sorriu torto.
– Sabe que eu senti falta dessas nossas discussões? — riu nasalmente. — Ainda mais por que eu sei perfeitamente aonde elas acabam. — terminou com o tom de voz malicioso.
E em milésimos, Damon a prendeu contra a parede mais próxima. Os dois braços na direção da cabeça da garota e o rosto tão próximo que ela conseguia sentir perfeitamente a respuração dele batendo contra sua pele.
Mas sua mente não se preservou ali, indo diretamente para o cheiro que ele exalava.
Além do perfume e do cheiro natural (e atrativo, diga-se de passagem) ainda havia o aroma de menta e whisky. Duas coisas que, na visão dela, quando separadas, não faziam sentido, mas, quando se tratava de Damon, aquele cheiro já era mais do que suficiente para fazer seu coração acelerar.
– Eu sabia exatamente o que estava fazendo quando te fiz esquecer, se não o fizesse talvez essa hora você estivesse morta. Além do mais eu disse que viria atrás de você e olha aonde estou agora! Ou acha que vim aqui para apreciar a paisagem? — debochou.
– Não sei, as florestas de Forks conseguem ser bem atrativas quando querem. — retrucou, semicerrando os olhos e sorrindo irônica.
Sem um pingo de paciência para retrucar as provocações de Isabella, em poucos segundos, tudo o que o Salvatore fez foi pressionar seus lábios contra os dela.
Realmente Bella estava com raiva, mas não o suficiente para partir o beijo. Existia uma linha tênue entre o orgulho e a estupidez; parar o beijo naquele exato momento, quando ela queria, mais do que tudo, sentir o toque da pele de Damon contra a sua, seria, no caso, a pior estupidez.
Deixando-se, então, ser guiada pelos instintos, a Swan aprofundou o beijo e levou as mãos para a nuca dele, arranhando-o levemente.
Damon não ficou muito para trás, puxando-a ainda mais para sí e abraçando possessivamente sua cintura com os dois braços.
Desta vez, Bella tinha plena certeza do que fazia, muito mais do que nas duas primeiras vezes em que se beijaram.
Seus dedos passavam por entre os fios de cabelo do Salvatore, reconhecendo cada sensação e aproveitando-as ao máximo.
Leve e cuidadosamente passou as mãos por cima da blusa dele até chegar na barra e sem pudor algum passar as mãos por dentro da blusa, em seu abdômen, para só depois começar a desabotoá-la.
O Salvatore, se vendo em leve desvantagem, mordeu o lábio inferior de Bella e desceu as mãos para a bunda da garota, apertou-a e passou as mãos para frente, desabotoando o shorts que ela usava.
Quando finalmente se livrou da peça e jogou-na em qualquer canto, desceu os lábios da boca dela para a bochecha, mandíbula e finalmente pescoço.
Agora Isabella estava pouco se fodendo se iria ficar com marcas ou não, não devia absolutamente nada para ninguém, então ergueu o pescoço para aproveitar melhor o contato e arfou quando sentiu a respiração dele contra sua pele, mas ainda assim, quase que completamente entregue e anestesiada, continuava a desabotoar a roupa dele.
Damon parou de beijá-la para que pudesse se livrar da blusa que já estava totalmente aberta. Tirou uma manga de cada vez e assim como o short os dois não viram exatamente aonde fora parar.
Pegou-a no colo e voltaram a se beijar, mas a garota se separou, arfou e mordeu o próprio lábio inferior quando sentiu as costas baterem contra uma porta de madeira.
Após algumas tentativas, Damon balbuciou um "foda-se", fazendo com que ela jogasse a cabeça para trás e risse.
Ele apenas ignorou e optou por arrombar a porta.
Assim que a passagem se abriu, Damon voltou a dar atenção aos lábios de Bella, que havia descido as pernas de seu colo e se deixava ser guiada até a cama.
O Salvatore a deitou contra o colchão, enquanto sua mão esquerda segurava a mão direita dela e ele aproveitava aquilo para deitá-la da maneira mais confortável possível.
Quando Isabella finalmente sentiu as costas baterem contra o colchão, sentiu também a palma da mão de Damon sobre a sua, fazendo com que o contato mais a situação em que se encontravam, a excitasse cada vez mais.
Então, após passar os olhos rapidamente pelo rosto da garota, o Salvatore beijou-lhe os lábios, indo cada vez mais para o pescoço, até finalmente chegar no colo.
Antes que a Swan pudesse protestar, um barulho de tecido rasgado foi ouvido.
Ela riu e estralou a língua e enquanto Damon beijava o vale de seus seios, ele levou as mãos até o fecho frontal do sutiã, que fora rapidamente jogado de lado.
Damon era obrigado a admitir, tinha sentido falta da garota, ele a amava, afinal, mesmo que ela fosse teimosa, respondona e tivesse leves tendências suicidas.
Levantou-se levemente e deu um leve selinho na garota, num gesto de carinho e voltou a atenção a seus seios logo depois.
Beijava e lambia um enquanto massageava o outro, fazendo-a soltar pequenos gemidos vez ou outra.
Mais uma vez ele desceu os beijos e fez uma trilha que partia de seus seios, passava pela barriga e parava um pouco acima da calcinha.
Por que ainda não tinha se livrado dela mesmo?
Levou as mãos para as laterais da peça e a abaixou, com o auxílio de Bella, que ergueu um pouco a cintura.
Assim que chegou aos pés, Damon voltou para cima e foi trabalho da garota chutar a calcinha e jogá-la para fazer companhia ao sutiã.
Beijou, então, o interior de sua coxa esquerda e logo depois direita.
Sem muita pressa, Damon depositou um beijo na intimidade da garota e logo depois começou a estimulá-la com a língua em seu ponto frágil o que a fez gemer.
Em certo momento, Bella sentiu dois dedos penetrarem-na. Não conseguiu segurar-se mais e gemia conforme o Salvatore ia aumentando o ritmo com os dedos.
Era loucura como ele sabia perfeitamente em que áreas tocá-la e a forma com que ele o fazia a deixava mais excitada do que nada no mundo.
Ela implorava para que ele fosse mais rápido, mas Damon parou antes que ela chegasse ao ápice.
A Swan encarou com raiva, mas logo a sua expressão se tornou maliciosa quando ele fez o caminho de volta e voltou a selar seus lábios.
Sentir seu gosto a excitou muito mais e em pouco tempo, ainda enquanto se beijavam, ela inverteu as posições e se viu por cima.
Desceu os beijos rapidamente dos lábios para o pescoço e do pescoço para o abdômen.
Foi com gosto que ela arranhou levemente o lugar, fazendo um gemido sôfrego escapar da boca de Damon.
Continuou a descer os beijos e parou aonde começava a calça.
Tirava o cinto apressadamete e fazia questão de olhar para cima e encará-lo enquanto isso.
Desabotoou a calça jeans em questão de segundos e puxou-a rapidamente para qualquer canto. Começou então a tirar a boxer do Salvatore vagarosamente, revelando sua ereção e ele repetiu a ação da garota quando a peça chegou aos seus pés; chutou-a para longe.
Bella sentou-se em cima da perna e começou então a masturbá-lo com a mão esquerda, alternando as vezes para lambidas.
Damon não conseguia evitar alguns gemidos que o escapavam, ainda mais por que a visão da garota a sua frente era extremamente sexy e ela, vendo que ele se segurava, deu um sorrriso sacana e enquanto olhava para cima falou:
– Geme pra mim, Damon, geme pra sua Bella. — destacou o sua.
E aquilo foi suficiente.
Em milésimos de segundos, Damon voltou a ficar por cima. A encarou intensamente e a beijou, penetrando-a logo em seguida, enquanto colocava a mão em sua cintura, segurando-a.
Bella não pôde evitar e gemeu surpresa durante o beijo, mas só aquilo não parecia suficiente, portanto, tirou as mãos do lençol e levou-as para as costas dele, arranhando-as a ponto de quase sangrar.
Estava quase chegando ao seu limite, porém precisava de mais, então, aproximou os lábios do ouvido do Salvatore e sussurrou sensualmente.
– Mais rápido. — implorou, mordendo o lóbulo da orelha dele, voltando a deitar a cabeça ao travesseiro logo depois, enquanto ele descia os beijos para seu pescoço.
Todavia, ela não conseguia ficar longe dos lábios dele por muito tempo, então pegou seu rosto nas mãos e guiou-o para cima, para voltar a sentir os lábios dele contra os seus.
E mais uma vez, ela mudou as posições, colocando-se por cima e de frente para ele, enquanto sentia as mãos dele passarem de sua cintura para a bunda, ditando o ritmo e as dela apoiavam-se nele, próximas ao abdômen.
– Geme Bella, minha Bella. — pronunciou as palavras com o tom de voz rouco, enquanto ela mordia o lábio inferior para evitar alguns gemidos. — Pare de morder o lábio para se segurar e provar para mim o quanto eles são macios, por que isso eu já sei. — dizia provocativamente.
E, diante daquele pedido, ela parou de se segurar, gemendo livremente, sem se importar se ouviriam de lá ou da China.
Eram apenas ela e Damon, sem ninguém mais para atrapalhar, podia finalmente sentir-se feliz e completa.
Assim que os dois haviam chego ao ápice, Bella deitou o corpo para frente, apoiou as duas mãos uma em cada lado da cabeça do Salvatore e beijou seu ombro e logo depois pescoço, em um ato de carinho, enquanto tentava normalizar a respiração.
Depois disso, sentiu-se sendo levemente rolada pela cama até se ver com a cabeça deitada no ombro de Damon e ele passava carinhosamente a mão em seu cabelo, em um cafuné reconfortante.
Eles estavam juntos e, pasmém, felizes.
Coisa que nem Edward, Jacob ou qualquer pessoa atrapalharia.
"Somos nós dois contra o mundo".
Bella riu, diante do pensamento.
O carinho em seu cabelo era sua dose de calmante particular, a luz da lua parecia na medida certa, a música que tocava na rádio relaxava-a por completo e então ela se deixou levar pelo sono, fechando os olhos e se entregando a escuridão...
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